Análise crítica ao artigo "Ideias Fortes"



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Gestão de Empresas ANÁLISE



Ficha de Caracterização do Trabalho

Título: Análise crítica ao artigo “Ideias Fortes” da revista Exame de Abril de 2004

URL: http://student.dei.uc.pt/~sveiga/GE/analise.doc

Data: 30 Maio de 2004

Esforço: 12 horas

Motivação: numa altura de crise económica achei interessante procurar um caso de sucesso.

Aprendizagem: melhorei a minha capacidade de elaboração de textos. Apreendi os conceitos e ideais gerais transmitidas pelo artigo.

Conteúdos: criação e organização de equipas de sucesso no mundo empresarial e não só.

Processos: capacidade de resumo, análise e interpretação de textos e expressão da opinião.

Sumário: análise crítica ao artigo “Ideias Fortes” por Pedro Fernandes, para a revista Exame de Abril de 2004.
Palavras chave: baby steps, corporate, eventos, happenings, ideias, in-house.

Análise crítica ao artigo “Ideias fortes

por Sérgio Rui Ferreira da Veiga


Introdução
Nos dias de hoje, cada vez mais, os negócios dependem de ideias, mais concretamente da ideia base para um negócio original, mas pretendido pelo mercado. Foi isso que se passou com Frederico da Cunha, que foi cozinhando uma ideia até se tornar possível a sua implementação. Com um capital inicial de cinco mil euros, fundou em parceria com Rodrigo Herédia a StressLess. É uma empresa vocacionada para a organização de eventos sendo o seu trunfo relativamente à concorrência a apresentação de ideias diferentes e originais para o mesmo tipo de eventos.


Resumo do artigo
A melhor maneira de uma boa ideia é ter muitas. Frederico Espírito Santo da Cunha assumia sempre a responsabilidade de organizar festas e happenings dentro do seu grupo de amigos destacando-se pela forma como introduzia novas ideias em rotinas velhas. Com o passar dos anos o projecto StressLess ganha forma mas só arranca em 2001. Começa com apenas duas pessoas (Frederico da Cunha e Rodrigo Herédia) e quem se juntaram Bernardo Capucho e Rita Pissarreira. Este é um dos segredos do seu sucesso. O ponto de partida foi o Model Challenge em 2000 com um campeonato de voleibol de praia entre várias agências de modelos da Europa, desde Lisboa a Munique, passando por Barcelona, Milão e Paris. Depois decidiram fazer um plano de acção que resultou na divisão da empresa em duas áreas de negócio distintas e complementares: in-house e corporate. A primeira cria eventos para serem passados a projectose depois vendidos a sponsors e a segunda é dirigida a grandes empresas, dedicado à organização de eventos muito especiais tais como conferências de imprensa. Outro segredo será a alternância entre estes dois tipos de negócio: “Quando não temos trabalho no corporate recorremos ao in-house, e vice-versa”. Na organização de eventos há uma questão complexa que é a relação custo/qualidade.

Os eventos exigem grande dedicação. Por isso mesmo, as parcerias fazem parte da sua filosofia de negócio. Poucos clientes de modo a que sejam trabalhados até à exaustão num modo taylor made. Pretendem internacionalizar-se para Espanha, onde já fizeram um road-show, “...não podemos parar. Mas tudo com baby-steps”.




Reflexão e análise crítica

Começo por referir que o tema me parece muito importante para todos os alunos de Processos de Gestão e Gestão de Empresas. Sendo o artigo sobre uma empresa que se formou numa altura em que o país entrava numa época de crise económica torna-se um exemplo do que fazer e principalmente do que não fazer. Durante a leitura do artigo torna-se óbvio aquilo que o autor (ou o entrevistado – Frederico da Cunha) considera serem os segredos do sucesso da StressLess. Estes são o pequeno número de trabalhadores (“...Poucos mas bons”), a abordagem do mercado de forma segmentada, a criação de pequenas coisas baseadas em boas ideias, manter um número reduzido de clientes para que sejam trabalhados até à exaustão e à medida. Grande parte do sucesso também está relacionado com o aproveitamento de projectos que mesmo tendo sido recusados por clientes retornam à base e são reformulados para futura apresentação.

A leitura do artigo faz-se de um modo bastante agradável, tornando-se assim de fácil compreensão embora me pareça que abusa um pouco do parafraseamento. Os conceitos nele contidos são de fácil apreensão.

Seria também interessante se o artigo contivesse um pouco mais de números relativos ás contas da empresa, pois sendo um mercado pouco vulgar o leitor pode não ter a real noção dos valores monetários envolvidos nestas transações.



É no geral um artigo interessante, real e actual, e ainda motivador para novos investidores.


Departamento de Engenharia Informática, Universidade de Coimbra 2003/2004





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