Anatomia humana I



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CENTRO DE ENSINO SUERIOR DO AMAPÁ - CEAP

ANATOMIA HUMANA I

Prof. Cláudio Costa

CAPÍTULO I
ANATOMIA HUMANA GERAL


  1. Aspectos históricos

Em termos mais restritos e clássicos, a anatomia confunde-se com a morfologia interna, isto é, com o estudo da organização interna dos seres vivos. O que implicava uma vertente predominantemente prática que se concretizava através de métodos precisos de corte e dissecação (ou dissecção) de seres vivos (cadáveres, pelo menos no ser humano), com o intuito de revelar a sua organização estrutural.

O mais antigo relato conhecido de uma dissecação pertence ao grego Teofrasto (? – 287 a. C.), discípulo de Aristóteles. Ele a chamou de anatomia (em grego, “anna temnein”), o termo que se generalizou, englobando todo o campo da biologia que estuda a forma e a estrutura dos seres vivos, existentes ou extintos. O nome mais indicado seria morfologia (que hoje indica o conjunto das leis da anatomia), pois “anna temnein” tem, literalmente, um sentido muito restrito: significa apenas “dissecar”.

Conforme seu campo de aplicação, a anatomia se divide em vegetal e animal (esta, incluindo o homem).

A anatomia animal, por sua vez, divide-se em dois ramos fundamentais: descritiva e topográfica. A primeira ocupa-se da descrição dos diversos aparelhos (ósseo, muscular, nervoso, etc...) e subdivide-se em macroscópica (estudo dos órgãos quanto a sua forma, seus caracteres morfológicos, seu relacionamento e sua constituição) e microscópica (estudo da estrutura íntima dos órgãos pela pesquisa microscópica dos tecidos e das células). A anatomia topográfica dedica-se ao estudo em conjunto de todos os sistemas contidos em cada região do corpo e das relações entre eles.

A anatomia humana se define como normal quando estuda o corpo humano em condições de saúde, e como patológica ao interessar-se pelo organismo afetado por anomalias ou processos mórbidos.

O desejo natural de conhecimento e as necessidades vitais levaram o homem, desde a pré-história, a interessar-se pela anatomia. A dissecação de animais (para sacrifícios) antecedeu a de seres humanos.

O clima geral do Renascimento favoreceu o progresso dos estudos anatômicos. A descoberta de textos gregos sobre o assunto, e a influência dos pensadores humanistas, levou a Igreja a ser mais condescendente com a dissecação de cadáveres. Artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci e Rafael mostraram grande interesse sobre a estrutura do corpo humano. Leonardo dissecou, talvez, meia dúzia de cadáveres.

Nos séculos XVIII e XIX, o estudo cada vês pormenorizado das técnicas operatórias levou à subdivisão da anatomia, dando-se muita importância à anatomia topográfica. O estudo anatômico-clínico do cadáver, como meio mais seguro de estudar as alterações provocadas pela doença, foi introduzido por Giovan Battista Morgani. Surgia a anatomia patológica, que permitiu grandes descobertas no campo da patologia celular, por Rudolf Virchow, e dos agentes responsáveis por doenças infecciosas, por Pasteur e Koch.

Recentemente, a anatomia tornou-se submicroscópica. A fisiologia, a bioquímica, a microscopia eletônica e positrônica, as técnicas de difração com raios X, aplicadas ao estudo das células, estão descrevendo suas estruturas íntimas em nível molecular.

Hoje em dia há a possibilidade de estudar anatomia mesmo em pessoas vivas, através de técnicas de imagem como a radiografia, a endoscopia, a angiografia, a tomografia axial computadorizada, a tomografia por emissão de positrões, a imagem de ressonância magnética nuclear, a ecografia, a termografia e outras.

  1. Anatomia Humana Geral

Partindo de um ponto de vista utilitarista, a divisão mais importante da anatomia é a anatomia humana, que pode ser abordada sob diferentes pontos de vista. Do ponto de vista médico, a anatomia humana consiste no conhecimento da forma exata, posição exata, tamanho e relação entre as várias estruturas do corpo humano, enquanto características relacionadas à saúde. Esse tipo de estudo é chamado anatomia descritiva ou topográfica; às vezes é chamada também de antropometria.

Do ponto de vista morfológico, a anatomia humana é um estudo científico que tem por objetivo descobrir as causas que levaram as estruturas do corpo humano a serem tais como são, e para tanto solicita ajuda às ciências conhecidas como embriologia, biologia evolutiva, filogenia e histologia.


  1. Generalidades Anatômicas

    1. Nomenclatura Anatômica

Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dá-se o nome de Nomenclatura Anatômica.

1955, em Paris, foi aprovada oficialmente a Nomenclatura Anatômica, conhecida sob a sigla de P.N.A. (Paris Nomina Anatômica).

A língua oficialmente adotada é o latim (por ser “língua morta”), porém cada país pode traduzi-la para seu próprio vernáculo.




    1. Termos gerais de Anatomia




  • Normal e Variação Anatômica

    • Normal  para o anatomista normal é o estatisticamente mais comum, ou seja, o que encontramos na maioria dos casos.

    • Variação Anatômica  é qualquer fuga do padrão sem prejuízo da função.

    • Anomalia  quando ocorre prejuízo funcional

    • Monstruosidade  quando a anomalia é acentuada, causando deformidades corporais. Geralmente é incompatível com a vida.




    1. Posição Anatômica

Para realizarmos estudos anatômicos convencionou-se uma posição corporal de referência, denominada de Posição Anatômica, descrita abaixo:

Posição ereta, com as mãos espalmadas voltadas para frente, dedos unidos, olhar no horizonte, pés juntos com os dedos voltados para adiante.


  1. Planos de Secção Corporal

Planos de ação são linhas fixas de referencia ao longo das quais o corpo se divide. Há 3 planos e cada um está em ângulo reto ou perpendicular com dois planos.



O plano frontal  passa através do corpo de lado a lado, dividindo-o em frente e costa. É também chamado plano coronal. Os movimentos que ocorrem neste plano são abdução e adução.

O plano sagital  passa através do corpo da frente para trás e o divide em direita e esquerda. Pode-se pensar nele como uma parede vertical cuja extremidade se move. Os movimentos que ocorrem neste plano são flexão e extensão.

O plano transverso  passa horizontalmente pelo corpo e o divide em parte superior e inferior. É também chamado plano horizontal. Neste plano, ocorre a rotação.

Sempre que um plano passa pela linha média de uma parte, esteja ela no plano sagital, frontal ou transverso, está se referindo ao plano cardinal, porque divide o corpo em partes iguais. O ponto onde os três planos cardinais se encontram é o centro de gravidade. No corpo humano este ponto é, na linha média, mais ou menos ao nível da segunda vértebra sacra, ligeiramente anterior a ela.



PLANO CORONAL PLANO SAGITAL PLANO TRASNVERSAL




  1. Eixos de Movimentos

Os eixos são pontos que atravessam o centro de uma articulação em torno da qual uma parte gira. O eixo sagital é um ponto que percorre a articulação de frente para trás. O eixo frontal vai de lado a lado e o eixo vertical, também chamado longitudinal, vai da parte superior à inferior.

O movimento articular ocorre em torno de um eixo que está sempre perpendicular a um plano. Outro modo de se descrever este movimento articular, é que ele ocorre sempre no mesmo plano e em torno do mesmo eixo. Por exemplo, flexão/extensão ocorrerá sempre no plano sagital em tomo do eixo frontal e a adução em tomo do eixo sagital. Movimentos semelhantes como o desvio radial e ulnar do punho também ocorrerão no plano frontal em tomo do eixo sagital.


  • Eixo sagital, ântero – posterior. Uni o centro do plano ventral ao centro do plano dorsal.

  • Eixo longitudinal, crânio – caudal. Uni o centro do plano cranial ao centro do plano podálico.

  • Eixo transversal, látero – lateral. Uni o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo.




  1. Planos Tangenciais




Plano Cranial (Superior): Se dividirmos o corpo ao meio no plano transversal, a parte cranial ou superior estaria acima do corte.

Plano Caudal (Inferior): Se dividirmos o corpo ao meio no plano transversal, a parte caudal ou inferior estaria abaixo do corte.



Plano Ventral (Anterior): Se dividirmos o corpo em duas partes pelo plano coronal, a parte da "frente" do corpo seria a ventral ou anterior.
Plano Dorsal (Posterior): Se dividirmos o corpo em duas partes pelo plano coronal, a parte de "trás" do corpo seria a dorsal ou posterior.


Plano lateral direito e esquerdo: É denominada quando é feito um corte sagital. O corpo é dividido em duas partes: uma direita e uma esquerda.

OBSERVAÇÃO: Em relação às mãos, a região anterior é denominada palmar e a posterior dorsal. Quanto aos pés, a região inferior é chamada de plantar e a superior dorsal.



  1. Termos de Direção e Localização Anatômicas


Proximal e distal: próximo ou afastado da raiz de implantação do membro. Próximo ou afastado da origem do vaso. Indicam a direção para a extremidade fixa do membro ou a oposta.

Superficial e Profundo: mais próximo ou afastando da superfície.

Medial e lateral: mais próximo ou mais afastado da linha sagital mediana (plano mediano).


Fonte: Anatomia Humana. Van de Graaff. 6ª Edição


Fonte: Anatomia Humana. Van de Graaff. 6ª Edição





  1. Tipos de Movimentos

As articulações movem-se em direções diferentes. O movimento ocorre em tomo de um eixo e de um plano. Os termos a seguir são usados para descrever os vários movimentos que ocorrem numa articulação sinovial. A articulação sinovial é uma articulação móvel livre, onde a maioria dos movimentos articulares ocorre.

- Flexão: é o movimento de dobra de um osso sobre o outro causando uma diminuição do ângulo da articulação.

- Extensão: é o movimento que ocorre inversamente à flexão. Causa aumento do ângulo de articulação, ou afasta as partes ósseas. O movimento, geralmente, traz uma parte do corpo à sua posição anatômica após esta ser flexionada. A hiperextensão é a continuação da extensão, além da posição anatômica.

- Abdução: é o movimento para longe da linha média do corpo e adução é o movimento de aproximação da linha média do corpo. As exceções a esta definição de linha média são os dedos e os artelhos, onde o ponto de referência para os dedos é o dedo médio. O movimento para longe do dedo médio abduz, mas aduz somente como um movimento de volta da adução. O ponto de referência dos artelhos é o segundo artelho. Semelhante ao dedo médio, o segundo artelho abduz da direita para a esquerda, mas não abduz a não ser como movimento de volta da adução.

- Circundução: é a combinação de todos esses movimentos numa seqüência em que a parte da extremidade faz um grande círculo no ar, enquanto as partes próximas à extremidade proximal fazem um círculo pequeno.

- Rotação: é o movimento de um osso ou parte dele em torno de seu eixo longitudinal. Se a superfície anterior se move em direção à linha média, é chamado medial ou rotação interna. Se a superfície anterior se movimenta para longe da linha média, este movimento é chamado rotação lateral ou externa. Alguns termos são usados para descrever movimentos específicos de certas articulações, como:

- Pronação: é o movimento ao longo de um plano paralelo ao solo e para longe da linha média e Supinação é o movimento no mesmo plano em direção à linha média. Ainda existem alguns termos como desvio ulnar e radial, para se referir à adução e abdução do punho.

- Inclinação lateral: quando se refere ao tronco que se move para a direita ou para a esquerda.
Obs. O pé apresenta algumas particularidades:

Adução + Supinação (rotação medial) = inversão.

Abdução + Pronação (rotação lateral) = eversão.




CAPÍTULO II
SISTEMA ESQUELÉTICO HUMANO


  • Osteologia  é a ciência que estuda os ossos.




  1. Composição do Sistema Ósseo

No adulto, compondo todo o sistema ósseo humano temos aproximadamente 206 peças duras, resistentes e flexíveis denominadas ossos, cartilagens que recobrem as extremidades dos osso e fazem parte da estrutura do nariz, do pavilhão do ouvido e das costelas e pelos ligamentos que ligam os ossos as articulações. O sistema esquelético compõe o Aparelho Locomotor, assim como os Sistemas Articular e Muscular.

  • Fatores de influência no número de ossos:

    • Fatores Etários

    • Fatores individuais

    • Critérios de contagem




    1. Funções do Esqueleto:

Sustentação, Proteção, Movimento, Armazenamento e homeostase mineral (especialmente cálcio e fósforo), Local de produção de células do sangue, Armazenamento de lipídios.


    1. Classificação do Esqueleto Humano

    1. Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral caixa torácica.

    2. Esqueleto apendicular: compreende a cintura ou cíngulo escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura ou cíngulo pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores).







ESQUELETO AXIAL ESQUELETO APENDICULAR

Membros superiores










ESQUELETO APENDICULAR ESQUELETO APENDICULAR Membros inferiores Cintura Escapular


ESQUELETO APENDICULAR

Cintura Pélvica


  1. Tipos de ossos




  • Osso compacto - Colunas ósseas paralelas, constituídas por camadas ósseas concêntricas (lamelas) em torno de um canal neurovascular (Canais de Harvers).

  • Osso Esponjoso - Rede de trabéculas ósseas separadas por espaços intercomunicantes contendo medula óssea (vermelha ou amarela).




  1. Classificação dos ossos




  • Osso Longo: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero.

  • Osso curto: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos.

  • Osso pneumático: apresenta uma ou mais cavidades de volume variável, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seio. Estão situados no crânio: frontal, maxilar, temporal, etmóide e esfenóide.

  • Osso Plano ou Laminar: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto, tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno, ossos do crânio, ossos da bacia, escápula.

  • Osso Irregular: possuem formas complexas.

  • Osso sesamóide: desenvolvem-se na substância de certos tendões ou da cápsula fibrosa que envolve certas articulações. Ex. patela.


Osso Longo – Características Ossos Curtos



Osso Laminar – Escapula Osso Irregular – Vértebra


Osso pneumático – Maxila




  1. Características gerais dos ossos




  • Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o periósteo - responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso.

  • O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que, em parte é amarela, funcionando como depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa, constituindo o local de formação das células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises.

4.1. Nutrição

    • Por terem desenvolvimento lento e contínuo são altamente vascularizados.

    • Os vasos penetram pelo periósteo na medula óssea

    • O osso sem o periósteo morre por falta de nutrição

      • Artéria periosteal – nutre o osso compactos.

      • Artéria nutrícia – suprem o osso esponjoso e a medula óssea.

      • Artérias epifisárias e metafisárias – suprem as extremidades dos ossos.

      • Veias e fibras nervosas acompanham as artérias.




CAPÍTULO III
SISTEMA DE JUNTURAS OU ARTICULAR
É o conjunto de elementos duros e moles que conectam duas ou mais peças ósseas. Na anatomia, sindesmologia ou artrologia (arthro = articulação, logo = estudo) é responsável pelo estudo das articulações.

Dentre as funções das articulações temos a de movimento que permite a livre movimentação do corpo; a função de plasticidade acomoda o corpo a determinados tipos de postura como o aperto de mãos e decúbitos e, a função de crescimento se faz através dos discos epifisários presente nas epífises dos ossos longos. Algumas articulações não permitem movimento, em outras, este é discreto e encontramos junturas com amplos movimentos o que nos permite classificar as junturas em relação a sua mobilidade em imóveis, semimóveis e móveis. Outro tipo de classificação é no que tange a continuidade das peças ósseas onde as articulações podem ser contínuas, com as peças ósseas intimamente ligadas entre si e contíguas, onde existe a presença de uma cavidade articular. Em relação à estrutura do tecido interposto entre as peças ósseas, as articulações podem ser fibrosas, cartilaginosas e sinoviais.



  1. Articulações fibrosas ou sinartroses (syn = junto, arthro = articulação) São articulações imóveis em que o elemento estrutural interposto entre as peças ósseas é de natureza fibrosa. Podem ser de três tipos, suturas, sindesmoses e gonfoses.

    1. Suturas (costura), o tecido fibroso interposto é em pequena quantidade sendo encontradas principalmente nos ossos da cabeça. Geralmente são denominadas de acordo com a característica das peças ósseas:

  • Serrátil - As superfícies ósseas se apresentam como os dentes de um serrote como exemplo, a sutura inter-parietal.

  • Escamosa – A superfície óssea é cortada em bisel assemelhando-se a escamas de peixe, ex: temporo-parietal.

  • Esquindilese - Também chamada de cunha e sulco por assim se apresentarem às superfícies ósseas, ex: esfenóide e vômer.

  • Plana - As duas superfícies são lineares, ex: internasal e interpalatina.

    1. Gonfoses (gonphosis = fixar conjuntamente) a idéia é a de um prego introduzido em uma superfície, são as articulações dos dentes com os alvéolos das maxilas e mandíbula.

    2. Sindesmose (syndesmo = ligamento) é uma articulação fibrosa em que as superfícies ósseas estão unidas por uma membrana inter-óssea, uma fita fibrosa ou um ligamento e que normalmente pode permitir leve movimento. Antigamente a sindesmose era considerada rara nos mamíferos e o termo era restringido para a articulação tíbio-fibular inferior, o que não ficava claro uma vez que junções fibrosas interósseas podiam ocorrer de forma variável, a própria sindesmose tibio-fibular inferior podia ser considerada um ligamento e como os ligamentos são quase todos rádio e a ulna e a tíbia e a interósseos, fica difícil restringir o uso do termo sindesmose que encontramos entre o fíbula.

  1. Articulações cartilaginosas, sincondroses (syn = junto, chondro = cartilagem) ou semi-móveis neste tipo de articulação o tecido interposto é de natureza cartilaginosa. Podem ser de dois tipos, sincondrose propriamente dita e sínfises.

    1. Sincondrose propriamente dita também chamada de primárias, temporárias ou hialina, onde a peça cartilaginosa tem vida limitada desaparecendo após o completo crescimento do indivíduo, ex: discos epifisários.

    2. Sínfises (synphisis = crescendo junto) são também chamadas de anfiartroses (anphi = ambos os lados), secundárias ou permanentes, são encontradas nos discos ntervertebrais e na sínfise púbica. Sob ação do hormônio relaxina durante o trabalho de parto, a sínfise púbica se relaxa causando um afastamento dos ossos ilíacos para facilitar a passagem da cabeça fetal.

  1. Articulações sinoviais ou diartroses são móveis, pois permitem movimentos amplos. Estruturalmente são bastante complexas e como característica apresentam uma membrana ricamente vascularizada que forra internamente a articulação que é a membrana sinovial que produz o liquido sinovial, que além de lubrificar a articulação vai nutrir os tecidos avasculares da articulação. Existem outros elementos que participam estruturalmente das junturas sinoviais: cavidade articular, onde encontramos a sinóvia; superfícies ósseas articulares dos ossos que participam da articulação; cartilagem articular, nutrida pelo liquido sinovial, é do tipo hialino e reveste a superfície óssea articular com a função de reduzir o atrito; cápsula articular, é o principal ligamento das articulações móveis sendo composta por uma camada fibrosa externa que forma um verdadeiro manguito unindo os ossos, a camada interna é revestida pela membrana sinovial. As fibras da cápsula constituem elementos de reforço que são caracterizados pelos ligamentos que servem para aumentar a resistência da articulação, quando eles estão dentro da cavidade articular são chamados de intra-articulares e se estiverem por fora, extra-articulares.

As junturas sinoviais realizam movimentos em torno de três eixos de movimento. O coeficiente de atrito existente durante os movimentos das junturas sinoviais é mínimo, podendo ser comparado ao deslizamento de dois pedaços de gelo.

As articulações sinoviais são denominadas segundo a característica das superfícies ósseas ou ainda de acordo com a função que exercem.



  • Planas - Permitem movimentos de deslizamento, são encontradas nos ossos do carpo e tarso.

  • Selar - As superfícies ósseas lembram um cavaleiro em uma sela de montar ex: articulação carpo-metacarpiana do polegar.

  • Gínglimo, charneira ou dobradiça, realizam movimentos em torno do eixo latero-lateral, ex: úmero-ulnar e interfalangicas.

  • Trocóide, espigão ou pivô, realiza movimentos em torno de um eixo vertical como se fosse um pino girando em dentro de um anel, ex: rádio ulnar proximal e atalanto-axial.

  • Cotílica, bola e cavidade, enartrose ou esferóide, de um lado há uma superfície esférica articulando-se com uma cavidade, apresentam movimentos em torno dos três eixos, ex: coxo-femural e escápulo umeral.

  • Elipsóide - As superfícies articulares têm a forma elíptica, não permitindo movimento de rotação, ex: articulação rádio-cárpica.

  • Condilar - existe uma superfície óssea saliente chamada de côndilo, ex: temporo-mandibular e metacarpo falangicas.

Encontramos formações fibrocartilaginosas que podem funcionar como amortecedores de impacto, melhorando o ajuste das superfícies ósseas e facilitando os movimentos combinados. Os lábios, são orlas ou rodetes articulares, de disposição marginal no contorno da superfície óssea como se fosse a moldura de um quadro funciona para aumentar a área de contato da articulação e servir de difusor de lubrificante, são comumente encontrados na articulação escapulo-umeral como é o caso do lábio glenoidal. Os discos são encontrados nas articulações cláviculo-esternal e temporo-mandibular onde estabiliza o côndilo mandibular permitindo movimentos complexos. Os meniscos estão nas articulações dos joelhos, descrevem a forma de meia lua e o menisco lateral tem a forma de um C mais fechado.

Os elementos que reforçam as articulações são caracterizados pelos ligamentos que podem estar no interior da cavidade articular como os ligamentos cruzados anterior e posterior do joelho e os ligamentos extra-articulares.

Existem fatores que contribuem para manter os ossos unidos: força de coesão, pressão atmosférica, engrenamento dos ossos coaptados e tensão dos músculos e ligamentos. Existem elementos que dificultam a livre e perfeita movimentação das articulações como: contacto direto das peças ósseas, aposição de partes moles e o limite de tensão dos músculos e ligamentos.



  1. PRINCIPAIS JUNTURAS DO CORPO HUMANO




    1. OMBRO

      1. . CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS

A mobilidade desfrutada pelo membro superior advém em parte das estruturas conhecidas como o cíngulo do membro superior e articulação do ombro ou, mais precisamente, articulação glenonumeral. É através dessa unidade funcional que o braço, antebraço, pulso e mão são conectados ao esqueleto axial e por controle dessa unidade é que o úmero pode ser posicionado. Embora estruturalmente separados, o cíngulo do membro superior e a articulação glenonumeral são funcionalmente inseparáveis.

Os componentes esqueléticos do cíngulo do membro superior incluem duas clavículas, duas escápulas e o esterno. Estes ossos são responsáveis pela transmissão de forças dos membros superiores para o corpo. Esta transmissão de força segue, necessariamente, um caminho definido pelas articulações associadas ao cíngulo do membro superior. O cíngulo é considerado um sistema mecânico aberto - isto é, os lados esquerdo e direito não são conectados diretamente e, portanto, podem mover-se de modo independente. A fixação indireta entre os lados esquerdo e direito é através do manúbrio do esterno. As escápulas não são ligadas entre si ou à coluna vertebral, embora se considere que existe uma conexão ou articulação precária entre a face anterior de cada escápula (fossa subescapular) e os tecidos que estão entre ela e as costelas. Esta é geralmente denominada articulação escapulotorácica.

O ponto de fixação das escápulas às clavículas é a articulação acromioclavicular. Esta é uma articulação plana que, além de ser estabilizada pelos ligamentos capsulares, é auxiliada por duas estruturas ligamentosas importantes, os ligamentos acromioclavicular e coracoclavicular. A exemplo de muitas estruturas anatômicas, a denominação sugere claramente sua localização. O ligamento acromioclavicular serve para fortalecer, na frente, a articulação acromioclavicular, anaxial; o ligamento coracoclavicular, que conecta a escápula com o processo coracóide, fornece a principal proteção à articulação. Esse ligamento é composto de duas estruturas, os ligamentos conóide e trapezóide, que seguem da face superior do processo coracóide para a face inferior da clavícula.

A articulação esternoclavicular (plana) dupla, triaxial, funciona em todos os movimentos do cíngulo do membro superior. Embora dupla, a articulação esternoclavicular funciona como uma articulação esferóide triaxial porque a clavícula se articula com o manúbrio do esterno e também com a primeira costela. A clavícula, atuando como uma escora ou braço mecânico, mantém a articulação glenonumeral em sua distância correta do esterno. As faces articulares das extremidades esternais das clavículas não são moldadas anatomicamente ao ponto esternal de fixação. Um disco articular aumenta o grau de ajuste e também atua como um amortecedor de choques para as forças transmitidas da região do ombro e ajuda a prevenir luxação da articulação. O disco é fixado à clavícula e à primeira cartilagem costal. A articulação esternoclavicular também é protegida de deslocamento excessivo pelo ligamento costoclavicular, que segue da face superior medial da primeira costela à face inferior medial da clavícula.

A articulação glenoumeral consiste numa cabeça do úmero quase hemisférica e numa cavidade glenóide relativamente rasa na margem lateral da escápula. O lábio glenoidal é uma estrutura na margem lateral da escápula. O lábio glenoidal é uma estrutura fibrosa que reveste o perímetro da cavidade glenóide e serve, essencialmente, para aprofundar a articulação e desse modo aumentar sua estabilidade. A extrema mobilidade da articulação glenoumeral é alcançada em sacrifício direto da estabilidade, ou resistência ao deslocamento. A cápsula articular, que circunda completamente a articulação, não é uma estrutura rígida e permite uma separação significativa das faces articulares durante o movimento umeral anterior e inferior. A cápsula se fixa ao colo do úmero abaixo e a margem óssea da cavidade glenóide acima. Estruturalmente, a articulação é protegida, acima, pelo arco coracoacromial, formado pelo processo coracóide, acrômio e ligamento coracoacromial, que atravessa a distância entre estas duas protuberâncias. Outros ligamentos, embora não mantenham as faces articulares em aposição, protegem a articulação de um deslocamento. O ligamento coracoumeral segue do processo coracóide à face anterior do tubérculo maior e serve para fortalecer a cápsula articular. Os ligamentos glenoumerais (superior, médio, inferior) também são encontrados na parte anterior da articulação e constituem parte da cápsula articular. Embora difíceis de identificar como ligamentos individuais, eles seguem da cavidade glenóide ao tubérculo menor e colo anatômico do úmero.


    1. A COLUNA VERTEBRAL

      1. CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS

A coluna vertebral é composta de 33 vértebras, das quais 24 se unem para formar uma coluna flexível. De cima para baixo, são classificadas como cervicais (C1 -C7), torácicas (T1-T12), lombares (L1-L5), sacrais (S1-S5) e quatro coccígeas. As vértebras sacrais e coccígeas são denominadas vértebras falsas porque no adulto são fundidas para formar o sacro e cóccix. As demais vértebras, cervicais, torácicas e lombares, são denominadas verdadeiras porque permanecem distintas por toda a vida.

O forame vertebral, através do qual passa a medula espinhal, é limitado na frente pelo corpo vertebral e atrás pelo arco vertebral. Este arco é formado por dois pedículos e lâminas. Os pedículos se originam do corpo vertebral, enquanto as lâminas se originam dos pedículos. Um processo espinhoso projeta-se para trás a partir de sua origem na junção das lâminas, e dois processos transversos projetam-se para trás e lateralmente a partir de sua origem nas junções dos pedículos e lâminas. Dois pares de processos articulares, superiores e inferiores, unem vértebras adjacentes. Os nervos espinhais em cada nível segmentar deixam a coluna vertebral através dos forames intervertebrais, que são limitados pelas incisuras vertebrais (superior e inferior) de vértebras contíguas.

A coluna vertebral é sustentada e protegida de forças em parte pelas estruturas articulares. Os dois tipos de articulações na coluna vertebral são sínteses cartilagíneas e sinoviais planas. O primeiro tipo é encontrado ao longo da coluna vertebral do áxis ao sacro e composto de discos fibrocartilagíneos entre os corpos de vértebras adjacentes. Estes discos são contíguos com camadas de cartilagem hialina nas faces inferiores e superiores dos corpos e são classificados como sínfises. Na região torácica, os discos têm uma espessura quase uniforme, enquanto nas áreas cervical e lombar são mais espessos na frente, o que contribui para as curvas regionais.

Os discos intervertebrais são compostos de duas estruturas principais. O núcleo pulposo é uma massa semelhante a gel situada no centro do disco. É limitado por uma camada de fibrocartilagem resistente denominada anel fibroso.

Os discos degeneram-se com a idade em associação a uma redução em sua capacidade de ligar-se com água. Esta qualidade de ligação à água reduzida resulta em menor elasticidade, o que influencia a capacidade de armazenar energia e distribuir cargas e, portanto, a capacidade de resistir à colocação de cargas.

A outra articulação encontrada na coluna vertebral é a articulação sinovial entre os processos de vértebras adjacentes. As cápsulas dessas articulações são finas e bastante frouxas, fixando-se às margens dos processos articulares. A flexibilidade (a capacidade de uma articulação percorrer uma amplitude de movimento) da coluna vertebral está diretamente relacionada à orientação dessas articulações com referência umas às outras.

A sustentação ligamentosa da coluna vertebral provém de suas estruturas. O ligamento longitudinal anterior segue do áxis ao sacro ao longo das faces anteriores dos corpos das vértebras. Adere aos discos e margens salientes dos corpos, mas não é firmemente fixado aos meios dos corpos. O ligamento longitudinal posterior também segue do áxis ao sacro, mas ao longo das faces posteriores dos corpos dentro do forame vertebral. Os ligamentos amarelos conectam as lâminas de vértebras contíguas em toda a extensão do forame vertebral. Os ligamentos amarelos consistem em tecido elástico amarelo cuja extensibilidade e elasticidade permitem a separação das lâminas durante a flexão da coluna vertebral. O ligamento supra-espinhal conecta as pontas dos processos espinhosos de C7 até o sacro. E um forte cordão fibroso cujas fibras, dependendo da localização, podem transpor até quatro vértebras. Acima de C7 continua-se como o ligamento da nuca, membrana fibroelástica que no homem representa um vestígio de um importante ligamento elástico encontrado em alguns tipos de animais pastadores.


    1. A ARTICULAÇÃO DO QUADRIL

A articulação do quadril é uma articulação esferóide. É formada pelo encaixamento da cabeça do fêmur no acetábulo do osso do quadril.

A articulação do quadril é extremamente estável e tem uma grande amplitude de movimento. Enquanto para atletas o joelho parece ais suscetível a lesões muito graves, para a população não-atlética há estatísticas assustadoras acerca de fraturas do quadril. Por exemplo, a osteoporose, uma condição óssea degenerativa que afeta principalmente mulheres acima de 45 anos de idade, é a causa de 1,3 milhão de fraturas por ano. Destas fraturas, 200.000 são no quadril e 40.000 destas causam complicações que levam á morte. As fraturas do quadril, então, representam a principal causa de morte em indivíduos idosos nos EUA. As fraturas do quadril ocorrem menos freqüentemente em negros acima de 45 anos que em brancos dessa idade, mas as razões para esta diferença são obscuras. A lesão de tecidos moles na região do quadril é uma ocorrência em mais comum em atletas que em não-atletas. Lesões relacionadas a estiramento são amiúde relatadas, particularmente envolvendo músculo e nervo. Outros fatores que tomam essa região suscetível a lesões são a extrema amplitude de movimento, as potentes contrações musculares associadas á região durante atividades como as diversas formas de locomoção e as abruptas mudanças de direção e posição, comuns em atividades desportivas e recreativas.
4.4. A ARTICULAÇÃO DO JOELHO
A articulação do joelho, tipicamente classificada como uma sinovial em dobradiça, é a maior e mais complexa articulação do corpo. E vulnerável em atletas e supostamente também em não-atletas. Investigadores finlandeses relataram recentemente que em homens e mulheres a articulação do joelho é o local mais comum de lesão desportiva que requer cirurgia, e que a freqüência em mulheres é significativamente mais alta que em homens. O movimento do joelho é denominado por flexão e extensão, mas normalmente ocorre nos planos sagital, frontal e transversal. Três articulações compõem o joelho: duas tibiofemorais e a patelofemoral.

As duas primeiras são os locais onde os côndilos femorais medial e lateral fazem contato, através de cartilagem articular interposta, com a face articular superior da tíbia. A articulação patelofemoral é composta pelas face articular da patela e face patelar do fêmur. A patela é um osso sesamóide, que se caracteriza por seu desenvolvimento dentro de um tendão, neste caso o tendão do músculo quadríceps da coxa.

A maioria dos casos de luxação do joelho é na verdade uma luxação da patela.

A cápsula articular do joelho à diferença de outras articulações, não forma uma estrutura envolvente completa da articulação. Os poucos ligamentos capsulares verdadeiros que conectam os ossos são auxiliados por tecidos tendíneos dos músculos associados à articulação. O ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps da coxa clistal à patela. É extremamente forte e segue da patela para a tuberosidade da tíbia. Resiste à tendência da face tibial superior de deslocar-se para frente com referência ao fêmur durante alguns tipos de movimento.

Outras estruturas ligamentosas importantes que servem para estabilizar a articulação do joelho incluem OS ligamentos poplíteo oblíquo, poplíteo arqueado, colaterais medial e lateral e cruzados anterior e posterior.

Os meniscos medial e lateral desempenham um importante papel a função do joelho. Auxiliam diretamente a estabilização da articulação, aprofundando as faces articulares da tíbia, servindo como fonte de absorção de choque e transmissão de forças ao aumentar a área de superfície articular, aumentando a eficiência de a lubrificação articular e fixando-se aos 05505 e outros tecidos moles das articulações que restringem alguns tipos de movimento.


4.5 TORNOZELO E O PÉ

A articulação do tornozelo consiste nas articulações talocrural (tibiotalar e talofibular) e tibiofibular distal. É classificada como uma sinovial em dobradiça em virtude de sua arquitetura óssea, um sistema de ligamentos colaterais medial e lateral, a cápsula articular e a parte distal da membrana interóssea. A articulação do tornozelo é crucial na transmissão de força do corpo e para o corpo durante a sustentação de peso e outras cargas.

As magnitudes dessas forças podem ser tão grandes, até 10 vezes o peso corporal durante alguns tipos de corrida, por exemplo, que até mesmo pequenos desalinhamentos estruturais, ou lesões podem acarretar problemas ortopédicos crônicos e intensos.

A transmissão de forças se dá na junção da extremidade distal da tíbia e face superior do tálus; a fibula exerce um papel pequeno.

Arquiteturalmente, um encaixe ou abertura provida de borda, é formado pelos maléolos da tíbia e da fíbula no qual a face superior do tálus se ajusta. Essa estrutura é uma importante fonte de estabilidade para a articulação do tornozelo.

Os principais ligamentos que sustentam a articulação incluem a parte distal da membrana interóssea a cápsula articular, ligamento deltóide (medialmente) e ligamento calcaneo-fibular (lateralmente), os quatro últimos são considerados ligamentos colaterais.



O gínglimo biaxial permite uma flexão de aproximadamente 45º conhecida como dorsiflexão e uma extensão de 45º conhecida como flexão plantar. Várias populações obviamente demonstram valores bem maiores. Em geral os primeiros 10 a 20º são definidos como dorsiflexão, o movimento restante é definido como flexão plantar.







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