Amigdalites agudas (inespecíficas): Vírus, estrepto, estafilo, anaeróbios. (1) Eritematosa



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Faringe: Do cavum a C6; Naso: c1; Oro: c2 e C3 [espaços para e retrofaríngeo]; Espaço parafaríngeo – fontes infecção: hematogênica, tonsilar, faringe, dentes, osso temporal, parótida, linfonodos; Mastigação: V3, VII e XII; Deglutição: V, VII, X e XII; Sensitivo: V2, IX e X; *rubor edematoso do pilar anterior sugere amigdalite crônica; Exame: (1) Orofaringoscopia, (2) Rinoscopia posterior, (3) Laringoscopia indireta [hipofaringe, espelho de Garcia, laringoscópio: ótica 0 ou 70], (4) Endoscopia faríngea, (5) Rx simples [partes moles] ou contraste, (6) TC e RM; Amigdalites agudas (inespecíficas): Vírus, estrepto, estafilo, anaeróbios. (1) Eritematosa: Adenovirus, VSR, EBV, CMV; mucosa eritematosa e edemaciada, pode conter depósito purulento (eritematopultâcea) ou pseudomembranosa. Se evoluir para abscessos : origem bacteriana; Febre, mal-estar, anorexia, hiperemia, hipertrofia amígdalas, leucopenia (↑LØ); (2) Purulenta ou eritemato-pultácea: S. pyogenes/aureus/pneumoniae, H. influenzae, M. catarhalis; Febre ↑, ↓ estado geral, esxudato purulento, leucocitose desvio E; Tto: Amoxicilina 7-10d; (3) Angina ulcero-necróticas (gangrenosa): *diabéticos (grave). A) Fuso-espiroquética ou Plaut-vincent: jovens, Etio: Fusobacterium plauti-vincenti + Borrelia vincentii; Ulceração unilateral amígdala, dor e fetidez, adenopatia cervical/submandibular; Associação com cáries, infecções amigdalianas pregressas, gengivo-estomatites; Tto: Bochecho e gargarejo com antissépticos e H2O2, Penicilina IM; B) Das hemopatias: em leucemia, agranulose, PTI, mononucleose EBV ou CMV; Linfocitose (LØ atípicos) e monócitos (agranulocitose), Reação Paul-Bunnel +; Febre ↑, mal-estar, ulceração amígdala e mucosa oral; se leucemia: hemorragia de mucosa, anemia, estomatite e adenopatia cervical; (4) Amigdalite lingual, Uvulite: Odinofagia; hipertrofia e hiperemia amígdala lingual; Tto: Atb; Bom prognóstico; (5) Pseudomembranosa ou fibrino-purulenta: (A) Diftérica ou crupe: C. diphtheriae; Febre baixa, placas esbranquiçadas aderentes e friáveis, que podem se extender sobre amígdala, faringe e laringe, pseudomembrana cobre pilar e úvula, toxemia; Dx: exame bacteriológico; Tto: Soro antidiftérico (30-50 mil U) e Atb; Vacina; (B) Por piógenos: Estreptococos, pneumococos, estafilococos; pseudomembrana não friável; (6) Abscedante: deve ser drenado, com cobertura Atb; Complicações das Anginas Inespecíficas: 1-Abscessos periamigdalianos: desloca tonsila medialmente, trismus, dor, febre, otalgia reflexa; 2-Abscessos parafaríngeos: toxemia, abaulamento parede lateral, torcicolo, dor intensa; 3-Abscesso retrofaríngeo: crianças; febre, dispnéia, salivação, abaulamento parede posterio; Rx: coluna cervical retificada. Amigdalites crônicas ulcerosas: (1) Sífilis 3ª: goma úlcero-necrótica unilateral [bordas elevadas, hiperemia]; Dx: exame direto do material das lesões, FTA-Abs, VDRL; Tto: Penicilina benzatina; (2) Paracoccidioidomicose: fina granulação hiperemiada, pontilhado hemorrágico em amígdala / véu / parede posterior da faringe; Dx: Biópsia; Tto: Anfotericina B; (3) Leishmaniose: lesões róseo-pálidas e hipertróficas; Dx: Biópsia, Montenegro +, clínica [lesão septo nasal, úlceras de Bauru]; (4) Tuberculose: aspecto granulado fino, difuso, exsudato purulento, lesão ulcerosa com granulado difuso por toda a faringe. Angina aguda das doenças infecciosas: (1) Sarampo: Paramixovirus; manchas Koplik, eritema mucosa oral e ponta da língua, coriza, obstrução nasal, conjuntivite, fotofobia, tosse seca, leucopenia, eritema cutâneo-mucoso; Tto: sintomático (2) Escarlatina: estreptococo B-hemolítico A; angina eritemato-pultácea, que pode evoluir para fibrino-purulenta e úlcero-necrótica; língua em framboesa, palidez perioral; Tto: Penicilina IM; (3) Adenovírus tipo 3: hiperemia difusa faringe, adenopatia submandibular eventual; quadros de rinofaringite catarral do resfriado comum e febre faringo-conjuntival; (4) Febre aftosa: hiperemia em mucosa de boca e faringe; vesículas  aftas; Febre reumática: estreptococo B-hemolítico; Tto: Penicilina Benzatina; (5) Herpangina: Coxsackie vírus; Hiperemia e vesículas na parede posterior da faringe, sem lesão mucosa bucal; (6) Rubéola: hiperemia difusa e pontilhado hemorrágico na região da úvula, estomatite; (7) Mononucleose: Angina monocítica, angina dos estudantes, EBV. (linfocitose). Faringites agudas: Dor de garganta, sensação de ardor/corpo estranho (“espinha de peixe”), prurido, pigarro, secreção, febrícula; Etiologias: Adenovirus, mixovirus, HSV, CMV, EBV, pneumococos, estreptococos B-hemolítico, S. aureus, H. influenzae, N. gonorrhoeae, alérgica [rinite, asma, eczema, dermatite atópica]; (A): Eritematosa: hiperemia generalizada; (B) Purulenta: Hiperemia, secreção muco-purulenta; DD com gotejamento pós-nasal de sinusopatia; Tto: Pastilha, spray, gargarejo, AINE, Atb; (C) Abscedantes: grave, doloroso, febre alta, risco de propagação para planos profundos do pescoço; Tto: drenagem cirúrgica e Atb; Faringite crônica: Doenças granulomatosas [Leishmaniose, Hanseníase, Blastomicose, Sífilis, Tuberculose, Amiloidose, Sarcoidose, Wegner]; Alergias; DRGE (faringite ácida); Respirador bucal; Tumores [benignos: lipomas, cistos de retenção, papilomas // malignos: carcinoma]: carcinoma epidermoide, linfomas; Corpo estranho; Ardência na garganta, pigarro, disfagia; (A) Granulomatosa [granulações tecido linfoide na parede posterior da faringe; fumantes ou sinusopatas; (B) Faringite lateral: nos cordões laterais da faringe; Tto: Pastilha anestésica, gargarejo, sprays, cauterização AgNO3 5%, tratar causas subjacentes; TU malignos: (1) Amígdala palatina: CA espinocelular, indiferenciado e adenocarcinoma: dor de garganta, globus, ↑ volume unilateral amígdala, adenopatia cervical subângulo-mandibular ou cervical póstero-inferior, submaxilar ou júgulo-carotídea; (2) Parede posterior faringe: raros, mau prognóstico; (3) Palato mole: carcinomas, TU glândulas salivares; (4) Hipofaringe: carcinoma espinocelular, *disfagia, odinofagia; *Faringites agudas: faringotonsilite aguda 3ª, +comum depois de infecção VAS e otites; *Faringites crônicas: infecção descendente, tonsilite crônica caseosa. Massa cervical congênita: 2a causa mais comum de edema cervical (1a: adenopatias). São geralmente anomalias das fendas braquiais. Cistos: estruturas circundadas por epitélio sem abertura externa; Trajeto: trato de fundo cego que se abre externamente para pele ou internamente para uma cavidade; Fístula: trato que comunica uma cavidade internamente à pele externamente; 1ª fenda braquial: Fístulas pré-auriculares, <10 anos(90%); Cisto da 2ª fenda braquial: grande número de casos, em região jugulocarotídea, >10 anos, início após quadro infeccioso; Linfangiomas cervicais - Higroma cístico - TU benigno do endotélio linfático; Cistos do ducto tireoglosso: massa benigna mais comum, linha média se eleva com a protrusão da lingua e à deglutição; Hemangiomas capilares, cavernosos e arteriovenosos; Teratomas: contém elementos das 3 camadas; Cistos dermóides: linha média, submentoniana, contém apêndices de pele; Cistos tímicos: 3ª bolsa faríngea, até o tórax; laterais, supraclaviculares – corpúsculos de Hassall.
Tonsilas: faríngica (Luschka), lingual, palatina – anel Linfático de Waldeyer; (1) Amigdalite Hipertrófico-Hiperplásica: voz amigdaliana, dificuldade respiratória; Indicação cirúrgica se infecções recidivantes; (2) Vegetações adenoides: Hipertrofia da amígdala faríngica; obstrução nasal, fácies adenóidea (respiração bucal), palato ogival, protrusão dentária, disfunção/obstrução tubária (otite média secretória), rinite, sinusite; (3) Amigdalite críptica: Caseum (sinal de amigdalite crônica); hiperceratose córnea mucosa, com possível presença de C. albicans ou bactérias Leptothraix; Criptas alargadas, superfície irregular, hiperemia do pilar anterior, amígdalas hipertróficas no adulto, cistos de retensão, material purulento à expremedura
Laringe: C4-C6; Regiões supraglótica, glótica e infraglótica (divisão pelas cordas vocais); Cartilagem cricóide é o menor diâmetro das VAS; Mais alta em mulheres e crianças; Vascularização: ACE  A. tireóidea superior  A. laríngica superior  VJInterna; A. Subclávia  T. tireocervical  Aa. Tireóideas inferiores  Aa. Laríngicas inferiores  Tronco braquiocefálico; Inervação: X [N. Laríngeo superior (R. interno = sensitivo e R. externo = motor – m. cricotireóideo) e N. L. inferior (motor); Mm. Intrínsecos - Fonação: Abdução (m. cricoaritenóideo posterior), adução (m. cricoaritenódeo lateral, aritenóideos transverso e oblíquo), tensão e alongamento das pregas vocais (m. cricotireóideos laterais e posteriores), Interaritenódeio (único, fecha parte posterior da glote), relaxamento das cordas vocais: (m. vocal e tireoaritenóideo); Mm. Extrínsecos: elevação/depressão laringe; Exame: inspeção, palpação [crepitação laríngea, palpação cervical], laringoscopia: indireta [espelho de Garcia], videolaringoscopia (laringoscópio rígido), videofibrolaringoscopia (endoscópio flexível), videoestroboscopia, direta; Radiologia: Rx simples / contraste, TC, RM, Xenorradiografia; Anomalias congênicas: (1) Laringomalácia: Em crianças; Etiologia possível: Imaturidade do sistema neuromuscular; Flacidez excessiva da laringe que causa estridor; Auto limitada; Estridor inspiratório surge logo após o nascimento ou nas primeiras semanas de vida, pode ser acompanhado de cianose; Sintomas pioram durante as mamadas; Tto: observação, Fracionamento das refeições, Traqueostomia e laringotomia; (2) Paralisia laríngea: Idiopática; Doenças do sistema nervoso central; Associação com outras malformações ou trauma obstétrico; (3) Estenose subglótica; (4) Membrana laríngea: Membrana localizada na região glótica; Disfonia , pode causar dispnéia de grau variável, dependendo do seu tamanho; (5) Cistos congênitos: geralmente supra-glóticos; (6) Hemangioma: Lesão cutânea associada, sintomatologia depende do tamanho, mais freqüente subglótico; Tto: aguardar involução ou corticoterapia; (7) Fenda laríngea: Fenda posterior que se Comunica com hipofaringe ou esôfago; Acompanha outras malformações; Laringites: (1) Catarral aguda: por infecção VAS discreta, pp/ viral; Associação com inverno, rinite ou nasofaringite; Dilatação capilar, hiperemia, infiltrado mononuclear mucose, necrose túnica submucosa com ulcerações recobertas por pseudomembranas cinzas, mucosa inflamada e de aspecto granuloso; Sintomas de resfriado, rouquidão, garganta seca, aspereza, alterações tom de voz, tosse, afonia, estridor respiratório discreto, febre < 38º, secreções progressivamente abundantes (hemoptoicos); Aspecto polipoide da laringe (edema e hiperemia): edema de Reinke; Tto: Sintomáticos, repouso físico e vocal, inalações e expectorantes, corticoide, Atb profilático; (2) Laringotraqueobronquite: pp/ crianças, inverno; Parainfluenza, VSR, H. influenzae e S. aureus; Febre baixa, tosse seca (agravo noturno), estridor, cornagem, tiragem; Tto: O2 úmido, nebulização com vasoconstritores, corticoide, Atb; (3) Laringite crônica: Etio: infecções produtivas pulmão / seios, abuso vocal, fumo/fumaça, respiração bucal (resseca VAS), álcool (↓atividade ciliar, edema submucoso); Vasodilatação, hiperemia  edema intersticial, exsudato inflamatório mononuclear, fibrose e hialinização; disfonia (voz áspera, pior pela manhã), fadiga vocal, tosse, irritação garganta, pigarro; Mucosa hiperemiada, vasos dilatados, robordos das pregas vocais arredondados e com mobilidade assincrônica e exagerada, muco espesso e abundante, alterações polipoides nas pregas; Hiperplásica: lesões bastante difusas; Hemorrágica: ruptura espontânea de vaso submucoso; Tto: repouso vocal, fonoaudiologia, evitar álcool/fumo, tto infecções, evitar usar colutórios e inalantes, gargarejo (água morna + limão + sal), umidificador de ar noturno; Biópsia em casos de ↑ alterações da mucosa.; (4) Laringite estridulosa: Crianças, pp/ meninos; acordam de madrugada com fáscies de angústia, tosse e choro roucos e sinais importantes de sufocação; Respiração difícil e estridulosa, tiragem supra-esternal e sudorese. Em poucos minutos o quadro se normaliza, mas a tosse permanece por alguns dias; (5) Epiglotite aguda: H. influenzae B, S. aureus, virus; Crianças 2-6 anos; Início agudo e evolução rápida: estridor inspiratório e cianose, disfagia, dor faríngica voz torna-se abafada, rouquidão, salivação abundante, febre e toxemia; Epiglote com congestão e edema intensos; Tto: O2 úmido (SF 10mL + Vasoconstritores), corticóide, hidratação hipotônica, Ampicilina ou Cloranfenicol IV; Se insuficiência respiratória aguda: intubação ou traqueostomia de urgência; (6) Laringites crônicas: Rouquidão permanente e expectoração mucocatarral; Causas: Laringite aguda recorrente, tabagismo e etilismo, inalação de substâncias irritantes, infecção VAS, respiração oral de suplência, abuso vocal; (7) Refluxo laringo-faríngico: Rouquidão, limpeza constante da voz, tosse, pigarro, sensação de bolo na garganta, aspiração, laringoespasmo; Ao exame: eritema da laringe posterior, espessamento interaritenóide e granuloma no processo vocal; (8) Laringites específicas inflamatórias-granulomatosas: Tuberculose [a mais comum; rouquidão (inicialmente discreta), pode evoluir para afonia, secura, dor discreta, dispnéia, catarro crônico, hemoptise, sinais gerias; Hiperemia da comissura posterior e pregas vocais, exsudato amarelo, monocordite (edema e fixação de uma prega vocal), granulomas, ulcerações, exsudato vermelho, epiglotite edemaciada e hiperemiada; pode regredir ou gerar aderências; DD: CA laringe], Sifilis [1ª: Disfonia, tosse, hemoptise, obstrução; 2ª: Hiperemia laríngica difusa, erupção máculo-papular, placas na epiglote; 3ª: infiltração mucosa nodular avermelhada, úlceras, edema (pericondrite), cicatrizes estreladas com estenose subglótica, aderências das pregas vocais e fixação aritenóidea; Dx: sorologia e biópsia], Hanseníase [voz velada precoce, rouquidão, dispneia; infiltração nodular reduz via aérea; regiões de coloração mate, que se ulceram e se recobrem com exsudato; linfadenopatia cervical; Tto: sulfonas, corticosteroides], Paracoccidioidomicose, Leishmaniose, Sarcoidose, Amiloidose e Granulomatose de Wegener; (9) Estenose laríngea adquirida: Causas: Entubação (tempo,tamanho, balonete), Queimaduras , Traumas, Doenças granulomatosas crônicas, Fatores Genéticos, Refluxo, Agitação, Pouca umidificação; Clínica progressiva: estridor insp/expiratório, taquipnéia, tiragem, BAN; Dx: Videoendoscopia e exames radiológicos; Tto: Observação, dilatação endolaríngica, laringoplastia e traqueostomia; (10) Lesões benignas: (A) Nódulos: Massa inflamatória, geralmente bilateral e simétrico, entre 1/3 Anterior e 2/3 Posteriores (ponto de vibração máxima); Crianças (masculino) ou Adulto (feminino) Etiologias: abusos vocal persistente, fonação hipercinética, timbre agudo; Nódulo jovem (flácido e avermelhado) ou maduro (firme, fibroso e pálido); Clínica: voz "quebra" em tons altos, fadiga vocal, rouquidão; Tto: repouso vocal, fonoterapia, cirurgia (se risco de recidiva) - extração do nódulo + análise anátomo-patológica; (B) Pólipo: Pp/ homem 20-60 anos, unilateral, lesão benigna mais comum; Séssil (base fixa) ou pediculado; Na parte média da corda vocal ou degeneração difusa; Etiologia: 2ª a acesso de tosse, inalação poeira, tensão vocal, infecção VAS; Estroma edematoso, vasos dilatados (angiomatoso), tecido fibroso, hemorragia [>vascularização que nódulo]; Rouquidão, afonia, sensação CE; Dx: laringoscopia indireta; Tto: Microcirurgia laríngica, fonoaudiologia (não responde bem); se difusa: decorticação das pregas vocais, corticoterapia, repouso vocal e fonoterapia; (C) Doença cística da laringe: Congênita, Laringoceles [Dilatação sacular da região do Ventrículo de Morgani; Externa (para a região cervical) ou Interna (para o interior da luz laríngea, Cistos de retenção ductal, Higroma cístico (envolvimento 2o), Cisto intracordal ou Cistos raros de desenvolvimento; (11) Granuloma: No terço posterior da prega vocal; Pode ser uni ou bilateral; Relacionado a trauma de intubação ou refluxo laringo-faríngeo; (12) Edema de Reinke: Rouquidão progressiva, voz áspera e baixa, Voz “masculinizada” no sexo feminino, Longa história de tabagismo e abuso vocal, Pregas vocais edemaciadas em grau variável; Obstrução da via aérea na doença avançada; (13) Papiloma: 2 padrões distintos: Adultos: lesões isoladas e queratinizadas, Baixa recorrência, Podem ser pré-malignas; Juvenil: papilomatose (lesões múltiplas e confluentes, não-queratinizadas). São mais recidivantes e mais virulentas. HPV 6 e 11; Pode obstruir a luz glótica; Tto: cirúrgico + adjuvantes: interferon, Cidofovir; (14) Paralisia de prega vocal: Cortical, córtico-bulbar ou periférica (mais frequente); Etiologias: Idiopática, pós-tireoidectomia/cirurgia CVC, Aneurisma de aorta, Tumor de ápice pulmonar, TU tireóide, Pós-traumatismo tóraco-cervical, Seqüela de AVE; Paralisia unilateral: afonia/disfonia, que melhora à medida que a corda vocal se desloca para linha média (pp/ em jovens), DD: Artrite cricoaritenóidea; Tto: cirurgia, fonoaudiologia; Paralisia bilateral: dispnéia (adução) / afonia e engasgos (abdução); Paralisia do N. L. superior – rara, causa alteração da qualidade vocal e fadiga vocal, impossibilita o canto; Paralisia N. L. Recorrente – imobilidade das pregas vocais.; (15) Lesões pré-malignas: Risco de malignização mesmo em lesões sem atipia; clínica: leucoplasia ou laringite crônica hiperplásica; (16) CA Laringe: Uma das malignidades mais comuns da cabeça e pescoço; Pp/ homens 50-70 anos; Relacionado com tabagismo e etilismo; Risco aumentado após irradiação da região de cabeça e pescoço; Pp/ histologia: CA escamoso [>90%]; Clínica: Protuberância no pescoço, Hemoptise, Disfagia, Halitose, Caquexia, Metástases, Disfonia progressiva, Estridor em tumores grandes, Sensação CE, Otalgia reflexa; Região glótica: 75% - disfonia; Região supraglótica: 20 a 25% - disfagia e ou odinofagia, otalgia reflexa e dor de garganta;Região subglótica: 2% - sintomas pobres e tardios, pode levar a obstrução, não epidermóide; Dx: Videolaringoscopia: Lesão pequena, elevada e irregular, TU exofítico ou ulcerado grande, Movimentação da prega vocal reduzida ou ausente, Avaliar permeabilidade da via aérea; Tto: De acordo com o estagiamento: Radioterapia, Ressecção endoscópica, Laringectomia parcial (Horizontal, Fronto-lateral, Frontal anterior), Laringectomia total com ou sem radioterapia. (17) Neoplasia benigna: Papilomatose faríngea: papavovírus; entre 6m a 6anos de idade; rouquidão e dificuldade respiratória; aspecto verrucóide; Dx: biópsia; Tto: cirurgia endolaríngica, raios laser CO2, vacinas autógenas, BCG oral, IFN; Grande risco de recidiva Profilaxia: evitar parto normal em portadora de condiloma vaginal. Outras Neo benignas Condroma, fibroma, neuroma
Epistaxe: Principal urgência ORL; Pp/ homens, criança 3-8anos e idosos; Vascularização: ACE é a maior responsável (rr. Maxila e Facial); Aa. nasal lateral posterior e septal  região posterior; ACI  A. oftálmica  rr. etmoidal anterior [1/3 anterior da parede lateral nasal e parte ântero-superior septal] e posterior [concha superior e região póstero-superior do septo]; Epistaxe; Anterior: mais comum, mais fácil resolução; origem pp/ na área Little no septo nasal [complexa anastomose do plexo de Kisselbach - formado por rr. septais das A. nasal lateral posterior, septal, etmoidal anterior, labial superior e palatina maior]; Posterior: Menos comum (10%); Origem pp/ na parede lateral da fossa nasal; Sangramento é mais intenso e de difícil controle - riscos hemodinâmicos; Etiologias: (A) Causas Locais: Inflamatórias-infecciosas: rinossinusite; Traumática: digital, contusão nasal, fratura nasal, cirurgia nasal; Anatômicas [desvio septal, perfuração septal], Corpo Estranho; Ag. Químicos: cocaína, gasolina e amônia; TU nasais: benignos (nasoangiofibroma, pólipo nasal, papiloma invertido); malignos (carcinomas, sarcomas), Climáticos: ar frio e seco (ar condicionado), Granulomatoses; (B) Causas Sistêmicas: Drogas: AAS, AINEs, anticoagulantes, antibióticos, antineoplásicos; Discrasias sanguíneas: coagulopatias, hemofilia, trombocitopenia, HAS; Neoplasias: leucemias e linfomas; Insuficiência renal, hepática, Doença Rendu-Osler-Weber; Dx: determinar se o sangramento é anterior [trauma nasal, uso recente de agentes irritantes nasais, corpo estranho, sinais ou sintomas de resfriado, gripe ou alergia recente] ou posterior [não visualizado por rinoscopia anterior, sangramento de ambas fossas nasais (o sangue na rinofaringe reflui para a fossa nasal não afetada), relato do paciente de sensação de sangue escorrendo por trás da garganta, mesmo após tamponamento anterior]; investigar tempo / recorrência / gravidade do sangramento, uso de drogas que possam ter iniciado ou exacerbado o sangramento, (cumarínicos, aspirina, AINEs, cocaína), associação com cirurgia ou trauma nasal recente. Examinar com anestesia tópica medicação vasoconstritora) – rinoscopia anterior com espéculo nasal, endoscopia, microscopia; Tto: digitopressão (sangramento anterior) com paciente sentado, cabeça fletida para baixo e respiração oral, Limpeza da cav. nasal (aspiração ou “assoar nariz”), Cauterização química (nitrato de prata ou ácido tricloroacético; Anterior: Tampão colocado com espéculo nasal, pinça baioneta e iluminação; maior colocação do tampão de anterior para posterior e não para superior; Posterior: É passada uma sonda pela fossa nasal, que deve ser pega pela cavidade oral – tampão de gaze ou insuflável com água), Cauterização elétrica, Tamponamento nasal (gase vaselinada, sonda Foley, esponja de gelfoam – atenção para o risco de complicações: necrose, sinusite, obstrução tubária, dificuldade de deglutição, necrose alar, síndrome do choque tóxico), Ligadura de artérias (via endonasal, transantral, transoral), embolização (se epistaxe grave recorrente e contra-indicação cirúrgica);
Corpos estranhos (CE): Comum, pp/ pediatria (1-4 anos); Mais frequente em orelha, nariz, faringe (principal no adulto), laringe; (1) Orelha: sem grandes sintomas, descoberto em exame de rotina; otalgia, otorréia, prurido otolígico, hipoacusia; se CE animado: otalgia intensa, início súbito, desesperador, barulho intenso, ferroadas; *Otorréia pode atrair miíase  remoção das larvas sob otomicroscopia, curativo local e uso de Ivermectina sistêmica; Riscos: laceração da pele do canal, trauma psicológico / da m. timpânica, otite externa, otomicoses; Tto: irrigação do conduto externo com soro morno [exceto se perfuração da m. timpânica e CE hidrófilos], uso de ganchos rombos e pinças para sementes e suspeita; se CE animado, 1º passo: injetar álcool/substâncias oleosas para mata-lo; (2) Nariz: Pp/ criança, sintomatologia mais rica; rinorréia unilateral clara  mucopurulenta e fétida, obstrução nasal, epistaxe; Dx: rinoscopia anterior, endoscopia nasal; Tto: Consistência mole: preenção direta por pinças // Dura: sonda Itard, gancho rombo; Complicações: sinusite, broncoaspiração, evolução para rinólito (massa calcárea, após anos, retirada com martelo – laceração); (3) Faringe: Dor, disfagia, sialorréia; Locais: parede posterior da faringe, tonsilas palatinas, base da língua, hipofaringe, valécula; Dx: Orofaringoscopia; Tto: remoção com pinça (com ou sem anestesia); Complicações: abscesso retrofaríngeo, broncoaspiração, progressão para esôfago; (4) Laringe: Menos frequente que de esôfago; história de acidente agudo de aspiração; Aparição imediata de disfonia, obstrução respiratória alta (dispneia, estridor); Dx: nasolaringoscópio ou espelho de Garcia; Tto: laringoscopia direta, sob anestesia, avaliar traqueostomia de urgência; (5) Esôfago: 5% dos CE; Pp/ crianças e idosos; Dor localizada, disfagia, odinofagia, sialorréia, recusa alimentar (crianças); Dx: Rx, clínica; Tto: Remoção com sonda de Foley (se CE rombo < 72h), Esofagoscopia digestiva (seguida de esofagoscopia contrastada para afastar perfuração; feita sob anestesia), Endoscopia Alta (não remove corpos complexos); Complicações: abscesso mucosa esofágica, estenose, perfuração; *Estreitamentos esofágicos: EES, cruzamento com Aorta e EEI; Impactação pp/ no esôfago cervical (m. cricofaríngeo); (6) Brônquios: Raros (0,6%), devido à proteção das VAS pela epiglote e pelo reflexo tussígeno; Impacta pp/ em traquéia e BFs; Clínica: ronco, tosse, sibilo, dispneia, cornagem, febre, expectoração (se pneumonia associada); Dx: Rx [CE, atelectasias, áreas de enfisema], Tto: broncoscopia rígida sob anestesia geral; Complicações: pneumonia, insuficiência respiratória, pneumotórax, pneumomediastino, mediastinite.
Rinossinusites: Etiol.: S. pneumoniae, H. influenza, M. catarrhalis, S. coagulase -, S. aureus; Fatores: extremos temperatura, muco alcalino, produção de muco por alergia / poluição, > viscosidade do muco (idoso – “goma”), fumo, medicamentos, infecção estreptococos ou IVAS prévia, rinite, irritantes locais, inflamações; Fisiopatologia: Obstrução óstio  hipoventilação  disfunção ciliar e glandular  > viscosidade de muco e retenção de secreções; Na crônica: Acúmulo de E0 e N0, < pH, < movimento ciliar, vasodilatação com congestão mucosa, > viscosidade das secreções  meio de cultura para bactérias  espessamento da mucosa que aumenta obstrução; (1) Aguda (<30dias, rinorréia purulenta, tosse persistente, pressão na face, cefaléia, anosmia, cacosmia, obst, nasal), subaguada (30d-3m); (2) Crônica (>30dias, rinorréia mucopurulenta, tosse persistente, halitose, obst. nasal, hiposmia, cacosmia, hiperplasia de mucosa ao Rx, alterações Rx mesmo após 4 sem tratamento), (3) recorrentes (agudas ou crônicas). Dx: anamnese, palpação/oroscopia/rinoscopia, RX (mentonaso, frontonaso, Hitz, perfil  não está indicado no manejo inicial de rinossinusite aguda não-complicada) e TC de seios da face, RNM (neoplasias, sinusite fúngica), nasofibroscopia, Microbiologia: cultura de secreção ou aspirado do meato médio; Tto: hidratação, umidificação do ambiente, fluidificante, descongestionantes tópicos, irrigação com solução salina, antihistmínicos, corticóides sistêmicos, ABT: aguda:10-14d - amoxilina 500mg 8/8h, clindamicina 300mg 8/8h - anaeróbio; crônica: 14-21d - clindamicina e amoxilina calavulanato); Complicações: celulite periorbitária / orbitária, abscesso subperiosteal / orbitário, trombose seio cavernoso;
Patologia da orelha externa: perda auditiva de condução. Etiol.: processos inflamatórios, malformações congênitas, corpos estranhos (retirada sob visão do otoscópio), queimaduras, pericondrite (drenagem das coleções e ABTerapia sistêmica), traumas e ferimentos no pavilhão, tampões de cerume ou epidérmicos (remoção ou aspiração), colesteatoma, dermatite, otomicose (Aspergillos e Candida), tuberculose e leshimaniose, estenose adquirida, impetigo, erisipela, dermatite seborreica, eczema, miíase, HZV,Otite externa maligna, CA basocelular, ceratose solar, tofo gotoso, Tubérculo de Darwin, aurícula acessória, incisão traumática, xantoma, queimadura à frio, furúnculo, otohematoma, dermatite de contato, lanugem. OEA: Pseudomonas, estafilococos e estreptococos. Otalgia, hipoacusia. DD.: otomicose, eczema em fase aguda e furúnculo. Diag.: anamnese e otoscopia (edema do mesto acústico com dor a palpação). (A) Circunscrita [furúnculo]: parede deformada, meato estreitado, hiperemia, MT normal; pp/ em OE eczematosa por S. aureus; TTo: limpeza local, Atb e corticoide (gotas), drenagem; (B) Difusa: edema e hiperemia em todo o ME, possível oclusão total; pp/ P. aeruginosa; Tto: limpeza local, gotas de ABT (quinolona, neomicina), corticosteróide, analgésico, claor local seco e antiinflamatório. OMA: súbita, associado a infecção do TRS ou alergia ou disfunção tubária. Otalgia, febre, irritabilidade, anorexia, vômitos, diarréia, hipoacusia, plenitude aural, autofonia, cefaléias, zumbidos. Bactérias (S. pneumoniae, H. influenza), vírus (rinovírus, VSR). Diag.: anamnese e otoscopia (aguda- MT abaulada e hiperemiada, dolorosa a palpação; secretora- MT retraída com secreção; necrotisante- otorréia com perfuração da MT). Trat.: amoxilina, amoxilina clavulanato, cefalosporinas, corticóide, analgésico, antipirético, vasoconstritores nasais, calor local, limpeza das secreções. (a) Flictenular: origem viral, extremamente dolorosa, membrana congesta e bolhas com líquido inflamatório; (b) Com perfuração: melhora da otalgia, com início de supuração; perfuração puntiforme da MT; TTo igual a OMA, evitando ao máximo a entrada de água no meato; (c) Barogenica: por voar ou mergulhar em estado gripal; edema da mucosa tubal dificulta entrada de ar na cav. timpânica (pressão negativa)  transudação soro sanguíneo  infecção bacteriana; Membrana retraída, congesta, dor intensa; Tto: Atb, corticoide; (d) Em criança e lactente: irritabilidade, choro, febre; bebê < 1m: Bacteroides; Lactentes: gram -, E coli; < 2a: H. influenzae; Complicações: mastoidite aguda, paralisia facial periférica, complicações intracranianas. OMC: ñ colesteatomatosa- perfuração de membrana timpânica, otorréia intermitente ou persistente, hipoacusia, indolor, zumbido(adultos). Colesteatoma- tumor epitelial na orelha média formado por ep. escamoso estratificado queratinizado. Leva a erosão da cadeia ossicular e do arcabouço mastóideo. Poder ser: congênito (insidioso, perda auditiva condutiva progressiva, tímpano íntegro, massa retrotimpânica esbranquiçada) e adquirido (perda auditiva condutiva, perfuração timpânica atical ou marginal, otorréia crônica fétida, descamação epitelial com migração para orelha média). Diag.: anamnese e otoscopia. Ex. complementares: TC mastóide, audiometria e impedanciometria.Trat.: ñ colesteatomatosa- aspiração de secreções e debris e cirúgico (timpanoplastia ou timpanomastoidectomia) e coleasteomatosa- mastoidectomia. OMSerosa: Quando o tubo auditivo permanece obstruído por período prolongado, a pressão negativa resultante pode provocar a transudação de líquido. É muito comum em crianças, porque a tuba auditiva é estreita e mais horizontal que nos adultos, mas também ocorre em adultos em conseqüência de IVAS e Barotrauma. Hipoacusia, plenitude aural, zumbido, geralmente indolor e afebril; Membrana timpânica retraída, protrusão do cabo do martelo de coloração amarelada e azulada e com mobilidade diminuída. Não há sinais de inflamação. Sem perfuração da MT; Otomicose: Dor, prurido, massa amarelada / parda / negra; Pp/ Aspergilus; Tto: Aspiração do fungo, fungicida (gotas), evitar penetração de água; Dores reflexas: Por inervação sensorial [V, VII, IX e X]; Doenças dentárias 3M superior, canais, gengivite, abscesso periodôntico, distúrbios ATM [história de trauma, bruxismo, má-oclusão dentária  Tto: repouso da articulação, calor local, dieta leve, antiinflamatórios, miorrelaxante]; abscesso periamigdaliano, pós-op amigdalectomia, CA laringe / nasofaringe / língua / sinus piriforme; OMsecretora na infância: líquido seromucoso, ausência de dor; pp/ causa de OMA; acúmulo de líquido seromucoso pode ser por alergia ao leite da vaca; se otite de repetição: colocar tubos de arejamento timpânico; Miíase: Paciente de higiene precária ou otorréia crônica; dores lancinantes, secreção piosanguinolenta com odor fétido; larvas visíveis à otoscopia; Tto: pó de iodofórmio, não lavar; Oteatoma: Por trauma; dor, edema, abaulamento circunscrito; hematoma sob pericôndrio, separando-o da cartilagem; pode haver reação fibrosa e deformidade do pavilhão; Tto: Drenagem, incisão com aspiração dos coágulos, Atb profilático, evitar AAS; Pericondrite: evolução de oteatoma infectado; Pp/ Pseudomonas; Tto: Cefalosporinas, curativo compressivo externo (bandagem); Neoplasias: Dor discreta (pavilhão) ou intensa (conduto); possível infecção 2ª; Mais comum: CA espinocelular; Eczema: Fases: (1) Descamação, eliminação de crostas e comichão; (2) Sensação de calor, otorréia fétida clara; Desencadeantes: Água no meato, cotonete, verão, manipulação inadequada do meato, dermatite de contato por prótese; Tto: Limpeza do meato, corticoide (gotas), evitar manipulação e contato com água; Mastoidite: Febre, toxemia, dor, edema, hiperemia retroauricular; Pode ser complicação de OMA ou crônica; é comum seguir-se de um quadro de otite de longa duração com interrupção da supuração; Tto: Atb sistêmico, drenagem cirúrgica, esvaziamento mastoideo; Gram +, - e anaeróbios; Possível disseminação cervical; *OMA Supurada: Geralmente 2ª a IVAS; Pp/ gram +; Pp/ crianças [anatomia tubária, hipertrofia linfoide, alergias, estágio de desenvolvimento imune, fatores ambientais]; queda do estado geral, febre alta, toxemia, adinamia, inapetência, vômitos, diarreia; ruptura MT  Otorréia mucopiossanguinolenta; Tto: Evitar água no ouvido, remoção do pus, medicação tópica (Atb, acidificante)
Doenças da cavidade oral: Glossites: (1) Língua geográfica (glossite migratória): pp/ crianças; placas avermelhadas de desenhos variados e bordas finas, mais claras que o centro, que mudam de posição constantemente; ardência por irritantes locais; lesão crônica com descamação papilar; DD: HIV (lesões são fixas); Tto: limpeza, anestésicos locais; (2) Língua negra pilosa: fumantes, má higiene bucal, uso de medicações tópicas, uso de tetraciclinas, alimentos com corantes e bactérias cromógenas; placas negras / marrons / azuladas; desconforto, prurido; DD: manchas melânicas, língua saburrosa; Tto: podofilina 15%; (3) Glossite romboidal mediana: zona apapilar, sem ceratina ou com nódulos lisos, irregulares, indolores; pp/ 5ª década de vida; Candida; pode causar retensão de alimentos; DD: CA, cisto tireoglosso, aberrações tireóideas; tto: candidíase oral; (4) Língua fissurada (escrotal): lesão congênita, pp/ homens; pequenos sulcos/pregas; predispõe a traumas ou infecção 2ª (monilíase); Pode apresentar ardor quando fermenta alimentos acumulados; Tto: Limpeza: gaze umidacida em anti-séptocos fracos (água boricada); Queilites: Etio: Profissão (actínica: campesinos e praianos), Hábitos mecânicos (glandular, S. Miescher), Xerostomia; Eritema, áreas descamadas / ressecadas / vesiculosas; Queilite de contato: vesiculação se propaga à pele adjacente; Queilite angular: eritema, edema, fissuras, comum associação com monilíase; Dx: Clínica, esfregaço, biópsial DD: Sífilis 2ª, ceratoacantoma, leucoplasia; Eritema multiforme: doença mucocutânea aguda polimórfica, pp/ mucosa oral; Etiol: Ag. Infecciosos / químicos capazes de modificar antígenos de superfície ou produzir Ac de reação cruzada; Pródromo: cefaleia, náusea, tosse, faringite, artralgia, febre alta; Erupção de máculas eritematosas, pápulas, vesículas, em mãos, pés, boca, genitália, ânus, nariz e conjuntiva; Lesões dolorosas; DD: candidíase crônica, trauma, estomatite medicamentosa / de contato, herpes, Vincent, líquen plano, leucoplasia, CA; Tto: Anti-histamínicos, corticoides; Pênfigo vulgar: vesículas bolhas intra-epiteliais, sialorréia, disfagia, disfonia, caquexia, Nikolsky+. Diag.: citologia esfoliativa (cél. Tznk), imunofluorescência. Trat.: predinisona, ATB (controle inf. 2ªria), dieta hiperprotéica. Diag. Dif.: candidíase, líquen plano, estomatite de contato, eritema multiforme. Penfigóide benigno da mucosa: vesicobolhosa subepitelial com cicatrização. Diag.: biópsia, IFD, IFI,. Trat.: cuidados bucais e corticóides. Diag. Dif.: pênfigo vulgar, herpes, dermatite herpetiforme. Leucoplasias: espessamento esbranquiçado não palpável, bem definida, pouco elevada, brilhante, áspera, confluentes, friável. Podem ser homogêneas (uniforme não erosada, bem delimitada), não homogêneas (erosivas e verrucosas, leucoeritroplasias, superfície irregular, mais risco de displasia), eritroplasia (avermelhada, irregular, circunscrita, aveludada). Etiol.: má higiene, sífilis, fumo, alimetos quentes, próteses, candidíase, álccol. Histológico: hiperqueratose, hiperortoqueratose, acantose. Trat.; laser CO, criocirurgia, biópsia excsional com margem de segurança. Líquen plano: pp. mucosa jugal, gengival, língua. Etiol.: auto-imune, psicossomática, infecção, irritante mecânico local, alergia. Reticular (estrias finas entrelaçadas (estrias de Wickham), circinado, limite eritematoso) ou erosivabolhosa (ulceradas rasa, dolorosa, base eritematosa, bordas irregulares) ou atrófica (ares eritematosas circundadas por elementos reticulares), dor ardência. Diag.: IND (fibrinogênio na membrana basal), histopatológico (hiperqueratose e liquenificação do leito das células basais e infiltrado linfocitário). Diag. Dif.: candidíase atrófica, psoríase bucal, lúpus discóide. Trat.: corticosteróides. Eritroplasia: mancha vermelha irregular, aveludada; eventual erosão / ulceração / sangramento; pode gerar dor; Dx: Biópsia; DD: Líquen plano, psoríase, trauma, candidíase erosiva; Tto: cirúrgico; Candidíase: Etiol.: C. albicans associado a higiene oral precária, prótese dentária, DM, neoplasia, gravidez, xerostomia, HIV, corticoterapia. Pseudomembranosa (placas brancas e aderentes, destacáveis, deixa leito sangrante), atrófica aguda (eritema local ou difuso, doloroso, áreas de despapilisação e desqueratinização no dorso da língua), atrófica crônica (edema difuso com superfície aveludada, palato), hiperplásica (aspecto leucoplásico, espessado, não-destacável), glossite rombóide mediana (área de despapilação e hiperemia no dorso da língua, doloroso), queilite angular (área de fissura e hiperemia, pode causar prurido, dor e sangramento local). Diag.: exame micológico direto com raspado da lesão em solução com KOH 20% (hifas). Diag. Dif.: líquem plano, língua geográfica, leucoplasias, tricomoníase, gonorréia. Trat.: afastar e tratar fatores locais, higiene oral adequada, bochechos e gargarejos de nistatina tópica, fluconasol VO. Herpes simples: vesículas pequenas, dolorosas, formam úlceras e podem coalescer, febre (>38C), enfartamento ganglionar cervical. Diag.: citológico (células giagantes de Tzanck), cultura. Trat.: analgésico, hidrtação, herpes recorrente (aciclivie pomada 5%), ABT (caso inf. 2ªria). Herpes Zoster: Dor unilateral intensa; 3-5 depois, surgem as vesículas em mucosa jugal, labial ou palatina; cicatrização espontânea em 7-14d; Complicações: nevralgia, paralisia facial, lesões orais; DD: herpes simples;Dx: Ac IF, cultivo, sorologia; Tto: Aciclovir; Estomatite aftóide recorrente: úlceras pequenas, ovaladas, margens circunscritas, halo eritematoso, fundo amarelado ou acinzentado. Etiol.; genética, trauma local, deficiência de ferro sérico, estresse, infecciosa. Menores (doença de Mikulicz)- áreas não queratinizadas, delimitadas, esbranquiçadas, halo eritematoso, até 1cm, 7-10 dias. Maiores (doença de Sutton)- 1-3cm, pode deixar cicatriz, 6 sem. A 2 meses. Herpertiforme- pequenas, mútiplas, dolorosas, ausência de fase vesicular. Diag.: clínico, histopatológico (lesão ulcerada co infiltrado inflamatório inespecífico). Diag. Dif.: HVS, úlceras traum´ticas, lesões vésicobolhosas. Trat.: psicoterapia, antiinflamatórios, imunossupressores, ABT se necessário. Carcinoma espinocelular: leucoplasias, ertroplasias, lábio, língua e assoalho da boca, esbranquiçado ou avermelhado, exo ou endofílico, formações papilares, úlcera crônica, indolor no início, avançar: hemorragia, odinofagia, disfagia, trismo, linfonodomegalia. Etiol.: tabagismo, etilismo, raios UV, infecções virais (HPV e EBV), genética. Diag,: endoscopia para estadiamento, RX tórax, TC, biópsia. Trat.: cirurgia e radioterapia.; LECD: Doença mucocutânea, mulheres, 3ª-5ª déc vida; períodos de remissão e exacerbação; máculas eritematosas cobertas por escamas aderentes branco-acinzentada ou amarelada, superfície elevada, ovalada / arredondada; Em áreas fotoexpostas; Telangiectasias; Dx: Biópsia e IF; Tto: Antimaláricos e corticoides; LES: Mais raro; pp/ mulher jovem; início com sintomas sistêmicos; Associação com AR, Miosite e S. Sjogren; Lesões erosivas e vesico-bolhosas, borda eritematosa; Dx: FAN e biópsia; Tto: repouso, AAS, Antimaláricos, esplenectomia, corticoides; Herpangina: Doença típica do final da infância; Local: palato mole e orofaringe; Pp/ no verão; Incubação +-4 dias; Coxsackie A vírus; Múltiplas vesículas pequenas e ovoides, base eritematosa, pp/ 1/3 posterior da boca, lesões dolorosas, linfadenopatia, cicatriza em até 1 semana; Transmissão: contato direto; DD: Sarampo, varicela, afta; Tto: Paliativo [repouso, AAS, líquidos, xilocaína viscosa ou benadril]; Doença mão-pé-boca: Coxsackie A/6; Pp/ crianças 5m-5ª; endêmica; lesões maculopapulosas exantematosas e vesículas, pp/ palato duro, língua e mucosa jugal, língua edematosa e vermelha, sensibilidade dolorosa; DD: Herpes, gengivoestomatite herpética, herpangina, eritema multiforme;

RFL: Etiol.: DRGE (refluxo em ortostase e ao longo do dia, exposição efêmera ao ácido, motilidade esofágica normal, esôfago endoscopicamente normal). Fatores: Anatômicos, hábitos alimentares, medicamentos; Rouquidão, pigarro, sensação de globus faríngeo, tosse seca, dor de garganta, otalgia, sinusite, úlceras de contato, laringite, disfagia alta; Dx.: clínico e laringoscopia (hipertrofia de parede posterior da glote ou região interaritenóidea (paquidermis), eritema e edema de aritenóides, bandas vestibulares e pregas vocais), EDA, phmetria 24h. Trat.: IBP (omeprazol, pantoprazol). Cirúgico (fundoplicatura laparoscópica).

* Lesão N. Facial: Uso de fórceps; Distrofia miotônica; Síndrome de Mobius; Traumatismo; Fraturas da base do crânio; Lesões penetrantes do ouvido médio; Barotrauma; Neurológicas centrais; lesões do opérculo (vasculares, tumorais, infecciosas); lesões da capsula interna e tronco cerebral; otite média ou externa; mastoidite; virus hérpes simples; vírus varicela zoster; parotidite; lepra; tuberculose; HIV; difteria; tétano; doença de Lyme; Inflamatórias: sarcoidose, amiloidose, vasculites, poliradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante aguda (Guillain-Barré e crônica (CIDP); Metabólicas: diabetes, hipertireoidismo, gravidez, porfiria aguda, hipovitaminose A; Neoplásicas; Tóxicas; Iatrogênica; Idiopática



**Rinite ozenosa: ressecamento e atrofia da mucosa nasal, com formação de crostas que não se desprendem facilmente, gerando odor fétido ao se decomporem (cacosmia objetiva). Tríade: atrofia osteomucosa sem ulcerações, crostas amarelo-esverdeadas e fetidez intensa.


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