Adolescentes com polimorfismo dd do gene da eca apresentam pressão arterial superior aos II autores



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ADOLESCENTES COM POLIMORFISMO DD DO GENE DA ECA APRESENTAM
PRESSÃO ARTERIAL SUPERIOR AOS II


Autores: Ferdinando Oliveira Carvalho1,2, William Alves de Oliveira2, Vinicius Carolino de Souza1,3, Herbert Gustavo Simões2, Carmen Silvia Grubert Campbell2. e-mail: ferdinando.carvalho@univasf.edu.br

Instituições: 1Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina/PE, Brasil; 2Universidade Católica de Brasília (UCB/DF), Brasília/DF, Brasil; 3Universidade de Brasília (UNB/DF), Brasília/DF, Brasil.

Apoio: CAPES.
INTRODUÇÃO: A pressão arterial (PA) é um fenótipo importante na caracterização de doenças cardiovasculares. Dessa maneira, características genéticas específicas, como aquelas relacionadas ao polimorfismo I/D do gene da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) podem estar relacionadas com a elevação da PA em jovens. OBJETIVO: Comparar a PA em adolescentes de ambos os gêneros, agrupados de acordo com os genótipos (DD, ID, II) do gene da ECA. MÉTODOS: Fizeram parte do estudo 85 meninos (13,1 ± 1,2 anos; 53,1 ± 8,7 kg; 1,60 ± 0,1 m; 20,5 ± 2,5 kg/m2) e 64 meninas (13,2 ± 1,2 anos; 51,7 ± 9,4 kg; 1,57 ± 0,08 m; 20,9 ± 3,3 kg/m2) participantes do Projeto do Governo Federal “Segundo Tempo” de uma escola pública da cidade de Ceilândia-DF. Para mensuração da PA foi empregado o equipamento eletrônico digital Omron (HEM 742), sendo dois tipos de manguitos utilizados de acordo com a circunferência do braço (6 x 12 mm: tamanho infantil – 11 a 13 anos; e 9 x 18 mm: para adolescentes de 14-18 anos e/ou adolescentes com idade inferior, porém com estrutura física semelhante aos de 14-18 anos). DNA genômico total foi obtido em amostra de saliva, sendo o sítio polimórfico do gene ECA amplificado por PCR (Polymerase Chain Reaction), tendo um fragmento de 490 pares de base (pb) e um 190 pares de base (pb). Foi realizada um PCR confirmatória para o alelo I, contendo um fragmento de 335 pb. Após confirmação da distribuição normal dos dados, ANOVA two-way, com nível de significância adotado p<0,05, foi empregada para comparação entre os valores das variáveis estudadas nos diferentes genótipos e gêneros. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças significativas na PA entre os gêneros em nenhum dos genótipos (DD, ID e II). Nos meninos, o grupo do genótipo DD apresentou PAS significativamente superior do que o grupo II (112,2 ± 12,1 vs 106,4 ± 13,5mmHg;p≤0,01). A PAS não diferiu entre os grupos ID e II nos meninos. Ainda no grupo de meninos, a PAD do grupo DD mostrou-se significativamente superior ao grupo II (68,5 ± 9,1 vs 61,7 ± 8,5mmHg; p≤0,01), bem como mais elevada em relação ao grupo ID (68,5 ± 9,1 vs 63,6 ± 9,3mmHg; p≤0,05). Nas meninas, o grupo DD apresentou PAS significativamente superior ao grupo II (109,3 ± 12,5 vs 104,5 ± 11,3mmHg; p≤0,01). Não foram verificadas diferenças na PAS e PAD entre os grupos de meninas ID e II. Para estas meninas, a PAD do grupo DD apresentou-se significativamente superior ao grupo II (67,8 ± 9,9 vs 62,0 ± 8,4mmHg; p≤0,01). Quando a comparação é feita entre os grupos de alelos de risco para hipertensão (D) e não risco (I) observa-se que tanto a PAS, quanto a PAD são superiores no grupo portador do alelo D. CONCLUSÃO: Conclui-se que os adolescentes de ambos os sexos que apresentam genótipo DD e/ou alelo D podem apresentar PAS e PAD superiores aos adolescentes com genótipo II ou portador do alelo I do polimorfismo do gene da ECA.




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