Administração Hospitalar



Baixar 56.98 Kb.
Encontro08.02.2018
Tamanho56.98 Kb.

Administração Hospitalar

Respostas

AH 01.(a) Na Antigüidade , foi entre os romanos que se deu a criação de certos estabelecimentos similares aos hospitais, destinados a cura e repouso das tropas estacionadas sobretudo nas frentes distantes do Império Romano; assim as grandes concentrações de tropas de Bonn, Viena, Baden, Colônia e França tinham esse tipo de estabelecimentos, que se organizava de forma semelhante aos conhecidos por Veletudinária, destinados aos cuidados de doentes civis em particular os que os romanos proprietários de terras instalaram para o cuidado de seus escravos ou servos.

REF.: BARQUIN p.214; TINOCO & CAMPOS – Planejamento e administração de saúde. P.81.
AH 02.(b) O Hospital São Nicolau de Bari em São Domingos (Republica Dominicana), fundado em 1503 por Nicolau de Ovando, foi o primeiro hospital das Américas. Na América Continental, o primeiro hospital foi fundado por Fernão Cortez no México, em 1524, com o nome de Jesus Nazareno.

REF.: BARQUIN p.214.



Respostas 3 a 7

AH 03.(d)

AH 04.(b)

AH 05.(e)

AH 06.(a)

AH 07.(b)


As definições sãos as constantes na terminologia básica em saúde adotada pelo Ministério da Saúde:

  1. Assistência médica – modalidade de atuação realizada pelo médico na promoção e proteção da saúde e na recuperação e reabilitação de doentes.

  2. Assistência sanitária – modalidade de atuação realizada pela equipe de saúde, junto à população, na promoção e proteção da saúde e na recuperação e reabilitação dos doentes.

  3. Atendimento de emergência – conjunto de ações empregadas para a recuperação de pacientes, cujos agravos à saúde necessitam de assistência imediata, por apresentarem risco de vida.

  4. Atendimento de urgência – conjunto de ações empregadas para a recuperação de pacientes, cujos agravos à saúde necessitam de assistência imediata.

  5. Atendimento elementar – conjunto de ações prestadas à população e previamente padronizada por elementos da equipe de saúde de nível médio ou elementar, sob supervisão.

REF.:BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica da saúde .p.8-9.
AH 08. (b) O termo hospital de médio porte aplica-se a uma unidade hospitalar com capacidade instalada de 51 a150 leitos; até 50 leitos considera-se de pequeno porte.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde. p.13.


AH 09.(e) O hospital terciário é um hospital especializado ou com especialidades, destinado a prestar assistência a clientes em outras especialidades medicas além das básicas.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde. p.14.


AH 10. (a) Hospital filantrópico é um hospital privado, que reserva para a população carentes serviços gratuitos, respeitando a legislação em vigor. Não remunera os membros de sua diretoria nem de seus órgão consultivos, e os resultados financeiros revertem exclusivamente à manutenção da instituição.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde.p.13


AH 11. (a) O hospital beneficente é um hospital privado, instituído e mantido por contribuições e doações particulares, destinado à prestação de serviços a seus associados, cujos atos de constituição especificam a sua clientela. Não remunera os membros de sua diretoria , aplica integralmente os seus recursos na manutenção e desenvolvimento do seus objetivos sociais, e seus bens, no casos de sua extinção, revertem em proveito de outras instituições do mesmo gênero ou poder público.

REF.: BRASIL .Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde.p12.


AH 12. (c) Em relação à capacidade dos hospitais o Ministério da Saúde adota a seguinte terminologia:

Capacidade hospitalar: número máximo de leitos que, comporta o estabelecimento, respeitada a legislação em vigor.

Capacidade hospitalar de emergência: número de leitos que, efetivamente, poderão ser colocados no hospital, em circunstâncias anormais ou de calamidade pública, com aproveitamento das áreas consideradas utilizadas.


Capacidade hospitalar de operação: número de leitos efetivamente funcionantes no hospital, respeitada a legislação em vigor.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde.p9.


AH 13.(b) A expressão “óbito hospitalar específico” corresponde as óbito que se verifica após 48 horas de internação de um doente. As estatísticas hospitalares costumam distribuir os óbitos hospitalares em antes e depois das 48 horas, interpretando que para os últimos haveria decorrido tempo razoável de atenuação das condutas diagnosticas e terapêuticas indicadas ao paciente.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde.p17.


AH 14.(d) O leito hospitalar é dito de curta permanência quando sua utilização não ultrapassa a media de permanência de trinta dias; acima desse valor é considerado de longa permanência.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Terminologia básica em saúde.p16.


AH 15. (b) Pelos padrões estipulados pelo Ministério da Saúde, ao se projetar um hospital é necessário tomar em consideração a ocupação de, no máximo,50% da área total do terreno, já computadas as de ampliações futuras.

REF.:BRASIL. Ministério da Saúde – Normas e padrões de construções.p13.


AH 16. (d) De um modo geral, um hospital com áreas mínimas estabelecidas, deverá apresentar um coeficiente variando de 45 a 50 m² por leito. Assim, se o hospital apresentar um coeficiente bastante diferente desse estabelecido, deverá possuir deficiência ou excesso de áreas nas diversas unidades ou mesmo ausência ou duplicidade de elementos. Esse coeficiente não é rígido, mas dará uma idéia de grandeza na composição das diversas unidades que constituem o hospital, ou seja, funcionará como um índice na estimativa das áreas necessárias para a instalação dos leitos.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde - Normas e padrões de construções. P57.


AH 17.(c ) Como parâmetros para planejamento de salas cirúrgicas e obstétricas, o Ministério da Saúde recomenda uma sala cirúrgica por 50 leitos gerais, 25 leitos cirúrgicos e 20 leitos obstétricos.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde - Equipamentos para estabelecimentos assistenciais de saúde. p24.


AH18. (e) De acordo com as normas do Ministério da Saúde, para o funcionamento de um Consultório médico Indiferenciado são considerados equipamentos indispensáveis: mesa para exame/tratamento, mesa para escritório, cadeiras (3), balança antropométrica (adulto), estetoscópio duosom (adulto), estetoscópio de Pinard, esfignomanômetro aneróide com manguito e otoscópio; são equipamentos necessários: refletor parabólico, mesa para instrumental e negatoscópio; e equipamentos recomendáveis: escada de 2 degraus, banqueta cromada com assento inox, balde cilíndrico, porta dentritos com pedal, biombo, armário vitrine e suporte de Hamper.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Equipamentos para estabelecimentos assistenciais de saúde.p49


AH 19.(a) Todas as opções são funções que podem ser assumidas pelos hospitais; contudo, em que apresentam tais funções, o encargo de receber pacientes, docentes ou não, incluindo os hígidos, representa a função perspícua do hospital.

REF.: FSP/USP – Temas de administração hospitalar: o hospital-evolução de suas funções.


AH 20. (e) A unidade de corpo clínico aberto é aquela que, independente de possuir ou não corpo clínico próprio, ou seja, pessoal técnico contratado e em atuação permanente, permite que outros profissionais de saúde podem atuar em suas instalações, e encaminhe sua clientela. Pela maleabilidade de sua administração essa unidade insere-se na atuação privada (clínicas e hospitais particulares ou beneficentes).

REF.: GIRALDES p.109.


AH21. (d) A unidade de corpo clínico fechado é que não admite a participação em suas atividades assistenciais de pessoal que não tenha vínculo empregatício com o hospital. Este tipo de unidade te organização administrativa sob a égide da área pública (hospital público).

REF.: GIRALDES p 109.


AH 22.(c ) No Brasil, segundo MEZOMO, aceita-se como coeficiente ideal 1,3 a 1,5 funcionários por leito, tratando –se de um hospital geral, e 0,4 a 0,6 funcionários por leito, se o hospital for de longa permanência (psiquiatria, geriatria, etc.) O Ministério da Saúde, em suas recomendações, tem propósito a relação 1,5 funcionários por leito nos hospitais gerais.

REF.: MOZOMO p.24; BRASIL. Ministério da Saúde – Instrumento de Avaliação.


AH 23.(b) O ministério da Saúde recomenda que a Unidade de Oncologia Clínica de Hospitais de Oncologia observem os seguintes padrões de pessoal de enfermagem:

  • Um enfermeiro para cada 20 leitos, no turno diurno, e 40 leitos , no noturno.

  • Um auxiliar de enfermagem para cada 6 leitos, no turno diurno, e 12 leitos , no noturno.

  • Um atendente para cada 9 leitos, no turno diurno, e 18 leitos no noturno.

  • REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Instr. Aval.hosp.oncologia. p.85.

AH24.(b) Compete à seção de estatística do SAME:



  • Classificar os diagnósticos, mediante exame dos prontuários completos;

  • Elaborar informações estatísticas do movimento dos pacientes e dos diagnósticos;

  • Receber, dos diversos órgãos do hospital, mapas mensais demonstrativos das atividades desenvolvidas;

  • Levantar, mensalmente, os indicadores previstos pelo sistema de informações hospitalares;

  • Apresentar estatísticas sobre a incidência de moléstias;

  • Levantar os coeficientes de causas de óbitos;

  • Apresentar gráficos das atividades do hospital;

  • Elaborar mapas mensais e anuais das atividades dos serviços médicos;

  • Encaminhar, à seção de custos, dados estatísticos para efeito de apuração de custos;

  • Manter atualizado o número de leitos, para o correto controle de vagas;

  • Manter atualizada a localização dos pacientes internados, com a finalidade de informação às visitas;

  • Elaborar relatórios mensais de internações, altas e óbitos.

  • REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Manual de informações sobre atividades hospitalares.p10.

AH 25.(e) As estatísticas hospitalares apresentam a restrição de serem seletivas)somente fornecem informações a respeito das doenças que exigiram hospitalização) e parciais (mesmo as pessoas portadoras de doenças que exigira hospitalização podem por vária razões não ter sido hospitalizadas).As estatísticas hospitalares não representam a morbidade global de uma comunidade.

REF.: LAURENTI et al. – Estatísticas de saúde.p.81-2.

RESPOSTAS 26 A 37




O assunto indicadores hospitalares pode ser verificado em publicações diversas, como a de Laurenti et al. – “Estatísticas de Saúde”, e específicas, a exemplo de “Instrumento de Avaliação para Hospital Geral de Médio Porte” e “Terminologia Básica de Saúde”, ambas editadas pelo Ministério da Saúde, as quais serviram de base para elaboração e resolução dessas questões.

AH 26.(b) Taxa de mortalidade institucional (TMin) – relação percentual entre o número de óbitos ocorridos no hospital após 48 horas de internação, em determinado período, e o número de pacientes egressos (por altas e/ óbitos) no mesmo período.

N.º de óbitos após 48 horas de internação

Tmin = em determinado período X 100

N de saídas no mesmo período

TMin = item1 X 100 =

item 3

Tmin = __92_ X 100 = 1,60%



5.740
AH 27.(d) Taxa de mortalidade geral hospitalar (TMGH) – Relação percentual entre o número de óbitos ocorridos em pacientes internados, durante um determinado período, e o número de pacientes egressos (por altas e /ou óbitos) no mesmo período.

N.º de óbitos por causas maternas em

TMMaH = determinado período x 100

N.º de pacientes egressos da
Obstetrícia no mesmo período

TMMaH = item 4 x 100 =

item 5

TMMaH = 4__ x 100 = 0,19%


2.100
AH 29. (b) Taxa de natimortalidade hospitalar (TNMH) – relação percentual entre o número nascidos mortos ocorridos no hospital, durante um determinado período, e o número de nascimentos (nascidos vivos + natimortos) no hospital no mesmo período.

Nº de nascidos

TNMH = mortos nos períodos x 100

Nº de nascimentos (vivos mortos)

No período
TNMH = __item 6____ x 100 =

Item6 + item 7

TNMH = 30 __ x 100 = 1,96%

30 + 1.500


AH 30 (c) Taxa de mortalidade operatória (TMO) – relação percentual entre o número de óbitos operatórios ( trans-operatórios e pós- operatórios) em determinado período e o número total de atos cirúrgicos no mesmo período.
N.º de óbitos operatórios

TMO = em determinado período x 100

N.º total de atos cirúrgicos

No mesmo período

TMO = item 8 x 100 =

Item 9
TMO = 45__x 100 = 2,5%
1.800

AH 31.(c) Taxa de cesáreas (TCe) - relação percentual entre o número de cesáreas ocorridas no hospital em determinado período e o número de parto s no mesmo período.


N.º de cesáreas em

Tce = determinado período x 100

N.º de partos no mesmo período

Tce = ___item 10______x 100 =

Item 10 + item 11

Tce = 230_____ x 100 = 15,04%

230 + 1.300
AH32. (b) Taxa de infecção hospitalar (TIHo) – relação percentual entre o número de infecções adquiridas pelo paciente durante sua permanência no hospital, em determinado período , e o número de pacientes egressos (por altas e/ou óbitos) no mesmo período.
N.º de infecções

Atribuíveis ao hospital

TIHo = em determinado período x 100

N.º de saídas no mesmo período

TIHo = item 12 x 100 =

Item 3


THIo = 287__x 100 = 5,00%

5.740
AH 33. (a) Taxa de supuração de ferida cirúrgica em cirurgia limpa (TSFC) – relação percentual entre o número de pacientes submetidos à cirurgia limpa que apresentam supuração de feridas cirúrgicas durante um determinado período e total de pacientes submetidos à cirurgia limpa no mesmo período.


N.º de pacientes com supuração

de feridas cirúrgicas em

TSFC = cirurgia limpa no período x 100

N.º de pacientes submetidos

à cirurgia limpa no mesmo período

TSFC = item 14 x 100 =


Item 15

TSFC = 90 x 100 = 6,00%

1.500
AH 34. (a) Taxa de ocupação hospitalar (TOH) – ralação percentual entre o número de pacientes-dia , em determinado período, e o número de leitos/dia no mesmo período.


N.º de pacientes/dia

TOH = em determinado período x 100

N.º de leitos/dia no mesmo

Período


TOH = item 16 x 100 =
Item 17

TOH = 28.700 x 100 = 82,00%

35.000
AH 35. (d) Média de permanência (Mpe) – relação numérica entre o total de pacientes/dia em determinado período e o total de doentes egressos do hospital ( por altas e /ou óbitos) no mesmo período.


N.º de pacientes/dia durante

Mpe = Determinado período x 100

N.º de pacientes egressos no

Mesmo período

Mpe = item 16 x 100 =
Item 3

Mpe = 28.700 x 100 = 5,00 dias

5.740
AH 36. (c ) Índice de renovação ou giro de rotatividade (IR/GR) – relação entre o número de clientes egressos do hospital ( por altas e/ ou óbitos) em determinado período e o número de leitos postos à disposição dos clientes no mesmo período. Representa a utilização do leito hospitalar durante o período considerado.


N.º de saídas em

IR/GR = determinado período x 100


N.º de leitos no mesmo

Período

IR/GR = item 3 x 100 =


Item 18

IR/GR = 5.740 x 100 = 27,4 vezes

100
AH 37. (e) Os resultados de mortalidade institucional, mortalidade materna hospitalar e mortalidade operatória são excelentes e seriam contemplados com pontos máximos na escala de avaliação recomendada pelo Ministério da Saúde; a taxa de cesáreas não teria ponto máximo mas não pode ser tida como elevada, diferentemente do que ocorre com a infecção hospitalar, pois está distante do limite de 1,9% que garante o máximo de pontos possíveis na aferição nesse indicador de qualidade hospitalar.

REF.: BRASIL. Mistério da Saúde – Instrumento de avaliação. P.69-71
AH 38. (b) Taxa de ocupação, média de permanência e índice de giro de rotatividade são indicadores de produtividade hospitalar; os demais indicadores obtidos nas questões 26 a 33 são referentes à qualidade hospitalar.

REF.: BRASIL . Ministério da Saúde – Instrumento de avaliação. P.60-71


AH 39. (b) Existem vários princípios que devem ser tomados em conta quando se aplicam os retornos de escala na produção de serviços de saúde:

Princípios das transações em quantidade: o custo de lidar com grandes quantidades às vezes não é maior do que o custo de lidar com pequenas quantidades.

Princípio das reservas acumuladas: um hospital maior pode manter uma menor percentagem de leitos não ocupados, dos que dois hospitais menores mantendo o mesmo número de leitos em reserva para demandas de leitos variando semanal e sazonalmente.

Princípio dos múltiplos: considerando que capacidades de diferentes tipos de máquinas e mão-de-obra implicam diferentes escalas de produção, um hospital suficientemente grande para empregar muitos de cada variedade terá maiores condições de utiliza-los e um elevado nível de eficiência.

REF.: BEULKE & BERTO – Gestão de custos e resultado na saúde. p.34-5



RESPOSTAS 44 A 46

AH 44.(a)

AH 45.(c)

AH 46.(b)

Para melhor compreensão, convém lembrar que uma unidade assistencial do setor saúde pode vir a realizar uma diversidade de atividades, daí obtendo diferentes produtos. Essa multiplicidade de processos, do ponto de vista dos serviços reduzidos, obriga à identificação de setores homogêneos, denominados centro de custo. Centros de custo, portanto, são aqueles setores de atividade da unidade que realizam uma despesa (pessoa, material de consumo e outras despesas) claramente atribuível, desempenhando funções que expressam, de modo adequado, a sua finalidade
Operacionalmente, os centros de custo são agrupados em três categorias:


  • Centro de Custo final – são aqueles setores que desenvolvem atividades diretamente relacionadas com a consecução dos objetivos finais da unidade – por exemplo, ambulatório centro cirúrgico, serviço de odontologia, unidade de internação, etc.

  • Centro de Custo Intermediário – são aqueles que executam atividades complementares às atividades desenvolvidas nos centros de custo final. Em outras situações, essas atividades complementares poderiam ser consideradas como finais. No entanto, são chamadas habitualmente, de serviços de diagnósticos e tratamento – por exemplo, unidades de laboratório, radiologia, fisioterapia, etc.

  • Centros de Custo de Atividades Gerais – são aqueles cujas atividades nem sempre são especificas do setor saúde. Sua principal função é oferecer uma estrutura de apoio que possibilite o desenvolvimento de atividades dos centros final e intermediário – por exemplo, unidades de administração, almoxerifado, documentação médica, etc.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Manual de apuração de custos hospitalares. P.9-10.
AH 47. (C) O limite de 24 horas é o limite máximo ara observação hospitalar. Idealmente um paciente deve permanecer em observação apenas pelo tempo necessário, por exemplo, para que seja observado o efeito de um tratamento ou seja tomada uma decisão sob a internação ou não do mesmo. Os leitos e observação em geral oferecem monos condições de conforto e privacidade para os pacientes e por razões humanitárias deve-se manter o período de observação restrito ao necessário para a segurança do paciente e para a tomada da decisão clínica.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Padronização da nomenclatura do censo hospitalar. P.11.


AH 48. (d) Não devem ser considerados leitos hospitalares de internação os leitos de observação, incluindo os leitos pré- parto e os leitos de recuperação pós-anestésica os berços de alojamento conjunto, os leitos de berçário para recém-nascidos sadios, as camas destinadas a acompanhantes e funcionários do hospital e leitos de serviços diagnósticos. Em situações excepcionais, um leito hospitalar de observação ou uma maca podem corresponder a um leito hospitalar de internação.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Padronização da nomeclatura do censo hospitalar. P.15.


AH 49.(b) O leito hospitalar de observação é o leito destinado a paciente sob supervisão médica e/ ou de enfermagem, para fins diagnósticos ou terapêuticos, por período inferior a 24 horas. Os leitos de hospital-dia são leitos hospitalares de observação.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Padronização da nomeclatura do censo hopitalar.p.15.


AH 50.(a) O leito bloqueado é o leito que, habitualmente, é utilizado para internação, mas que no momentos em que é realizado o censo não pode ser utilizado por qualquer razão( características de outros pacientes que ocupam o mesmo quarto ou enfermaria, manutenção predial ou mobiliário, falta transitória de pessoal).

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde – Padronização na nomeclatura do censo hospitalar.p.17.


RESPOSTAS 51 A 54
AH 51.(b)

AH 52.(c)

AH 53.(d)

AH 54.(a)


Capacidade hospitalar planejada é a capacidade total dos leitos do hospital, levando-se em conta a área física destinada à internação e de acordo com a legislação em vigor, mesmo que a parte destes leitos esteja desativada por qualquer razão.

Capacidade hospitalar instalada é a capacidade dos leitos que são habitualmente utilizados para internação, mesmo que alguns deles eventualmente não possa ser utilizadas por certo período, por qualquer razão.

Capacidade hospitalar operacional é a capacidade dos leitos em utilização e dos leitos passíveis de serem utilizados no momento de censo, ainda que estejam desocupados.

Capacidade hospitalar de emergência é a somatória dos leitos que podem ser disponibilizados dentro de um hospital em circunstancias anormais ou de calamidade pública.

REF.: BRASIL. Ministério da Saúde - Padronização da nomenclatura do censo hospitalar.p.23-4


AH 55.(a) A região Nordeste, em 1993, possuía 1,93 leitos por 1.000 hab., sendo 0,88 público e 1,05 privado, enquanto nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste tinham valores acima de 4 por 1.00 hab. Em 1999, a Região Norte revelou 2,24 leitos por 1.000 hab., ficando as outras regiões em: Nordeste (2,96), Sudeste( 2,74), Sul (3,31) e Centro- Oeste (3,46).

REF.: CASTELAR In: CASTELAR et al. P.39; BRASIL. .Ministério da Saúde – IDB 2001


AH 56.(a) No Brasil a taxa de internações pelo Sistema SIH/SUS em 1991 foi de 9,28 meros foram os seguintes: Norte(5,58), Mordeste(8,89), Sudeste (9,39), Sul (10,85) e Centro-Oeste (10,67). Em 2000, os valores para o Brasil cairiam para 7,03, sendo nas regiões os que se seguem: Norte (7,15), Nordeste (7,56), Sudeste (6,24), Sul (7,92) e Centro-Oeste (7,71).

REF.:CASTELAR In: CASTELAR et al. P.45; BRASIL. Ministério da Saúde – IDB 2001


AH 57.(c) No brasil, em 1991, de acordo com o Sistema SIH/SUS, o gasto médio habitante foi de US$ 19.66; por regiões esses gastos foram as que se seguem: Norte (US$ 7.71), Nordeste (US$ 16.43), Sudeste(US$ 20.98). Em 2000, o gasto médio do SUS por internação hospitalar no Brasil foi de R$ 409,38, configurando nas regiões os valores seguintes; Norte (R$ 280,77), Nordeste (R$ 332,94), Sudeste (R$483,67), Sul(R$ 450,40) e Centro-Oeste (R$ 381,03).

REF.: CASTELAR in: CASTELAR et al. P.46; BRASIL. Ministério da Saúde – IDB 2001.


AH 58.(e) A assistência hospitalar no Brasil, provida pelo Sistema SIH/SUS, no período de 1984-1991 demostra: um aumento significativo das internações (51,8%) contra um crescimento populacional de apenas 13,9%; aumento dos gastos totais de internação (285,3%), principalmente por conta do aumento do gasto médio por internação(US$ 83.43) em 1984 para US$ 211.74 em 1991); o total de dias de internação cresceu 51,8%; e o custo-dia, de US$ 12,06 em 1984 alcançou US$ 30,60 em 1991.

REF.: CASTELAR In: CASTELAR et al. P.44-5.


AH59.(c) Ao nível de controle e avaliação da Assistência Hospitalar, a primeira tentativa ocorreu em 1977 com a criação, pelo Instituto Nacional de Previdência Social-INPS, do Sistema Nacional de Controle de Contas Hospitalares, através do estabelecimento das metas financeiras e gabaritos. Esse sistema foi implantado em decorrência de incontáveis denúncias de fraudes e irregularidade que vinham sendo cometidas. A ação da auditoria médica era desencadeada por relatórios de alerta. Não houve com esse sistema nenhum impacto positivo no controle.

REF.: CALEMAN et al. – Informações, controle e avaliação do atendimento hospitalar SUS.p21.


AH 60.(a) Vários fatores concorreram para a ineficiência do Sistema Nacional de Controle de Contas Hospitalares- INPS como; a falta de autonomia do Auditores locais, em tomar qualquer decisão punitiva sem a concordância do órgão regional; a magnitude das ações, pelo fato do INAMPS ter uma estrutura centralizada, e o universo de prestadores ser imenso( mais de 6.000 hospitais e 35.000 postos de atendimento), não existindo recurso humanos suficientes para cumprir tal tarefa; a indicação do médico auditor, que obedecia, caráter fisiológico, através da indicação política, bem como a dupla militância de auditores que atuavam no corpo clínico de hospitais e percebendo remuneração como autônomo (codigo7).

REF.: CALEMAN et al. – Informações, controle e avaliação do atendimento hospitalar SUS. P21.




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal