Adair Rodrigues Ribas



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ADAIR RODRIGUES RIBAS

IDENTIFICAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE PERDAS PRECOCES DE MOLARES PERMANENTES

PONTA PORÃ

2011


ADAIR RODRIGUES RIBAS

IDENTIFICAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE PERDAS PRECOCES DE MOLARES PERMANENTES


Projeto de Intervenção apresentado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, como requisito para conclusão do curso de Pós Graduação à nível de especialização em Atenção Básica em Saúde da Família.
Orientador (a): Profa. Dra. Renata Palópoli Pícoli.

PONTA PORÃ

2011

RESUMO

O presente trabalho teve o objetivo de implantar uma proposta de educação em saúde voltada ao conhecimento e a potencialização de habilidades para prevenção de perdas dentárias entre os alunos da Escola Osvaldo de Almeida Matos. O CPOD tem a finalidade de obter dados que nos revelam o estado de saúde bucal, as necessidades de tratamento odontológico e o fornecimento de subsídios que permitem o planejamento para ações futuras, o levantamento epidemiológico torna-se imprescindível, o mesmo é feito através do índice CPOD, o referido descreve numericamente resultados do ataque de caries dos dentes permanentes de um dado grupo populacional. Neste índice temos embutidas as seguintes informações, que será utilizado neste trabalho. C – Dentes Cariados, O – Dentes restaurados E – Dentes extraídos E1- Dentes com extração indicada. Por meio de dados epidemiológicos do CPOD dos anos anteriores em que atuo na mesma área (ESF itinerante, desde 2007), viemos registrando no CPOD um alto índice de exodontia de molares permanentes. Implantamos uma nova proposta voltada para prevenção, despertando assim os pais, professores e as crianças sobre a importância deste dente, e evitando assim as perdas precoces. Já estamos tendo resultados, todos já sabem que devem escovar os dentes, controlar a dieta, e as exodontias já estão diminuindo. As próprias crianças não querem mais extrair os dentes permanentes.


Palavras Chaves: perdas precoce, primeiro molar, hábitos.

SUMÁRIO




SUMÁRIO 4

2 OBJETIVOS 6

3 REVISÃO DE LITERATURA 6

4 DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA 9

5 PROGRAMAS EDUCATIVOS EM SAÚDE BUCAL 12

6 CONCLUSÃO 13

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14

1 INTRODUÇÃO

A proposta de trabalhar com o tema da prevalência de perdas precoces de molares permanentes se deve aos levantamentos dos dentes cariados, restaurados, extraídos e com extração indicada nos anos de 2008, 2009 e 2010 na Escola Osvaldo de Almeida Matos, que se localiza na área de abrangência da Unidade ESF Itinerante do município de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Neste levantamento, verificou-se alto índice de perdas precoces dos elementos dentários sendo que os dados de 2010 foram os seguintes: de 244 alunos examinados, encontramos 28 com dentes extraídos e 79 com extrações indicadas, e em 2011 encontramos de 244 alunos examinados 46 com dentes extraídos e 87 com extrações indicadas. Em março de 2011 foi implantado por minha equipe de trabalho, que é formada por um médico, um enfermeiro, uma auxiliar de enfermagem, uma dentista, uma auxiliar, uma recepcionista, uma vacinadora, um motorista e mais sete agentes comunitários, na escola Osvaldo de Almeida Matos, um projeto de intervenção devido à importância deste elemento dentário.

É importante chamar atenção de pais e familiares para o fato de que é ainda na infância, por volta dos seis anos de idade, que ocorre a erupção dos primeiros molares permanentes, quando a maioria dos dentes da boca da criança ainda é chamada “dente de leite”. O primeiro molar permanente nasce atrás do último molar decíduo, sem necessidade que nenhum dente caia para que ele nasça. Assim é comum os pais pensarem que é mais um “dente de leite” que está nascendo. A partir do nascimento do primeiro molar, a criança passa apresentar uma dentição mista com a presença de dentes decíduos e dentes permanentes.

Nossa área de atendimento beneficia 1969 pessoas, sendo 435 pessoas de 0 à 10 anos, 452 de 10 à 20 anos, 371 de 20 à 30 anos, 324 de 30 à 50 anos e 387 de 50 à 80 anos. A maioria destas pessoas são trabalhadores rurais, dependem diretamente da agricultura, de onde vêm seus sustentos. Esta área é composta por uma escola, onde todas as crianças do local estudam, e recebem atendimento em um posto de saúde pela nossa equipe, uma vez por semana. Equipes como a nossa atendem nesta localidade desde a implantação da ESF Itinerante (Janeiro de 2000). Serviços preventivos e curativos são prestados nessa área (voltados à saúde bucal), onde a maioria dos tratamentos é de emergência, aonde o paciente chega até nós com a queixa principal sendo a dor.

A odontologia infantil age diretamente na manutenção da saúde bucal das crianças, no supervisionamento, orientação e possíveis intervenções para que o desenvolvimento e maturação do sistema mastigatório sejam equilibrados sob o ponto de vista morfológico, funcional, estético e livre de interferências provocadas por cárie, perdas precoces, hábitos de sucção inadequados, entre outros. Devido à importância da completa assistência odontológica nessa fase complexa de transição dentaria, é que a odontologia infantil busca, cada vez mais, a integração dos profissionais da odontopediatria e ortodontia, a fim de que o tratamento precoce seja estabelecido.


2 OBJETIVOS





  • Implantar proposta de educação em saúde voltada ao conhecimento e à potencialização de habilidades para prevenção de perdas dentárias entre os alunos da Escola Osvaldo de Almeida Matos a fim de reforçar a autoestima e autocuidado da saúde bucal.

  • Sensibilizar crianças, seus pais e seus professores sobre os riscos e consequências de perdas precoces dos molares permanentes.

  • Identificar o conhecimento sobre saúde bucal dos agentes comunitários de saúde sobre os cuidados com a saúde bucal, para quando forem fazer a visita domiciliar já possa fazer a abordagem das crianças que mais necessitam de tratamentos dentários e estarem encaminhando para a unidade básica para atendimentos, ajudando assim no controle de cáries nas crianças de cada família visitada.

  • Desenvolver ações educativas junto aos pais, professores e profissionais envolvidos nos cuidados das crianças para supervisão e execução de atividades voltadas para prevenção da cárie dental.

3 REVISÃO DE LITERATURA

No ano 2000, o Ministério da Saúde iniciou a discussão sobre a realização de um amplo projeto de levantamento epidemiológico que avaliasse os principais agravos em diferentes grupos etários e que incluísse tanto população urbana como rural. Este projeto, hoje identificado como “Condições de Saúde Bucal na População Brasileira” apresenta em seu relatório final dados sobre o perfil de saúde bucal no Brasil (BRASIL, 2000).

No que diz respeito à prevalência de cárie, o referido projeto identificou que aproximadamente 27% das crianças de 18 a 36 meses apresentavam pelo menos um dente decíduo com experiência de cárie dentária, sendo que a proporção chegava a quase 60% das crianças de 5 anos de idade. Quanto à cárie dentária na dentição permanente, cerca de 70% das crianças brasileiras de 12 anos e 90% dos adolescentes de 15 a 19 anos apresentavam pelo menos um dente permanente com experiência de cárie dentária. Em crianças e adolescentes, o principal problema foram as cáries não tratadas, enquanto nos adultos e idosos sequelas como a perda dentária surge como problema mais grave. Em números absolutos, 24,5 milhões de brasileiros (ou 14,4% da população) não têm um dente sequer. Nesse contexto, um dado importante que nos leva a inferir a importância das condições de vida na determinação da saúde bucal é que o percentual de desdentados é maior entre os mais pobres, 17,5% contra 5,9% entre os mais ricos. As crianças do norte e nordeste do país apresentaram os maiores números de dentes cariados não tratados. Essas diferenças são ainda mais marcantes na análise de escolas públicas e entre os adolescentes (RAMIRES; BULAZAF, 2005).

Outro dado igualmente relevante neste sentido é que o índice de cárie dentária é maior nos municípios sem água tratada. Informação que também confirma a eficácia do flúor no combate a essa doença. A pesquisa revelou mais uma carência: 45% dos brasileiros não têm acesso à escova de dente. O desenvolvimento científico pelo qual passou a Odontologia nos últimos anos evidenciou que a cárie é uma doença passível de ter seu curso controlado, através de medidas relacionadas ao autocuidado (escovação, uso do fio dental, dieta não-cariogênica) e aos fatores ambientais/estruturais envolvidos na determinação desse processo saúde–doença (fluoretação da água de abastecimento, acesso à escova de dente, acesso aos equipamentos de saúde e educação etc). É essa evidência que orienta a definição dos objetivos específicos, conteúdos e estratégias metodológicas que propomos com relação à abordagem educativa voltada para a prevenção da cárie (RAMIRES; BULAZAF, 2005).

A implementação do programa de educação em saúde deve ser realizada após o diagnóstico da população-alvo. Desta forma é importante analisar as necessidades de saúde e bem estar do grupo, dentro do contexto bio-psico-social, não esquecendo os aspectos familiares e culturais em que estão inseridas. Devido às variantes sociais, étnicas e culturais existentes em nosso país, é difícil estabelecer um padrão de comportamento ideal. Este contexto permeia e influencia as questões de saúde e os estilos de vida da comunidade onde as crianças vivem, tornando-as o retrato fiel de sua realidade social e o reflexo das contradições do sistema político e econômico pelo qual passa o país (BREILH,1989; TEIXEIRA, 1989; BERND, 1992).

A saúde bucal engloba um conceito amplo no qual a prevenção da cárie dental, dos problemas resultantes de traumas dentais, perdas precoces e problemas periodontais, são aspectos essenciais. Além disso, é necessário o cuidado no crescimento harmônico da face (maxila e mandíbula), da correta erupção e implantação dos dentes nas bases ósseas e a orientação de uma oclusão balanceada (KURT apud PAIXÃO, 2004).

Os primeiros molares permanentes têm sua formação iniciada na vida intra-uterina. Ao nascimento da criança, começa a mineralização. Ao terceiro ano de vida, a coroa está totalmente calcificada e inicia o processo de erupção por volta dos seis anos, com inicio da dentição mista. É um período dinâmico, com recomendações rápidas e o surgimento das curvas de Spee e de Wilson e modificações na articulação temporomandibular (GUEDES-PINTO, 1994).

Para que haja acomodação dos molares permanentes no arco, há necessidade do crescimento das bases ósseas nos planos ântero-posterior, crescimento da porção distal dos ossos para a acomodação dos dentes, crescimento em altura para permitir a acomodação do dente decíduo e o crescimento do germe e posterior implantação normal do permanente, que é bem maior que o decíduo e através da erupção dos primeiros molares permanentes, tem-se o segundo ganho em altura ou dimensão vertical (GUEDES-PINTO, 1994).

A primeira e mais importante das dez chaves de oclusão propostas por Angle e Andrews é a relação molar (chave de oclusão molar de Angle), na qual a cúspide mesiovestibular do primeiro molar inferior. Como os molares dos seis anos são os primeiros dentes permanentes a irromper no arco, ao ocupar uma posição norma, todos os demais dentes articularão de forma correta, desde que não haja discrepâncias no tamanho dos dentes (FERREIRA, 2004).

Lino (1990) preconiza que o profissional deve recorres a todos os recursos necessários para preservar os molares decíduos (pulpotomia, pulpectomia, restaurações, coroas metálicas, entre outros) até a sua época normal de esfoliação, pois o melhor mantenedor de espaço é o próprio dente. Pois, de acordo com Jerkin (1998), a perda precoce de dentes decíduos acarreta problemas de redução do perímetro do arco dentário, aumentando as chances para o estabelecimento de más-oclusões na dentição permanente e, devido a essa perda, os primeiros molares permanentes, ao irromperem ectopicamente, podem causar reabsorção da raiz distal do segundo molar decíduo e a perda prematura deste dente.

Assim, qualquer medida profilática contra a cárie será uma conduta ortodôntica preventiva, e o profissional deve proceder modificando os hábitos, orientando a dieta e higiene e realizando os procedimentos preventivos de aplicação de flúor e selantes (LINO, 1990).

Segundo Issao (1980), cerca de 25% dos primeiros molares permanentes inferiores se apresentam cariados um ano após a erupção. Após três anos, 50% deles estão cariados e passados seis anos, o mesmo ocorre em mais de 70%. Isso pode ser explicado por vários fatores, como a anatomia oclusal, repleta de fóssulas e fissuras, a ocupação mais posterior no arco, a dificuldade da criança em higienizar a região e a falta de informação dos pais quanto a existência de dentes permanentes tão cedo na boca de seus filhos.

Esses resultados mostram o inicio do problema que é verificado na prática clinica de adultos, onde grande parte dos pacientes apresentam cáries extensas e até ausência de um ou mais molares. Se a cárie não for tratada ou não houver prevenção adequada (flúor, selantes, educação em higiene) no período de erupção, certamente, o processo carioso evoluirá para a polpa, o que gerará desconforto e, consequentemente, trauma para a criança devido o tratamento ser bem mais agressivo.

Gonzáles et al. (2001), afirmam que dentro das consequências da perda prematura do primeiro molar permanente se encontram a alteração da função mastigatória, a continuação da erupção dos dentes antagonistas que facilitam sua extrusão e rotação dos molares adjacentes.

4 DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA

Foi realizado um questionário para as ACS’s na reunião mensal da equipe, que ocorreu no dia 15 de Abril de 2011, onde constavam as seguintes perguntas:



  • Nível de instrução formal;

  • ­Antes de ser ACS, você já trabalhou em alguma função dentro da odontologia? Se sim, qual e por quanto tempo?

  • Com quais pessoas você aprendeu seus cuidados pessoais de saúde bucal?

  • Já fez alguma capacitação em saúde bucal?

  • O que você pode fazer em relação à saúde bucal no ESF?

A partir das respostas, percebemos que as ACS’s não tinham conhecimento quanto à temática da saúde bucal. Realizamos uma ação educativa a fim de informar e sensibilizar os ACS sobre a os fatores de risco para a ocorrência de muitas perdas de molares permanentes em crianças da nossa área, sendo que a causa seria a falta de informação e de higiene, em seguida, explicamos o objetivo do questionário.

Também foi realizado um levantamento de 149 crianças da Escola Osvaldo de Almeida Matos, nos meses de Março e Abril de 2011, na faixa etária de 6 a 12 anos, através de um exame epidemiológico.



  • Exame Epidemiológico: Compreende a avaliação de estruturas da cavidade bucal, com finalidade de diagnóstico segundo critérios epidemiológicos, em estudos de prevalência, incidência e outros, com o objetivo de elaborar perfil epidemiológico e, ou avaliar o impacto das atividades desenvolvidas, subsidiando o planejamento das ações para os respectivos grupos populacionais e a comunidade.

Quadro 1: Dados do CPOD




Dentes

Extraídos

( E )


Dentes

Extração


Indicada (EI)

0

7

5

9

1

4

3

35

0

12

0

6

9

73

Fonte: O Autor (2011)


A atividade educativa iniciou-se a partir do exame epidemiológico que ocorreu na Escola Osvaldo Almeida de Matos com a participação de 149 crianças de 6 a 12 anos no mês de março de 2011. A coleta de dados foi realizada por mim e pela auxiliar de consultório dentário, por meio de um exame clínico. Nessa atividade houve a participação dos professores e monitores da escola. Os instrumentos utilizados foram: fichas do levantamento epidemiológico, disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde e palitos para realizar a abertura da boca das crianças.

Foi implantado, no mês de abril, bochecho fluorado, realizado uma vez por semana e escovação supervisionada nos meses de maio, julho e setembro, onde cada aluno recebeu uma escova para execução da escovação. Atividades educativas (palestras, apresentação de vídeos, escovação em macro modelos, etc.) foram implantadas nos meses de junho, agosto e outubro. A terapia intensiva com flúor ocorreu em junho e outubro.

A atividade educativa aconteceu com presença de 90 pais que foram convidados pela escola para reunião de pais e mestres. Nesse encontro, foram abordados os fatores e mecanismos que estão envolvidos na determinação da cárie, discutindo com os pais quais as ações devem ser desenvolvidas para o cuidado com a saúde bucal e a prevenção de cáries dentárias entre as crianças.

No inicio da atividade foram realizadas aos pais as seguintes perguntas:



  1. O que fazem pra cuidar da saúde dos dentes?

  2. Vocês costumam escovar os dentes?

  3. Quando vocês escovam?

  4. Vocês usam fio dental? Quando? Por quê?

A partir das respostas, observamos que os pais eram pouco esclarecidos sobre o assunto abordado, mas demonstraram interesse em estarem participando na melhoria da saúde bucal dos filhos e onde fizeram muitas perguntas e comentaram que não se importavam muito sobre o controle da escovação e nem com uma dieta, pois era de costume dar doces aos filhos. Iniciamos a palestra explicando e mostrando as técnicas de escovação, como fazer, a importância de fazer e com auxilio de macro modelos fomos mostrando como usar o fio dental para melhorar a limpeza. É importante que os próprios pais façam também a atividade.
5 PROGRAMAS EDUCATIVOS EM SAÚDE BUCAL



  • Desenvolver palestras com os pais dos alunos para conscientizar sobre a importância da escovação na prevenção da carie dental e doença periodontal onde ocasionarão as perdas dentárias

  • Utilizar um método audiovisual (filme e slide) e palestras com as crianças em sala de aula, orientação direta com macro modelo.

  • Escovação supervisionada; escovação dental com evidenciação de placas bacterianas.

  • Terapia intensiva com flúor; ação coletiva de aplicação tópica de flúor gel.

  • Bochecho com flúor; podendo ter periodicidade semanal.

  • Visita domiciliar pelo profissional, avaliando se está vendo mudança de hábito.

  • Sabe-se que a educação e motivação são os primeiros passos para a melhoria das condições de higiene bucal e que deve haver uma integração entre o cirurgião dentista e a equipe, ACS’s, os pais e os professores para uma eficácia na manutenção da higiene bucal.

6 CONCLUSÃO

Os resultados destas atividades foram surpreendentes, uma vez que os pais participaram de forma extremamente atuante, mostrando-se motivados em melhorar as condições de saúde bucal, através da participação na higiene bucal e da dieta de seus filhos, pois não gostariam que seus filhos perdessem os dentes assim como eles perderam no passado. Durante as palestras, os pais comentavam que nunca alguém tinha falado e explicado dessa maneira a eles.

Este trabalho mostrou que se deve refletir muito sobre a atuação dos profissionais de saúde e, em particular, dos cirurgiões dentistas nas atividades de promoção de saúde de seus pacientes. É importante motivar os pacientes a quebrar os círculos viciosos, liberando-os dos mitos que falam que os dentes são órgãos descartáveis.

Outra experiência é que a falta de informação é uma das principais causas das perdas de dentes prematuros. Concluo este trabalho sabendo que temos de usar todas as fontes para estar passando informações aos pacientes. E buscar cada vez mais conhecer a realidade em que vivem, conhecer as pessoas de uma forma geral, e tentar entender quais são os seus problemas comuns.

Após as atividades serem implantadas já observamos diminuição das exodontias de dentes permanentes precoce.


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERND, B. et al. Percepção popular sobre saúde bucal: o caso das gestantes do Valão. Saúde em Debate, n. 34, p. 33-39, mar. 1992.

TEIXEIRA, S. M. E. Reforma sanitária: em Busca de uma teoria. São Paulo: Cortez, 1989.

BREILH, J. Saúde na Sociedade. São Paulo: Cortez, 1989.

GUEDES PINTO, A. C. Manual de Odontopediatria. 2.ed. São Paulo: Artes Médicas, 1994.

GONZÁLES, J. M. et. al.Estudio Epidemiológico sobre la Pérdida Prematura del Prime Molar Permanente en Niños con edad Comprendidas entre 6 y10 años. Acta Odont. Veneza. 2001; Disponível em: http://www.actaodontologica.com/39_2_2001/estudio_epidemio logico_perdida_prematura_primer_molar_permanente.asp. Acesso em: Janeiro de 2007-02-

PATUSSI, M. P. Privação e saúde bucal: medidas ao nível do indivíduo e da área geográfica na qual ele reside (p.6).



RAMIRES, I; BULAZAF, M. A. R. – Manual: Flúor e fluoretação da água de abastecimento público. Bauru, 2005).

UNFER, B & S, O. Avaliação do conhecimento popular e práticas cotidianas em saúde bucal. In: Rev. Saúde Pública, 34 (2): 190-5, 2000 (p. 191)




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