Abreu, António José Teixeira de (1865-1930)


Pereira, Frederico Guilherme da Silva



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Pereira, Frederico Guilherme da Silva (1806-1871). Bacharel em direito. Maçon. Irmão do conde das Antas. Desembargador. Deputado em 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858. Ministro da justiça de Saldanha entre 3 de Setembro de 1853 e 6 de Junho de 1856, substituindo Rodrigo da Fonseca que ocupava a pasta interinamente.
Penha, Belchior José Garcês. General. Ministro da guerra dos históricos de 4 de Julho a 3 de Dezembro de 1860.

Peniche, Conde de Ver Noronha Portugal Camões de Albuquerque Moniz e Sousa, D. Caetano Gaspar de Almeida e (1820-1881) 3º Conde de Peniche e 8º Marquês de Angeja, Desde 1879 (Herdeiro de Uma Tia)

Pessoa, Elias da Cunha Juiz da Relação de Lisboa. Ministro da justiça do governo de Loulé, de 6 de Junho de 1856 a 14 de Março de 1857, quando foi substituído por Vicente Ferrer Neto Paiva.

Pimentel, António de Serpa 1825-1900 Lente da Politécnica, na área da matemática. Amigo de Herculano. Ministro da fazenda no primeiro governo de Fontes, entre 2 de Agosto de 1872 e 5 de Março de 1877.; Ministro da fazenda de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Fontes de 14 de Novembro de 1881 a 31 de Maio de 1883. Sucede a Fontes na chefia dos regeneradores, em 1877. Tem a oposição de Barjona de Freitas que promove a dissidência da Esquerda Dinástica, até 1890.Presidente do conselho de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890, acumulando a pasta da guerra. O governo toma posse depois do Ultimatum e reconcilia Barjona de Freitas com os regeneradores. Assina o Tratado de Londres em 20 de Agosto de 1890. Cai sob a pressão da Liga Liberal.

Questões de Política Positivca. Da Nacionalidade e do Governo Representativo, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1881).

Pinheiro, Bernardino (1837-1896) Republicano histórico português de marca federalista que defende expressamente uns Estados Unidos da Europa em 1863, no Ensaio sobre a Organização da Sociedade Universal, publicado em O Instituto de Coimbra

Pinto, A. Serpa (1846-1900) Explorador africano. Oficial do exército. Nomeado, juntamente com Capelo e Ivens, para uma exploração africana. Afasta-se dos dois companheiros e conclui a travessia sozinho, atingindo o Zambeze e concluindo a travessia em Durban, em 19 de Março de 1879.

Pinto, António Florêncio de Sousa. Ministro da guerra no governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878.

Pinto, Basílio Alberto de Sousa (1790-1881) Visconde de São Jerónimo, desde Novembro de 1862. Natural de Fundais, Barcelos. Doutor em leis desde 2 de Julho de 1817. Professor de direito da Universidade de Coimbra, por decreto de 14 de Julho de 1834. Deputado vintista e depois do regime cartista. Par do reino. Um dos primeiros opositores históricos à Regeneração. O primeiro professor da Cadeira de Direito Público Português pela Constituição, criada pela reforma de 1936, invocando Montesquieu, Bentham, Constant e Macarel. Reitor da Universidade de Coimbra, sendo demitido em Julho de 1863.
Pinto, Luís Augusto Pimentel 1843-1913 Militar. Por três vezes ministro da guerra em governos de Hintze Ribeiro, no crepúsculo da monarquia. Símbolo dos oficiais monárquicos portugueses na viragem do século.

Ministro da guerra de Hintze Ribeiro de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Abril de 1896.

Ministro da guerra de Hintze Ribeiro de 26 de Junho de 1900 a 20 de Outubro de 1904

Ministro da guerra de Hintze Ribeiro de 21 de Março a 19 de Maio de 1906



Porto, António Carlos Coelho de Vasconcelos (1855-1924) Oficial de engenharia Ministro da guerra de João Franco (de 19 de Maio de 1906 a 4 de Fevereiro de 1908). Considerado o travesseiro militar de Franco (Raul Brandão, Memórias, p. 227) Eleito deputado em 5 de Abril de 1908 (apenas três deputados franquistas, sob o governo de Ferreira do Amaral). Volta a ser eleito deputado em 28 de Agosto de 1910, entrando em dissidência com os deputados franquistas de Lisboa. Integra então o chamado bloco conservador, com José Luciano, Campos Henriques e Jacinto Cândido, opondo-se ao governo de Teixeira de Sousa.
Porto, F. F. Silva (1817-1890) Francisco Ferreira da Silva Porto. Comerciante. Explorador africano.
Praça, Lopes Praça, José Joaquim Lopes (1844-) Natural de Castedo, Alijó. Forma-se em Direito em 1868. Começa como professor do ensino secundário em Montemor-o-Novo, Viseu e Lisboa. Professor da Faculdade de Direito de Coimbra a partir de 1881, apresentando a tese O Catolicismo e as Nações. Da Liberdade da Igreja Portuguesa. Começa marcado pelo romantismo de Herculano e, por influência de Vicente Ferrer de Neto Paiva, adere depois ao Krausismo. Em 1904, foi nomeado aio do príncipe real, D. Luís, e do então infante D. Manuel. Abandona completamente a vida publica depois do regícidio de 1908.

Historia da Philosophia em Portugal nas suas relações com o movimento geral da philosophia

Coimbra, Imprensa Litteraria, 1868.

Direito Constitucional Portuguez

Coimbra, Imprensa Litteraria, 3 tomos, 1878-1880. Obra elaborada antes de ser professor da faculdade de direito.

Estudos sobre a Carta Constitucional de 1826 e Acto Addicional de 1852

Em duas partes, Coimbra, Imprensa Litteraria, 1878 e 1879.

Colecção de Leis e Subsídios para o Estudo do Direito Constitucional Português

Coimbra, Imprensa da Universidade, 1893-1894. Em dois volumes, I- Leis e Subsídios Referentes ao Nosso Velho Regimen Político, II- Constituições Políticas de Portugal.
Praia Grande de Macau, Visconde da Ver Guimarães Júnior, Isidoro Francisco (1808-1883)

Proença, Francisco Tavares Influente progressista em Castelo Branco na década de 1880-1890. Rival do regenerador Vaz Preto Geraldes Financiou o jornal Correio da Beira (1884-1897)

Queiroz, Eça de (1845-1900) José Maria Eça de Queirós. Romancista portugês. Jurista de formação. Em 1867 foi redactor do jornal Distrito de Évora. Segue a carreira diplomática. Participa nas Conferências do Casino de 1871, ano em começa a editar com Ramalho Ortigão As Farpas. Director da Revista de Portugal de 1889 a 1892. Publica A Cidade e as Serras em 1900. No plano das ideias políticas, é marcado por Proudhon. Morre em 16 de Agosto de 1900.

Manifesto do Distrito de Évora

1867. In Prosas Esquecidas, IV, Lisboa, Editorial Presença, 1971, org. de Alberto Machado da Rosa).

As Farpas



Em colaboração com Ramalho Ortigão, 1871-1872.

Quental, Antero de (1842-1891) Antero Tarquínio de Quental. Activista da Questão Coimbrã em 1865. Participa nas Conferências do Casino de 1871. Em Portugal perante a Revolução da Hespanha. Considerações sobre o Futuro da Política Portuguesa no Ponto de Vista da Democracia Ibérica, um folheto publicado em 1868, depois de Isabel II ter sido derrubada por Prim, dizia que a nacionalidade não passava de uma forma passageira e artificial, de um facto do mundo político e como ele transitório e alterável, que ela não seria o símbolo único, a forma mais perfeita do sentimento nobre, o amor da Pátria. Propunha então que nas nossas actuais circunstâncias o único acto possível e lógico de verdadeiro patriotismo seria renegar a nacionalidade. Para ele as forças mais moças e inteligentes, os elementos mais generosos da nossa sociedade estão comprimidas, as asfixiadas por esta forma estreita da velha nacionalidade. Entre uma coisa e outra é necessário escolher. Ora eu sustento que, entre as realidades eternas da natureza humana, de um lado e, do outro, a criação artificiosa e antiquada da política, não há que hesitar. Se não é possível sermos justos, fortes, nobres, inteligentes senão deixando cair no abismo da história essa coisa a que se chamou nação portuguesa, caia a nação, mas sejamos aquilo que nos criou a natureza, sejamos inteligentes, nobres, fortes, justos, sejamos homens, muito embora deixemos de ser portugueses. Era então que ele advogava um iberismo espiritual, defensor de uma Espanha, não como uma nação, mas como um aglomerado de elementos justapostos, mas não fundidos, integrados numa república democrática e federalista. Neste sentido, as nacionalidades eram consideradas como coisa velha e caduca, como um obstáculo desgraçado, resto das hostilidades fatais de séculos bárbaros. Em 1869 ainda advogava que Portugal está na classe dos povos extintos, como a Grécia: tem ainda habitadores que mantêm uma nacionalidade in nomine; mas esta utopia, formada sobre os in-fólios dos cronicões, tem de se desmoronar por si mesma. É triste, mas é verdade. No discurso de 27 de Maio de 1871, integrado nas Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos, falava com nostalgia do tempo medieval, dado que neste o instinto político de descentralização e federalismo patenteia-se na multiplicidade de reinos e condados soberanos, em que se divide a Península, como um protesto e uma vitória dos interesses e energias locais, contra a unidade uniforme, esmagadora e artificial, acrescentando que esse espírito não é só independente: é, quanto a época o comportava,singularmente democrático.Terminava, propondo: oponhamos à monarquia centralizada, uniforme e impotente, a federação republicana de todos os grupos autonómicos, de todas as vontades soberanas, alargando e renovando a vida municipal, dando-lhe um carácter radicalmente democrático, porque só ela é a base e o instrumento natural de todas as reformas práticas, populares, niveladoras.Refira-se que entre Março e Maio de 1870 tinha ocorrido a Comuna de Paris e é nesse ambiente que, em Maio, era editado em Portugal o periódico A República, onde, para além de Antero, também pontificava Oliveira Martins. Dois anos depois, quando surgia a Fraternidade Operária, aconteciam em Portugal as primeiras greves. Nesse mesmo ano, em 10 de Março, o proselitismo de Antero e de Oliveira Martins, juntamente com o de José Fontana, emitiam novo jornal militante, O Pensamento Social, ao mesmo tempo que, no Porto, surgia o jornal católico A Palavra. Contudo, esta primeira vaga socialista não vão frutificar num país onde se vive uma certa euforia capitalista. Basta recordar que no ano de 1873, há uma aparente opulência, manifestada pela fundação de cerca de dois bancos por mês. No ano seguinte, o estado financeiro continua a ser admirável, graças à grande circulação de numerário. Só em 1875 é que podia fundar-se o Partido Operário Socialista, estruturando-se um movimento de pensamento que vai levar Costa Goodolphim a editar a obra A Associação. Contudo, a ideologia que vai ser predominante em toda essa geração será o positivismo de Augusto Comte cujas linhas vulgarizadoras, bem expressas na revista O Positivismo de Teófilo Braga (1843-1924) e Júlio de Matos, publicada entre 1878 e 1882, vão ser fundamentais na conformação do nosso movimento republicano. É também nesse ano de 1878, quando é eleito papa Leão XIII, que Oliveira Martins começa a inflectir o seu pensamento em As Eleições, depois completado pelo Portugal Contemporâneo de 1881, dois anos antes da morte de Karl Marx. Como o próprio Antero vai considerar em 1887, em carta dirigida a Wilhelm Storck, era um tempo em que vivia num paganismo intelectual requintado, numa religiosidade falsa e só aparente que não chegaria à essência das coisas. Era um tempo em que lia Proudhon e Michelet, bem como Hegel, a tal singular aliança ... do naturalismo hegeliano e do humanitarismo radical francês. E ao mesmo tempo ... conspirava a favor da União Ibérica, que seria feita por meio da República Federal, então representada em Espanha por Castellar, Pi y Margall e a maioria das Cortes Constituintes. O Iberismo era uma grande ilusão da qual porém só desisti (como de muitas outras desse tempo) à força de golpes brutais e repetidos da experiência. Tanto custa a corrigir um certo falso idealismo nas coisas da sociedade!. Em 1888, em carta dirigida a Fernando Leal, considera: parece que estamos num período análogo ao da dissolução do mundo romano, ao qual se deve seguir uma nova Idade Média. Quem sabe o que sairá dela, quando lhe soar a hora da sua Renascença? E talvez que só então valham e tenham utilidade de aplicação as doutrinas dos filósofos e publicistas de hoje. Foi assim que muitas ideias de Aristóteles e dos Estóicos só se vieram a realizar e a adquirir valor social no século XV e XVII!!.

Portugal perante a Revolução de Espanha. Considerações sobre o Futuro da Política Portuguesa no Ponto de Vista da Democracia Ibérica

1868.

Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos



1871.

Filosofia da Natureza dos Naturalistas

1886.

Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX



1890.

Ensaio sobre as Bases Filosóficas da Moral ou Filosofia da Liberdade

1893.

Prosas



Coimbra, Imprensa da Universidade, 3 vols., 1923, 1926, e 1931.

Testamento Filosófico de Antero de Quental

Pref. e notas de Sant'Anna Dionísio, Lisboa, 1946).

Textos Doutrinários e Correspondência

Org. de Álvaro Manuel Machado, Lisboa, Edições Círculo de Leitores, 1987).
Carreiro, José Bruno, Antero de Quental. Subsidios para a sua Biografia, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1948.Coimbra, Leonardo, O Pensamento Filosófico de Antero de Quental, Porto, 1921.Dionísio, Sant'Anna, Antero. Algumas Notas sobre o Seu Drama e a Sua Cultura, Lisboa, 1934.Marques, Ângelo Raposo, O Socialismo de Antero. Ensaio, Ponta Delgada, 1959.Pires, A. M. Machado, A Ideia de Decadência na Geração de 70, Ponta Delgada, 1980.Silva, Lúcio Craveiro, Antero de Quental. Evolução do seu Pensamento Filosófico, Braga, Livraria Cruz, 1959. Silva, M. Soares Antero de Quental. Evolução da sua Filosofia Existencialista e do seu pensamento Pedagógico, Gabinete de Emigração e das Comunidades Açorianas, 1986.
Serrão, Joel, Antero e a Ruína do seu Programa 1871-1875, Lisboa, Livros Horizonte, 1988.

Rego, José Maria Morais. General. Ministro da guerra no governo de Ávila, de 29 de Outubro de 1870 a 13 de Setembro de 1871.

Reimão, José Malheiro. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de João Franco, de 19 de Maio de 1906 a 4 de Fevereiro de 1908

Ribeiro, E. R. Hintze (1849-1907) Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro. Chamam-lhe o casaca de ferro. Considerado delicadísismo, do tipo de não ser capaz de dizer não a ninguém. Deputado e ministro regenerador assumirá, por três vezes, as funções de presidente do conselho. Tem como seu principal rival, na liderança dos progressistas, José Luciano. Destaca-se em 1879 como crítico do governo progressista de Anselmo Braamcamp, acusando-o de irregularidades eleitorais, entrando em olémica com José Luciano. Em 1881 faz parte da ala esquerda dos regeneradores, liderada por Barjona de Freitas, a chamada unha preta. Depois da morte de Fontes, em 22 de Janeiro de 1887, não apoia a candidatura de António Serpa, aliando-se a Barjona de Freitas na candidatura falhada de Martens Ferrão. Não alinha contudo com Barjona quando este institui a Esquerda Dinástica. Em 1893 ainda não era chefe dos regeneradores, mas Serpa não estava em condições de chefiar o governo por ser acusado de realções financeiras menos claras com o Estado enquanto administrador de uma das companhias de caminhos de ferro. Para esse governo consegue mobilizar João Franco, Fuschini e Bernardino Machado, mas ganha a inimizade de Júlio Vilhena. Ganha as eleições de Abril de 1894, chefiando os governamentais que então se assumem como concentração monárquica. Apenas assume a chefia formal do partido regenerador depois da morte de António Serpa em Março de 1900. Entre 1900 e 1904, já os regeneradores estão divididos entre os hintzáceos e os francáceos ou endireitas, os quais vão constituir a dissidência dos regeradores liberais em 1901.

Deputado em 1879; 1880-1881; 1882-1884.

Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Fontes desde 25 de Março de 1881 a 24 de Outubro de 1883.

Passa nesta data a ministro da fazenda, substituindo o próprio Fontes, até 20 de Fevereiro de 1886.

Ministro dos negócios estrangeiros de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890.

Presidente do conselho de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897 (acumulou os estrangeiros, até 1895, e a fazenda, desde 20 de Dezembro de 1893).

Volta então a presidente do conselho, de 26 de Junho de 1900 a 20 de Outubro de 1904 (acumula o reino). Presidente do conselho de 21 de Março a 19 de Maio de 1906 (acumula o reino).

Faleceu no dia 1 de Agosto de 1907.


Ribeiro, J. M. Casal (1825-1896) José Maria do Casal Ribeiro. Conde do Casal Ribeiro desde 1870. Depois de ter sido um revolucionário republicano em 1848, casa em 1851 com uma filha do barão de Quintela e passa-se para os regeneradores, de que é deputado e ministro. Deputado em 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1860-1861; 1861-1864; 1865; 1865. Par do reino desde 1865. Ministro da fazenda de 16 de Março de 1859 a 4 de Julho de 1860. Ministro interino dos negócios estrangeiros de 24 de Abril a 4 de Junho de 1860. Volta à pasta dos estrangeiros no governo da fusão, de 9 de Maio de 1866 a 4 de Janeiro de 1868, acumulando a das obras públicas, comércio e indústria de 9 de Maio a 6 de Junho de 1866. Como par do reino em 1884, é um dos opositores à lei eleitoral de Fontes e Barjona que veio alargar o sufrágio, anunciando a intenção de formar um novo partido, dito católico, apenas concretizado entre 1903 e 1910, com o partido nacionalista, liderado por Jacinto Cândido. Morre em 14 de Junho de 1896.

O Soldado e o Povo

Coimbra, 1848.

Hoje não é Hontem

Lisboa, Typographia de José Baptista Morando, 1848.
Ribeiro, José Silvestre (1807-1891) Membro do Batalhão Acdémico. Emigrado em Plymouth. Mindeleiro. Condecorado com a Torre e Espada. Deputado em 1846; 1848-18521; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859. Par do reino desde Dezembro de 1851. Ministro da justiça de 7 de Dezembro de 1857 a 31 de Março de 1858.

História dos Estabelecimentos Científicos, Literários e Artísticos de Portugal.


Ribeiro Ferreira, Tomás António (1831-1901) Poeta, autor de D. Jayme, ou a Dominação de Castella, de 1862. Começa a vida pública como secretário-geral do governo da Índia. Destaca-se em Janeiro de 1878 como oposicionista ao governo de António José de Ávila. Ministro da marinha e ultramar no segundo governo de Fontes, entre 29 de Janeiro e 16 de Maio de 1878. Ministro do reino no terceiro governo de Fontes, entre 14 de Novembro de 1881 a 24 de Outubro de 1883, sucedendo a Rodrigues Sampaio. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no mesmo governo de Fontes, de 19 de Novembro de 1885 a 20 de Fevereiro de 1886, sucedendo ao próprio Fontes. Não apoia a eleição de António Serpa para a chefia dos regeneradores em 20 de Junho de 1887. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de João Crisóstomo, de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891, quando é substituído por João Franco.

Rivara, Joaquim Heliodoro da Cunha (1809-1879). Médico e professor de filosofia no liceu de Évora. Deputado em 1853. Secretário-geral do governo do Estado da Índia desde 1855 a 1877, onde funda o Instituto Vasco da Gama. Historiador do padroado português do Oriente e estudioso do concani

Apontamentos sobre os Oradores Parlamentares Portugueses de 1853

Memoria sobre a insufficiencia do Ensino da Philosophia Racional pelo methodo ordenado no decreto de 17 de Novembro de 1836.

Sá, António José de Barros e (n. 1823). Juiz. Deputado regenerador em 1854-1855; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861; 1865; 1865-1868; 1868-1869; 1871-1874. Par do reino desde Maio de 1854. Ministro da justiça do governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881.

Sabugosa, 3º Marquês de. António Maria da Silva César e Menezes (1825-1893). Histórico e, depois, progressista. Ministro do reino no governo de Loulé de 5 de Março a 17 de Abril de 1865. Ministro da marinha e ultramar de 1 Junho de 1879 a 3 de Julho de 1880 no governo de Anselmo José Braamcamp. Par do reino, apresenta em 1869, uma moção de protesto contra o iberismo republicano e socialista. Ver O Conde de Sabugosa. In Memoriam, Lisboa,

Portugália, 1924.


Sabugosa, Conde da (1854-1932) António Maria José de Melo César de Meneses, conde de (1854-1932). Membro do grupo dos Vencidos da Vida. Diplomata. Mordomo da casa real.

Embrechados

1908.

Salema, José de Sande Magalhães Mexia. Juiz. Ministro da justiça do governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878.
Salema, João de Sande Magalhães Mexia (1812-1873) Lente de direito desde 1837. Director da faculdade de direito.

Princípios de Direito Político Aplicados à Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1838 ou a Teoria Moderada do Governo Monárquico Constitucional representativoo

I, Coimbra, 1841. Esta obra, depois de impressa,

foi retirada do mercado pelo próprio autor.


Samodães, Conde de Ver Azeredo Teixeira de Aguiar, Francisco Paula d’(1828-1918). 2º Visconde e Conde de Samodães.

Sampaio, António Rodrigues (1806-1882) Algarvio, filho de pescadores. Depois de uma educação fradesca, vive um frenesim esquerdista de 1828 a 1851. Jornalista. Activista da Associação Cívica ou Associação Eleitoral Setembrista de 1838. Cria uma comissão revolucionária anticabralista em Maio de 1848, juntamente com Oliveira Marreca e José Estevão, donde surgirá a Carbonária Portuguesa. Regenerador. Grão-mestre interino da Confederação Maçónica Portuguesa em 1852-1853, enquanto Loulé chefiava o governo. Ministro do reino na saldanhada, de 26 de Maio a 22 de Junho de 1870; ministro do reino do 1º governo de Fontes, de 13 de Setembro de 1871 a 5 de Março de 1877; idem no 2º governo de Fontes, de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879; presidente do conselho de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881, acumulando a pasta do reino. Chama Lopo Vaz para a fazenda, Júlio de Vilhena para a marinha e Hintze para as obras públicas, todos antigos militantes da unha preta Demite-se por se encontrar doente, falecendo em 13 de Setembro de 1882.


Santana, Manuel Fernandes (1864-1910) Padre jesuíta. Entra numa célebre polémica com Miguel Bombarda, naturalista português seguidor de Haeckel. Funda em 1902 a Associação Promotora da Instrução e Educação Popular, depois transformada, em 1907, na

Liga de Acção Social Cristã.



Santos, Clemente José dos (m. 1892) Barão de S. Clemente. Funcionário da Câmara dos Deputados. Especialista no cerimonial português e compilador de documentos e biografias parlamentares.

Estatísticas e Biographias Parlamentares Portuguezas

Porto, Tipografia do Comércio do Porto, 1887, 1890 e 1892. Três partes em 6 tomos.

Documentos para a História das Cortes Gerais da Nação Portuguesa

8 tomos, Lisboa, Imprensa Nacional, 1883-1891.

Santos, Fernando Matoso (1850-1921). Lente da Escola Politécnica e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Inspector geral do serviço técnico aduaneiro.

Santos, José Gonçalves Pereira dos (n. 1855) Deputado regenerador desde 1881. Líder parlamentar dos regeneradores em 1905-1907. Engenheiro militar. Lente da Escola do Exército e do Instituto Industrial de Lisboa. Ministro das obras públicas, comércio e indústria dos governos de Hintze Ribeiro: de 26 de Junho a 30 de Novembro de 1900 e de 21 de Março a 19 de Maio de 1906. A mesma pasta no governo de Texeira de Sousa de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910.

Santos, J. Pinto dos Em 1903 abandona o partido regenerador e filia-se no partido progressista. Alinha na dissidência progressista de José Maria Alpoim em 1905.
São Januário, 1º Visconde de (1829-1901) Governador civil do Porto demitido em Abril de 1865 pelo governo de Sá da Bandeira, é eleito deputado logo em 9 de Julho de 1865. Ministro da guerra. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Braamcamp de 3 de Julho de 1880 a 25 de Março de 1881.

Sarmento, José Estevão de Morais (1843-1930) Director do Colégio Militar e da Revista Militar. Historiador. Ministro da guerra de Hintze, entre 7 de Abril de 1896 e 7 de Fevereiro de 1897.
Schroeder, Ernesto Driesel (1850-1942) Presidente da Associação Comercial de Lisboa. Vice-governador do Banco de Portugal. Administrador da Companhia de Caminhos de Ferro. Ministro da fazenda de João Franco, de 19 de Maio de 1906 a 2 de Maio de 1907. Acusado pelos republicanos de ser austríaco.
Seabra, Visconde de (1799-1898) António Luís de Seabra. 1º Visconde de Seabra desde 1865 Bacharel em leis desde 1820. Magistrado. Exílio de 1828 a 1833. Maçon desde 1831. Deputado de 1834 a 1864. Membro da Junta do Porto em 1846. Encarregada uma comissão de elaborar o Código Civil por decreto de 8 de Agosto de 1850. Ministro da justiça de Saldanha, na Regeneração, entre 4 de Março e 19 de Agosto de 1852. Presidente da Câmara dos Deputados em 1862. Nomeado par do reino em 1862. Presidente substituto da câmara dos pares de 1866 a 1868. Juiz do Supremo Tribunal de Justiça desde 1864. Reitor da Universidade de Coimbra em 1866-1868. Autor do projecto de Código Civil de 1867. Volta à pasta da justiça no governo de Ávila entre 4 de Janeiro e 22 de Julho de 1868. Morre em 29 de Janeiro de 1895, com a pro

vecta idade de 96 anos, em Mogogofores.


O célebre António Luís de Seabra, autor

espiritual do nosso primeiro Código Civil de 1866, reconhecia expressamente, em A Propriedade. Filosofia do Direito [1850], a coincidência dos respectivos princípios com os de Ahrens, adoptando um individualismo absoluto: a natureza não reconhece senão indivíduos; os géneros, as espécies, são puras abstracções do nosso espírito, ideias de número e semelhança e nada mais. Quando dizemos o homem ou designamos o indivíduo, ou não designamos coisa alguma. Nestes termos, considera que da mesma forma pois que do sentimento de liberdade ou personalidade emanou a ideia de propriedade – a posse segura e tranquila dos objectos úteis e necessários à vida – ou da sua necessidade, nasceu a ideia duma associação em que as forças individuais se contrabalançassem, fundindo‑se numa só força em defesa e proveito da liberdade e propriedade individuais. Paralelamente a esta visão da sociedade, salienta que o Estado só tem deveres: do outro lado está o governo com os seus deveres. Estes resolvem‑se na manutenção dos direitos individuais e de sua recíproca individualidade. Assim, o interesse geral importa nas democracias o mesmo que a razão de estado nos governos absolutos.

A Propriedade. Philosofia do Direito, para servir de introducção ao Commentário sobre a lei dos Foraes

Coimbra, Imprensa da Universidade, 1850.

Projecto do Codigo Civil Portuguez. 1ª Parte

Lisboa, Imprensa Nacional, 1857.


Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, pp. 138 segs..  Moncada, Luís Cabral, Subsídios para uma História da Filosofia do Direito em Portugal (1772 1911), Coimbra, Coimbra Editora, 1938, 2ª ed., pp. 50 segs..
Seiça de Almeida e Silva, Vicente José Canonista. Professor da cadeira de Direito Público Universal, entre 1850 e 1854. Segue Macarel, mas também cita Silvestre Pinheiro Ferreira e o brasileiro Pimenta Bueno. A partir de 1854 fica apenas com a parte de direito público universal e português.
Sequeira, Pedro Vítor da Costa (1846-1905) Bacharel em matemática e filosofia. Jornalista. Sobrinho de Domingos Sequeira. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de Dias Ferreira, de 27 de Maio de 1892 a 23 de Fevereiro de 1893, substituindo Chanceleiros.
Serpa Pimentel, António de (1825-1900). Pimentel

Serpa Pimentel, António de (1825-1900) Lente da Politécnica, na área da matemática. Amigo de Herculano. Filho de Manuel Serpa Machado. Jornalista, colega de Latino Coelho. Deputado desde 1856. Só em 1858 toma partido pelos regeneradores, criticando a política do ministro da fazenda do governo histórico. Ministro da fazenda no primeiro governo de Fontes, entre 2 de Agosto de 1872 e 5 de Março de 1877. Ministro da fazenda de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879, no segundo governo de Fontes. Em Maio de 1879, a oposição progressista insinua relações pouco claras de Serpa com o Banco Nacional Ultramarino. A questão é votada a 28 do mesmo mês, o governo consegue vencer, mas apenas por oito votos. Assim, Serpa pede a demissão, arrastando com ele o restante governo, que se demite. Ministro dos negócios estrangeiros no terceiro governo de Fontes, de 14 de Novembro de 1881 a 31 de Maio de 1883 (um governo regenerador que começou por ser presidido por Rodrigues Sampaio, entre 25 de Março de 1881 e 14 de Novembro do mesmo ano e que até então teve Hintze Ribeiro como ministro dos estrangeiros). Sucede a Fontes na chefia dos regeneradores, em 20 de Janeiro de 1877. Tem a oposição de Barjona de Freitas que promove a dissidência da Esquerda Dinástica, até 1890. Entre os apoiantes, Lopo Vaz, Hintze Ribeiro e Barbosa du Bocage. Mas não receb o apoio expresso de António Augusto de Aguiar, Jaime Moniz, Tomás Ribeiro, Andrade Corvo, Barros e Sá e Melo Gouveia. Comissário português na conferência de Berlim de 1883 que cria o Estado Livre do Congo. Presidente do Tribunal de Contas em 12 de Agosto de 1886. Presidente do conselho de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890, acumulando a pasta da guerra. O governo toma posse depois do Ultimatum e reconcilia Barjona de Freitas com os regeneradores. Assina o Tratado de Londres em 20 de Agosto de 1890. Cai sob a pressão da Liga Liberal. Nomeado em 1892, pelo governo de Dias Ferreira, representante português para negociar um empréstimo internacional.
Silva, António Henriques da 1850-1906 autor de Relações da Justiça com a Utilidade [1885] e de Elementos de Sociologia Criminal e Direito Penal, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1906.
Silva, Carlos Bento da (n. 1812) Um dos destacados actores do liberalismo monárquico entre as décadas de quarenta e setenta do século XIX. Deputado e par do reino, ministro por seis vezes, nas áreas das obras públicas, da marinha, da fazenda e dos estrangeiros. Começando como cabralista, adere à Regeneração, assumindo-se como histórico, num percurso paralelo ao de António José de Ávila, de quem é companheiro político. E como avilista, chega a fazer parte da ala direita dos reformistas. Membro do gabinete que proíbe as Conferências do Casino fica pejorativamente caricaturizado pelas Farpas.

Deputado em 1842-45; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861; 1861-1864; 1865; 1865-1868; 1868-1869; 1869-1870; 1870-1871; 1871-1874.

Par do reino desde 1874.

Ministro das obras públicas, comércio e indústria dos históricos, no governo de Loulé, de 14 de Março de 1857 a 16 de Março de 1859.

Ministro da marinha de 4 de Julho de 1860 a 21 de Fevereiro de 1862.

A mesma pasta no governo de Sá da Bandeira, de 17 de Abril a 4 de Setembro de 1865.

Ministro da fazenda e dos estrangeiros no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 17 de Dezembro de 1868, demitindo-se por não conseguir obter um grande empréstimo em Paris.

Volta a ministro das obras públicas, comércio e indústria, no governo de Sá da Bandeira, depois da saldanhada, de 29 de Agosto a 29 de Outubro de 1870.

Novamente ministro da fazenda do governo de Ávila, entre 5 de Março e 10 de Setembro de 1877.
Silva, Francisco Joaquim da Costa e Nascido em 1826. Filho do 1º visconde de Ovar. Deputado desde 1851. Par do reino desde 1881.

Silva, Gaspar Pereira da (1801-1870) Ministro da justiça em 1862.
Silva, Luís Augusto Rebelo da (1821-1871) Filho de Luís António Rebelo da Silva. Chamado o rebelinho. Romancista e historiador. Em 1850, a Academia das Ciências encarrega-o de continuar a obra do Visconde de Santarém. Professor do Curso Superior de Letras. Amigo de Alexandre Herculano. Ministro da marinha e ultramar no governo de Loulé de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. Deputado desde 1848.

História de Portugal nos Séculos XVII e



XVIII.
Silva, Maria Beatriz Nizza, Silvestre Pinheiro Ferreira. Ideologia e Teoria, Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1974.
Soares, Rodrigo Morais. Médico. Chefe da Repartição de Agricultura do MOPCI. Director de O Archivo Rural, editado a partir de 1858. Defende a formação de um partido dos agrocratas.

Sola, Conde de Castro e (n. 1875) Amadeu Teles da Silva de Afonseca Mesquita de Carmo. Magistrado. Chefe dos regeneradores em Braga. Ministro da justiça no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909

Soriano, Simão José da Luz (1802-1891) Participa nas guerras liberais. Exilado desde 1828, passou à Terceira em 1829. Redactor de Crónica da Terceira, em 1830. Mindeleiro. Colaborador de Sá da Bandeira. Deputado por Angola em 1853. Memorialista e historiador da guerra civil.

História do Cerco do Porto

1846.

Utopias desmascaradas do systema liberal em Portugal ou Epitome do que entre nós tem sido este sistema



Lisboa, 1858.

Revelações da minha vida e memórias de alguns factos e homens meus contemporâneos

Lisboa, 1860 (2ª ed., Porto, 1891).

História da Guerra civil e do estabelecimento ddo governo parlamentar em Portugal

19 tomos, Lisboa, 1886-1890.
Sousa, António Teixeira de (1862-1917) Médico. Transmontano. Accionista da Empresa das Águas do Vidago. Deputado por Alijó desde 1889. Inspector da fiscalização da Companhia de Tabacos de Portugal de 1891 a 1900. Administrador geral das Alfândegas desde Maio de 1904. Governador do Banco Nacional Ultramarino desde Fevereiro de 1909. Ministro da marinha e ultramar e ultramar de Hintze Ribeiro, de 25 de Junho de 1900 a 28 de Fevereiro de 1903, e da fazenda, desde esta data até 20 de Outubro de 1904. Retoma a pasta da fazenda, de 21 de Março a 19 de Maio de 1906, em novo governo de Hintze. Presidente do ministério acumulando o reino de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910, durante 102 dias. Obtém a dissolução da Câmara dos Deputados em 28 de Junho de 1910 e promove as eleições de 28 de Agosto seguinte, onde obtém o apoio de 89 deputados e um grupo próprio de 30. Era amigo de Afonso Costa, Bernardino Machado, Brito Camacho e França Borges.

Para a História da Revolução

Coimbra, 1912.

A Força Pública na Revolução

Coimbra, 1913.

Responsabilidades Históricas (Política Contemporânea)

Coimbra, 1917
Sousa, José Ferreira Marnoco e (1869-1916) Professor de direito. Presidente da câmara municipal de Coimbra. Ministro da marinha e ultramar do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. autor de Constitui um caso raro de multifacetada actividade cívica e docente, deixando-nos uma vasta bibliografia nos domínios do direito eclesiástico, direito político, processo penal, direito comercial, sociologia, administração colonial, finanças e história do direito. Foi também um dos principais introdutores das teorias da Escola de P. -G. Play em Portugal, principalmente no ensino da economia. Marnoco e Sousa é um elemento charneira que reflecte o psicologismo de autores como De Greef, Von Ihering, Gabriel Tarde, Gustave le Bon, René Worms, tudo o que nos chegava no comboio de Vilar Formoso e que se empacotava na Livraria França Amado. Com ele vem a sociologia da luta pela vida, de Darwin a Ihering, o organicismo, o sociologismo e o naturalismo. Marnoco e Sousa teve uma importante actividade cívica, sendo presidente da municipalidade de Coimbra e ministro da marinha e do ultramar no último governo da monarquia.

Lições de Direito Político feitas na Universidade de Coimbra, ao curso do 2º anno jurídico de 1899-1900

Coimbra, França Amado, 1900, que são aperfeiçoadas em 1910, em, pontos de partida para o trabalho intitulado Constituição Política da República Portuguesa [1913].

Sciencia Social. Lições sobre o Methodo e Doutrinas desta Escola Feitas na Universidade de Coimbra ao Curso de Sciencia Economica e Direito Economico de 1907-1908

Coimbra, França Amado, 1908.

Direito Político. Poderes do Estado. Sua Organização segundo a Sciencia Política e o Direito Constitucional

Coimbra, Livraria França Amado, 1910. Aperfeiçoamento das anteriores Lições de Direito Político.

Constituição Política da República Portuguesa

Coimbra, Livraria França Amado, 1913.

Tratado de Economia Política

Coimbra, Livraria França Amado, 1917. Com um prefácio de António de Oliveira Salazar.
 FERNANDO EMYGDIO DA SILVA, Doutor Marnoco e Sousa, in Boletim da Faculdade de Direito, vol. XLII, Coimbra, 1966, pp. 1 ss., bem como FESAS VITAL, O Professor Marnoco e Sousa e os Estudos de Direito Político na Universidade de Coimbra, no Sampaio e Melo, Apontamentos para a História do Ensino do Direito Romano em Portugal, Volume I (1895-1910), 1ª Parte, Lisboa, 1991.
Soveral, Luís Augusto Pinto de (1850-1922) Marquês de Soveral desde 1900. Começa a carreira na marinha de guerra. Licenciado em ciências políticas e administrativas por Lovaina. Entra na carreira diplomática em 1873. Embaixador em Londres desde 1890 a 1910, salvo no període de 1896-1897 Ligado ao grupo dos Vencidos da Vida. Amigo pessoal de Eduardo VII. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Hintze, desde 20 de Novembro de 1895 a 7 de Fevereiro de 1897. Par do reino desde 1898. Um dos negociadores do Tratado de Windsor de Outubro de 1899, que consolida a aliança luso-britânica e garante a presença

portuguesa em África.


Teles, Sebastião Custódio de Sousa (1847-1921) General. Progressista. Ministro da guerra em cinco gabinetes da monarquia constitucional. Em dois de José Luciano, de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900 e de 20 de Outubro de 1904 a 27 de Dezembro de 1905. No de Ferreira do Amaral, de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908 (era, então, considerado um fervoroso lucianista). E no de Campos Henriques, desde esta última data a 11 de Abril de 1909. Presidente do conselho de 11 de Abril a 14 de Maio de 1909, continuando a gerir a mesma pasta.
Telhado, José do (José Teixeira da Silva) (1816-1875) Bandido da região do Douro que apoiou os setembristas em 1846-1847. Salvou a vida a Sá da Bandeira. Será desterrado para Angola.
Valmor, 1º Visconde José Isidoro Guedes. Dirigente das associações comerciais do Porto e de Lisboa. Deputado em 1846 e 1848-1851. Par do reino de 1853-1870. Maçon.

Valmor, 2º Visconde de (1837-1898) Fausto de Queirós Guedes. Sobrinho do 1º Visconde de Valmor, herda-lhe o título em 1870. Diplomata e mecenas de arte. Deixa um importante legado à Câmara Municipal de Lisboa, instituindo-se a partir de 1902 o Prémio Valmor para o mais belo edifício construído na cidade.


Vargas, José Marcelino de (1802-1876) Proprietário. Bacharel em direito. Maçon. Alinha na dissidência anti-cabralista do Supremo Conselho do Grau 33, liderada por José da Silva Carvalho, de 1840 a 1885. Magistrado. Do Supremo Tribunal de Justiça. Deputado em 1834-36; 1840-42; 1848-1851; 1851-1852; 1857-1858; 1860-1861; 1871-1874. Ministro do reino de 29 de Janeiro a 18 de Junho de 1849, no governo presidido por Saldanha. Era então juiz de direito da quarta vara de Lisboa. Ministro da marinha em Abril de 1860. Ministro da justiça no governo de Ávila, de 1 de Março a 13 de Setembro de 1871. Presidente da Câmara dos Deputados entre 1872 e 1874. Par do reino desde 1874. Aliado maçónico de Silva Carvalho.
Vargas, Manuel Francisco. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Hintze, de 30 de Novembro de 1900 a 23 de Fevereiro de 1903.
Vasconcelos, Alberto Osório de (1842-1881) Oficial do exército. Maçon. Ajudante de campo de Sá da Bandeira. Funda A Democracia em 1872. Deputado em 1870-171; 1871-1874; 1875-1878 e 1879.
Vasconcelos, António Augusto Teixeira de (1816-1878). Bacharel em direito (1844). Jornalista, romancista e diplomata nos Estados Unidos. Deputado. Maçon. Governador civil de Vila Real em 1846. Presidente da câmara de Luanda em 1851.
Vasconcelos, António Teles Pereira de. Ministro da justiça do governo de Dias Ferreira, entre 27 de Maio de 1892 e 23 de Fevereiro de 1893.

Vasconcelos, Matias de Carvalho (1832-1910) Maçon. Lente de Coimbra. Deputado histórico 1865-1870. Par do reino desde 1880. Ministro da fazenda desde 5 de Março de 1865. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de José Luciano de 7 de Fevereiro a 8 de Novembro de 1897.
Veiga, Augusto Manuel Alves da (1850-1924) Advogado e jornalista. Propagandista republicano, dirige o semanário República Portuguesa. Um dos organizadores da revolta de 31 de Janeiro de 1891, passa para o exílio parisiense até 1910. Ministro de Portugal em Bruxelas depois da implantação da República.
Viana, Manuel Terra Pereira. Comandante. Ministro da marinha e ultramar no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.

Videira, José Carrilho (1845 Republicano. Proprietário da Nova Livraria Internacional da Rua do Arsenal, fundador do Rebate, desde 1873, da Biblioteca Republicana Democrática e da Revista de Estudos Livres, colaborador de Teixeira Bastos e Teófilo Braga. Com Teixeira Bastos, edita um Catecismo Republicano para Uso do Povo.
Vieira, Custódio José (1823-1879) Nasce em Peso da Régua. Formado em direito. Participa na Patuleia como comissário civil de Sá da Bandeira. Advogado no Porto. Director e principal redactor de O Portuense. Deputado em 1865-1868 e 1875-1878. Reitor do liceu do Porto de 1875 a 1878. Compadre e amigo de Camilo Castelo Branco. Chega a assumir perspectivas

socialistas e iberistas.



Vilaça, António Eduardo Augusto (1852-1914) Oficial de engenharia. Parlamentar. Ministro da marinha e ultramar de José Luciano de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900. Ministro dos negócios estrangeiros de José Luciano, entre 20 de Outubro de 1904 e 19 de Março de 1906. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.
Vilas-Boas, Alfredo Vieira Coelho Pinto de(1860-1926). 1º Conde de Paçô Vieira Desde 1896. Deputado em 1890-92, 93 e 94. Governador civil de Ponta Delgada em 1896. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Hintze Ribeiro de 23 de Fevereiro de 1903 e 20 de Outubro de 1904.

Vilhena, Júlio Marques de (1846-1928). Deputado regenerador em 1875-1878; 1879; 1880-1881; 1882-1884 e nas sessões seguintes. Par do reino desde 1890. Ministro da marinha e ultramar com Rodrigues Sampaio (de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881). Ministro da justiça com Fontes (de 14 de Novembro de 1881 a 24 de Outubro de 1883). Ministro da marinha e do ultramar, de 5 de Abril a 14 de Outubro de 1890, no governo de António Serpa. Ministro da marinha e do ultramar com João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Governador do Banco de Portugal de 1895 a 1907. Chefe do partido regenerador em 1908. Leva à demissão o governo de Ferreira do Amaral. Aconselha D. Manuel II a ir a casa de José Luciano em 27 de Agosto de 1909. Segundo Alpoim, foi um mau dirigente político de colectividades partidárias pela feição individualista, muito crítica e melindrosa, muito característica e especial do seu alto espírito. Faleceu em Lisboa em 27 de Dezembro de 1928.

As Raças Históricas da Península Ibérica e a Sua Influência no Direito Português

1873.

Antes da República. Notas Autobiográficas



I (1874-1907), Coimbra, França e Arménio, 1916. II (1908-1910), Coimbra, França & Arménio, 1916;

Suplemento. Resposta a um Livro Póstumo

Coimbra, França & Arménio, 1918; com um suplemento de 1918.

D. Pedro V e o seu Reinado



Lisboa, 1921.

Raul Brandão, Memórias III, pp. 161 ss.


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