A vantagem competitiva das naçÕes e a vantagem competitiva das empresas: a localizaçÃO É importante



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INTRODUÇÃO

Por que algumas empresas possuem um desempenho persistentemente superior ao de seus concorrentes? Por que alguns países alcançam níveis de qualidade de vida mais altos? Há uma ligação entre estas perguntas?

A explicação sobre as origens do desempenho das empresas possui duas perspectivas: a visão da indústria e a visão da empresa. Na primeira, a da Organização Industrial, a estrutura da indústria condiciona seu resultado em termos de desempenho, eficiência e oportunidades de negócios (Bain, 1951, 1956; Caves & Porter, 1977; Mason, 1939; Porter, 1980). Na segunda, a empresa proporciona as razões para os desempenhos superiores em função de suas habilidades, sorte ou compromisso com uma posição competitiva favorável (Amit & Schoemaker, 1993; Dierickx & Cool, 1989; Penrose, 1959; Peteraf, 1993; Wernerfelt, 1984).

Segundo Porter (1990, 1998) e Porter, Ketels and Delgado, (2007), a competitividade das nações, que envolve características políticas, sociais, culturais e econômicas do seu ambiente de negócios influencia, não apenas a qualidade de vida de suas populações, mas também o desempenho de suas empresas. A partir desta proposição, o artigo de Silva e Motta (2006) abriu uma possibilidade de pesquisa ao relacionar um amplo conjunto de variáveis presentes no ambiente dos países com o desempenho de suas empresas, aprofundada neste trabalho, que possui a seguinte pergunta da pesquisa:

Quais são as variáveis associadas à competitividade das nações que influenciam o desempenho das empresas em seus países?”

Portanto, ainda reconhecendo que o desempenho das empresas está relacionado tanto aos seus fatores internos, como a fatores estruturais de seu setor de atividades, esta pesquisa buscará verificar quais são as variáveis associadas à competitividade dos países que influenciam o desempenho das empresas.

O tema é importante para os governos que buscam aperfeiçoar a utilização dos seus recursos destinados à melhoria da qualidade de vida das suas populações; para as empresas, ao permitir a identificação das variáveis do seu ambiente que contribuem para o seu desempenho e para a pesquisa acadêmica ao adicionar um caminho de investigação ao tema do desempenho das empresas.




REVISÃO DA LITERATURA

Na década de 30, Mason (1939) concluiu que a estrutura de uma indústria condicionaria o comportamento dos competidores, compradores e vendedores e seu resultado em termos de desempenho, o que passou a ser conhecido como o paradigma SCP, do inglês, structure, conduct and performance. Assumindo implicitamente que as empresas são homogêneas, a estrutura da indústria explicaria diferenças de práticas competitivas e, em conseqüência, dos seus lucros (Bain, 1951, 1956; Conner, 1991; Ghemawat, 2002; Mason, 1939; Porter, 1980).

Uma nova abordagem com raízes nos estudos de Penrose (1959) e Wernerfelt (1984) destacou a capacidade que vantagens obtidas por maiores eficiências operacionais possuem em melhorar o desempenho das empresas e obter lucros extraordinários, ou rents, chamada Visão Baseada em Recursos (Amit & Schoemaker, 1993; Dierickx & Cool, 1989; Peteraf, 1993; Wernerfelt, 1984). Em seu ponto de vista, as empresas obtêm retornos extraordinários pela combinação ou emprego de seus recursos mais do que devido à estrutura da indústria em si (Amit & Schoemaker, 1993; Conner, 1991).

A contraposição destes dois pontos de vista incentivou o desenvolvimento de uma linha de investigação empírica iniciada por Schmalensee (1985) e Rumelt (1991), que objetivava decompor as fontes das variações do desempenho das empresas em componentes associados à indústria, a firma, o tempo e o efeito corporação (Brush & Bromiley, 1997; Hawawini, Subramanian & Verdin, 2003; McGahan & Porter, 1997, 2003; Roquebert, Phillips, & Westfall, 1996; Wernerfelt & Montgomery, 1988). Mais recentemente, esta linha de pesquisa passou a incluir o efeito da localização das empresas nos países (Brito & Vasconcelos, 2005; Chen, 2008; Furman, 2000; Hawawini, Subramanian & Verdin, 2004; Makino, Isobe, & Chan, 2004).

A introdução da variável país nos estudos de desempenho industrial possui raízes em Smith (1776), que ao escrever “A Riqueza das Nações” inspirou o desenvolvimento da ciência econômica. Seguiram-se a formulação da teoria da Vantagem Comparativa (Ricardo, 1817), aperfeiçoada por modelos como os de Heckscher - Ohlin (Ohlin, 1933) e Dornbusch, Fischer & Samuelson, (1977), que buscavam explicar os padrões de produção, comércio e desenvolvimento dos países com base nas disponibilidades e custos relativos dos fatores locais em cada país. Ao conceito de vantagem comparativa foram posteriormente adicionadas perspectivas econômicas, sociais, políticas e culturais (Hofstede, 1980; Kogut, 1991; Krugman, 1991; Morck, Yeung, & Yuc, 2000; North, 1990; Servan-Schreiber, 1993; Snowdon & Vane, 2002), posteriormente integradas ao modelo do Diamante Competitivo, que buscava explicar quais fatores influenciavam a competitividade das nações (Porter, 1990).

Embora existam controvérsias sobre sua definição (Porter, 1990), a competitividade das nações compreende um amplo construto abrangendo variáveis sociais, culturais e econômicas, relacionadas à habilidade de um país para criar e manter um ambiente propício à criação de valor pelas suas empresas, que permitam a obtenção de crescentes retornos para os seus recursos, influenciando a qualidade de vida de seus cidadãos (Fagerberg, 1988; Krugman, 1994; Porter, 1990; Scott & Lodge, 1985; Sala-I-Martin et al., 2007).

A medição da competitividade dos países possui enfoques apoiados na utilização de medidas contábeis, na observação do comportamento das exportações ou dos investimentos no estrangeiro (Porter, 1990). O ponto de vista adotado neste trabalho se baseia na construção de rankings de índices de competitividade, que consideram diferentes aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos e que possuem a capacidade de sumarizar uma grande quantidade de dados quantitativos e qualitativos (Levinson, 1999, Warner, 1999).

As organizações que produzem os rankings de competitividade obtêm informações de uma grande variedade de fontes como: Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e universidades, entre outras, que consolidam as informações quantitativas e conduzem as pesquisas qualitativas, que avaliam o seu ambiente de negócios com os especialistas de seu país (Ketels, 2006). Após a coleta dos dados, a construção de índices é efetuada de uma maneira hierárquica, com uma seqüência de passos descrita em Roessner, Porter, Newman and Jin (2002).

A mais tradicional publicação de rankings de competitividade de países é editada desde 1979, anualmente, pelo WEF, ou Fórum Econômico Mundial, (Levinson, 1999), uma organização internacional independente constituída e localizada na Suíça. A abrangência dos seus rankings de competitividade vem crescendo continuamente, tanto em número de respondentes na etapa de obtenção dos dados qualitativos, como no número de países: no ano de 2007 a pesquisa incluiu mais de 11.400 líderes de negócios e 131 países (Schwab, 2007).

Os objetivos gerais da alta direção das empresas devem enfatizar a melhoria do desempenho organizacional, o tema central da estratégia (Venkatraman & Ramanujam, 1986), cujo objetivo é ganhar uma vantagem competitiva, expressa por um desempenho superior ao da concorrência (Barney, 1996). Contudo, o conceito de desempenho organizacional é complexo. Quando os interesses dos stakeholders são considerados, move-se para o campo da efetividade organizacional (Venkatraman & Ramanujam, 1986), que, embora atraente, é de difícil operacionalização, pois os critérios de desempenho de cada stakeholder são diferentes e até mesmo se contrapõem (Barney, 1996; Milgrom & Roberts, 1992).

Por este motivo, a maioria da pesquisa em estratégia se apóia em modelos orientados para resultados, enfocando medidas financeiras (Venkatraman & Ramanujam, 1986). Entre as medidas de desempenho financeiras, as contábeis são as que estão mais presentes nos estudos em estratégia (Barney, 1996), embora criticadas devido a distorções causadas por suas convenções (Barney, 1996; Fisher & McGowan, 1983; Smirlock, Gilligan, & Marshall, 1984), inflação, impostos e decisões gerenciais arbitrárias (Barney, 1996), entre outras.

Para preencher algumas destas lacunas, foram desenvolvidas medidas de mercado (Hawawini et al., 2003), que comparam o desempenho real com o esperado pelos fornecedores de capital, como bancos e acionistas, ao investir na empresa (Barney, 1996), refletindo o fluxo de lucros durante a vida da organização, descontado pelo risco dos acionistas. Estas medidas representam tanto o desempenho atual como as expectativas futuras da empresa e mostram a habilidade que a estratégia formulada e executada possui em alcançar o retorno desejado pelos seus acionistas, sendo a melhor maneira para se avaliar ativos (Smirlock et al., 1984).

Entre as medidas de mercado mais difundidas está o Q de Tobin, definido como o quociente entre o valor de mercado de uma empresa e o valor de reposição de seus ativos (Montgomery & Wernerfelt, 1988; Tobin, 1969), que foi inicialmente utilizado para explicar e fundamentar decisões de investimento (Tobin, 1969) e posteriormente adotado para medir os lucros extraordinários atribuíveis a monopólios industriais ou a fatores específicos das empresas individuais (Lindenberg & Ross, 1981; Peteraf, 1993; Smirlock et al., 1984; Villalonga, 2004). Outras medidas de mercado, originalmente adotadas para avaliação de carteiras de investimentos são os Índices de Treynor (Treynor, 1965) e de Sharpe (Sharpe, 1966), que se basearam no conceito de Markowitz (1952, 1991), para quem, ao selecionar carteiras de investimentos, um investidor deve considerar tanto seu retorno como a sua variabilidade.

Uma questão associada ao desempenho das organizações é a sua sustentabilidade, definida como o grau em que lucros extraordinários se mantêm de maneira persistente (Villalonga, 2004), uma vez que há uma tendência para que estes se reduzam para os níveis correspondentes aos ambientes caracterizados como em “concorrência perfeita”, refletindo uma mais adequada alocação de recursos por parte dos agentes econômicos (Mueller, 1977; Waring, 1996). O estudo deste tema ficou conhecido como a literatura da persistência dos lucros extraordinários, que mostrou a possibilidade da persistência dos lucros anormais, embora ela não tenha proporcionado a criação de um indicador para o conceito.

HIPÓTESES OBTIDAS A PARTIR DA LITERATURA

O objetivo desta investigação foi verificar a existência do relacionamento entre o desempenho sustentável das empresas e as características do ambiente mais geral em que elas estão inseridas, o de seus países.

A medida de desempenho de empresas foi apoiada no indicador Valor de mercado/Valor contábil, baseado no conceito dos indicadores financeiros de mercado (Barney, 1996; Chen, Hite & Cheng, 1989; Lindenberg & Ross, 1981; Peteraf, 1993; Smirlock et al., 1984; Villalonga, 2004) e associada ao Q de Tobin (Tobin, 1969). Esta medida foi dividida pelo seu desvio-padrão, como proposto por Markowitz (1952, 1991), visando expressar a maximização de uma medida de valor (o PBV, de Price/Book Value, ou Valor de mercado/Valor Contábil) em relação à sua variabilidade (o SD, de Standard Deviation, ou Desvio-Padrão), que representaria a sustentabilidade do desempenho. A utilização de indicadores contábeis foi descartada em função de suas desvantagens (Smirlock et al., 1984), que seriam acentuadas em vista da heterogeneidade dos padrões contábeis entre os países da amostra.

Apoiado na idéia de que quanto mais competitivo um país, maior a produtividade de seus recursos humanos e do capital, e, em decorrência, do retorno dos investimentos de suas empresas (Porter, 1990), foi formulada a hipótese:

H1: Quanto maior a competitividade dos países, segundo os seus indicadores de competitividade, melhor o desempenho sustentável de suas empresas, em termos do seu valor de mercado/valor contábil ajustado pela sua volatilidade.

Poderiam ter sido formuladas hipóteses para verificar o relacionamento de cada um indicadores de competitividade testados, de acordo com os procedimentos metodológicos descritos a seguir. Em benefício da parcimônia, como o número de indicadores de competitividade testados foi muito elevado, as hipóteses da pesquisa foram condensadas apenas nesta acima.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para testar a hipótese foi composta uma amostra incluindo quarenta e nove países desenvolvidos e emergentes, presentes nos rankings anuais de competitividade do WEF e na base de dados do MSCI, um fornecedor de informações sobre os mercados financeiros. A lista de países incluiu: Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, República Checa, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hong Kong, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Coréia do Sul, Malásia, México, Marrocos, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Paquistão, Peru, Filipinas, Polônia, Portugal, Rússia, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Tailândia, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela. Estes países possuíam um valor total do PIB a preços nominais de US$ 50,82 trilhões, ou 93,4% do PIB mundial nominal estimado no ano de 2007 (IMF, 2008) e uma população de 4,91 bilhões de habitantes, equivalente a 74,2% da população mundial estimada ao final do mesmo ano (PRB, 2008).

As informações correspondentes à variável de desempenho foram obtidas da base de dados do MSCI, que publica o indicador Valor de mercado/Valor contábil (PBV) das ações das empresas por ela acompanhadas no último dia útil de cada mês. Foi considerado o período de Janeiro de 2002 a Dezembro de 2006, totalizando sessenta observações para cada país da amostra. Como os dados dos relatórios do WEF são coletados ao início de cada ano, associando-se aos dados quantitativos e às percepções médias dos respondentes em relação aos indicadores de competitividade relativos ao ano anterior, o valor médio destes, no período de 2003 a 2007 foi associado ao período de 2002 a 2006 dos dados do MSCI.

Na amostra do MSCI estavam 2.904 empresas de 68 indústrias. Em média, cada país possuía 59 empresas e 19 indústrias. Os Estados Unidos possuíam tanto o maior número de empresas na amostra, 632, como indústrias, 60. A Venezuela e o Peru possuíam tanto o menor número de indústrias, duas, como de empresas cobertas na amostra, cinco. Para mais informações sobre a metodologia empregada pelo MSCI, consultar: www.msci.com. Outros detalhes sobre o número de empresas, a composição das indústrias na amostra e nos países, a distribuição dos valores de PBV/SD por país e na amostra podem ser obtidas com os autores.

O índice PBV foi adotado como proposto por Sullivan (1977) e Kim and Lyn (1986), como uma proxy do Q de Tobin, considerando o quociente entre o valor de mercado das ações e seu valor contábil. A escolha deveu-se à disponibilidade do indicador e sua propriedade de refletir o desempenho das empresas (Lindenberg & Ross, 1981; Peteraf, 1993; Smirlock et al., 1984; Villalonga, 2004), sob o ponto de vista dos proprietários do seu patrimônio líquido (MSCIBARRA, 2008).

Com os valores mensais de PBV de cada país ao final de cada mês, obtidos da base de dados do MSCI, foi calculada a média aritmética, o desvio padrão (SD) e a razão entre estas medidas, o quociente PBV/SD para cada país.

Foram incluídos na amostra final apenas os indicadores do WEF presentes em todos os cinco períodos, de 2003 a 2007, que preservassem o seu conteúdo e que totalizaram a quantidade de oitenta e cinco. Em seguida, foi calculada a média aritmética do valor de cada um destes para cada um dos quarenta e nove países no período compreendido entre 2003 até 2007.

Foi utilizado o procedimento da regressão linear múltipla pelo método dos mínimos quadrados para testar a hipótese da existência de relacionamento entre os indicadores de competitividade dos países e o desempenho das empresas neles instalados, com os dois grupos de dados descritos no item anterior, um associado aos indicadores de competitividade dos países e o outro ao desempenho das empresas. A fórmula geral pesquisada foi:



n

PBV/SD = c + Σ βι χι + ε, onde:



ι =1

PBV/SD: ((Valor de mercado/Valor contábil)/Desvio padrão das observações de PBV das empresas nos países

c: Constante

βι: i-ésimo coeficiente da regressão linear múltipla correspondente ao i-ésimo indicador de competitividade χι

χι: i-ésimo indicador de competitividade

ε: erro

A figura a seguir representa o modelo adotado na pesquisa e suas relação com os modelos tradicionais da Organização Industrial e a VBR.



Figura 1 – O modelo adotado na pesquisa

Após a verificação das premissas necessárias aos cálculos da regressão múltipla, restaram cinqüenta e oito indicadores de competitividade, que apresentaram um relacionamento estatisticamente significativo e com o sinal esperado com PBV/SD, como indicado na Tabela A.1.

Aplicando a regressão múltipla, considerando os cinqüenta e oito indicadores de competitividade remanescentes como variáveis independentes, a medida de desempenho PBV/SD como variável dependente e utilizando o método stepwise com o pacote estatístico SPSS, destacaram-se três variáveis, representando 48,1% da variação da variável dependente: Sofisticação dos compradores, PIB e Compras governamentais de produtos com tecnologia avançada, como indicado na Tabelas 1 e 2.



Tabela 1 – Resultados da regressão múltipla pelo método stepwise, com o indicador de desempenho PBV/SD



Tabela 2 – Coeficientes da regressão múltipla e valores do teste t com o uso do método stepwise, com o indicador de desempenho PBV/SD



Limitações

O estudo possui limitações devido à natureza intencional da amostra e ao tipo de empresa presente na base de dados do MSCI: de capital aberto e com suas ações apresentando a liquidez necessária para ser incluída na amostra de empresas acompanhadas pela base de dados. Um aspecto adicional é a possibilidade de que a amostra do MSCI possua uma concentração de empresas que já possuam um bom desempenho, pois o acompanhamento do valor das suas ações pressupõe que elas disponham de características de liquidez que podem não ser alcançadas por empresas de menor desempenho. Outra limitação é a possibilidade de que diferentes convenções contábeis associadas a diferentes composições de indústrias nos países pesquisados, distorçam o valor contábil do patrimônio líquido nas empresas da amostra o que poderia afetar o indicador de desempenho escolhido.

Uma outra limitação seria a questão do local onde a ação de uma multinacional está considerada na base de dados do MSCI: ela é alocada a um país de acordo com o seu local de incorporação e do local primário de registro da ação. Se uma empresa conseguir melhores resultados em uma filial de um país que possua fatores distintos de competitividade, ainda assim, estes serão consolidados em seu país de origem.

A pesquisa utilizando dados secundários também pode trazer erros que estão fora do alcance deste estudo, ao incluir incorreções no processo de coleta original de seus dados, por exemplo.

Finalmente, outro aspecto a destacar como limitação está na análise dos resultados de regressões lineares, uma vez que podem surgir construtos incluídos em outros construtos.

ANÁLISES DOS RESULTADOS

Os resultados dos testes estatísticos mostraram que os indicadores de competitividade dos países se associaram à medida de desempenho valor de mercado/valor contábil ajustado pela sua volatilidade, corroborando a hipótese H1. O modelo testado chegou a explicar 48,1% da variância do desempenho das empresas com três variáveis independentes: Sofisticação dos compradores, PIB e Compras governamentais de produtos com tecnologia avançada.

Ao analisar os resultados das regressões uni-variadas, entre cada um dos cinqüenta e oito indicadores de competitividade e o indicador de desempenho, observaram-se relacionamentos estatisticamente significativos entre todos aqueles com este, com o valor do coeficiente de determinação R2 variando de 6,1%, para o indicador Prática de contratações e demissões, a 37,9%, para o indicador Sofisticação dos compradores. É importante destacar também a associação positiva entre a Intensidade da concorrência local e o desempenho das empresas, que apresentou um valor do coeficiente de determinação ajustado R2 de 34,1%., como indicado na Tabela A.1.

A confirmação da associação entre o desempenho das empresas e o ambiente mais geral e dinâmico dos países, aproxima o modelo de uma visão Schumpeteriana, onde os processos de inovação nas empresas desempenham um papel central (Schumpeter, 1942), opondo-o ao paradigma da Organização Industrial, bem como concedendo maior importância para a abordagem da Visão Baseada em Recursos para o desempenho estratégico.

Os resultados também confirmam as conclusões dos estudos que verificaram a importância do efeito país para o desempenho das empresas, como em: Brito e Vasconcelos (2005), Chen (2008), Furnam (2000) e Makino et al. (2004), que, embora não perfeitamente comparáveis, visto apresentarem objetivos, escopo e metodologias de pesquisa diferentes da utilizada nesta pesquisa, indicaram a existência da influência da localização no desempenho das empresas.

O indicador de competitividade Sofisticação dos compradores associa-se ao construto “Condições de demanda” do Diamante de Porter (1990), à educação e cultura exigente da população de uma nação. Como descrito por Porter (1990), ao identificar, se expor e servir a compradores locais experientes que possuam necessidades complexas e pioneiras, as empresas são pressionadas a se orientarem para o mercado, descobrir novas soluções, atender a padrões elevados de consumo, melhorar seus produtos e investir, adotando esforços de melhoria contínua permanente como uma estratégia determinante do desempenho no longo prazo.

A associação entre a variável Sofisticação dos compradores com o desempenho sustentável das empresas se opõe ao paradigma da Organização Industrial, que preconiza que a empresa deve evitar a concorrência, buscando um ambiente estável, sem compradores que demandem maiores níveis de qualidade e garantias, o que aumentaria os custos para competir sob a forma de investimentos e despesas (Porter, 1980).

A observação de um elevado grau de relacionamento entre a Intensidade da rivalidade entre os concorrentes e o desempenho sustentável das empresas, também enfraquece a visão da Organização Industrial, que enfatiza a busca de ambientes estáveis e mais isolados da competição para que as empresas obtenham um melhor desempenho.

Os resultados obtidos indicam que as empresas devem buscar se expor a um ambiente exigente, que as conduza à inovação por meio de processos de melhoria contínua, o que permitiria a redução de custos ou diferenciação de produtos de maneira a melhorar a relação valor/custo para seus compradores.

Normalmente a literatura, associa não o PIB, mas a sua taxa de crescimento ao desempenho das empresas sob a forma de criação de valor para seus acionistas por meio dos modelos de desconto de fluxos de caixa. O estudo de Afshar and Zomorrodian (2007) é uma das exceções, ao encontrar uma associação entre o valor absoluto do PIB e o retorno das ações das empresas.

A influência do PIB em valor absoluto nos resultados pode se dever ã menor volatilidade nos mercados de ações dos países com economias maiores, como os Estados Unidos, quando comparados com os dos países emergentes, o que influenciaria o denominador do indicador de desempenho sustentável, PBV/SD (Morck et al., 2000).

A variável Compras governamentais de produtos com tecnologia avançada possui uma forte associação com a variável Sofisticação dos compradores, uma vez que ambas se relacionam a aquisições que enfatizam o desempenho de produtos ou a avaliação de um complexo conjunto de atributos pelos compradores e não apenas os preços, além de terem apresentado uma elevada correlação entre si (estes resultados podem ser obtidos com os autores). Finalmente, a variável Compras governamentais de produtos com tecnologia avançada pode estar associada com a qualidade do governo e a outros construtos ligados à ação governamental.

CONCLUSÕES

O estudo apresentou três contribuições:

Ele foi pioneiro ao relacionar o conceito da vantagem competitiva das nações, através de indicadores obtidos em rankings de competitividade, ao conceito da vantagem competitiva das empresas, por meio de seu desempenho. Assim, contribuiu para o reconhecimento da importância da busca de um ambiente difícil para as organizações para que elas alcancem um desempenho elevado de maneira sustentável, em contraposição à visão da Organização Industrial, que enfatiza a importância de um ambiente menos hostil e mais previsível.

A segunda foi o destaque de três variáveis, habitualmente negligenciadas na linha de pesquisa das fontes de desempenho de empresas: a Sofisticação dos Compradores, o PIB e as Compras Governamentais. A primeira possui uma forte associação com a importância da pressão, desafios e melhoria contínua nas empresas, a segunda representa o papel do ambiente macro-econômico para a estabilidade do desempenho das organizações e a última, o papel positivo que os governos dos países possuem para criar melhores condições de competitividade para os países e, em decorrência, para suas empresas.

A última contribuição foi a criação de um novo indicador de desempenho que também traduz a sua sustentabilidade, se relacionando à linha da pesquisa da persistência dos retornos extraordinários, na adoção de indicadores financeiros de mercado e na teoria de seleção de carteiras de investimento.



Novas pesquisas

O tema proporciona diversas possibilidades de investigação adicionais.

Um enfoque seria pesquisar os relacionamentos entre cada um dos indicadores de competitividade dos países e o desempenho de empresas, indústrias específicas, ou o seu plano intermediário de análise, os grupos estratégicos. Outra possibilidade seria buscar identificar quais fatores são mais importantes para o desempenho das empresas ou indústrias, de acordo com o estágio de desenvolvimento de seu país de origem, se emergente ou desenvolvido, pois é possível que em estágios distintos de desenvolvimento, algumas características dos países sejam mais críticas para o desempenho do que outras.

Novas investigações também poderiam ser feitas tanto para cada um dos três indicadores destacados: Sofisticação dos Compradores, o PIB e as Compras governamentais de produtos com tecnologia avançada, como para os demais 55 indicadores listados na Tabela A.1.

Finalmente, o indicador de mercado adotado abre a possibilidade de utilização de uma nova medida de desempenho em testes empíricos na pesquisa em estratégia voltada para o desempenho sustentável das empresas.

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TABELA A.1 – REGRESSÕES SIMPLES: INDICADORES DE COMPETITIVIDADE E PBV/SD






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