A tv digital e as teorias de comunicaçÃo de massa



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A TV DIGITAL E AS TEORIAS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

Francisco Machado Filho1


Resumo:
O artigo pretende analisar as possibilidades da TV digital em uma sociedade em rede, onde os Paradigmas das Teorias da Comunicação deverão ser revisitados ou mesmo reformulados. Entretanto, este artigo se limita a contrapor as possibilidades da TV Digital frente a duas principais Teorias Abrangentes da Comunicação: A Teoria Hipodérmica e o Determinismo Tecnológico e a teoria de alcance intermediário, a Hipótese da Agenda-Setting. Entretanto, não analisaremos neste estudo a interação entre o indivíduo e a máquina e nem características técnicas da TV digital.



Palavras-chave: Internet, TV digital, Estudos de Recepção, Teoria da Comunicação.

INTRODUÇÃO.

A internet revolucionou os meios de comunicação. Desde sua disponibilização para uso comercial em 1987 e mais tarde sua consolidação como rede mundial em 19922, a internet tem um caráter livre e democrático. A possibilidade de qualquer usuário disponibilizar conteúdo, seja em paginas pessoais ou em sites comerciais, apresenta um cenário otimista dentro da indústria cultural e vem de encontro à produção de noticias cada vez mais centralizada nas grandes agências internacionais3.

Dentro deste contexto, os avanços da tecnologia em breve disponibilizarão a TV digital. Uma nova mídia que promete revolucionar o modo como se produz e se vê TV. Produtores e realizadores de vídeo ou filmes para TV e cinema, além de poderem contar com um espaço livre, democrático e em muitos casos gratuitos, para divulgação e disponibilização de suas obras como a internet, terão uma gama de canais personalizados transmitidos por cabo, satélite ou pela própria web. Pode parecer simples, mas uma observação mais cuidadosa desse fenômeno pode levantar questões teóricas e práticas importantes e que trazem a necessidade de confrontar esta nova mídia com as teorias de comunicação de massa e seus paradigmas.

As teorias escolhidas para esta análise representam importantes momentos do pensamento comunicacional e que procuram compreender como os meios de comunicação afetam a sociedade.

A Teoria Hipodérmica foi a primeira reação de estudiosos à difusão em larga escala das comunicações de massa e afirma que cada indivíduo é diretamente atingido pela mensagem e influenciado por ela. Este conceito é tão arraizado no inconciente da sociedade que muitos defendem que mesmo atualmente, a midia ainda tenha esse “poder”.

Outra teoria abrangente escolhida foi o Determinismo Tecnológico de Marshall McLuhan. O pensador canadense estuda os meios de comunicação independente de seu contéudo e procura demostrar que a relação entre o indivíduo e o aparelho e tão profunda que o Meio é a Mensagem e não o conteúdo veiculados.

De McLuhan, utilizaremos os conceitos de meio quente e meio frio. Sua teoria sobre os meios pode auxiliar o entendimento desta nova mídia, pois com sua evolução tecnológica, ou seja, o aumento de sua definição da TV analógica de 625 linhas para 1080 linhas de resolução da TV digital, o aumento das telas e qualidade do som, ela se transformará em algo novo, diferente da televisão que conhecemos hoje.

A convergência entre televisor e computador (CEBRIÁN, 1999. p. 43) é algo que em poucos anos será uma realidade nos lares assim como o microcomputador está se tornando um objeto comum nas casas de grande parte da população. Com o advento da televisão digital será possível conectar um site de distribuição de filmes e realizar o download4 do filme para posteriormente assisti-lo em nossa televisão. A verticalização da programação deixará de existir e surgirá uma nova relação do espectador com novo veículo.

Além disso, a internet, cada vez mais, está sendo utilizada como veículo de comunicação, ou seja, não apenas como meio de distribuição direta ao consumidor, mas como meio, onde há troca de mensagens entre seus usuários.

Com isto, a Hipótese do Agendamento ganha espaço, pois o agendamento produzido pela grande imprensa que compreende a seleção, disposição e incidência de notícias sobre os temas que o público falará e discutirá vem se tornando maior devido a grande quantidade de informação que está sendo produzida hoje pelos diversos meios já existentes e que em breve contará com este novo meio que é a TV Digital.



PARADIGMAS TEÓRIOCOS



A teoria Hipodérmica: contexto histórico

O período de invenção dos sistemas técnicos básicos e do princípio do livre comércio, o século XIX viu nascer noções fundadoras de uma visão da comunicação como fator de integração das sociedades humanas. Centrada de início na questão das redes físicas, e projetada no núcleo da ideologia do progresso, a noção de comunicação englobou, no final do século XIX, a gestão das multidões humanas.

Com o acontecimento da Revolução Industrial, os sistemas de comunicação crescem na mesma proporção que o comércio. A comunicação passa então, a contribuir para a organização do trabalho coletivo no interior da fábrica e na estruturação dos espaços econômicos. É a descoberta das trocas e dos fluxos e a “Divisão do Trabalho” (Adam Smith 1723-1790)

Neste contexto a Teoria Hipodérmica sustenta que “todo membro do público de massa é diretamente atacado pela mensagem”. Historicamente a teoria coincide com os períodos das duas guerras mundiais e com a difusão em larga escala dos meios de comunicação.

A novidade do próprio fenômeno da comunicação de massa e as trágicas experiências totalitárias. A teroria tentava responder uma questão que até hoje traz muita polêmica. Qual efeito tem a mídia em uma sociedade de massa?

A propaganda é tratada como elemento principal da teoria fortemente ligada à psicologia behaviorista (comportamental). Com isso a Teoria hipodérmica recebeu também o nome de Teoria da Bala-doce que sustentava uma conexão direta entre a exposição às mensagens e o comportamento: se uma pessoa é atingida pela propaganda, pode ser controlada, manipulada, induzida a agir.

Um modelo de superação da teoria foi o Modelo de Lasswell

Quem


  • Diz o quê

  • Por qual canal

  • A quem

  • Com qual efeito

Se baseava nas premissas:

  • Emissor ativo e a massa passiva

  • A comunicação é intencional e orientada para um objetivo

  • As funções de comunicador e destinatário aparecem isoladas independentes das relações sociais

Por fim, o modo de pensar o papel da comunicação de massa, do ponto de vista da Teoria Hipodérmica, parece estreitamente ligado ao clima social que qualifica um determinado período histórico: as mudanças desse clima correspondem oscilações no comportamento a respeito da influência da mídia



O Determinismo Tecnológico

Para Marshall McLuhan (1911-1980), os media são tecnologias que alargam as percepções sensoriais humanas. Ao propor que o meio é a mensagem, argumenta que o significado cultural dos media não reside no seu conteúdo, mas no modo como altera a nossa percepção do mundo. O impacto de qualquer tecnologia está na mudança de escala, momento ou modelo que introduz nos assuntos humanos. O impacto particular das tecnologias dos media está no modo como alteram os modelos de percepção rapidamente e sem qualquer resistência.

McLuhan parte de uma tese central: o Meio é a Mensagem. Para o pensador, o meio, geralmente pensado como simples canal de passagem do conteúdo comunicativo, mero veículo de transmissão da mensagem, é um elemento determinante da comunicação. Enquanto suporte material da comunicação, o meio tende a ser definido como transparente, inócuo, incapaz de determinar os conteúdos comunicativos que veícula. McLuhan chama a atenção para o fato de uma mensagem proferida oralmente ou por escrito, transmitida pela rádio ou pela televisão, possui, em cada caso, diferentes estruturas. Próprias de cada meio, que a moldam e que, se utilizadas em outro meio, perderia sua função comunicacional.

Por outras palavras, para McLuhan, o meio, o canal, a tecnologia em que a comunicação se estabelece, não apenas constitui a forma comunicativa, mas determina o próprio conteúdo da comunicação.


A Agenda-setting
A hipótese da agenda-setting, de origem norte-americana, teve como precursores os pesquisadores Maxwell McCombs e Donald Shaw em 1972, embora sua essência tenha sido indicada no ano de 1922 por Walter Lippmann em sua obra clássica Public Opinion.

A procura do entendimento dos efeitos dos meios de comunicação na opinião pública produziu uma vasta literatura sobre a agenda-setting. Os estudos são aplicados, em sua maioria, em períodos de campanhas eleitorais.

Dentro do contexto dos estudos sobre os efeitos dos meios de comunicação na sociedade, surge nos anos 70 a investigação da hipótese da agenda-setting. Esta linha de pesquisa propõe a “hipótese segundo a qual a mídia, pela seleção, disposição e incidência de suas notícias, vem determinar os temas sobre os quais o público falará e discutirá" (BARROS FILHO, 2001, p. 169).

Em um estudo realizado em 1979, Shaw relata que a hipótese da agenda-setting, em conseqüência da ação dos meios de informação, evidencia ou negligencia elementos específicos dos cenários públicos. As pessoas têm tendência para incluir ou excluir dos seus próprios conhecimentos aquilo que os profissionais de mídia incluem ou excluem do seu próprio conteúdo. Além disso, o público tende a atribuir àquilo que esse conteúdo inclui uma importância que reflete de perto a ênfase atribuída por esses profissionais aos acontecimentos, aos problemas, às pessoas (SHAW apud WOLF, 2001, p.144).

A mídia é apresentada como agente modificador da realidade social, apontando para o público receptor sobre o que se deve informar. Na perspectiva dos autores, esta construção configura-se como um poder que os meios de comunicação exercem sobre a opinião pública.

Maxwell McCombs e Donald Shaw, em seu artigo intitulado The Agenda Setting Function of Mass Media (1972), apresentaram pela primeira vez essa linha teórica que tinha o propósito de investigar a capacidade de agendamento dos veículos na campanha presidencial de 1968 nos Estados Unidos. Os autores pretendiam averiguar também se as idéias que os votantes julgavam como temas mais relevantes eram moldadas pela cobertura jornalística dos meios de comunicação (WEAVER, 1996, p. 2).

De acordo com McCombs e Shaw (1972), o conceito mais sucinto, anterior ao primeiro estudo empírico da agenda-setting, é formulado por Cohen em 1963: "embora a imprensa, na maior parte das vezes, possa não ser bem sucedida ao indicar às pessoas como pensar é espantosamente eficaz ao dizer aos seus leitores sobre o que pensar" (McCOMBS e SHAW, 1972 In: TRAQUINA, 2000, p.49).

Todos estes estudos já identificavam a coincidência dos temas da mídia e dos temas das conversas interpessoais, mas não eram conceituados como agenda-setting. Muito antes de se ter o conceito de agenda-setting, a imprensa já exercia seu papel de "estruturadora" de percepções e cognições a respeito dos acontecimentos da realidade social. Nos dias atuais a mídia também desempenha este papel, como por exemplo, em coberturas de eleições ou um fato inusitado, fazendo enquadramentos do assunto, ou seja, acentuando um ou outro ângulo.

O processo de agendamento pode ser descrito como um processo interativo. A influência da agenda pública sobre a agenda da mídia é um processo gradual pelo qual, em longo prazo, se criam critérios de noticiabilidade, enquanto a influência da agenda da mídia sobre a agenda pública é direta e imediata, principalmente quando envolve questões que o público não tem uma experiência direta. Desta maneira, propõe-se que a problemática do efeito do agendamento seja diferente de acordo com a natureza da questão (EBRING et al. apud TRAQUINA, 2000, p. 33).

O conceito de agendamento é muito mais abrangente e complexo do que o proposto inicialmente pelos pesquisadores americanos. O artigo inicial de McCombs e Shaw (1972) proporcionou diversas linhas de investigação em torno da hipótese. Nesta perspectiva, "a marca distintiva de uma teoria de sucesso é a sua capacidade para gerar continuamente novas questões e identificar novos percursos de pesquisa acadêmica" (McCOMBS e SHAW, 1993 In: Traquina, 2000, p.126).

Neste sentido, observa-se que a hipótese da agenda-setting torna-se relevante nos estudos de comunicação. Embora não seja a única linha de investigação que estuda as relações da mídia com a sociedade.

A TV DIGITA E OS NOVOS DESAFIOS

A agência de notícias Reuters veiculou recente pesquisa onde se estima que o Japão tenha 60 milhões de pessoas utilizando internet de alta velocidade em 20075, o que o tornará o país mais conectado no mundo.

No Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o número de domicílios brasileiros com pelo menos um computador conectado à internet subiu 23,5% entre os anos de 2001 e 20026. De acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 2002, o número de residências com microcomputador também aumentou 15%. Foi o bem durável com maior taxa de crescimento no período7.

Em matéria publicada pelo site Folha Online8, a internet já ultrapassa a TV na preferência dos usuários entre 18 e 54 anos nos Estados Unidos. O Brasil já lidera o tempo de uso da rede em residências com média mensal de 16 horas e 54 minutos9, Entre os principais motivos para essa liderança estão a adesão a banda larga e a grande quantidade de usuários jovens brasileiros.

Como se percebe, a internet de alta velocidade está se tornando um produto desejado por uma parcela significativa da sociedade de vários países. Em um futuro próximo, ela não apenas será desejada, será imprescindível, pois nossos meios de comunicação serão disponibilizados por ela.

Para se compreender melhor as transformações que a internet de alta velocidade irá impor aos meios de comunicação, e como conseqüência, em nossa sociedade é preciso projetar alguns cenários e, dentre eles, o que vem se mostrando cada dia mais próximo é o de uma sociedade em rede.

Atualmente existem três formas de se conectar a internet de alta velocidade: pela linha telefônica, por fibra ótica (cabo) ou por rádio. Todas ainda com um custo relativamente alto para a maioria dos consumidores. Entretanto, este custo vem baixando dia a dia e uma outra forma ainda mais barata e mais eficiente já esta sendo preparada para a próxima década: a conexão pelas tomadas de energia elétrica.
Já imaginou ligar o seu computador na tomada e tê-lo automaticamente conectado à internet rápida? Isso será possível, e economicamente bastante atraente, de acordo com um projeto de pesquisa conduzido pela ConEd (Consolidated Edison) e pela Ambient. Porém, deve levar cerca de uma década até que a facilidade se torne real. De acordo com o projeto, algumas modificações permitem que dados da internet percorram linhas de energia construídas dezenas de anos atrás. As empresas acreditam que essa tecnologia será capaz de fornecer acesso rápido e barato a web por meio de qualquer tomada elétrica doméstica. No programa criado um ano atrás pela ConEd, sinais de internet são transmitidos por linhas elétricas convencionais, passando por um conector magnético e uma caixa de comunicação que não é maior que o disco rígido de um computador e fica instalada em um poste comum de luz. Os dados são enviados pelas linhas em freqüência muito mais elevada que a da eletricidade, de modo que os fluxos de energia e de dados não interferem um com o outro. (informação eletrônica10).

Independente da forma que as pessoas terão acesso à rede, o certo é que muito em breve teremos verdadeiramente uma sociedade conectada, assim o palco para a TV digital estará montado e algumas transformações em nossa sociedade poderão dar início.

Ao pensar em TV digital, a primeira idéia que se faz é a de uma televisão com melhor qualidade de imagem e som.

O processo digital consiste na transformação de todo tipo de informações, sejam elas imagens, sons ou grafismos, em códigos de números (dígitos) que, para sua compreensão pelos computadores, se expressa em base binária, isto é, utilizando-se tão-somente de “zeros” e “uns”. Diante do tradicional método analógico – que, como seu próprio nome indica, supõe a utilização de sinais físicos que produzem ou simulam a mensagem originariamente transmitida -, a digitalização sugere maior simplicidade e precisão – ainda que à custa da eliminação de determinados matizes: permite maior rapidez na transmissão e, principalmente, graças à moderna compressão do sinal, consome bem menos espaço na freqüência que utiliza, com a conseqüente redução de custos (CEBRIÁN, 1999 p. 36).

Entretanto, as aplicações são bem maiores do que essa. A partir do momento em que o todo conteúdo dos meios de informação for disponibilizado digitalmente e alcançar a casa das pessoas pela internet de alta velocidade, o modo como se vê televisão hoje será obsoleto.
Bill Gates prevê para a indústria do entretenimento um futuro em que a transmissão tradicional de televisão vai se tornar obsoleta. É uma visão positiva, entretanto, porque, na visão dele, estão surgindo novos e melhores modelos de negócios que se tornaram possíveis devido à tecnologia. "A televisão transmitida em rede está sendo desafiada. Isso não é novidade para ninguém", disse Gates. "Você sabe, a ABC era mais valiosa pela sua franquia de esportes (ESPN) do que pela sua franquia de transmissão, mesmo anos atrás. Isso foi reconhecido. As redes ainda têm uma posição tranqüila, superinteressante, mas em breve não vai ser como hoje”.A diferença fundamental, segundo ele, será a morte dos conceitos atuais referentes a canais e programações. "A idéia de ter apenas aquela coisa linear --você não muda o seu canal e segue a programação, e as notícias locais alavancam a audiência de toda a programação -- está saindo de moda, mas devagar”.(informação eletrônica11)

Será o reinado do vídeo-on-demand.


Video-on-demand, ou VOD é a possibilidade de se receber vídeo e áudio (filmes, noticias, desenhos,) sob encomenda, no momento em que se desejar, bastando um comando do controle remoto. É um dos serviços que as operadoras de TV a cabo pretende oferecer num futuro próximo. (NEGROPONTE, 2003. P. 24).

E não é apenas Bill Gates que prevê o fim das grandes audiências. Aliás, isso já vem ocorrendo como demonstra Castells (2004). A diversificação da audiência de massa se inicia pelo vídeo cassete, que não só oferece um outro programa diferente da programação oficial da emissora, como também a possibilidade de gravar o programa desejado para assisti-los posteriormente. Entretanto, como afirma Castells (2004), a grande mudança realmente aconteceu com a diversificação de canais, principalmente, a TV a cabo e por satélite. No Brasil, 149 empresas oferecem o serviço de TV por assinatura12, com de 3.860.695 milhões de assinantes. Um número muito pequeno diante dos números de países como os Estados Unidos, onde 11.000 (onze mil) sistemas a cabo oferecem programação diversificada a 100 milhões de assinantes. (DIZARD Jr. 2000).


Hoje em dia os executivos das televisões reconhecem que a perda de audiência do veículo é permanente: “Nós pensávamos que as perdas iriam parar”, declarou, em 1998, o presidente da ABC Robert Iger. “Nós fomos ingênuos. Isso nunca vai ter fim”. (DIZARD Jr, 2000. p. 19)

Com a consolidação da TV digital nas próximas décadas, as redes de TV não terão mais uma grande parte da população vendo um mesmo programa em um mesmo horário, e mais, cada cidadão vai poder assistir seu programa de TV favorito no horário em que melhor lhe aprouver. “A vida digital envolverá muito pouca transmissão em tempo real”. (NEGROPONTE, 2003. p. 162).

O telejornalismo, por exemplo, nunca mais será o mesmo. Inúmeros estudos tentam analisar as transformações na linguagem do jornalismo on-line, porém, a maior transformação pela qual o telejornalismo irá passar é no seu modo de produção e não em sua linguagem. Um usuário poderá decidir “baixar” para sua TV digital somente as notícias relativas ao esporte, ou política. Poderá ainda, preferir um resumo do dia e não o jornal completo. Pode pedir somente as manchetes, ou somente as análises dos especialistas. O deadline não será mais para a edição da noite, será minuto a minuto e, a cada matéria nova, o usuário será avisado em casa, escritório ou na rua pelo celular.

Assim, o comportamento do espectador diante do aparelho dessa outra televisão13 será também outro, pois para que ele possa ter acesso a todas as possibilidades que esta nova mídia apresenta, irá requerer deste usuário ações complexas. As mesmas requeridas no ciberespaço.


Qual é o equipamento cognitivo que usuário precisa ter para navegar? Certamente, antes de tudo, uma boa competência semiótica. Isso implica alfabetização na linguagem hipermídia que permite ler a versatilidade das interfaces povoadas de diferentes signos para compreender suas negociações interativas. Da competência semiótica resultam tanto a prontidão perceptiva quanto a agilidade das inferências mentais, grande parte delas abdutivas [...]. Entretanto, inferências mentais não bastam. Elas precisam se fazer acompanhar de movimentações físicas do usuario no ambiente hipermidiático para que o trânsito informacional se efetue. (SANTAELLA, 2004. p. 145.)
Esta descrição da autora refere-se às necessidades do usuario no ato da navegação, seja em Cd-rom ou nas redes da infovia, mas como vimos acima, a transformação da TV digital e sua convergência com o computador resultando em um novo aparelho, o chamado telecomputador, “uma fusão das tecnologias da televisão e do computador numa só caixa, oferecendo uma gama de serviços de vídeo, voz e dados” (DIZARD Jr. 2000, p. 23), irá impor a convergência do navegador do ciberespaço e do telespectador de televisão, fundindo as características particulares de cada um e transformando-o num novo receptor.

PUBLICIDADE: A BALA DOCE DA TV DIGITAL?
Não há um único site comercial na internet que não lhe peça para fazer um cadastro com nome, endereço e CPF no mínimo, para que você possa navega-lo. Que informação é poder, isso todo mundo já sabe, porém na internet, a informação vale poder e muito dinheiro.

O tempo das malas-diretas já passou, toda vez que um usuário permite que informações pessoais sejam gravadas pelos provedores ou sites, a rede sempre o reconhecerá. Este será o novo padrão de publicidade na era digital, a publicidade personalizada ao extremo. Como vimos acima, a modo de ver televisão irá mudar, mas uma coisa continuará a mesma: todo modo de produção será financiado pela publicidade.

Atualmente a publicidade tenta alcançar seus consumidores por meio de pesquisas, medições (Ibope) e em geral, para alcançar um maior número de consumidores dentro do público alvo estabelecido pelas agências de uma única vez (o chamado custo por mil), os anunciantes escolhem os programas de maior audiência. Mas, como descrito, num futuro próximo, a audiência será medida pela quantidade de pessoas que decidiram ver seus programas independentes do horário, ou seja, 20 milhões de pessoas fizeram o download de um telejornal ou filme, por exemplo. Assim, as operadoras de TV a cabo serão capazes de fazer a medição exata e repassar os números para as agências de publicidade.

Entretanto, o usuário poderá optar por assistir ao programa com ou sem publicidade.


Em alguns casos, o consumidor poderá optar por receber o material sem anúncios, mas a um preço maior. Em outros casos, os anúncios serão tão personalizados que não se poderá distinguí-los das notícias. Eles serão notícia. Os modelos econômicos da mídia atual baseiam-se quase exclusivamente em “empurrar” a informação e o entretenimento para o público. A mídia de amanhã terá tanto ou mais a ver com o ato de “puxar”: você e eu acessaremos a rede e conferiremos o que há nela, da mesma forma como hoje fazermos numa biblioteca ou vídeo locadora. Isto poderá ser feito de uma forma explicita, ou seja, por nós mesmos, ou implícita, isto é, um agente o fará por nós. (NEGROPONTE, 2003. p. 163 e 164).

Mas o que é um agente?


Um agente de software (Klusch, 1999; Jennings, Sycara e Wooldridge, 1998; Rodrigues da Silva, 1999) é genericamente uma aplicação ou componente de software com identidade, estado e comportamento bem definidos, e que executam um determinado conjunto de tarefas em nome dos seus utilizadores. Apresenta entre outras as características de autonomia, sociabilidade, reactividade, pró-actividade, e persistência. [...] Neste contexto, os utilizadores em vez de terem de aceder directamente a inúmeros serviços disponibilizados na Web (para, por exemplo, procurarem informação, negociarem, prepararem os detalhes de uma viagem, ou comprarem um livro) delegam num conjunto especializado de agentes essas mesmas tarefas. (informação eletrônica14)
Esta tecnologia já está sendo usada atualmente na internet. Qualquer pessoa que já tenha realizado uma compra na web recebe e-mails em sua caixa postal com ofertas de outros produtos semelhantes ao que comprou ou ao seu gosto pessoal, de acordo com as indicações que forneceu quando preencheu o cadastro. Por exemplo: se alguém compra uma passagem para o Caribe, é quase certo que em breve irá receber ofertas de equipamentos de mergulho, mesmo que ele não vá mergulhar no Caribe e sim participar de um congresso. Esse pequeno erro do agente instalado no computador é que em breve será corrigido pelas indústrias dos softwares, e em pouco tempo, o agente será capaz de saber que a pessoa em questão vai ao Caribe para participar de um congresso e não para mergulhar.

A meta final dos entusiastas dos agentes mais ambiciosos, no entanto, vai muito além de softwares que executem ciosamente as ordens que lhes são dadas – reservar passagens aéreas, vender ações. A verdadeira revolução dizem-nos, virá quando nossos agentes começarem a antecipar nossas necessidades – o agente inteligente que marca hora com o nutricionista após notar o número de pizza na fatura mensal do cartão de crédito, ou manda entregar flores na véspera daquele aniversário que estamos sempre esquecendo. (JOHNSON, 2001. p. 137).

Assim, quando uma pessoa “baixa” um programa de TV para sua casa, informações estão sendo trocadas. A operadora de TV poderá saber exatamente quem está comprando o serviço. Ou seja, as audiências não mais serão medidas por amostragem. Dos 20 milhões que baixaram tal programa, as operadoras vão saber o nome, endereço e CPF de cada um dos 20 milhões. Quem da casa está comprando e para quem se está comprando. Isto quer dizer que uma operadora que dispuser desta informação poderá acompanhar toda a formação da personalidade de uma criança por aquilo que seus pais compraram para ela. E mais, quando ela sair de casa e tiver seu próprio CPF, as operadoras vão saber do que ele gosta e o que tem costume de comprar. Isto porque: “Ser digital significa a possibilidade de emitir um sinal contendo informação adicional” (NEGROPONTE, 2003. p. 22), ou seja, isso será feito sem que os usuários tenham consciência que isto está sendo realizado. E mais, não é apenas os produtos que compramos, mas também as informações que adquirimos sobre política, economia, etc.
O crescimento do Google nos últimos anos --considerando as áreas de busca e e-mail, entre outras-- faz com que alguns especialistas alertem os internautas sobre a quantidade de informações em poder da empresa. Ela teria acesso, por exemplo, àquilo que os usuários lêem, por onde eles navegam e para quem escrevem.
"Há muitas informações pessoais em um único 'pacote'. O Google vem se tornando um dos maiores riscos para a privacidade na internet", afirma Chris Hoofnagle, membro do Electronic Privacy Information Center, órgão que trata da privacidade de informações em meios eletrônicos. (informação eletrônica15)
O que em um breve momento pode parecer um conforto e um modo de se filtrar tudo que esta contido na Web pode ser uma armadilha.
Como no mundo da espionagem, o problema central com os agentes inteligentes é que nem sempre fica claro para quem eles estão trabalhando. O info-mordomo residente no desktop – aquele que cumpre nossas ordens sem improvisar – está claramente trabalhando a nosso serviço, mas à medida que um número crescente de computadores ficar permanentemente conectado a Web, vão aparecer novos tipos de agentes, que residem em outros servidores e só migram para nossa máquina quando sentem que podem nos ser úteis. [...] Realmente não quero que meu computador adivinhe que informação estou procurando – sobretudo se esses adivinhações estiverem sendo bancadas pelos departamentos de marketing da Nike e da Microsoft. O que quero é um modo melhor de obter essa informação. (JONHSON, 2001. p. 137 e 139).

As operadoras de TV a cabo, emissoras de tv pela rede, ou provedores de internet terão tanto poder em forma de informação que gigantes do setor de tecnologia tentam de todas as formas entrar neste segmento.


A Microsoft deve lançar aplicativos para empresas de TV a cabo em mais uma iniciativa para se aproximar de um setor que se manteve distante da companhia no passado. O presidente da Microsoft, Bill Gates, deve revelar hoje os detalhes do novo pacote de programas, chamado Microsoft TV Foundation. [...] Desta forma, a maior empresa de software do mundo espera conquistar uma posição mais vantajosa no setor de TV por assinatura, depois de várias tentativas relativamente frustradas nos últimos anos. "Não há dúvidas de que a Microsoft quer ser o padrão da indústria", disse Sean Badding, analista do Carmel Group. "Eles querem dominar a indústria de TV a cabo”.(informação eletrônica)16
Algumas operadoras de telefonia celular que não estão vinculadas ao provimento de acesso à internet pela telefonia fixa, como a empresa de telefonia celular Oi, desesperadas pelo tempo perdido, chegam a pagar17 para que o usuário use a conexão por meio da empresa, claro que mediante o preenchimento de um cadastro.

PONTOS POSITIVOS

O panorama previsto em uma sociedade em rede pode parecer em um certo momento, um tanto pessimista ou apocalíptico, mas não será sempre assim. Com a popularização das redes de alta velocidade, um número cada vez maior de estações domésticas de informação e entretenimento irá surgir na internet, o que pode ser uma alternativa à informação privada, haja visto o espaço que ela ocupa hoje em nossa sociedade.


A mídia é, nas sociedades contemporâneas, o principal instrumento de difusão das visões de mundo e dos projetos políticos; dito de outra forma é o local em que estão expostas as diversas representações do mundo social, associadas aos diversos grupos e interesses presentes na sociedade. O problema é que os discursos que ela veicula não esgotam a pluralidade de perspectivas e interesses presente na sociedade. As vozes que se fazem ouvir na mídia são representames das vozes da sociedade, mas esta representação possui em viés. O resultado é que os meios de comunicação reproduzem mal a diversidade social, o que acarreta conseqüências significativas para o exercício da democracia. (MIGUEL, 2002. p. 163).

Na internet, cada pessoa pode ter sua estação própria de TV, ou agência de notícias. Recentemente a jornalista Ana Paula Padrão movimentou os bastidores do telejornalismo brasileiro ao trocar de emissora de televisão. Somente como exemplo, em uma sociedade em rede, a jornalista poderia ter seu próprio jornal e cobrar uma pequena taxa mensal de seus assinantes. Parece simples, mas quando se calcula o montante do dinheiro é que percebemos o potencial da rede. Se a jornalista em questão cobrasse apenas R$ 2,00 mensais pelo acesso ao seu jornal pela Web, e se apenas 5% da audiência da internet banda larga, que atualmente é de 2, 2618 milhões de residências, comprasse o serviço, a jornalista teria uma renda mensal de R$ 226 mil reais. Imagine isso em uma sociedade em rede.

Mas, não é somente jornalistas famosos que terão espaço na Web. As informações irão ser produzidas aos milhares e a forma de filtrar toda essa informação já foi descrita por meio dos agentes inteligentes.

Este é um panorama totalmente novo e que pode trazer inúmeras contribuições ao processo político e democrático principalmente indo de encontro aos padrões de manipulação analisados por Abramo (2003).


Uma das principais características do jornalismo no Brasil, hoje, praticado pela maioria da grande imprensa, é a manipulação da informação. O principal efeito dessa manipulação é que os órgãos de imprensa não refletem a realidade. A maior parte do material que a imprensa oferece ao público tem algum tipo de relação com a realidade. [...]. É importante notar que não é todo material que toda imprensa manipula sempre. Se fosse assim – se pudesse ser assim – o fenômeno seria autodesmistificador e autodestruidor por si mesmo.

Não cabe neste trabalho, analisar a questão da manipulação da informação do ponto de vista de controle, como fez Adorno19 e a escola de Frankfurt, mas sim, observar que a informação na Web pode fazer frente aos padrões estabelecidos por Abramo (2003) que são: Padrão de ocultação, padrão de fragmentação, padrão de inversão, padrão de indução e o padrão global ou padrão específico do jornalismo de televisão e rádio.

Com isso, uma pergunta deve ser feita: como serão constituídos ou construídos os cenários de representação política em uma sociedade onde a TV irá ter um novo modo de audiência e a publicidade uma nova forma ferramenta? Isto porque a televisão é um dos pressupostos básicos para os CR-P.
Quando buscamos a identificação de um CR-P, necessariamente partimos de três pressupostos básicos: (1) a existência de uma sociedade media-centered; (2) o exercício de uma hegemonia; e (3) a existência da televisão como medium dominante. (LIMA, 2001. p. 187).
Por certo essa é uma pergunta difícil de ser respondida enquanto o processo está em plena transformação. Mas, é importante que profissionais de mídia e acadêmicos tenham em mente que em breve esta questão estará presente em nossa realidade política e social.

CONCLUSÃO

Por certo, ao se deparar com a descrição de cenários como esses, pode-se imaginar que tudo não passa de mera especulação e adivinhações. Mas, por incrível que possa parecer, se essas previsões forem apresentadas às crianças que hoje têm acesso a tecnologia, para muitas não será novidade nenhuma, pois elas já desfrutam dessa tecnologia. As chamadas Lan-houses, cybercafés (até mesmo em seus domicílios) integram uma verdadeira rede onde elas podem jogar, ver vídeos e conversar com os amigos em tempo real.

Um dos grandes problemas das inovações tecnológicas é se tornar simples para que o usuário seja capaz de utilizá-la. Quando a TV digital estiver disponível esta geração (ou a próxima), que hoje inocentemente brinca em frente ao computador conectado será exatamente a geração de consumidores totalmente aptos a realizar todas as tarefas digitais, sejam compras ou a busca por entretenimento e informação.

Assim, cabe a estudiosos, profissionais de mídia, jornalistas e estudantes de comunicação, tentar compreender este fenômeno, as possibilidades do novo meio, a atuação do mercado e dos consumidores. Durante séculos o homem tenta entender nossa forma de comunicação e produção de conhecimento. Estamos vivenciando uma transformação nesses modos, porém, hoje se tem mais subsídios e ferramentas para essa tarefa, e mais, contamos com um aliado poderoso: o próprio computador.


BIBLIOGRAFIA

ABRAMO, Perseu. Significado político da manipulação na grande imprensa, in padrões de manipulação na grande imprensa. São Paulo, editora Fundação Perseu Abramo, 2003, p. 23-51.


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1 Aluno regular no doutoramento em Comunicação Massiva pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. Artigo apresentado na disciplina de Teorias de Comunicação de Massa - Prof. Drº. Isaac Epstein.

2 A internet foi criada pelos militares americanos em 1969 com o nome de ARPANET. Com o final da guerra fria os militares americanos permitiram seu uso comercial em 1987. Em 1992 o suíço Tim Berner-Lee cria o gerenciamento de informações, o WWW (World Wide Web) o que possibilitou a criação dos primeiros navegadores. No Brasil a Fapesp faz a primeira conexão com a internet em 1991, mas somente em 1995 a Embratel começa a prover acesso a internet.

3 As primeiras notícias disponibilizadas na internet sobre as ondas gigantes na Ásia, ocorridas em 26 de dezembro de 2004, foram realizadas por sites pessoais.

4 Nome que se dá a importação de arquivos disponíveis na rede para o computador pessoal do usuário.

5 Informação disponível em acesso em 20/02/2004.

6 Segundo o PNAD 2003 (IBGE) 11,4% dos domicílios brasileiros tinha um computador com acesso a internet em 2003. Este percentual correspondia a um total de 7 milhões de domicílios ou 19,3 milhões de pessoas. Fonte: teleco.com.br

7 Informação disponível em acesso em 08/12/2003.

8 Informação disponível em acesso em 10/08/2005.

9 Informação disponível em acesso em 10/08/2005.

10 Informação disponível em acesso em 01/08/2005.

11 Informação disponível em acesso em 05/08/2005.

12 A indústria da TV por Assinatura no Brasil, até março de 2005, era representada por 149 prestadoras de serviços de TV por Assinatura ("operadoras"). (Nesse levantamento não foram incluídos os dados relativos ao "Serviço especial de TV por Assinatura", em UHF, em função de sua reduzida importância econômica). Informação disponível em

13 Para Mcluhan, a TV de alta definição não pode ser considerada como apenas um melhoramento da tecnologia. A TV “melhorada” passaria a ser um outro veículo, diferente do que o precedeu.

14 Informação disponível em acesso em 18/08/2005.

15 Informação disponível em < http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u18688.shtml> acesso dia 15/08/2005.

16 Informação disponível em acesso dia 05/08/2005.

17 Promoção válida pra os primeiros 500.000 usuários Oi Internet cadastrados na nova promoção 31% de crédito, durante o período de adesão de 24/06/2005 até 23/09/2005. Informações disponíveis no site www.oi.com.br

18 Fonte: http://www.teleco.com.br / 2005.

19 Theodor Adorno, filósofo e sociólogo alemão, projetou-se como um dos críticos mais ácidos dos modernos meios de comunicação de massa. Percebeu que a mídia não se voltava apenas para suprir as horas de lazer ou dar informações aos seus ouvintes ou espectadores, mas fazia parte do que ele chamou de industria cultural. Um imenso maquinismo composto por milhares de aparelhos de transmissão e difusão que visava produzir e reproduzir um clima conformista e dócil na multidão passiva.






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