A terra e a lua


OS ESPÍRITOS DA REGIÃO ATMOSFÉRICA MAIS ELEVADA



Baixar 0.8 Mb.
Página6/16
Encontro07.10.2019
Tamanho0.8 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   16

OS ESPÍRITOS DA REGIÃO ATMOSFÉRICA MAIS ELEVADA

Nesta região se encontram espíritos perfeitos que em outras épocas viveram na Terra. Já saboreiam a luz perene, pois até mesmo em sentido natural jamais se dá a noite nestas alturas. Em a natureza espiritual é dia constante, traduzindo um estado puramente espiritual, enquanto a segunda região ainda está exposta a torvações repetidas. A primeira região atmosférica é aquela que apresenta o primeiro estado no qual tudo vive mesclado, o bem e o mal.

Sabemos, portanto, que na terceira região habitam os espíritos puros.

Pôr quê? Que fazem lá? Nenhum espírito, ainda que ingresse perfeito na Terra espiritual, poderá subir imediatamente ao dito Reino Celeste, e isto porque ainda resta no corpo terrestre algo para sua perfeição final e que ele necessita absorver paulatinamente. Só depois de ter absorvido o último resto daquilo que lhe pertencia, de modo sublimado e espiritual em sua natureza, ele poderá ingressar no primeiro degrau do Reino Celeste.

O espírito, em si, princípio original da Vida Divina, não necessita de algo do corpo telúrico para seu aperfeiçoamento. Sua entidade formal, ou seja, a alma, terá que unificar, até o último átomo, tudo aquilo que lhe fora dado da infinita plenitude Divina, como idéia original. Esta dádiva consiste nas inúmeras partículas inteligenciadas que, com a morte, não podem ser libertas de momento. Existem as partes físicas específicas que o corpo, durante a vida, aspirou e expirou. Matérias despejadas, detritos, suas lágrimas, suas roupas e suas habitações, em suma, tudo aquilo que surgiu, em qualquer época, através de sua força, terá que ser absorvido com o tempo pela alma, como um específico psíquico purificado, a fim de que o espírito possua em si mesmo uma perfeita percepção, e pôr ela, uma recordação nítida de tudo que ocorreu com sua entidade e qual foi o caminho longo pelo qual atingiu sua perfeição original.

Estas recordações específicas o espírito não poderia receber, caso sua individualidade psíquica não tivesse absorvido tudo aquilo que pertencia à sua natureza original e o que foi adquirido no seu grande percurso da vida. Pôr isto se diz que todos os cabelos são contados e que só aquele que age segundo Minha Doutrina, colhe. Quem age contrariamente, dispersa. Pôr este motivo, o espírito tem que aguardar um tempo muito longo até que tudo que lhe pertence seja absorvido pôr ele.

Como pode o espírito conhecer aquilo que lhe pertence? Isto já se positiva na Ordem Eterna. Se cada erva descobre seu específico no conglomerado infinito da matéria, muito mais facilmente o espírito encontra aquilo que lhe pertence.

Qual é a ação do espírito neste percurso? Ele age segundo as leis do Amor e rege naquela esfera provocando pela sua presença e sua ação amorosa, o surgimento da terceira camada atmosférica c aplaina e organiza os caminhos para os que ingressam novatos nesta região, apontando-lhes local e atividade. Além disto, ele ensina os espíritos mais puros na região inferior, e quando há atritos e perturbações, ele desce com seus afins, como pacificadores, e age com energia.

Quando aparecem, porém, espíritos estranhos de outros corpos cósmicos, ele os analisa e, uma vez achando-os capacitados, os conduz, pêlos justos caminhos, para a Terra, está presente nas fecundações, ajudando aquele novato no caminho da carne e cuida também que aqueles espíritos sejam conduzidos, pelas provações que eles próprios haviam determinado para si, a fim de se tornarem filhos do Senhor.

Nesta terceira região habitam, portanto, os conhecidos espíritos protetores das criaturas. Todavia, não são soberanos autônomos e isto porque ainda lhes falta o conhecimento total, pêlos motivos acima mencionados.

Pôr isto, encontram-se constantemente, espíritos perfeitos sobre eles e debaixo deles, dando-lhes orientação segura para sua função.

Para os espíritos desta terceira região é ela um paraíso maravilhoso onde possuem tudo o que poderia alegrar seu coração no Amor a Deus.

Existem zonas fabulosas que se apresentam segundo a constituição do espírito, pois cada qual é criador de sua zona, onde se encontra em casa.

29° CAPÍTULO


LOCAL E BEM-AVENTURANÇA DOS ESPÍRITOS PUROS

Na devolução total reside o grau de bem-aventurança mais perfeito.

Todavia, não se exige uma conta ao espírito com relação à devolução de tudo que pertencia à sua individualidade. Tudo que se relaciona ao seu corpo e àquilo que o precedia, em suma, todo elemento específico, ele recebe numa seqüência ordenada, sem sua própria ajuda. Outra coisa, porém, se relaciona à sua capacidade de absorver tudo que perfazia sua entidade. Quanto à capacidade, ele de fato é chamado à responsabilidade, isto porque tal capacidade cada espírito pode adquirir dos preceitos da religião pura. Quem não quiser ser ativo c enterrar seu talento, entregando-se mais facilmente às coisas materiais, será responsável pelo julgamento do Verbo que lhe fora dado dos Céus como guia fiel para concatenar a vida e devolvê-la de onde veio. Não deve ser considerado um castigo o fato de os espíritos já purificados na terceira região atmosférica necessitarem de tanto tempo até que sua matéria se deteriora. passando para a alma, pois isto tudo constitui uma necessidade igual ao tempo de vida física na Terra, que difere entre uma e outra pessoa, para que neste decurso o espírito ganhe tempo de se desenvolver e se manifestar em seu ser.

Quem poderia afirmar que fosse chamado a prestar contas do tempo em que viveu na Terra? Isto é uma necessidade e está fora do âmbito da vontade do espírito, como também ninguém terá que prestar contas do quanto seus cabelos e suas unhas teriam crescido, tampouco falar sobre as pulsações do seu coração e da respiração. A conta a ser prestada, ou melhor o julgamento, reside simplesmente na vontade ativa. Todo o resto é indiferente, está dentro da ordem e se dá livremente tão logo a vontade estiver dentro da ordem segundo o conhecimento puro da Vontade Divina.

Se tais espíritos permanecem vários séculos nesta terceira região, nada perdem^ mas ganham. De início, nada lhes falta e se sentem felizes e bem-aventurados. No que diz respeito à sua crescente inteligência, trata-se evidentemente de um lucro constante, tornando-os mais perfeitos quando se trata de sua finalidade eterna. Se tiverem que realizar uma tarefa pequena, receberão futuramente algo maior e então empregarão sua atividade, como espíritos angelicais, não somente sobre algumas partes de um planeta e sim sobre regiões solares. Para tanto é preciso, muito mais do que aqui, vigiar regiões isoladas sob orientação de anjos aos quais é entregue a Terra total.

Meus caros, se vossos olhos vêem pouco ou nada, ainda assim se dão coisas grandiosas e é como disse um sábio: Entre Terra e Sol ocorrem coisas com as quais a razão humana ate hoje nada sonhou.

Tais espíritos puros não raro descem à primeira região; mormente procuram aqueles locais cobertos com gelo e neve. Este é o motivo pelo qual tais regiões exercem uma influência mágica, benéfica e ao mesmo tempo de regozijo, purificadora e ao mesmo tempo calmante. Quem estiver triste -e inquieto, que se dirija, em Meu Nome, a tais alturas, ou procure ao menos suas proximidades. e sua alma será envolta de um bálsamo fortalecedor.

Enquanto a alma se torna cada vez mais obtusa, pesada e sofredora nas regiões mais baixas, semelhante aos sentimentos de um mineiro, o sentimento de alguém que galga as alturas s-e torna cada vez mais feliz e finalmente exclama: Senhor, é bom estar aqui! — Eu, porém, respondo: Ainda não chegou o tempo de ficares aqui!

Todavia, aconselho: Subi as montanhas, pois também Eu várias vezes fiz este passeio. Num monte Eu fui transfigurado; num monte Eu enxotei o maior tentador; num monte Eu preguei o Reino do Céu; num monte Eu orei e num monte Eu fui crucificado. Pôr isto, ide com prazer às montanhas, pois não somente vosso espírito, mas também a alma ganha muito mais que o efeito de cem farmácias.

Deste modo analisamos também a terceira região espiritual da Terra, e resta apenas dizer que os espíritos puros em primeiro grau de evolução se mantêm lá onde passaram a sua vida na Terra. Uma vez mais aperfeiçoados, seu círculo de ação se estende sobre todos os pontos do planeta. Os mais fortes vigiam as zonas polares. Os mais meigos e fracos, as zonas tropicais, e os mais ativos vigiam o mar, os lagos e os rios, enquanto aos principiantes são entregues cordilheiras grandes e pequenas e tudo que nelas se encontra.

Podeis ainda anotar que geralmente os espíritos femininos vigiam a flora e exercem também sua influência sobre toda a vegetação do orbe terrestre.

Depois de sabermos também isto, vamos descer à segunda região, onde o movimento já é muito mais colorido do que na terceira região de paz.

30.° CAPÍTULO
A SEGUNDA REGIÃO ATMOSFÉRICA E SEUS ESPÍRITOS

Assim como numa criatura existe uma passagem do espiritual à matéria, também existe um ponto entre a região superior e a mediana, e ambas as regiões se mantêm como alma, e espírito. O espírito age na alma e pode penetrá-la, enquanto ela jamais poderá ultrapassar as barreiras do espírito, pois ela existe para ser penetrada pôr ele e não vice-versa. A alma, porém, pode ser absorvida pelo espírito, tornando-se ela mesma espiritual.

De modo idêntico, os espíritos da segunda região podem passar para a terceira quando suas almas, ou de certo modo seus corpos substanciais, se tiverem espiritualizado mais e mais, unificando-se com o espírito. A alma pôr si só, como compêndio de inúmeras partículas substanciais e intelectivas, é abarrotada de várias tendências.

Quando, vez pôr outra, se faz ressaltar um ou outro específico, todos os outros se dirigem para aquele ponto onde surge ta-1 potência. Tal inclinação provoca na alma qualquer paixão, que todavia pode ser trocada pôr outra tão logo surja um outro ponto de elementos específicos da alma, chegando ao ponto de abafar as demais, submetendo-as à sua própria força.

Pôr esta explicação, vê-se evidentemente como certas almas nas quais o espírito ainda não está desperto são tocadas pôr várias paixões e desejos, de um pólo para outro. Aquilo que numa alma surge num ponto concentrado, ocorre na segunda região de um modo geral, pois lá habitam somente almas cujo espírito ainda não despertou totalmente. Cada alma tem sua tendência primordial e milhões de almas representam milhões de tendências. Uma quer lutar; outra quer sossego; uma procura nada mais que os segredos da Criação, enquanto a outra se entretém com a botânica; uma outra gosta de viajar, e assim cada uma tem sua inclinação peculiar.

Que confusão multicor de almas não deve existir na segunda região atmosférica! Que fenômenos mais variados são efetuados, apresentando-se em estado compacto no mundo da natureza, vistos a olho nu, e assim é!

Todas as variadas formações de nuvens; inúmeras outras aparições nesta terceira região lá se fundamentam, e não existe dia e noite, produzindo o mesmo fenômeno que os anteriores.

Observai as formações de nuvens num dia sereno, fazendo delas um desenho. Podeis, durante séculos, compará-lo com outras formações e jamais haverá uma repetição. Existe ainda grande quantidade de outros fenômenos que se repetem pela espécie, mas nunca pela forma. Não há um floco de neve igual ao outro; não existe uma gota de chuva igual a outra, e quando cai chuva de pedra, comparai duas pedrinhas para ver se são iguais. Haverá sempre uma diferença, tanto na forma, como no peso.

Gelo será gelo, pois é sua espécie; a forma pela qual se forma o gelo é tão heterogênea como as aparições apaixonadas das entidades psíquicas e isto já se nota nas criaturas vivas.

Observai as casas de uma cidade. Em sua qualidade são todas iguais, possuem paredes, janelas e telhado. Dificilmente haveis de encontrar duas casas totalmente iguais; uma casa é mais alta, outra mais baixa.

A diferença na formação se baseia na tendência psíquica daqueles que as mandaram construir. Cada homem tem seu paletó e não há alfaiate que faça o mesmo igualzinho. Assim, existe grande diferença em outros produtos artísticos. Cada qual escreve conforme aprendeu. porém, com traço peculiar, completamente diferente de outro, e não existe um risco que se assemelhe ao anterior.

Experimentai dois pintores a copiarem o mesmo objeto. Cada qual fará o mesmo produto, porém a forma é individual. Entregai um poema a dez compositores e eles demonstrarão que cada qual encontrou uma melodia diferente.

Todas essas diferenciações no produto formal residem nos pontos heterogêneos das inteligências específicas na alma. À medida que um ou outro ponto sobrepuja, a alma manifesta sua tendência. Há sempre um vento diferente a soprar e novos fenômenos se apresentam, e jamais algo maravilhoso tem sua repetição perfeita, mormente quando as inteligências produtoras não se encontram sob um julgamento positivo, o que ocorre na alma humana, porque precisa adquirir sua liberdade original. Existe apenas a seguinte diferença entre uma alma desencarnada e uma viva: Uma alma encarnada pode passar pôr uma quantidade de paixões, de sorte que a criatura é outra, quase que diariamente. Hoje ela pensa e age de certo modo. tomando estes e aqueles propósitos. Amanhã tudo é apagado e sua ação está sob o ponto centrípeto de uma substância especificamente intelectual. Hoje a criatura é liberal e todo pobre faria bem em procurá-la. Amanhã se apresenta um ponto mais econômica, fazendo com que se manifeste até um certo remorso de sua anterior liberalidade.

Numa alma desencarnada se apresenta, geralmente, apenas uma paixão primordial que a domina mais e mais, atraindo ao seu âmbito todas as partículas intelectivas. Isto não quer dizer que uma alma desencarnada seja incorrigível, mas sim que ficou apenas presa em uma de suas tendências principais, até que tenha absorvido todas as outras partículas, o que provoca uma grande pobreza psíquica, passando a alma a um estado de isolamento no qual ela se encontra como se fosse totalmente desnuda, em noite e treva. Somente neste isolamento pode o espírito se tornar livre e começar a penetração de sua alma, e isto se refere à passagem da segunda região para a terceira. Antes que apresente este estado, o espírito não pode se estender e penetrar a alma, pôr serem os elementos específicos mui materiais.

Se, pela descrição acima, chegam na segunda região almas de vários matizes, em que cada uma carrega sua tendência primordial e vive e age de conformidade, é evidente que os fenômenos que tem sua origem nesta variabilidade psíquica se apresentam da mais variada forma -

Cada rio possui outro zigue-zague, cada nuvem tem outra formação e movimento; os ventos se cruzam e, pôr este motivo, surge seguidamente uma chuva torrencial, uma chuva de pedras, uma chuva de poeira, flocos de neve grandes, medianos e pequenos, e outros fenômenos, especialmente nas zonas dos trópicos e nos países polares. Eis um intróito necessário generalizado. Seguiremos para um estudo mais específico.

31° CAPÍTULO
ATIVIDADE DOS ESPÍRITOS NA SEGUNDA REGIÃO ATMOSFÉRICA

De início podemos levantar a seguinte questão: É a atividade dos espíritos na segunda região boa ou má? Encontram-se em elevação ou queda? — Tal pergunta será claramente respondida pôr algumas observações específicas e facilmente deduziremos o que seja bom ou mau.

Esta segunda região é mais semelhante à vida terrena das criaturas.

Existe um constante vaivém, conchavos de almas homogêneas, guerra, mortes, prisões, domínios, fugas, raptos, roubos, fazer o mal e fazer o bem. Tudo isto se encontra na segunda região. É o próprio campo de batalha da«s almas. Pôr isto se encontram montanhas geralmente escarpadas e de aspecto bélico, como se tivessem suportado um sítio durante anos. O simples aspecto dessas atitudes já demonstra o ambiente bélico. Naturalmente, também existe liberdade como em parte alguma, pois constitui o local onde os espíritos se preparam para o céu ou para o inferno. As almas de todas as criaturas vão para esta região após a morte, na qual vivem como na Terra. Gozam de plena liberdade e procuram seus afins. Então ocorrem comícios, onde se formam planos a fim de alcançar isto ou aquilo através da violência ou astúcia. Em tais comunidades existem naturalmente traidores que delatam o plano de sua sociedade a outra mais potente. Quando duas sociedades ou as vezes várias são levadas ao conhecimento de planos maldosos através dos traidores, dão-se armamentos que no mundo natural são visíveis pôr acúmulos de nuvens densas. Não demora e dois exércitos se desafiam. Todavia, se encontram acima deles os espíritos de paz que tudo vêem e são dotados de grande poder. Eles descem, aprisionam os exércitos enfurecidos e os atiram para a Terra, onde se passa algum tempo até que se tenham unificado e juntado forças e coragem para voltar aos poucos de onde foram expulsos. Na 'esfera espiritual não tem o mesmo aspecto como no mundo material. É como se um grupo de larápios fosse aprisionado pela polícia e levado para o cárcere. O cárcere é a matéria na qual são de novo aprisionados, e a polícia são justamente os espíritos de paz da terceira região. Se depois de tal admoestação 3's almas se humilham e se tornam capazes de pronunciar o Meu Nome, e neste Nome procuram ajuda e salvação, elas são imediatamente cumprimentadas pêlos espíritos de paz e levadas diretamente à terceira região. No início, na parte inferior, onde já vivem em constante união com os espíritos puros e de lá podem subir gradativamente à medida do crescente amor para Comigo e Minha Ordem.

Tal ato pode também ser visto do mundo natural, no súbito desaparecer das nuvens onde, em caso contrário, dando-se aglomerações maldosas, subitamente se formam nuvens nos picos das montanhas onde anteriormente se via o &r mais puro. Este fenômeno se origina na crescente paixão de tais espíritos, na qual se materializam à medida que crescem em suas tendências maldosas, combinando-se e aglomerando-se. Todo mistério se encontra num estado mais distante de Mim e nada mais é que a cópia de uma tendência maldosa.

Se tal espírito for de novo aprisionado pela paixão de sua alma. ele se distancia de Mim, e quanto mais isto se dá tanto mais pesado e material ele se torna até que surja numa forma material correspondente à sua paixão. Então, o espírito pôr demais pesado para -esta segunda região é expulso como um corpo aprisionado e material através do seu próprio peso, que corresponde à vontade dos espíritos de paz, e estes se assemelham à Minha Vontade, pois a Minha Vontade é o próprio peso de todos os corpos. Que tais espíritos continuam às vezes totalmente materiais e preferem habitar, pôr sua própria vontade maldosa", montes de detritos, os animais mais imundos e as plantas mais abjetas, em vez de se humilharem, isto prova uma grande quantidade de exemplos e é preciso uma orientação bem dirigida para evitar que tais elementos imundos não se atirem sobre frutos e animais de qualidade. Se isto ocorresse, flora e fauna estariam perdidas.

Esta mesma origem ficou provada pela epidemia das batatas no ano 1846. Se, vez pôr outra, campos de trigo se tornam subitamente chamuscados, é uma prova da prisão de tais espíritos. Acontece também que se atiram sobre vários animais, provocando-lhes epidemias, até mesmo nos peixes.

A própria peste e outras epidemias entre as criaturas é a conseqüência de tais espíritos maldosos que se apossam do físico humano destruindo-o de uma ou de outra forma, tendo como conseqüência a morte natural caso não sejam empregados elementos específicos tais, em Meu Nome, que expulsem esses elementos.

Agora já sabeis se tais espíritos são bons ou maus e para onde vão.
No próximo estudo veremos como eles podem ser banidos, pôr sua inteligência, para a matéria aparentemente morta apossando-se dela quais demônios.

32° CAPÍTULO



A POSSE DA MATÉRIA ATRAVÉS DOS ESPÍRITOS

É de fato difícil imaginar-se que numa gota de chuva, num floco de neve, ou talvez numa pequena nuvem estejam comprimidos vários espíritos, de tal forma a atingirem volume tamanho que os atire para o solo. Porém, uma descrição mais minuciosa esclarecerá este caso.

Não deveis imaginar que o espírito seja amassado com sua alma como se faz com uma folha de papel até tomar a forma de uma bolinha. A forma humana do espírito permanece incólume. Somente a parte psíquica e não sua forma é impelida e comprimida na região do coração, surgindo então sob formações meteorológicas.

São apenas suas tendências materiais que fazem com que um espírito seja impelido com sua alma. São precisamente os espíritos da paz que concatenam os sentidos materiais, tornando-os pesados. Sendo tais tendências ou desejos posse viva do espírito e de sua alma, ambos são atraídos para o ponto central neo-criado, tendo que obedecer à direção exigida.

Imaginai uma forma humana (de películas de tripa de boi) feita de membrana resistente, tornando-se um balão que, igual a um outro, poderia ser preenchido com oxigênio, subindo nas regiões aéreas. Se tal balão preenchido com oxigênio recebesse uma fusão de hidrogênio, naturalmente se tornaria pesado, caindo pôr terra. Como o hidrogênio, porém, não se encontra fora mas sim dentro deste homem de forma de balão, que pela fusão interna do hidrogênio com o oxigênio perdeu sua expansão necessária, este homem também é atraído para o solo. A forma em si nada perdeu, somente enrugou e emagreceu, não podendo equilibrar-se nas regiões mais elevadas. Uma vez no solo, esse conglomerado de água se dissolve através do calor no gás anterior e o homem sobe de novo, liberto de seu invólucro.

Este quadro, conquanto material, representa um quadro espiritual do qual deduzireis que o homem cuja alma tem uma forma espiritual, se condensa no íntimo, torna-se mais pesado, tomando a direção da matéria em si onde a concatenação de seus desejos sensuais é dissolvida pelo fogo do amor desperto na humildade^ podendo posteriormente subir ao local que lhe corresponde.

Elementos maldosos muitas vezes são concatenados para meteoros, caindo como tais ao solo, onde a dissolução é mais demorada do que pela simples aparição dos meteoros acima mencionados. Muitos são mantidos em sua apresentação nos picos das cordilheiras e principalmente nas zonas polares onde passam pôr sua queda. Trata-se naturalmente de espíritos muito maldosos nos quais prevalece muito orgulho, ou seja, uma tendência infernal.

Pôr ora é bastante 'obterdes uma noção clara do como e porque em todas as aparições da natureza, visíveis a olho nu, sempre se oculta algo espiritual.

33° CAPÍTULO
ESPÍRITOS DA NATUREZA E ALMAS HUMANAS
A chuva cai em gotas pequenas e maiores, e o mesmo acontece com a neve. Coisa semelhante sucede com a chuva de pedras as quais, nas montanhas mais elevadas, aparecem como blocos de vários quilos, em número tão enorme de modo a ser dificilmente expressado. Poderia se perguntar: Como sucede isto? se cada gotinha de chuva, cada floco de neve e cada pedra de chuva atrai consigo um espírito? De onde vem esta grande quantidade de espíritos? E se na época de Adão choveu, caiu neve e saraiva, de onde vinham os espíritos, se naquela época não havia na Terra a possibilidade de ter morrido alguém?

O que diz respeito aos 'espíritos de criaturas desencarnadas na Terra, podem eles participar de tais ocorrências, que devem ser aplicadas naqueles seres espirituais que iniciam sua trajetória pela carne. Se, portanto, cai neve, naqueles flocos existem sempre potências espirituais, quer dizer espíritos recém-vindos que se unem às almas libertas da Terra e com elas começam sua caminhada pelo reino da natureza. Trata-se, portanto, não de almas de pessoas desencarnadas, e sim, de certo modo, elementos recém-vindos, onde se poderia afirmar que são aparições novas surgidas do longo sono da matéria telúrica.

Naturalmente pode acontecer que espíritos de pessoas desencarnadas não dispostas a seguir a ordem prescrita sejam de novo repelidos para o mesmo caminho dos recém-vindos. Os novos, porém, continua-m na Terra, onde precisam iniciar sua caminhada, enquanto as almas dos desencarnados voltam, após curta duração de humilhação, o que já se pode observar no mundo natural. Quando chove, a chuva penetra na terra e é absorvida pôr plantas, animais e minerais. Vez pôr outra se observa durante a chuva, ou mesmo após a mesma, o surgir de neblinas esbranquiçadas em zonas mais elevadas. Trata-se de uma parte diminuta de tal chuva que sobe a regiões superiores. É também a parte diminuta de espíritos desencarnados, em comparação àqueles neo-surgidos.

Não existe diferença na apresentação. Há, porém, uma grande diferença entre a espécie desta apresentação e a maneira pela qual o ser espiritual se prende a este fenômeno. Nos espíritos recém-vindos e aparições psíquicas recentes, ambos os elementos estão totalmente encaixados na matéria. É a matéria não apenas um centro de gravidade a atrair o espírito, pois tanto espírito como alma ainda se encontram muito dispersos, de sorte que nem em um milhão de gotas de chuva, de flocos de neve ou pedrinhas de saraiva pode ser semeada na Terra a entidade de um só espírito e sua alma, enquanto que o caso é bem diverso num espírito total, onde somente seus desejos e tendências materiais são concatenados para tal forma material e em seguida participa pôr certo tempo do destino duro com aquelas potências espirituais que iniciam o grande ciclo de libertação sob os fenômenos acima mencionados.

Seria assaz difícil determinar-se em que gota d"água ou floco de neve teria caído um espírito natural ou um totalmente isolado da natureza, pois a aparição é idêntica. Pode ser levado em consideração, todavia, quando o tamanho e o peso sejam maiores. Numa grande pedra de saraiva não raro se encontra um espírito humilhado que já passou seus trâmites terráqueos. Quanto aos fenômenos menores, trata-se geralmente de espíritos da natureza, cujo número é indizível, porque aparecem na Terra divididos em partículas espirituais específicas em número infinito, assim como uma alma total nunca surge da Terra com todos seus específicos espirituais e sim muito divididos; e pôr quê?

Tal divisão tem seu motivo duplo: O primeiro repousa no próprio ser originai onde cada espírito se dividiu até o infinito através de sua tendência de superioridade. O segundo motivo, porque precisamente pôr esta divisão tal espírito original se enfraqueceu até a última gota de sua potência, não podendo, desse fato, executar seus planos orgulhosos.

Tal dispersão do espírito tem semelhança com a confusão idiomática na Babilônia. Da mesma forma que lá os povos foram obrigados a se dispersar, também as noções de tal espírito se dispersaram a ponto de não ser jamais capaz de concatenar um pensamento completo, muito menos qualquer plano.

Pôr este motivo Satanás até hoje se esforça tremendamente a concatenar sua entidade original em almas e espíritos isolados, a fim de reconquistar sua força perdida.

A fim de que isto não lhe seja possível, é ele dividido e disperso pôr toda a Criação e sua força espiritual torna-se matéria e dali transforma-se em elemento psíquico de cada criatura. A cada alma é insuflado algo novo espiritual para que surja de cada partícula um novo ser, idêntico ao ser original que quis se sobrepujar a Deus através do seu orgulho e expansão de idéias. Pôr isto, ele mesmo se fez explodir e dispersou-se no infinito, nada mais sobrando que seu "eu" individual dotado de vontade maldosa. Todas as suas capacidades, todas as suas idéias e inúmeras complementações de noções lhe foram tiradas e são precisamente estas complementações que chegam constantemente aos planetas e na maior parte já se apresentam nos mesmos. Desta forma se dividem em fatores psíquicos e espirituais, porque no psíquico nasce de novo da matéria o "eu" e a consciência própria; e no espírito surge o conhecimento de Deus e é semeado na alma, sem o qual ela, qual planta sem chuva e raios de sol, em breve secaria e feneceria.

Como sabeis, surge na planta a primeira vida psíquica, que não pode progredir se não receber alimento espiritual do ar.

Daí se deduz como e porque tanto fenômeno espiritual desce a Terra em aparições descritas, e também pode ser facilmente compreendido ser desnecessário para tanto que tenham vivido na Terra inúmeras criaturas. Uma coisa, porém, é certa: que muitos ainda deverão viver nela.

Quando, um dia, tudo que é espiritual e psíquico desta Terra estiver esgotado, no lugar da Terra natural surgirá uma Terra puramente espiritual que não será mais composta de espíritos presos e sim de espíritos e almas livres.

O fato de a Terra não consistir somente em almas e espíritos concatenados, já demonstram não somente as aparições meteorológicas sucessivas e sim principalmente aquelas criaturas simples, dotadas do poder de ver fenômenos espirituais e psíquicos, aqueles exércitos inúmeros de espíritos da água, da terra, das montanhas e do ar que em todos os tempos foram vistos pôr um ou outro.

O mundo intelectual naturalmente nada disto vê. Mas, também não vê outras coisas mais próximas e mais necessárias, quais sejam os espíritos presos na matéria telúrica. Ainda- assim, fé ou descrença dos intelectuais não fazem desaparecer as coisas originais, e o pássaro domina os ares tanto quanto ele o fez em épocas remotas muito embora não tivesse passado pôr testes rigorosos numa universidade de Paris, na matéria de Aerostática.

Assim, também hoje ainda existem muitas pessoas simples que, em sua simplicidade, vêem mais e sabem mais do que uma Faculdade especificada. Existem alguns sábios que não o duvidam, todavia não chegam à visão. A isto ainda podemos acrescentar algumas noções muito úteis, tornando-se fácil lançar um golpe de vista -espiritual sobre toda a Terra espiritual.

Este ambiente é sumamente fértil e rico em todas as coisas. O espírito saboreia tudo em plenitude e a fome de qualquer coisa está longe dele, e neste saborear o espírito absorve paulatinamente o que ainda ficou preso à sua natureza na Terra. Tais resultados e regiões são formados de uma maneira reflexa, surgindo da Terra. O espírito descobre o que lhe é afim. absorve-o em sua consciência e através dela passa a ter uma verdadeira visão daquilo que é dele, saboreia-o, integrando-o finalmente em si. Quando, deste modo^ ele nada deve à Terra, tampouco ela é sua devedora, ele terá alcançado a solidificação total e poderá ser aceito no Reino do Céu, para seu maior aperfeiçoamento.

Podem existir espíritos que deixaram algo seu em outros corpos cósmicos. Então também se elevam para as esferas daqueles planetas, de onde absorveram seu específico principal ou já viveram fisicamente, para apanhar o que lhes pertence. Tudo isto no caminho do amor, que é o único princípio de atração. Isto tudo tem que ocorrer pela livre escolha, na qual cada espírito procura recolher o que é Meu, para devolvê-lo, através do seu grande amor para Comigo.
34° CAPÍTULO



1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   16


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal