A terra e a lua


PROFETAS VERDADEIROS E PROFETAS FALSOS



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PROFETAS VERDADEIROS E PROFETAS FALSOS
Alguém ainda poderia perguntar: Devo dar crédito a um renascido, se predisser coisas futuras? — Respondo: Se ele disser: fazei isto!, então obedecei. Mas se disser: Isto ou aquilo sucederá!, sem acrescentar a palavra "se", então não deve ser acreditado. Tudo que acontece e deve acontecer, dá-se condicionalmente, portanto nunca pode ser feita uma predição irrevogável. Pois se assim fosse, o mundo estaria no pior julgamento e toda liberdade estaria perdida. O renascido sabe disto e teria que mentir caso profetizasse de modo contrário à sua consciência, predizendo algo com toda segurança.

Eu Mesmo fui o primeiro Profeta no mundo; quem poderia provar que tivesse predito algo, com exceção de Minha Ressurreição? Afirmei que morreria e ressuscitaria no terceiro dia; mas ninguém foi informado da hora antecipadamente.

Também predisse Minha nova Chegada, com a ressalva: Ninguém sabe do tempo e da hora senão Eu apenas e aquele a quem Eu revelar. Portanto também já revelei Minha Chegada, não respeitando horário e tempo, mas em virtude dos sinais em que se reconheceria Minha Descida.

Tudo aquilo que os profetas predisseram era igualmente condicional a fim de que ninguém fosse julgado, mas tivesse a liberdade de fazer aquilo que impedisse o julgamento ou desrespeitar o conselho e ser julgado.

Jeremias profetizou durante anos e às vezes aguardava reclamando amargamente o acontecimento predito. Aquilo que ele dizia- para o dia seguinte, acontecia somente após anos e com relação da prisão babilônica que durou 70 anos, ela teve que esperar durante 23 anos.

Jonas esperou em vão pela ruína de Nínive de sorte que no final Me fez reprimendas em virtude de Minha Bondade. A causa de tudo isso se baseia no comportamento dos homens. Se lhes é feita a ameaça de um julgamento, mas eles se modificam — ao menos alguns — o julgamento é sustado.

Se entre cem mil pessoas somente dez se tornam justas, Eu pouparei a todas. E se entre um milhão se encontrarem cem justos, Eu os pouparei em virtude dos cem.

Se o número de justos ainda for maior, o julgamento é ainda mais facilmente sustado e em vez de um julgamento geral, somente um especial atingirá os mais renitentes. Havendo número menor, o julgamento não será impedido após várias admoestações.

Por esta explicação 'e neste sentido pode e deve apenas um renascido profetizar acontecimentos futuros. Se as profecias não tiverem esse aspecto, então eram falsas e o profeta não era nem renascido nem escolhido, mas fez aquilo de própria autoria para o que também receberá seu pagamento. Mesmo que Me disser no além: Senhor, isto tudo eu fiz em Teu Nome para Tua Honra!, Eu lhe responderei: Afasta-te, pois nunca te conheci!, quer dizer, como profeta e escolhido para profetizar em Meu Nome. Será comparável a um que prediz por dinheiro, e serve a Deus e O adora pelo mesmo motivo. Esse já recebeu sua paga e nada mais tenho a ver com ele. Foi sempre um profeta falso e servo do dinheiro e de Beelzebub.

Se Eu escolho alguém para profetizar, não deve ser atrevido acrescentando ou omitindo alguma coisa. Por isto não é um negócio fácil a pessoa ser profeta e quem o faz por conta própria outorgando condenação divina, é uma criatura perigosa.

Como tal receberá o julgamento pelo qual condenou seus irmãos. Quem amaldiçoar alguém será amaldiçoado e quem condenar será condenado. Quem condenar ao inferno, lá encontrará sua condenação. Quem condenar com a morte, encontrará a morte. Quem o fizer com a espada, será vitimado por ela- Quem julgar e condenar com as trevas, será expulso às piores trevas onde haverá choro e ranger de dentes.

Quem afirmar que possui o Poder de Mim para julgar, classifico de mentiroso desde Eternidades. Conferi aos Meus discípulos renascidos e apóstolos somente o Poder no máximo Amor ao próximo, correspondente ao Amor para Comigo. Esse máximo grau de amor ao próximo é Meu Espírito no coração do renascido como também nos que acreditam em Mim, amam-Me e a seus irmãos por Minha Causa. Pela terça deste amor, Meu Espírito no homem, cada um tem o dever de perdoar seus inimigos quantas vezes quiser, e assim terá também ele o mesmo perdão em todos os Céus.

Existindo um adversário perverso no qual todo perdão não frutificou, o outro deve dizer: Que o Senhor te pague segundo tuas obras! — e nisto consiste a prevenção do pecado.
Seria tal prerrogativa um ofício judicial? — Não, é apenas o pleno poder do máximo amor, semelhante ao Meu Divino, mas nunca um ofício judicial que Eu Mesmo afastei de Mim e por isso mesmo não concedi a um homem.

Entre os judeus somente o sumo-sacerdote podia perdoar um pecado cometido por alguém, e ainda assim somente em épocas determinadas e por certas oferendas. Duas criaturas que haviam provocado prejuízos recíprocos continuavam inimigas até que o sacerdote e a oferenda as apaziguasse.

Quão prejudicial era tal circunstância — da falsa compreensão da lei — para pessoas que não raro viviam há vários dias de marcha distantes de Jerusalém! A fim de enfrentar os antigos abusos da lei e aliviar o peso dos homens, dei a todos os homens o máximo poder do amor para que pudessem se perdoar de coração e que tal perdão fosse válido também em todos os Céus.

Quem poderia deduzir um privilégio que um juiz pudesse se outorgar? Se Eu Mesmo tivesse feito isto, teria contradito a Mim Mesmo se de um lado condeno todo julgamento, mas do outro lado ordenasse essa condição imprescindível para a bem-aventurança.

Se Eu afirmei: Tomai o Espírito Santo!, isto quer dizer para sempre: Aceitai o máximo Poder do Amor Divino. Tudo que desatardes na Terra, deverá ser desatado e dispensa qualquer oferenda e sacerdote. O que prendeis ao vosso coração e ligais no mundo, deve ser também unido no Céu.

Nesse caso não se deve entender no "desatar e ligar", o perdão e prevenção de um pecado, pois o desatar é uma libertação e o ligar a aceitação. Se alguém Me deve algo, de homem para homem, um pode libertar o outro de sua culpa. Se um pagão tem uma dívida para com um cristão, este o pode libertar e aceitá-lo na comunidade ou prendê-lo no coração pelo Poder do Amor. Tal direito cabe a qualquer cristão que crê em Mim, Me ama e foi batizado em Meu nome, sem precisar dirigir-se ao sacerdote a quem antigamente assistia o exclusivo direito de aceitar pagãos no judaísmo, através da circuncisão.

Onde existir tal jurisdição antiga, tal acontece contra Minha Ordem e quem participa se julga na suposição de Se libertar de seus pecados caso se tiver deixado condenar livremente. Como pode um terceiro dispensar uma culpa que um segundo deve ao primeiro? O primeiro pode dispensar o segundo, mas o terceiro, nunca. O último pode, caso os contendores forem criaturas tolas, fazer o amigo juiz e apaziguar ambos com bons conselhos. Nunca porém poderá perdoar os pecados, — a não ser que o crente em Deus o tivesse autorizado para tanto.

Se Jacó, inspirado pelo Meu Espírito, recomenda uma confissão recíproca, não se deve supor uma confissão, mas um entendimento pela internação íntima de ambas as partes, para deste modo proporcionar uma defesa contra sua própria fraqueza. Para tanto não se necessita de sagrações sacerdotais e o apostolado é uma escola de irmãos e não uma pompa hebraica e pagã de ouro, prata e pedras preciosas.

Nunca foi intenção de Jacó que os professores da congregação se mostrassem com grande aparato, pois aconselhou apenas uma confissão fraternal. Além do recurso médico ele pretendia alcançar também a humilhação de ambas, as partes e que nenhum irmão se julgasse melhor que o outro, mas deveria ser semelhante ao humilde publicano.

Trata-se portanto de um conselho dado aos apóstolos para o seguinte caso: Se pessoas ignorantes cometeram qualquer pecado em seus irmãos, mas estes morreram física ou espiritualmente — onde não se pode falar de uma desistência da culpa contra seus adversários — um terceiro pode procurá-los e apagar sua pretensa grande dívida. Então terá praticado um ato de Misericórdia cristã, mormente se os conduz junto a Mim. Em todos os demais casos, um terceiro não se deve jamais intrometer como apaziguador de culpas entre dois irmãos. Se isto fizer, todo pecado cairá sobre ele, porque quis condená-los em vez de melhorá-los.

72.° CAPÍTULO
O PERDÃO DOS PECADOS E A ICONOLATRIA

Alguns dos filósofos modernos — que Me tomam também apenas por filósofos — afirmam que toda pessoa no sentido cristão tem o direito de perdoar os pecados porque eU, Fundador dessa Doutrina, também o fiz principalmente a pessoas que nunca Me haviam ofendido'.

Então respondo mais ou menos aquilo que disse aos judeus que haviam colocado a adúltera diante de Mim: Quem de vós estiver isento de pecado pode agir desse modo e tal ação será aceita em todos os Céus.

Como Eu estivesse totalmente isento de pecados, podia perdoá-los a todos. Mas quem não estiver livre de pecados e acolhendo dentro de si o pecado da geração hereditariamente, não pode perdoá-los.

Estar isento de pecado quer dizer: encontrar-se no máximo grau de humildade e amor. A Lei de Deus deve ser a própria natureza de tal pessoa. Sua carne deve ter praticado a renúncia a todos os desejos, desde criança, a fim de que a Força Divina possa morar totalmente dentro dela. Neste caso, tal pessoa pode dizer a alguém: Teus pecados te são perdoados, e assim será.

Mas aí não é o homem a perdoar os mesmos, mas exclusivamente a Força Divina, capaz de apaziguar e reconciliar os que pecaram reciprocamente, isto é, penetrar seus corações com seu fogo divino e assim sufocar todo ódio, orgulho e inveja. Subentende-se que isto só pode ser feito pela Força de Deus, razão porque o homem só pode dizer para Deus:

"Senhor, perdoa meus pecados praticados em muitos que agora não posso procurar mais para pedir-lhes perdão. A Teu Poder, Senhor, é reservado eternamente realizar em verdade aquilo que desejo fazer, mas que já não posso mais."

Somente a Força Divina pode remir os pecados entre pessoas que, em razão do falecimento de uma delas não conseguem ter um encontro final ou devido a distância, apenas por cartas frias. Em tais casos só Deus pode perdoar as faltas, muito embora um homem de boa vontade possa colher um mérito em Meu Nome. Conquanto não tenha direito de remir as faltas por ser ele mesmo um grande faltoso, praticando uma obra de misericórdia ele oferece um gole de água fresca e fortificadora que não lhe será esquecido.

Não pretendo criticar o uso comum de uma pessoa confessar a um sacerdote seus erros e pecados em busca de consolo e promessa que lhe sejam remidos os pecados caso tenha o firme propósito de não repeti-los e reparar o mal feito aos irmãos.

Tal sacerdote será bem-visto por Mim. De fato não é preciso que seja um religioso; mas se um sacerdote deseja ser doador da ceia divina, pode assumir o papel do mordomo infiel na medida .prescrita acima, sem criticar a mesma ação feita por outro, na hipótese que também seja praticada segundo a Ordem certa. Porém se um mordomo injusto julga possuir exclusivamente a Força e o Poder de remir os pecados, não agindo dentro da Ordem, mas pelo contrário ainda se deixa intitular de "representante de Deus", — é um malfeitor porque se posta diante dos portais do Céu, não querendo ele mesmo entrar nem deixar que outros entrem.

Tal pessoa se assemelha aos fariseus, escribas e sacerdotes dos judeus que impunham os maiores tributos ao povo a fim de que este pudesse ingressar no Céu, enquanto eles mesmos não mexiam um dedo sequer. Trancam as portas do Céu, enxotam os que queiram entrar com ira infernal e também não pretendem ingressar. Por tal motivo receberão maior condenação, conforme consta.

A essa categoria fazem parte os falsos profetas que pregam com rigor que os fiéis deveriam empreender uma peregrinação para determinada imagem sem esquecerem uma dádiva em dinheiro. Tal imagem geralmente representa a Virgem Maria que garante o perdão dos pecados e ainda outros benefícios em seu lar.

A tais falsos profetas prometo seu prêmio merecido. Nada sabem e também não querem se instruir sobre a maneira pela qual se deve adorar Deus em Espírito e Verdade. São apenas servos privilegiados do dinheiro. A imagem, malfeita e sem estética, lhes vale mais que Deus, pois lhes proporciona sustento, mas Deus tal não faz, pois é em toda parte o Mesmo.

Todos estes receberão o prêmio dos fariseus. E os que ensinam essa fé tola e induzem o povo à adoração das imagens, são perfeitos anti-cristos e falsos profetas dos quais todos se devem proteger, pois entendem seduzir a massa por meio de obras "milagrosas" e assim matar seu espírito. Jamais deveis visitar tais localidades, pois estão cheias de peste transmissora.

Não imagineis que lá alguém possa encontrar socorro para seus males, pois somente Eu posso ajudar e sou inimigo de tal paganismo. Como poderia Eu transmitir a uma imagem feita de madeira ou papelão uma força milagrosa? Se quisesse dar tal força a alguém deveria se tratar de uma pessoa íntegra, e não uma obra feita de madeira muito mais inferior que um irracional que possui vida e movimento.

Os pagãos engendravam tais figuras de metal, madeira e pedra porque desconheciam o Verdadeiro Deus, portanto existia uma necessidade íntima de agirem deste modo. A Humanidade de hoje possui 'e conhece Deus sabendo que Ele é o Senhor Único, — no entanto adora-O numa imagem. Aos tolos não será levado em conta sua tolice, muito mais porém levarão castigo os que enxergam mas não querem ver e apagam a Luz onde Ela estiver.

73° CAPÍTULO
A FÉ CARITATIVA
Isto serve para todas as seitas e confissões, pois onde não se prega o Cristo em Espírito e Verdade, existe falso profetismo no lugar da verdadeira Igreja. Se alguma seita afirma: Não alimentamos imagens, portanto nossa doutrina deve ser a mais pura!, respondo: a Imagem não decide coisa alguma, mas a atitude segundo a doutrina. Purificar-se uma religião de práticas cerimoniosas a fim de torná-la mais prestável à pura razão, nada mais é que discutir-se constante-mente.

Uma igreja dotada de alguma norma na qual os fiéis encontram qualquer socorro é melhor que uma outra na qual só se discute e critica. Seus confessores são criaturas ociosas sem a menor vontade de ajudar os que precisam ser amparados.

Eis o quadro de muitas confissões. Apenas reparam e criticam em suas prédicas e condenam os oponentes, e os ridicularizam dizendo: Vinde aqui para tirarmos o argueiro dos olhos! mas não se apercebem da trave de seus próprios olhos. É bem verdade que existem milhares de abusos na Igreja Católica; mas também apresenta muita coisa boa quando prega o amor e a humildade. E se alguém seguir apenas isto, não se perderá.

Que direi de uma seita que apenas prega a fé e desconsidera as obras? Está escrito que uma fé sem obras é morta e Eu Mesmo afirmei muitas vezes: Não sejais apenas ouvintes, mas praticantes de Meu Verbo! De que adianta à Terra a luz do sol, se não estiver ligada ao calor? De que servem todos os conhecimentos e ciências ao homem, se não os emprega?

A fé mais firme sem obras é comparável a um homem que num quarto frio pretende se cobrir com pensamentos de calor. Assim como tal cobertor de pensamentos de nada serve, o mesmo acontece à fé sem obras, pois ela é o órgão assimilador de uma doutrina que incita a certa atividade. As regras da música de nada adiantam ao discípulo caso não for capaz de executar o mais simples estudo. Tal detentor de regras musicais é tão tolo que critica todo artista como se ele mesmo estivesse em condições de apresentar algo fenomenal. Então digo: prefiro um músico de rua a tal crítico que nada sabe, mas pretende julgar a todos.

Assim também prefiro uma Igreja onde acontece algo em favor dos fiéis, a uma que apenas prega sem ajuda direta. É melhor se dar um pedaço de pão a alguém a fazer mil planos para o sustento dos pobres, sem ajudá-los diretamente. Quem quiser viver bem, poderá fazê-lo em qualquer igreja. A regra principal é: Analisai tudo e conservai o que é bom.

Se tiverdes dado um banho a uma criança, despejai apenas a água, conservando a criança, — que é o amor. Não aconselho à pessoa: torna-te um católico, ou um protestante etc., pois deve continuar o que é, caso assim o quiser. Que seja um cristão ativo em Espírito e Verdade, pois todos podem possuir a Palavra de Deus, quando quiserem.

Não sou qual patriarca, nem como o Papa, nem como um bispo, — Sou qual Pai sumamente Bom e Justo de todos os Meus filhos e Me alegro quando são ativos e competem no amor. Mas não sinto satisfação se cada um deseja ser o mais sábio e infalível em virtude de sua discussão constante.

Meu Reino é um Reino da máxima energia, e não do pior ócio petulante. Não recomendei aos apóstolos: Ficai em casa, pensai e meditai acerca de Minha Doutrinai, mas sim: Segui para todo o mundo e pregai a salvação!

O mesmo digo a todos os bem-aventurados. Lá é preciso ser ativo, pois sempre a colheita é maior que o número dos operários. Por isso é preferível ser ativo em qualquer congregação do que ser apenas membro de uma crença sem atividade, — agir segundo Minha Doutrina é certamente infinitamente melhor que saber de cor a Bíblia toda e apenas crer.

O simples crente é comparável àquele que enterrou seu talento. Se alguém tiver poucos conhecimentos mas os puser em prática, pode ser comparado ao que mantinha ordem sobre o pequeno quinhão e posteriormente recebeu uma tarefa importante.

Agora sabeis o que fazer para vos tornardes criaturas justas. Tudo foi explicado no que diz respeito à sua atividade e o que deveis evitar, portanto foi' esgotado esse assunto.


A LUA”

1.° CAPÍTULO
NATUREZA E FINALIDADE DA LUA
No que diz respeito à Lua, é ela um corpo sólido e de certo modo uma filha da Terra, quer dizer, é formada das partes terráqueas. Foi criada a fim de captar a força magnética da Terra, devolvendo-a segundo a necessidade de nosso planeta, razão por que seus trâmites em redor do mesmo são tão extensos e Se condicionam à maior ou menor quantidade de magnetismo na Terra. Em contraposição, o percurso da Lua, portadora desse elemento, se condiciona à necessidade da Terra. Essa é a função principal da Lua.

Se um planeta for menor que a Terra, não necessita de Lua. Em lugar dela agem montanhas muito altas, como por exemplo em Vênus, Mercúrio, Marte e alguns outros planetas muito menores. Quanto aos maiores, precisam ser providos de uma ou várias luas a fim de prestar o serviço acima.

Na Lua também existem criaturas e inúmeros outros seres, com a diferença que nenhuma lua é habitada do lado voltado para a Terra, mas sempre do lado oposto, pois o lado voltado para o planeta não dispõe de ar, água nem fogo com tudo necessário para a vida orgânica.

A razão é a seguinte: Nenhuma lua pode ter rotação em torno do próprio eixo porque a atração de qualquer planeta na distância de sua lua é por demais forte. Se a lua possuísse uma rotação em torno de seu eixo, por mais vagarosa que fosse, a força- de atração do planeta aumentaria com relação à do próprio planeta, isto é, caso a lua em sua rotação Se aproximasse da rotação telúrica a ponto de girar ao mesmo tempo em torno de seu eixo como o planeta, em breve uma parte da lua Se soltaria caindo sobre a Terra.

Uma rotação tão vagarosa como a do planeta não teria utilidade para a lua com relação à distribuição do ar, da água e do fogo, e tudo seria como agora é a situação do lado oposto da lua. Água, ar e fogo tem que ser movimentados com uma velocidade relativa através das montanhas. Do contrário tais elementos tão necessários no lado oposto da Terra se acumulariam em virtude da força centrífuga e de seu próprio peso.

Se isso acontecesse quem poderia viver em tal planeta? A pessoa viveria apenas tanto tempo em que se encontrasse debaixo da camada de ar e água. Tão logo o planeta saísse dessa faixa, sufocaria no espaço livre de oxigênio, caso não se afogasse antes debaixo da camada de água.

O mesmo aconteceria com a lua. Se tivesse uma rotação tão vagarosa como a Terra, necessitaria de uma rotação cinco vezes mais veloz em torno de seu eixo a fim de distribuir o ar, a água e o fogo na sua superfície, isto é, em 24 horas terráqueas ela teria que girar cinco vezes em torno de seu eixo o que teria como conseqüência a total destruição da lua dentro de cinco anos e a Terra estaria coberta de partículas da Lua. O efeito que a queda de tais massas produziria sobre a Terra não precisa ser especialmente analisado. Digo apenas que ninguém ficaria com vida.

Levando em consideração essa explicação entendereis porque a Lua não possui rotação e também continua sempre voltada para o mesmo lado. A fim de compreenderdes totalmente a Lua e sua possibilidade habitacional, é preciso saber que a Lua só é Lua do lado voltado à Terra. Do lado oposto, não é Lua, mas um continente sólido. A primeira parte não é sólida, mas muito solta, quase semelhante a uma espuma marítima endurecida, cujas partes mais concretas se apresentam quais montanhas, a as mais moles se afundam para o centro do planeta, em forma de nichos e funis. Em alguns se encontra alguma atmosfera que ainda não conseguiu evaporar, e, olhada por telescópios possantes dão impressão de água. Todos os pontos mais elevados como também funis menos profundos não tem ar, mas apenas éter igual ao que se encontra entre o Sol e os planetas.

Essa parte da Lua não é habitada por seres orgânicos, pois seus moradores são de espécie espiritual, que em vida eram materialistas e foram banidos para lá para sua regeneração podendo assim saturar-Se com a visão da Terra. Se, após longos períodos de tal contemplação, percebem que isto não lhes traz frutos e dando atenção aos professores enviados, os de boa vontade serão levados para um degrau mais elevado e de liberdade feliz. Os menos obedientes, recebem outro físico na Lua onde vivem com muita dificuldade de sustento. Têm que enfrentar frio intenso e escuridão, além disto, suportarão um calor incrível, pois lá uma noite dura quase 14 dias terráqueos e o dia também. Chegando a noite, o frio é tão intenso como no Pólo Norte, e ao meio dia e no final do mesmo tão quente que nenhuma criatura suportaria a permanência na superfície.

Tais habitantes como todos os demais seres orgânicos moram dentro da terra.

Nessas habitações subterrâneas eles têm que passar metade do dia e da noite. Lá não existem cidades e casas, pois suas habitações se acham na profundeza da terra lunar como também nas fendas e grutas. Não existem árvores, somente raízes, como batatas, cenouras e nabos. Tais vegetais são plantados no começo do dia e colhidos à noite. Quando começa o crepúsculo, as criaturas aparecem de suas grutas, colhem os produtos e os guardam no subterrâneo, alimentando-Se dia e noite. Entre os animais caseiros da Terra só se vê ovelhas que para os habitantes é o mesmo que a rena dos habitantes nórdicos.

Nos rios e lagos, muito comuns na Lua, existem bichos aquáticos; pequenos pássaros, insetos e outros bichinhos de um, dois e quatro pés, cuja finalidade será descrita mais tarde.

Precavei-vos de não vos tornardes futuros habitantes desse planeta tão pobre, pois essa escola de brilho amarelo é muito cansativa e seria preferível morrer-Se 14 vezes num dia na Terra, a viver na Lua por um dia apenas. Seus habitantes passam pior que os enterrados na Terra que ignoram sua morte. Mas os habitantes da Lua têm que viver em suas sepulturas e muitas vezes são soterrados por avalanches ou súbitas inundações.

Meditai sobre o que foi dito para reconhecerdes a primavera de vossa vida e uma vez desvendada a Lua, perceberdes um Sinal importante do Filho do Homem no Céu.


2.° CAPÍTULO


AS CRIATURAS NA LUA

As criaturas da Lua são de ambos os sexos, mas foram criadas mil anos mais tarde que a própria Terra, através de um anjo. Seu tamanho natural não ultrapassa dois pés e têm grande semelhança com os anões nórdicos. Possuem uma barriga grande com dupla finalidade: uma, serve para a digestão dos alimentos através do estômago comum, a outra, por meio de um segundo estômago acumula uma espécie de gás muito leve que proporciona três vantagens.

A primeira é que tal gás é tão leve que, não existindo madeira para construção de pontes sobre os rios, facilmente conseguem saltar sobre os mesmos.

Caso tais rios forem muito largos e também havendo mares interiores, podem quais peixes nadar sobre a superfície. Esta a primeira vantagem.

A segunda consiste na produção de uma espécie de pequenos estalos através da expulsão desse gás, com os quais se comunicam nos recintos subterrâneos. Aproveitam o mesmo também para linguagem mais forte, que aliás é muito reduzida. Sua linguagem é sumamente fraca e calma, e o seu uso proporciona aos habitantes da Lua uma melhora para o espírito preso. O próprio habitante lunar tem repugnância dessa linguagem. Mas se o espírito evolui aos poucos, a alma dele se afeiçoa ao espírito terráqueo que lá encarnou, até que ambos se unem o que provoca geralmente uma morte indolor do corpo lunar.

A terceira vantagem desse gás estomacal é a possibilidade de se aquecerem através do soltar constante do mesmo no frio noturno. Como as habitações são de tal forma escavadas a se semelharem a um grande sino cuja entrada é feita no solo por uma escada, o gás expelido se acumula debaixo do sino e aquece o ambiente e impede a penetração do ar congelado de fora. O ar atmosférico é apenas assimilado pelo gás à medida que é imprescindível para a vida física.

Outra peculiaridade dessas criaturas é sua dupla visão. A primeira é comum à vossa; a outra, lhes faculta a visão no escuro, qualidade inerente em certos animais na Terra como também em pessoas cuja pupila é vermelha igual a dos coelhos. Outra faculdade é a audição muito apurada, ouvindo eles o mais leve ruído a longa distância, razão por que suas orelhas são maiores e mais compactas.

O sexo masculino é muito mais forte que o feminino, não na relação telúrica, mas como a força de uma criança de dez anos comparada a de um homem forte. Por esse motivo os homens da Lua são muito carinhosos e carregam suas mulheres não somente na palma das mãos, mas nos ombros deixando que os pés caiam pelo lado do pescoço dando impressão de se verem duas pessoas superpostas.

A mulher não deve executar o menor trabalho e é alimentada. pelo marido, quer dizer, ele mastiga primeiro o alimento para passá-lo para a boca da companheira. Ela só desce dos ombros dele para suas necessidades e em estado de gestação. Ela só procria duas vezes em toda vida; uma vez de dia e outra de noite, e dá à luz sempre 4 filhos vivos, no dia 2 homens e na noite 2 meninas. As crianças andam imediatamente e os garotos são logo habituados a carregarem suas mulheres futuras. É fato natural que as crianças morrem pequenas, mas são absorvidas por espíritos estranhos após alcançarem cem anos e mais ainda. ,

Todos os habitantes da lua têm a dupla visão e são ensinados internamente por espíritos enviados, a respeito do Conhecimento de Deus.

O ensino que recebem dos espíritos angelicais é igualmente um ensino para o espírito que veio da Terra, de sorte que a alma lunar repara o dano que a criatura cometeu na Terra em virtude de seu materialismo excessivo. Assim, uma criatura regenerada na Lua possui uma alma remendada e há de se diferenciar para sempre dos espíritos perfeitos e puros. Não poderá jamais penetrar em suas comunidades livres, mas será obrigada a se manter como a Lua comparada à Terra que a acompanha constantemente, mas nunca se poderá aproximar dela como o fazem amigos entre si.

Todos os espíritos que não precisaram ser levados a uma criatura da Lua a fim de que se regenerassem e que, como espíritos, já tiveram o maior asco da Terra, são levados a regiões mais elevadas podendo ser aceitos no reino das crianças, a máxima escala de felicidade para eles. Subir além, seria impossível, pois sua propriedade limitada seria incapaz de suportar um degrau mais elevado, tão pouco o seria possível a um homem da Terra viver no éter mais rarefeito.

Eis o destino dos materialistas. Quem não renunciar ao mundo por Amor a Mim, mas necessitar de processos de expulsão obrigatórias em virtude de Minha grande Misericórdia, não agiu livremente, portanto é escravo. Quem poderia considerar uma atitude de um escravo como de mérito próprio? Se um escravo cumpre sua condição obrigatória, sua ação é tão meritória que se lhe oferece um pão para ele viver, à medida que tiver trabalhado sob certa coação.

Dessa explicação podeis deduzir perfeitamente porque tais seres são incapazes de uma felicidade maior que as crianças ao passarem da vida terrena à espiritual, e ainda assim nada mais são que escravos da obediência cega.

3.° CAPÍTULO



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