A linguagem do Corpo



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Encontro17.02.2018
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A linguagem do corpo


Uma imagem vale mais do que mil palavras.
A linguagem corporal ocupa um lugar de destaque em nossa sociedade, mas qual é esse papel? Qual é a importância dessa linguagem para os profissionais das ciências humanas? Vejamos...
O corpo, segundo os especialistas em comunicação não-verbal, fala uma linguagem que é mais sincera do que as palavras. Através de nosso olhar, de nossa postura corporal, de nossos gestos o nosso corpo transmite muito mais do que através de meras palavras.
Ray Birdwhistell, professor da Universidade de Pennsylvania em 1970 concluiu, através de seus estudos que a relevância das palavras em uma interação entre pessoas é apenas indireta, pois grande parte da comunicação processa-se em um nível abaixo da consciência.
Segundo esse autor, apenas 35% do significado social de uma conversa corresponde às palavras pronunciadas, os outros 65% seriam correspondentes aos canais de comunicação não-verbal. Birdwhistell, calculou que cada [indivíduo] emprega o uso de somente 12 minutos por dia de comunicação através das palavras, tornando assim a importância dos gestos não-verbais tal que um observador com uma grande prática seria capaz de averiguar qual o gesto que a pessoa está fazendo somente ouvindo a sua voz.
Investigações de Appebaum e colaboradores mostraram que a percentagem de comunicação não-verbal na transmissão de qualquer mensagem, em uma interação entre indivíduos, é muito elevada. Tal como, nos estudos de Mehrabian, que indicam que a comunicação verbal é responsável apenas por 7% da eficácia da comunicação, o para-verbal por 38% e o não-verbal pelos 55% restantes.
Segundo o Professor Paul Ekman, todos os povos possuem o uso dos mesmos gestos faciais básicos para expressar a alegria, a tristeza, o ódio, o amor, o medo, a vergonha, a surpresa. Contudo, em culturas diferentes existem diferentes sistemas não-verbais distintos, vejamos: a mão fechada com o polegar para cima em Portugal quer dizer tudo bem, na Alemanha significa o número 1, já no Japão designa o número 5, na Arábia Saudita indica que estou a ganhar [...].
Os especialistas no estudo da comunicação não-verbal concordam especialmente no seguinte ponto: não é possível comunicar fingindo a linguagem corporal, podemos mentir através das palavras. Contudo, nossos gestos corporais serão nosso maior incriminador.
Em algumas ocasiões, aprende-se a submeter a expressividade para conseguir obter uma sensação concreta, por exemplo, em um concurso de beleza, em uma prova de xadrez, na marcação de um [pênalti], em um discurso político, nesses casos, muitas vezes, as palavras, nossos gestos ou nossas posturas são utilizados para transmitir determinados indicadores, com uma determinada finalidade específica. Contudo, podem não demonstrar verdadeiramente os sentimentos íntimos.
Argyle, estudioso e pesquisador dos comportamentos não-verbais, ao abordar o sistema não-verbal, distingue os seguintes canais que são: o contacto físico; a proximidade; a orientação; a aparência; os movimentos da cabeça; a expressão facial; os gestos; a postura; o movimento dos olhos e contato visual e, por último, os códigos para [lingüísticos].
Assim estudos e pesquisas desenvolvidos por investigadores de diferentes áreas colocam em destaque a importância e o interesse com que a expressividade humana tem vindo a ser estudada. Enviar, receber e perceber sinais não-verbais são processos independentes, que ocorrem sem que se tenha, na maioria destes comportamentos, a consciência de sua causa ou do que está a acontecer. Esses processos são naturais, mas podem tornar-se habilidades. A aquisição de conhecimentos teóricos sobre a comunicação não-verbal, bem como a habilidade de enviar ou receber sinais não-verbais estão estreitamente relacionados com a atuação profissional do indivíduo na sociedade.
Essas habilidades associadas ao conhecimento de conteúdos da área de comunicação não-verbal são importantes para o crescimento da competência social dos indivíduos, em sua atuação profissional e em sua vida.
Para os profissionais das ciências humanas, é importante conhecer e perceber os canais da comunicação não verbal, porque só assim conhecerão, verdadeiramente, o outro, porque o corpo tem uma linguagem própria, uma linguagem que é muda, mas uma linguagem tão expressiva que comunica mais do que as palavras. Se as palavras podem ser ambíguas, nossa linguagem corporal raramente o é. Conhecer a linguagem não-verbal é conhecer-se a si próprio como ser humano, conhecer o que expressa a linguagem corporal, ajuda a [perceber] mais sobre si mesmo e sobre as relações com os outros.
De uma forma ou de outra, é certo que, em qualquer situação comunicativa, a comunicação não-verbal é inevitável, por isso, enquanto nos basearmos em padrões e estereótipos sociais, não conheceremos verdadeiramente os outros.
Fonte

A LINGUAGEM do corpo. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2017.








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