A histamina como reveladora de lesões "inaparentes" flávio maurano do Sanatório Padre Bento



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A HISTAMINA COMO REVELADORA DE LESÕES
"INAPARENTES"


FLÁVIO MAURANO
Do Sanatório Padre Bento
Nelson de Souza Campos fazendo uma cuidadosa investigação sôbre o emprêgo da histamina nas máculas leprosas, concluíu pela ex­celência desta prova no diagnóstico.

Excluídas as causas de falseamento da leitura da reação, a ne­gatividade é explicada pela invasão e degeneração dos filetes ner­vosos.

Como agiria, pois, a histamina nas chamadas lesões "inaparen­tes" cuja histologia evidencia acometimento nervoso?

Por êsse motivo resolvemos empregá-la nas lesões "inaparentes" da chamada lepra difusa, reveladas quer pelo exame histológico (es­trutura lepromatosa) quer pela coloração pelo azul de metileno ou quer apresentassem perturbações da sensibilidade revelável pelos meios habituais de pesquisa e enfim pela combinação dos vários métodos enunciados.

Eis o que verificamos em três casos observados.

1.° — Paralelismo entre a histologia (lepromatosa), anestesia e histamina negativa nessas lesões.

2° — Num caso em que não houve práticamente coloração azul pelo A. M. a-pesar-da histologia positiva para lepra e dos desvios cutâ­neos segundo a tabela comparativa com a pele normal constante em nosso artigo inicial sobre lepra difusa (1) ao referir-nos ao caso M. T., houve completa negatividade para a histamina.

Em um dos casos houve mais tarde na pele em que notamos êsse paralelismo, o aparecimento de máculas pequenas e fulvas.



(1) Lepra cutânea difusa. Nossos primeiros estudos acérca da questão. R. B. L. Rev. Brasil. de Leprol. N. E., 1938.

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SUMÁRIO

Atribuindo-se a negatividade da histamina a lesões dos nervos da pele re­solvemos empregar a histamina nas chamadas "lesões inaparentes" e ver seu com­portamento.



Cetras lesões "inaparentes" portavam-se como pele normal principalmente nas do rosto.

Notável foi o paralelismo que observamos em dois casos em que havia ex­tensas zonas anestésicas com exame histológico positivo sem antes haver exis­tido lesões típicas e que, no momento do exame, apresentavam já alguns ele­mentos (máculas fulvas) (lepromides maculosas). A histamina nesses casos ficou muda. A prova feita na região crural, pele com todos os característicos da normal era bem viva e chegava a delimitar bem a pele com alterações dis­cretas que temos verificado em lesões "inaparentes".




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