A flóra brazileira possue, entre os milhares de



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"A flóra brazileira possue, entre os milhares de

vegetaes que a representam, além das espécies úteis,

(...), muitíssimas variedades e fórmas com

folhagens e flôres decorativas. Tantas são que tiveram razão para os

naturaes do paiz em chamarem a nossa

terra de "Pindorama". É ella a terra das

palmeiras e das flôres; (...)"

(Trecho do livro "A Flora do Brazil", de Hoehne, 1922).


INTRODUÇÃO

Desde o descobrimento do Brasil, ele já é famoso pela exuberância de sua fauna e, principalmente, flora. Dentre as diversas espécies vegetais daqui, muitas possuem caráter ornamental, e é sobre esse tipo de plantas que iremos discutir nesse trabalho, principalmente as mais belas (como as orquídeas) e as mais pitorescas (como as plantas carnívoras), além das bromélias, de beleza peculiar a nossa vegetação de Florestas Pluviais, e as árvores existentes aqui com caráter ornamental (como os Ipês).

As plantas ornamentais distingüem-se pelo florescimento, pela forma ou colorido das folhas e pela forma e aspecto geral da planta. Preenchem espaços livres e adaptam-se a recipientes de enfeite, estabelecendo no mundo moderno o contato mínimo do homem com a natureza.

As plantas, em geral, podem ser herbáceas (possuidoras de tecidos pouco resistentes) ou lenhosas (possuidoras de tecidos rijos, endurecidos). Ou ainda semi-herbáceas ou semi-lenhosas quando não se enquadram exatamente no perfil acima.

Quanto à reprodução, ela pode ser anual, bienal, ou perene (quando o ciclo é longo, indeterminado).

As plantas ornamentais tem preferências diferentes com relação à luminosidade proporcionada pelo sol. As plantas floríferas e as de folhagens existem tanto as que prosperam bem a pleno sol como a de meia sombra. Há necessidade, portanto, de conhecê-las e localiza-las acertadamente nos canteiros, jardineiras ou floreiras.

A produção e comércio de plantas ornamentais vem se ampliando cada vez mais, e estima-se que a partir da década de 80 os produtores passaram a utilizar tecnologia moderna a nível de empresa, com a utilização de estruturas especiais para o cultivo de determinadas plantas. Essas estruturas são representadas principalmente por estufas com controle automático da umidade do ar, da irrigação, da adubação e da aplicação de defensivos, com instalações para iluminação artificial.

A tecnologia se desenvolveu para atender as necessidades do mercado, e com elas muitas coisas que antes eram impos-síveis se tornaram possíveis, e outras foram facilitadas, como: a frigorificação aliada a iluminação artificial tornou possível a alteração da época de florescimento de plantas bulbosas principalmente; o emprego de antitranspirantes facilitou a recuperação rápida de mudas transplantadas; a utilização de produtos químicos reguladores ou retardadores de crescimento, levou a obtenção de plantas que florescem precocemente ou à redução do porte, tamanho de folhas e/ou flores. (LORENZI & SOUZA, 1995)

Muitas espécies de plantas ornamentais, encontradas na mata, podem ser aproveitadas sem que isso venha a ocasionar uma perda à vegetação local. Ao contrário, se bem planejada, essa exploração poderá ser até benéfica tendo como exemplo as árvores e arbustos produtores de sementes. Isso porque com a deiscência dos frutos, as sementes tendem a cair próximas a planta-mãe, germinando e dando surgimento a muitas plântulas. Se não houver um desbaste, não haverá condições para o desenvolvimento da maioria dessas plântulas. Então, procedendo-se adequada-mente o desbaste, teremos duas vantagens:

- aproveitamento das plântulas desbastadas, para formação de novas plantas, em outro local;

- condições para o desenvolvimento das plântulas remanescentes que, em alguns casos, poderão até recompor uma área degradada.

Desta forma sementes, estacas ou rizomas das plantas existentes na mata podem ser utilizados como material vegetal de propagação. (SILVEIRA & KIRIZAWA, 1986)

Escolhemos para abordar nesse trabalho as plantas que são consideradas por muitos, e por nós também, como de grande importância ornamental: orquídeas, bromélias, árvores e plantas carnívoras (sendo que esta última não é propriamente ornamental, mas vem sendo utilizada como tal).

ASPECTO ECONÔMICO

A floricultura não é uma atividade nova, há viveiros quase seculares. A novidade, entretanto, é a dinâmica nacional em torno dessa atividade, com a crescente exigência da profissionalização do setor, especialmente nos últimos cinco anos.

Conforme o Instituto de Economia Agrícola de São Paulo, a floricultura brasileira movimenta anualmente 1 bilhão de dólares, com perspectiva de crescimento anual de 20% (tabela 1).

O consumo de flores e plantas ornamentais faz parte da tradição brasileira. O mercado interno absorve praticamente toda a produção nacional, somente 2 a 5% dessa produção destina-se à exportação (flores tropicais, rosas, flores secas, gladíolos, folhagens, sementes de palmeiras, mudas de orquídeas, gerânios e crisântemos). São importadores dessas plantas: países do MercoSul, E.U.A., Holanda, Alemanha, Japão e Itália. O cultivo de orquídeas e bromélias, desde o início do século, contribuiu para tornar o Brasil conhecido no exterior por suas plantas exóticas.

A floricultura brasileira concentra-se no Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.

Conforme estudo já realizado na região por KÄMPF em 1996, o estado de São Paulo é o maior centro produtor do país, responsável por 70% da produção nacional de flores e plantas ornamentais, gerando cerca de 28,5 mil empregos aproximada-mente. Santa Catarina contribui com cerca de 8% da produção nacional, principalmente de mudas para jardim. Minas Gerais e Espírito Santo cultivam principal-mente flores e folhagens, sendo responsáveis por 12% da produção nacional. O Rio Gran-de do Sul é muito mais um centro consumidor do que produtor, porém sua produção já atinge cerca de 10% (tabela 2).
Tabela 1. Valores da produção nacional de

flores e plantas ornamentais.




ANO

US$ milhões

1992

120

1994

450

1996

800

Tabela 2. Responsabilidade de cada estado

na produção da região Sul e Sudeste.


ESTADO

PRODUÇÃO

NACIONAL (%)



S.P.

70

M.G./E.S.

12

R.S.

10

S.C.

8

TOTAL

100%

ORQUÍDEAS: As orquídeas ocupam um lugar de destaque, pelo colorido e beleza de suas flores, entre os numerosos grupos de plantas que apresentam valor ornamental. A família das orquídeas é, provavelmente, a maior família das angiospermas. Já foram descritas mais de 25.000 espécies! Elas podem ser extremamente pequenas, com flores do tamanho de uma cabeça de alfinete, como podem ser gigantes atingindo 3 metros de altura e produzir hastes florais de 4 metros.



Essas plantas podem ser encontradas em quase todas as partes do mundo, desde o Ártico até os trópicos, porém ocorrem em maior abundância, e variedade, nas regiões mais quentes. Podem ser encontradas desde o nível do mar até mais de 4.000m, sendo mais freqüentes entre 500 e 2.000 m. Podem terrestres ou epífitas, habitando sempre locais onde há uma estação seca e outra úmida.
Ocorrência dos gêneros mais vulgares no mundo:





AN

AC

AS

EU

AF

IN

MA

BI

FI

AU

NZ

1

X

X

X




X

X

X

X




X

X

2

X

X

X

























3
















X

X

X










4













X

X

X

X




X




5

X







X




X
















6
















X

X

X

X

X




7

X

X

X

























8

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X




9

X

X

X

























10

X

X

X

























11

X

X

X

























12

X

X

X

























13

X

X

X

























14
















X

X

X

X

X




15



















X

X

X

X




16

X

X

X

























17
















X

X

X

X

X




18

X

X

X

X







X

X

X

X




19
















X

X

X

X

X




20

X

X

X




X



















LEGENDA: (AN) América do norte, (AC) América Central, (AS) América do Sul, (EU) Europa, (AF) África, (IN) Índia, (MA) Malásia, (BI) Birmânia, (FI) Filipinas, (AU) Austrália, (NZ) Nova Zelândia.

(1)Bulbophyllum, (2)Cattleya, (3)Coelogyne, (4)Cymbidium, (5)Cypripedium, (6)Dendrobium, (7)Epidendrum, (8)Habenaria, (9)Laelia, (10)Masdevallia, (11)Maxillaria, (12)Odontoglossum, (13)Oncidium, (14)Paphiopedilum, (15)Phalaenopsis, (16)Pleurothallis, (17)Spathoglottis, (18)Spiranthes, (19)Vanda, (20)Vanilla.

BIBLIOGRAFIA
BRAGA, M.M.N. – 1977, Anatomia foliar da bromeliácea da Campina, Acta Amazônica 7(3).

HOEHNE, F.C. - 1922, A Flora do Brazil, Typ. Da Estatística,

R.J.
I.B./S.P. - Orquídeas, folheto 06.
MILLER. D.; WARNER. R. - 1994, Orquídeas do Alto da Serra, ed. Lis Gráfica e Editora Ltda, 2°ed , p 21-31.
KÄMPF, A.N. -1996, A Floricultura Brasileira em Números,

Revista Brasileira de Horticultura e Ornamentais, v.3,

n.1, p.1-7, 1997, Campinas.
LEME,E.M.C.;MARIGO, L.C. –1993, Bromélias na natureza, Ed. Marigo Comunicação Visual, Rio de Janeiro.
LORENZI, H.; SOUZA, H.M. - 1995, Plantas Ornamentais no

Brasil, Ed. Plantarum, S.P.
SILVEIRA, R.B.A.; KIRIZAWA, M. - 1986, Aproveitamento

Racional de Florestas Nativas, S.A.A./S.P. - Instituto

de Botânica de São Paulo.


SUTTLEWORTH. S. F. -1994, Orquídeas: Guia dos Orquidófilos, Ed. Expressão cultura, 5 °ed, p.4-8, RJ.


PLANTAS ORNAMENTAIS (RESUMO)

Introdução e Aspecto Econômico

As plantas ornamentais distingüem-se pelo florescimento, pela forma ou colorido das folhas, e pela forma e aspecto geral da planta. Estabelecem o contato mínimo entre o mundo moderno e a natureza.

As plantas ornamentais podem ser lenhosas ou herbáceas, podem ter reprodução anual, bienal ou perene, possuem preferências diferentes quanto a luminosidade, desta forma é preciso conhecê-las para cultivá-laas de forma correta.

Devido a ampliação do comércio e produção, o desenvolvimento da tecnologia se fez necessário. Estufas especiais (com controle de temperatura, umidade, irrigação, etc) foram criadas, de tal forma que tornou possível a alteração na época de florecimento das plantas, redução do porte e folhas/flores.

Muitas espécies de plantas ornamentais, encontradas na mata, podem ser aproveitadas sem que isso venha a ocasionar uma perda à vegetação local (se for feito de forma sustentável). Isso porque uma planta produz muito mais sementes e plântulas do que realmente o meio pode sustentar. Procedendo-se adequadamente o desbaste, há o aproveitamento das plântulas desbastadas e condições melhores para o desenvolvimento das plântulas remanescentes.

O consumo de flores no Brasil é uma cultura tradicional e movimenta cerca de 1 bilhão de dólares/ano, com crescimento anual de 20%. O mercado interno absorve cerca de 95-98% da produção nacional. Importam plantas ornamentais do Brasil: MercoSul, Alemanha, E.U.A., Japão, Holanda e Itália.



O centro produtor dentro do Brasil é a região sul e sudeste, principalmente S.P. (responsável por 70% da produção e 28,5 mil empregos.


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