A arquitetura de interiores tem uma questão fundamental que é possibilitar uma direta interação entre a funcionalidade do espaço físico e o aspecto estético



Baixar 125 Kb.
Encontro12.10.2019
Tamanho125 Kb.




A influência da arquitetura de interiores na organização e uso de bibliotecas: o caso DA Unicsul

Maria Isabel Santoro

Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL – Biblioteca

Av. Dr. Ussiel Cirilo, 225 – CEP 08060-070

São Paulo – SP – Brasil

e-mail isabel.santoro@unicsul.br Fone 0 XX 11 61375734



santoro@bestway.com.br Fone 0 XX 19 2534935

Resumo: A arquitetura de interiores, que privilegia o uso de cores, a iluminação, o mobiliário adequado e o redimensionamento do espaço físico, possibilita estabelecer uma direta interligação entre os princípios conceituais do que é, para que serve e a quem se destina um determinado espaço e as condições estética e de bem-estar (como por exemplo: a claridade e o ar) necessárias ao homem para sua confortável permanência no local. Apresenta-se os componentes conceituais adotados no projeto de reforma da Biblioteca “Prof. Haddock Lobo Neto” da UNICSUL, baseado no Plano de Modernização elaborado no início de 1998, que contemplou prioritariamente a ampliação do espaço físico, considerando a necessidade de atender a mudanças estruturais de seu funcionamento. Foi desenvolvido estudo específico por bibliotecário e arquiteto que, em conjunto, definiram o projeto final, com características específicas para garantir identidade própria à Biblioteca. A reforma incluiu fechamento de espaços, retirada de divisórias, troca de pisos e revestimentos, com completa mudança de cores e alterando a luminosidade geral, o que deu nova vida ao ambiente. Foi adquirido mobiliário novo para toda área de público e as estantes ganharam acabamento específico. Levou-se em consideração, além das necessidades de atendimento às questões dos serviços e recursos informacionais, o aspecto de compartilhamento dos valores institucionais. Assim, foi destinado um espaço para exposição permanente de artes plásticas, dos trabalhos de docentes e alunos da Universidade, com objetivo de valorizar, dentro da própria Biblioteca, o aspecto cultural da obra de arte e o aspecto educacional, uma vez que, as exposições são acompanhadas de material instrucional. Este fato veio enfatizar a importância da arquitetura de interiores de Bibliotecas, onde o espaço destinado ao estudo e à pesquisa merece estar estética e dimensionalmente correto e agradável. Outro item abordado pelo projeto foi a sinalização interna, que auxilia os usuários na localização e acesso às dependências e ao acervo. Finalmente, apresenta-se quadro comparativo com dados de uso da Biblioteca antes e depois da reforma do espaço físico, fotos e depoimentos, que vêm demonstrar a influência positiva da melhoria implementada no referido ambiente interno.
TEMA : ARQUITETURA DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

A arquitetura de interiores tem uma questão fundamental que é possibilitar uma direta interação entre a funcionalidade do espaço físico e o aspecto estético.

No caso específico da biblioteca, as funções de armazenamento de coleções, acesso, uso, fluxos e serviços são de tal complexidade e grandeza que necessitam de estudos muito detalhados para permitir que essa interatividade aconteça.

Apesar de existirem, no Brasil, bons prédios de bibliotecas universitárias projetados especificamente para seu funcionamento, muitas ainda estão instaladas em edifícios que não foram construídos para este fim. Assim, tanto em prédios próprios, quanto em espaços adaptados, o estudo do interior das bibliotecas exige atenção especial.

Quando instalada em prédios adaptados, a questão da arquitetura de interiores sofre alguns limites vinculados à estrutura existente, principalmente quanto à localização: de áreas de acesso (escadas, elevadores, portas), áreas com infra-estrutura hidráulica (sanitários, cozinhas), iluminação natural (janelas, vitrôs) e carga de peso que a estrutura suporta.

Respeitadas as questões estruturais, a partir de parecer técnico elaborado por especialista, fica nítida a leitura do novo espaço que se abre para o projeto do interior.

Assim aconteceu com a Biblioteca “Prof. Haddock Lobo Neto” da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL), localizada em prédio adaptado. Após a elaboração do Plano de Modernização da Biblioteca (março / 1998), tornou-se clara a necessidade de reestruturação do espaço físico iniciando-se, então, estudos por bibliotecário que, de posse das informações técnicas viabilizou, junto com arquiteto, as mudanças necessárias.

É importante destacar que o Plano de Modernização, solicitado pela administração da Universidade, recebeu total apoio e ampla liberdade para inovar. Trabalhou-se com noções ousadas em termos funcionais e estéticos, evitando-se soluções caras. Neste sentido, o plano contemplou alterações radicais do ponto de vista organizacional da Biblioteca interagindo a funcionalidade com aspectos estéticos e formais do espaço visando, sempre, um bom padrão e conforto de atendimento.

Entre todos os aspectos importantes que influenciam na qualidade do ambiente, no caso específico da biblioteca de estudos, destacam-se a ausência de iluminação e clareza (Fotos 1, 3, 5 e 7). A biblioteca mostrava-se visualmente muito escura e pesada causando desconforto tanto aos bibliotecários como aos usuários, que já apontavam estes elementos como pontos a serem completamente reestruturados.

Além das alterações de caráter estético, foram implementadas mudanças diretamente ligadas à organização e ao funcionamento da Biblioteca:



  1. integração dos acervos das bibliotecas “Circulante” e “Central” em uma única coleção e, portanto com uma só organização física;

  2. alteração do sistema de acesso ao acervo, de acesso fechado para livre acesso às estantes pelo usuário;

  3. organização da coleção de periódicos e da coleção de multimídia em espaços próprios;

  4. integração do controle de entrada e saída de usuários junto à área de circulação (empréstimo, devolução, reserva) e atendimento geral.

  5. definição de outras áreas que exigiram espaços específicos:

  • pesquisa na Internet;

  • área individual de leitura;

  • salas de estudo em grupo;

  • áreas de trabalho interno.

A filosofia implementada nessas alterações objetivou dar um salto qualitativo e quantitativo no atendimento ao público. Todas as mudanças foram direcionadas ao oferecimento de facilidades de uso da Biblioteca como um todo pelo público, seja nas atividades rotineiras de empréstimo e devolução de livros, seja no conforto do usuário para permanecer estudando individualmente ou em grupo, além do uso de equipamentos de informática para acesso à informação e ao documento, através da Internet.

A prioridade Número Um passou pela transformação da biblioteca em um órgão vital para a Universidade, agregando todo o potencial dos recursos informacionais, para disponibilizá-los através de serviços à comunidade acadêmica, mantendo e preservando sua identidade institucional. A formulação conceitual do projeto se deu então de forma progressiva e amadurecida. Durante todo o processo de elaboração, apresentação e desenvolvimento do Programa de Reestruturação do Espaço Físico, uma equipe técnica composta de: bibliotecário, arquitetos e Administração Superior da Universidade, definiram e aprovaram através de reuniões o Programa Final, com o qual trabalhariam os arquitetos. Seguiram-se várias reuniões para estudo da primeira Proposta de Lay-out e, assim, se sucederam sugestões e adequações até o Projeto definitivo. Destaca-se, durante esse período, a qualidade e o profissionalismo com que aconteceram estes estudos iniciais e o respeito e a seriedade da Administração quando da análise e aprovação do Projeto Final.


O PROJETO

De posse do Programa apresentado pelo bibliotecário, os arquitetos trabalharam na elaboração do Projeto, mantendo o sentido de romper as barreiras que traduziriam o espaço antigo numa “biblioteca aberta”. “Fisicamente, o espaço passaria dos originais 993 m2 de área para, aproximadamente, 1500 m2, portanto, este acréscimo de 50% deste novo espaço deveria ser qualitativamente otimizado...”(ARAUJO & LOCATELLI, 1999). Conforme Lay-out da Antiga Biblioteca (ver Anexo) a área de acréscimo se localiza no Pavimento Superior, que sofreu as principais alterações, isto é: remanejamento da escada dos fundos para a frente, fechamento do mezanino localizado nos fundos e o uso do vidro em vedações que se fizeram necessárias. A entrada principal e o hall do elevador ganharam destaque; criou-se uma Ilha de Atendimento com possibilidade de atendimento interno e externo (Foto n.º 4), com mobiliário específico desenhado pelos próprios arquitetos, revestido “com madeiras nobres e de tonalidade clara, pois a Ilha deveria chamar atenção por si só”, segundo os autores do Projeto. Utilizou-se “elementos visuais marcantes dentro do Campus da Universidade, como a textura azul profundo (quase roxo) que revestiu a parede de pé direito duplo e as luminárias com cúpula em acrílico canelado que esparramaram luminosidade para os dois pavimentos da Biblioteca”. Os volumes laterais deste plano ganhou, com a mesma textura, a leveza do amarelo pastel, dinamizando a entrada principal da Biblioteca.

“A antiga escada da circulação interna da Biblioteca foi remanejada dos fundos para a frente e recebeu tratamento estético para tanto. O revestimento do piso de borracha preta foi substituído por chapa de alumínio corrugada que reflete a iluminação recebida diretamente da luminária do pavimento superior, proporcionando uma agradável luminosidade ao ambiente, desprovido de iluminação natural, ao mesmo tempo que contrapõe-se à parede azul aos fundos. O parapeito metálico que envolvia o pavimento superior foi totalmente remodelado, ganhando desenho exclusivo e pintura prata, de modo a participar do ambiente com leveza”. O prata veio dar um tom de modernidade ao ambiente e foi aproveitado, também, em todos os acessórios desenhados pelos arquitetos, que utilizaram chapas metálicas perfuradas como os: totens para informações diversas, quadros de avisos, suporte para esculturas e painéis para exposições de artes plásticas.


“O piso de borracha que reveste todos os ambientes recebeu a cor rosè circundando a caixa do elevador, definindo a circulação e a cor tijolo no restante do pavimento. Escolhemos a quente cor tijolo para receber as neutras e pesadas estantes de livros, para criar um dinamismo visual, enquanto que a área destinada a circulação recebeu cor fria, mas viva, para não competir com o que a circunda. O rodapé de peroba acrescentou elegância no acabamento do piso. As estantes dos livros ganharam "roupa", através de tabeiras especialmente desenhadas, em uma de suas extremidades que suavizaram sua aparência grotesca. Estas tabeiras, paredes e divisórias, ganharam a cor pérola ao invés do insípido branco ou gelo. Já o mobiliário (mesas e cadeiras para estudo em grupo ou individual) mereceu o insípido gelo enquanto que o tecido das cadeiras estofadas o mesmo tijolo do piso” (ARAUJO & LOCATELLI, 1999).


Toda a sinalização mereceu especial atenção do bibliotecário que, com apoio da área de Marketing projetou uma Comunicação Visual harmônica e objetiva usando as placas de PVC cor tijolo e letras brancas.

Aspectos conceituais do projeto

Os principais componentes conceituais adotados no Projeto de Reestruturação do Espaço Físico foram:
A LIBERdade de uso

A primeira grande mudança que transformou a Biblioteca da UNICSUL foi adotar conceitualmente a total liberdade de uso e circulação. Em seus 1 500m2, a única área que não se tem acesso livre é a sala de trabalho dos funcionários, portanto, todos os espaços foram pensados para o bem estar e liberdade do usuário.

A entrada da Biblioteca (Foto n.º 2) já apresenta esse ambiente aberto, claro, livre de obstáculos visuais onde o olhar alcança o exterior, além das janelas, buscando a transparência e fluidez do espaço.

Com essa agradável aparência, a Biblioteca, quase sem paredes acomoda hoje 300 (trezentos) usuários sentados, em diferentes ambientes de estudo e pesquisa, como as áreas de leitura individual e em grupo, espaço informal para leitura de jornais e revistas (Foto n.º 6), salas de estudo em grupo e áreas especiais para multimídia e pesquisa na Internet.

Adotou-se amplos espaços abertos com a intercalação de mesas de leitura entre a distribuição de estantes (Foto n.º 8), para facilitar o uso do material próximo à sua localização física.

Nas áreas que exigiram fechamento foi utilizado vidro, mantendo assim a transparência e leveza dos ambientes.

O acesso aos terminais de consulta e o acesso ao material bibliográfico é totalmente livre e a interferência dos funcionários só se dá quando solicitada pelo usuário.

A sinalização complementa e auxilia na formação desse usuário independente (Fotos 9 e 10). Todo este clima de liberdade foi estrategicamente pensado, pois, além de criar um ambiente agradável para o público, racionaliza o tempo da equipe de apoio que trabalha na Biblioteca.

conforto


Inúmeros fatores interferem no conforto de um ambiente de estudo e pesquisa.

Estudar em ambiente adequado e agradável traz conseqüências diretas para os usuários e para a própria Universidade que ganha na qualidade de seu produto.

A Biblioteca, preocupada em oferecer um espaço onde os leitores se sentissem com vontade de permanecer no local, além de considerar os valores estéticos, também estudou aspectos do mobiliário que pudessem favorecer certo conforto.

Nesse sentido, o mobiliário adquirido para usuários privilegiou cadeiras macias e confortáveis, para propiciar a permanência de leitores sentados, por longo período, e mesas de diferentes tamanhos para facilitar o estudo individualizado ou não, conforme a necessidade do público.



A questão da cor


Num mundo onde a arquitetura ganha novas cores (segundo diotaiuti da Suvinil, citado por LEAL (1998), estão disponíveis 2.200 cores), as bibliotecas precisam explorar este recurso para agregar valor estético ao seu interior. Pode-se afirmar, parafraseando LEAL (1998) que as estantes não precisam ser necessariamente cinzas (o autor citado se refere ao concreto). Deve-se evitar o visual pesado da concentração de cores “mortas”, adotando-se o uso de cores quentes nos mais diferentes pontos em que possam provocar impactos positivos. Por exemplo, a grande área de armazenagem de coleções merece um colorido no piso para contrastar com a estanteria, que na maioria das vezes é cinza ou em outro tom neutro como casca de ovo. A UNICSUL adotou a cor tijolo para o piso, o que deu um efeito estimulante, tornando o ambiente alegre, sem ser agressivo. Esse recurso também foi usado pela Biblioteca da FAU / USP (CRUZ, 1998) que utilizou tom caramelo em seu piso. O volume de estantes, geralmente, sobrecarrega o ambiente e o uso de uma sobreposição de cores alivia e quebra o conjunto, impactando e criando suavidade da imagem.

Outra solução prática e interessante no uso de cores é a utilização de uma variação do mesmo tom para demarcação de áreas de circulação de público, facilitando acessos e até induzindo a áreas em que se desejaria a passagem do público (por exemplo: área de exposições e avisos). Para estas áreas, a Biblioteca em questão ganhou um tom rosé.

O uso de cores adequadas tem, às vezes, um poder especial de motivação de uso de espaços. A cor pode exercer uma motivação técnica quando utilizada intencionalmente, na função de demarcação, como por exemplo em áreas de acesso: entrada e saída, corredores, elevadores e escadas; e pode exercer uma motivação estética quando atua diretamente na questão da harmonia, beleza, leveza, clareza e luminosidade.

É correta a afirmação de LEAL quando diz que “a cor (...) é muito mais do que uma escolha pessoal. Ela pode conferir equilíbrio e harmonia à obra ou causar estranheza”. Portanto, deve-se investir no estudo da seleção de cores, especialmente em lugares onde se deseja que haja grande fluxo de pessoas, com necessidade de permanência no local.


a interligação com a arte

Durante todo o processo da reforma foi feito, em conjunto com o arquiteto, o acompanhamento da obra pela Direção da Biblioteca o que resultou em grandes vantagens, pois foram sendo estudados detalhes estéticos referente tanto à utilização racional de espaços, quanto às primeiras definições de necessidades de sinalização, melhoria e/ou adaptação de mobiliário existente e o próprio embelezamento final da obra.

Assim, a observação de ampla parede clara e limpa em frente a uma área de leitura sugeria a idéia de um aproveitamento específico, para uma atividade artística, com objetivo didático: exposição permanente de obras de arte.

Levou-se em consideração que a UNICSUL, de um lado, atende a um tipo de aluno carente de conhecimento artístico-cultural, que não dispõe de tempo para visita a museus, parques, igrejas etc; por outro lado, a Universidade tem uma riqueza de material artístico proveniente da produção de obras de arte de qualidade, elaboradas por docentes / artistas e alunos do Curso de Artes Plásticas. Portanto, a Direção da Biblioteca, apoiada pela Administração da Universidade, estabeleceu contato com os referidos docentes que, prontamente, entenderam a importância da idéia de se preparar, permanentemente, exposições didáticas, num espaço que teria público garantido e , assumiram esta tarefa de coordenar e organizar as exposições.

Mais uma vez, o trabalho conjunto da equipe discutiu e aprovou: um espaço delimitado, o tipo de suporte adequado à exposição de quadros e esculturas e o totem que serviria para fixação de textos educativos para o público (Foto n.º 11 e 12).

A agregação de valores institucionais, através da colaboração efetiva do grupo de Artes Plásticas, somando valores estéticos a essa área de leitura, veio acrescentar às funções da Biblioteca seu real papel de agente cultural, tornando-a mais ativa dentro da própria instituição e mais participante desse processo de formação do aluno-leitor.

Esse espaço vem comprovar que as diferentes leituras (a do texto e a da obra de arte) podem perfeitamente conviver de forma harmônica num mesmo ambiente. Com isso, ganha o leitor e a Biblioteca, estética e culturalmente, resultado da integração de idéias e estudos valorizados pela arquitetura de interiores.


impactos no uso da Biblioteca, depois da reabertura


Durante todo o processo de reforma a Biblioteca permaneceu aberta apenas para o serviço de empréstimo domiciliar. Nesse período, os usuários acompanharam parcialmente algumas das inovações e foram emitindo suas opiniões, sempre aprovando e elogiando. Mas, em agosto quando houve o ato de reinauguração do novo espaço, os bibliotecários visitantes se surpreenderam, especialmente com a nova disposição cromática da biblioteca.

Os comentários mais comuns foram:

“A Biblioteca ficou clara, colorida e alegre...”

“Adorei as cores vibrantes e modernas da Biblioteca da UNICSUL...”

“Agora só da vontade de ficar estudando aqui...”

“Posso ir livremente às estantes e pegar os livros que quizer?...”

Estes depoimentos, de caráter positivo, foram sendo reafirmados com um crescimento no uso da Biblioteca da ordem de até 350%, no mês de junho, em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme a Tabela 1.

Tabela 1 - freqüência

mês


1998

1999

Porcentagem

CRESCIMENTO

Maio

11 740

28 026

139 %

Jun.

9 765

44 084

351 %

Jul.

2 143

6 686

212 %

Ago.

15 169

38 840

256 %

Set.

18 187

46 560

156 %

Out.

16 783

43 114

157 %

Nov.

16 989

51 577

204 %

Dez.

4 460

18 911

324 %

A biblioteca passou a ter uma freqüência média diária de 1 900 pessoas nos meses de agosto / 99 a novembro / 99. Especificamente, em novembro, esta média foi de 2 242 usuários, chegando um dos dias a ultrapassar 3 000 pessoas.



Consequentemente, os serviços de empréstimo e consulta registraram aumento relevante (Tabela 2 e 3).

Tabela 2 - EMPRÉSTIMO


mês

1998

1999

porcentagem

CRESCIMENTO

Maio

2 981

9 364

214 %

Jun.

3 087

9 318

202 %

Jul.

1 113

2 663

139 %

Ago.

4 658

10 070

116 %

Set.

5 933

16 459

177 %

Out.

5 799

16 963

192 %

Nov.

4 843

16 474

240 %

Dez.

1 560

5 344

243 %


Tabela 3 - Consulta





mês

1998

1999

porcentagem

CRESCIMENTO

Maio

8 369

19 495

133 %

Jun.

6 365

17 235

171 %

Jul.

1 888

3 501

85 %

Ago.

10 671

21 363

100 %

Set.

12 730

19 969

57 %

Out.

10 443

19 078

83 %

Nov.

9 594

18 295

91 %

Dez.

1 988

5 519

178 %

É muito interessante adicionar a estes dados algumas informações que são resultado da observação direta. Primeiramente, além do aumento quantitativo da freqüência, houve uma melhor distribuição de usuários entre os horários, isto é, a Biblioteca que foi sempre pouco freqüentada pela manhã, passou, neste horário, a ter 33 % de freqüentadores, que, diferentemente do público noturno, permanece estudando por mais tempo. O próprio período vespertino que se mantém como horário de menor uso (22 % de leitores), também tem um público que fica mais tempo utilizando a Biblioteca, o que vem demonstrado como um ambiente bonito, agradável e confortável interfere tanto no volume como no tipo de uso.

Assim, pode-se observar, pela análise da Tabela 3, que a consulta não registrou aumento tão elevado quanto a freqüência e o empréstimo.

Novos espaços como a Sala de Internet, que mantém 15 microcomputadores disponíveis para pesquisa, e a área de exposições foram imediatamente ocupados. O uso da Sala de Internet e vem registrando um movimento diário de aproximadamente 10 usos por equipamento (quase 150 pessoas / dia).



Referências Bibliográficas:



ARAUJO, M. S. de, LOCATELLI, A. M. F. Desenvolvimento do Projeto da Biblioteca Central da UNICSUL. São Paulo, dez. 1999. (a ser publicado)

CRUZ, J. A. de B. Renovação revigora as qualidades do projeto original e assegura a correta preservação do valioso acervo. Projeto Design, n. 223, ago. 1998, p. 86 – 89.

LEAL, U. Tudo azul. Téchne: Revista de Tecnologia da Construção, v. 8, n. 41, jul./ ago. 1998, p. 44 – 49.

Anexos





Ficha Técnica

Biblioteca Prof. Haddock Lobo Neto

Universidade Cruzeiro do Sul

Data do Projeto: agosto / 1998

Data de Conclusão da Obra: abril / 1999

Área Total: 993m2

Área existente anteriormente: 1 568m2





Equipe - ARQUITETOS:

Maurício Silva de Araujo

Ana Maria Figueiredo Locatelli

Bibliotecária: Maria Isabel Santoro



Fotos: João Sato

Agradecimentos:Arquitetos:

Carolina Santoro Blengini

Francisco José Santoro

Bibliotecários: Ivone H. O. Carvalho

Sandra Regina dos Santos





Características da Instituição
Nome: Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL

Endereço: Av. Dr. Ussiel Cirilo, 225 – São Paulo / SP – CEP: 08060-070

Data de criação: 1993

números de alunos: 13 310

números de professores: 566

Cursos estruturados em centros:

Centro de Ciências Humanas e Sociais, Artes e Educação

Educação Artística

Geografia

História

Letras

Música


Pedagogia

Serviço Social



Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas

Arquitetura e Urbanismo

Ciência da Computação

Engenharia Civil

Engenharia Elétrica

Engenharia Mecânica

Matemática

Tec. em Proc. de Dados


Centro de ciências biológicas e da saúde

Biologia


Educação Física

Enfermagem

Fisioterapia

Odontologia


Psicologia


Centro de Ciências administrativas e de Negócios

Administração

Ciências Contábeis

Comunicação Social

Secretário Exec. Bilingüe

Turismo

Centro de Ciências Jurídicas


Direito

Centro de pós-graduação, pesquisa e extensão


dados gerais da biblioteca:



Nome da Biblioteca: “Prof. Roberto Haddock Lobo Neto”

Endereço: Av. Dr. Ussiel Cirilo, 225 – São Paulo / SP – CEP: 08060-070

Fone / fax: 0 XX 11 – 61375734

E-mail: biblioteca@unicsul.br

TABELA 4 - Dados do Acervo




1999



ESPECIFICAÇÃO



QUANTIDADE


LIVROS E TESES

73 366

TITULOS DE PERIÓDICOS

CORRENTES

NÃO CORRENTES

TOTAL

317

540


857

MAPAS

177

FITAS DE VIDEO

1 301

FITAS CASSETES

77

CD-Rom

557


TABELA 5 - RECURSOS FÍSICOS – ESPAÇO / MOBILIÁRIO




1999



ESPAÇO




ESPECIFICAÇÃO

ESTANTES / MESAS




Nº. ASSENTOS



ÁREA


ACERVO


182 Estantes duplas

14 Expositores



  1. Mapoteca





594 m²

ATENDIMENTO






Entrada / Guarda volume

Balcão






99 m²

LEITURA


ESTUDO EM GRUPO

LEITURA JORNAL

29 mesas ( 5 lugares )

68 mesas individuais


2 mesas (10 lugares)
3 mesas ( 5 lugares)

5 sofás (2 lugares)




145

68
20


15

10


475 m²

INTERNET

MULTIMIDIA



15 mesas individuais

7 mesas (2 lugares)




15

14


50 m²

27 m²


ADMINISTRAÇÃO

4 estações trabalho





116 m²

CIRCULAÇÃO

Depósito, Circulação

Sanitários, etc







207 m²

TOTAL








301

1 568 m²














©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal