3ª Mostra da Produção Universitária Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


LIPOMA INFILTRATIVO EM CÃO – RELATO DE CASO

ZAMBARDA, TAÍS TEIXEIRA

CERON, CAROLINE ODORISSI

SILVA, ANNA LUIZA

RASTLAFF, KÁSSIA

ALBUQUERQUE, GABRIELA

GASPAR, LUIZ FERNANDO JANTZEN (orientador)

E-mail: taistei26@gmail.com
Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: Ciências Agrárias/Medicina Veterinária
Palavras-chave: canino; neoplasia; tumor.
1 INTRODUÇÃO
Atualmente a prevalência de casos de neoplasias em animais de estimação tem aumentado consideravelmente, devido a maior sobrevida destes animais. O lipoma é uma neoplasia benigna de origem mesenquimal mais comum em cães de raças grandes e idosos. Ele pode ser classificado como lipoma tradicional ou não infiltrativo, e como lipoma infiltrativo, sendo este último considerado incomum em cães e gatos.

Este trabalho teve por objetivo relatar o caso clínico de um canino diagnosticado com lipoma infiltrativo.



2 REFERENCIAL TEÓRICO
Na macroscopia, os lipomas infiltrativos diferem dos lipomas tradicionais, por serem mais firmes, pouco delimitados e por terem a propriedade de invasão de tecidos vizinhos, como músculos e ossos. Já com biópsias realizadas com pequenos fragmentos ou fragmentos superficiais, a diferença entre os lipomas infiltrativos e os lipomas tradicionais pode ser dificultada ou praticamente impossível (LOPES et al., 2013).
3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
Foi atendido em uma consulta veterinária no Hospital de Clínicas Veterinária da Universidade Federal de Pelotas, uma fêmea canina, dez anos de idade, 8kg, sem raça definida. O principal motivo da consulta clínica foi um aumento de volume na região costal direita, já notado há um ano pelo proprietário. De acordo com o mesmo, a massa apresentava crescimento lento. Durante o exame clínico constatou-se que o estado geral do animal era bom, apresentava consciência alerta, hidratação normal, mucosas róseas, tempo de preenchimento capilar de dois segundos, frequência cardíaca de 89 batimentos por minuto, frequência respiratória de 40 movimentos por minuto, linfonodos sem alterações aparentes, temperatura de 38°C. Ao exame físico, notou-se a presença de uma massa na região costal direita do animal, com cerca de 12cm de diâmetro. Encontrava-se bem aderida à musculatura e às costelas, sem mobilidade nem possiblidade de delimitação da profundidade. Foi realizada a citologia aspirativa por agulha fina (CAAF) para exame citológico da massa, a partir da confecção de lâminas histológicas coradas com Panótico Rápido. Já durante a confecção das lâminas, os esfregaços apresentaram aparência úmida com gotículas brilhantes que não secavam completamente ao ar, compatível com tecido gorduroso.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
O exame citológico evidenciou a presença de adipócitos com grandes vacúolos comprimindo o núcleo das células, o que permitiu o diagnóstico clínico de lipoma infiltrativo. Foi então recomendado que o paciente passasse por um procedimento cirúrgico para retirada do tumor e posterior encaminhamento da massa retirada para estudo histopatológico.

O lipoma infiltrativo foi descrito pela primeira vez na medicina veterinária por Finnie & Bostock (1979). Quanto aos locais mais afetados, numa avaliação de 214 lipomas infiltrativos em cães e gatos, o tórax aparece em segundo lugar (22%), perdendo apenas para o membro anterior (24,8%) (GOLDSCHMIDT & SHOFER, 1992). O exame citológico é de grande importância dentre os métodos de diagnóstico de neoplasmas em animais de companhia, tendo em vista que é um exame pouco invasivo, seguro, simples, de baixo custo e que apresenta rapidez na determinação do resultado. Além disso, sabe-se que a citologia apresenta alta correlação com a histologia, sendo encontrados valores entre 83,3% a 92% (ROSSETO et al., 2009).

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o presente trabalho, foi possível relatar o caso de um cão diagnosticado clinicamente com lipoma infiltrativo, variedade considerada rara em pequenos animais. Mais estudos são necessários para evidenciar a real prevalência deste tipo de neoplasia e as possíveis condutas terapêuticas e preventivas do mesmo.
6 REFERÊNCIAS
FINNIE, J. W; BOSTOCK, D. E. Skin neoplasia in dogs. Australian Veterinary Journal, v. 55, p. 602-604, 1979.

GOLDSCHMIDT, M. H; SHOFER, F. S. Skin tumors of the dog and cat. Oxford: Pergamon, 1992. 316 p.

LOPES, F.C; SILVA, I.P; SILVA, T.M.F; OLINDA, R.G; COSTA, A.C; BATISTA, J.S; FREITAS, C.I.A. Lipoma infiltrativo espontâneo em porquinho-da-índia (Cavia porcellus). Revista Brasileira de Ciência Veterinária, v. 20, n. 3, p. 144-147, jul./set. 2013.

ROSSETTO, V.J.V; MORENO, K; GROTTI, C.B; REIS, A.C.F; BRACARENSE, A.P.F.R.L. Frequência de neoplasmas em cães diagnosticados por exame citológico: estudo retrospectivo em um hospital-escola. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 30, n. 1, p. 189-200, jan./mar. 2009.








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