25 e 26 de setembro de 2014



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25 e 26 de setembro de 2014





USO DE DEJETOS DE OVINOS PARA GERAÇÃO DE BIOGÁS

O. KONRAD¹*, C. E. CASARIL², T. COSTA², N. A. D. VIEIRA² , M. LUMI ², C. HASAN² e J.F. TONETTO¹,



¹UNIVATES, Curso de Engenharia Ambiental e Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento

²UNIVATES, Curso de Engenharia Ambiental

*Autor correspondente E-mail para contato: okonrad@univates.br


PALAVRAS-CHAVE: biogás; metano; digestão anaeróbia; dejetos ovinos.


INTRODUÇÃO

No cenário atual verifica-se o crescimento do consumo de energia e a preocupação em diminuir a dependência dos combustíveis fósseis devido a eminente escassez de petróleo e as mudanças climáticas. Esse quadro tem impulsionado estudos técnicos, econômicos e ambientais vinculados às energias renováveis a partir da biomassa (matéria orgânica de origem vegetal ou animal), força dos ventos, captação da luz solar e hidroelétricas (Pacheco, 2006). Dentre as fontes energéticas renováveis, o biogás é uma alternativa interessante, pois, além de gerar energia, promove o tratamento de resíduos através da digestão anaeróbia.

O biogás é uma mistura gasosa formada por 55-77% de metano (CH4), 30-45% de gás carbônico (CO2), pequenas quantidades de nitrogênio (N), gás sulfídrico (H2S) e hidrocarbonetos voláteis e é o produto final da digestão anaeróbia, processo de estabilização da matéria orgânica por bactérias anaeróbias na ausência de oxigênio (Andreoli, Von Sperlin e Fernandes, 2001; Deublein e Steinhauser, 2008). O poder calorífico do biogás pode chegar a 12.000 kcal/m³ quando purificado, por meio da retirada de CO2 e outros gases (Deganutti et al., 2002).

O crescimento da criação de pequenos ruminantes, incluindo ovinos, nas últimas décadas segundo Manarelli et al. (2012) tem sido interessante para a diversificação da economia valorizando produtos advindos destes animais, como a carne, leite, lã e couro. Segundo os dados mais recentes Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2011), o crescimento na criação de ovinos no Brasil entre 2010 e 2011, foi de 1,6%, sendo o rebanho efetivo de ovinos no país em 2011 de 17,662 milhões de cabeças.

No entanto deve-se considerar que o aumento no número de animais acarreta em maior geração de dejetos, principalmente quando se aplica o sistema confinado de criação de ovinos. Nesse sistema há um elevado número de animais por área e um grande acúmulo de dejetos que, se não forem corretamente tratados, podem ocasionar danos ambientais (Araújo et al., 2012).

Nesse âmbito, a digestão anaeróbia pode ser um tratamento interessante para os dejetos ovinos uma vez que, promove redução da carga orgânica e auxilia a eliminação de patógenos dos dejetos, gerando biogás, subproduto com potencial para o aproveitamento energético.


OBJETIVOS

O objetivo do estudo foi avaliar a geração de biogás em escala laboratorial a partir de dejetos ovinos.


MATERIAIS E MÉTODOS

Na realização do estudo avaliou-se a geração de biogás e CH4 na digestão anaeróbia, em ambiente controlado e de escala laboratorial. O substrato avaliado constitui-se de dejetos de ovinos mantidos sobre sistema de confinamento.

Para experimentação, foi montada uma triplicata de três reatores de vidro com capacidade de 1L (Figura 1), preenchidos com 600mL de dejetos ovinos cada. Os reatores foram mantidos durante o período de experimentação em incubadora bacteriológica à temperatura constante de 35ºC e, conectados a um sistema de medição de biogás automatizado, especialmente desenvolvido para estudos de escala laboratorial (Figura 2). A quantificação do biogás gerado pelos reatores se deu pelas leituras realizadas pelo sistema de medição, o qual registra a passagem de biogás pelo sistema através de circuito eletrônico e quantifica o volume por meio da equação combinada dos gases ideais, a qual descreve que a relação entre temperatura, pressão e volume de um gás é constante.


Figura 1. Reatores de batelada de escala laboratorial





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