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ÌNDICE


4. Arquitetura de Redes de Computadores ____________________________________

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4.1. Conceito ___________________________________________________________

2

4.2. O Modelo OSI ______________________________________________________

3

4.3. O Modelo TCP/IP ___________________________________________________

5

4.4. O Padrão IEEE 802 __________________________________________________

6

4.5. Outros Modelos _____________________________________________________

7

4.6. Comparação entre Modelos ____________________________________________

8

4.7. Histórico de Conexão entre Redes ______________________________________

8



4. ARQUITETURA DE REDES DE COMPUTADORES
4.1. Conceito
A maioria das redes é organizada em uma série de camadas ou níveis. A finalidade de cada camada é oferecer serviços às camadas superiores sem que estas camadas superiores tomem conhecimento de como são implementados tais serviços.

Cada camada (ou nível) deve ser pensada como um programa ou processo, implementado por hardware ou software, que se comunica com o processo correspondente na outra máquina. As regras que governam a conversação de um nível N qualquer são chamadas de protocolo de nível N.

Os limites entre cada nível adjacente são chamados interfaces. As interfaces definem quais as operações primitivas e serviços que a camada inferior oferece à camada superior.

A arquitetura da rede é formada por níveis, interfaces e protocolos.

Um protocolo de nível N é um conjunto de regras e formatos (semântica e sintaxe).

Uma lista de protocolos usados por um sistema, sendo um protocolo por camada, recebe o nome de pilha de protocolos. Os elementos ativos de cada camada são chamados de entidades.

Um serviço é um conjunto de operações primitivas que uma camada fornece à camada acima dela. O serviço define que operações uma camada está apta para prestar aos usuários mas não define a maneira de implementação das operações primitivas.

Um protocolo é um conjunto de regras governando o formato e o significado de quadros, pacotes ou mensagens que são trocados pelas entidades pares em uma camada. Para uma rede um protocolo pode mudar desde que os serviços prestados não mudem.





Figura 4.1 - Protocolos, Camadas e Interfaces


A ISO (International Standard Organization) definiu o Reference Model for Open Systems Interconnection (OSI como padrão de redes de computadores.

4.2. O Modelo OSI
Terminologia
Um serviço representa um conjunto de funções oferecidas a um usuário por um fornecedor. O serviço oferecido por um fornecedor é acessado por um usuário através de um ponto de acesso ao serviço (Service Access Point - SAP).



Figura 4.2 – Fornecedores e Usuários de Serviços

Os elementos ativos das camadas são denominados entidades. Uma entidade pode ser uma entidade de software (um processo) ou hardware (uma placa de interface de rede). Entidades da mesma camada em máquinas diferentes são denominadas entidades pares ou parceiras.

O serviço fornecido por uma camada à outra é especificado pelo conjunto de primitivas de serviço, do tipo: REQUEST, INDICATION, RESPONSE e CONFIRMATION.



C
amadas ou níveis

Figura 4.3 – Níveis do modelo OSI
O Nível Físico

O nível físico fornece as características mecânicas, elétricas, funcionais e de procedimento para ativar, manter e desativar conexões físicas para a transmissão de bits.


O Nível de Enlace de Dados

O objetivo deste nível é detectar e corrigir erros que ocorram no nível físico convertendo um canal de transmissão não confiável em um canal confiável pela partição da cadeia de bits a serem enviados ao nível físico, em quadros, cada um contendo alguma redundância para detecção de erros.


O Nível de Rede

Em redes ponto a ponto (parcialmente ligadas) o nível de rede está ligado ao roteamento.

Em redes do tipo difusão, ou com uma única rota, devido à existência de um único canal, a função desse nível torna-se irrelevante.
O Nível de Transporte
O nível de rede não garante necessariamente que um pacote chegue a seu destino. Esta confirmação deve ficar com a camada de transporte.

No nível de transporte a comunicação é fim a fim, isto é, a entidade do nível de transporte da máquina origem se comunica com a entidade do nível de transporte da máquina destino. Isto pode não acontecer nos níveis físico, de enlace e de rede, onde a comunicação se dá entre máquinas adjacentes (vizinhos) na rede.


O Nível de Sessão

O nível de sessão fornece mecanismos que permitem estruturar os circuitos oferecidos pelo nível de transporte, ordenando a conversação entre equipamentos.


O Nível de Apresentação

Sua função é realizar transformações adequadas nos dados, tais como a compressão de textos, a criptografia, a conversão de padrões de terminais e arquivos para padrões de rede e vice-versa.


O Nível de Aplicação
O nível de aplicação oferece aos processos de aplicação os meios para que estes utilizem o ambiente de comunicação OSI.
4.3. O Modelo TCP/IP
A arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinada pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). Baseia-se em um serviço de transporte orientado à conexão, fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP) e um serviço de rede não orientado à conexão (datagrama não confiável), fornecido pelo Internet Protocol (IP).

As aplicações são implementadas de forma isolada. Não existe um padrão que defina como deve ser estruturada uma aplicação, como no RM-OSI.

A
s aplicações trocam dados utilizando diretamente a camada de transporte, através de chamadas padronizadas (API).
Figura 4.4 – Correspondência entre os padrões OSI e IEEE 802
A arquitetura básica do TCP/IP, fazendo relação com o modelo de referência OSI, corresponde às camadas da Rede, Transporte e Aplicação.

Na camada de rede TCP/IP existe o protocolo IP (Internet Protocol); na camada de transporte estão dois protocolos UDP (User Datagram Protocol) e TCP (Transport Control Protocol). Na camada de aplicação TCP/IP existe uma variedade de protocolos de aplicação, como SMTP, TELNET, FTP e NSF entre outros.



Telnet

FTP

SMTP

NSF

SNMP

TFTP

Nível de Aplicações

F
luxo Confiável (TCP)

Datagrama de Usuário (UDP)

Nível de Transporte

Internet Protocol

Nível da Rede

Interface Física

Nível de Enlace e Físico

Figura 4.5 - Níveis
Figura 4.6 - Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/IP



Figura 4.7 - Arquiteturas OSI e Internet TCP/IP




4.4. O Padrão IEEE 802
Redes locais possuem características que afetam principalmente os níveis mais baixos de protocolo.

Em redes locais as regras que disciplinam o acesso ao meio físico para transmissão de dados são chamadas protocolos de acesso.

O nível de rede não tem grande relevância. O nível de transporte vai ser então construído imediatamente acima do nível de enlace.

Para redes locais de computadores existe o Projeto IEEE 802 que define uma arquitetura com três camadas estabelecendo as funções essenciais correspondentes aos níveis 1 e 2 do modelo OSI, incluindo:



  • Fornecer um ou mais SAP para os usuários da rede

  • Montar os dados a serem transmitidos e quadros com campos de endereço e detecção de erros

  • Na recepção desmontar os quadros efetuando o reconhecimento de endereço e a detecção de erros

  • G
    erenciar a comunicação no enlace

Estas quatro funções são fornecidas pelo nível de enlace do RM-OSI. A primeira função e as sub funções a ela relacionadas são agrupadas pelo IEEE na camada Logical Link Control (LLC). As três restantes são tratadas em uma camada separada, chamada Medium Access Control (MAC).

A correspondência entre os principais padrões IEEE e RM-OSI pode ser vista na figura abaixo.


Figura 4.8 – Correspondência entre os padrões RM OSI e IEEE 802
4.5. Outros Modelos
O sistema de rede mais difundido em 1998 no ambiente de PC é o Netware da empresa Novell (evolução do XNS).

Os meios físico e de enlace podem ser escolhidos de vários padrões de mercado tais como Ethernet, Token Ring e outros.

O nível de rede utiliza um protocolo sem conexão e sem confirmação denominado “Internet Packet Exchange” - com endereços de 12 bytes (para a profusão de PC) contra os 4 bytes do IP (destinado aos “hosts”).

Os endereços IPX são formados por três componentes:



  • o endereço da rede onde está a estação.

  • o endereço da estação na rede.

  • o endereço de uma porta (socket) que identifica o processo.

A camada de transporte dispõe dos protocolos:

  • Network Core Protocol” - NCP

  • Sequenced Packet Exchange” - SPX

Pode-se também utilizar o protocolo de transporte TCP com o Netware.

Não existem as camadas de sessão ou de apresentação.

A cada minuto cada servidor faz difusão de um pacote dando seu endereço e descrevendo os serviços que oferece. Estes pacotes são coletados pelos processos agentes que são executados nos roteadores que, por sua vez, constróem tabelas de servidores.

Quando uma estação cliente entra no ar difunde um pacote consultando a localização dos servidores mais próximos. O agente do roteador local recebe esta requisição, consulta suas tabelas e indica o melhor servidor. O cliente estabelece uma conexão NCP com o servidor e negociam o tamanho máximo dos pacotes a usar na comunicação.


4.6. Comparação entre Modelos
Generalidades

Os conceitos fundamentais do RM-OSI são :



  • Serviços

  • Interfaces

  • Protocolos

O RM-OSI distingue explicitamente estes conceitos. Seu modelo encaixa-se na programação orientada a objeto. Os parâmetros dos métodos e os resultados compõem a interface do objeto.

Os protocolos no RM-OSI ficam melhor escondidos do que no TCP/IP e podem ser substituídos facilmente, à medida que a tecnologia mude.

O RM-OSI foi projetado antes do desenvolvimento dos protocolos correspondentes.

Com o TCP/IP os protocolos vieram primeiro e o modelo passou a ser uma descrição dos protocolos existentes.

O RM-OSI tem sete camadas e o TCP/IP quatro.

O RM-OSI suporta tanto comunicação com conexão quanto sem conexão na camada de rede mas apenas comunicação orientada a conexão na camada de transporte, que é aonde isso conta. O modelo TCP/IP na camada de rede só tem modo sem conexão mas suporta ambos os modos na camada de transporte.
4.7. Histórico de Conexão entre Redes


  • 1957 : Agency Research Projects Agency (ARPA)

  • Defense Agency Research Projects Agency (DARPA)

  • Um dos maiores órgãos de fomento à pesquisa científica de que se tem notícia.

  • Rede de comando e controle para os computadores do DoD capaz de resistir a ataques nucleares soviéticos sem perder a funcionalidade.

  • Redes de comutação de pacotes

A sub rede consistia de minicomputadores, os “Interface Message Processors” - IMP, conectados por linhas de transmissão. Cada IMP com varias linhas para permitir o funcionamento da rede no caso de perda de elos. Cada nó da rede consistia de um “host” e um IMP, no mesmo ambiente (“site”).

  • 1968 : a BBN montou a rede

  • A ARPANET surgiu em 1969 com um software pouco elaborado.

  • 1974 : múltiplas redes e o conjunto de protocolos de que fazem parte o TCP e o IP.

  • 1983 : mais de 200 IMP e centenas de “hosts”. A administração da rede passou para a “Defense Communications Agency” - DCA que separou da ARPANET sua parte essencialmente militar (cerca de 160 IMP) criando a MILNET.

Nos anos 80 muitas redes locais conectaram-se à ARPANET dificultando a procura de “hosts” o que levou à organização das máquinas em domínios e no mapeamento de nomes de “hosts” em endereços IP. Em 1990 a ARPANET deixou de existir.

  • No final dos anos 70 a “National Science Foundation” - NSF criou a NSFNET.

  • Na Universidade Carnegie-Mellon havia um elo entre a NSFNET e a ARPANET.

  • IBM e MCI criaram a “Advanced Networks and Services” - ANS que, em 1990 assumiu a NSFNET (que tornou-se ANSNET).

  • 1991 : “National Research and Educational Network” -NREN 3 Gbps (“Super rodovia da Informação”).

  • 1995 : a ANSNET foi vendida para a “America On Line” - AOL.

  • Os protocolos TCP e IP tornaram-se os únicos oficiais da ARPANET em 01/01/1983. A Ethernet com endereços IP começou em novembro de 1987. A tecnologia é baseada no modelo cliente servidor.

Outras redes surgiram, no início dos anos 80, tais como a “Because It’s Time Network” - Bitnet. A contrapartida européia da Bitnet era chamada EARN.



No final dos anos 80 a rede crida pela ARPANET não militar e a NSFNET crescera tanto que tornara-se não mais uma ligação de “hosts” e sim uma ligação de redes ou rede de redes, ou seja passou de uma internet para a Internet.


  • 1980 : CERN e um projeto para transportar idéias e pesquisas dentro da organização, utilizando a Internet. Esse projeto mesclava as tecnologias de recuperação de informação e hipertexto. O projeto foi chamado de “World Wide Web” - WWW e a primeira demonstração pública foi feita em dezembro de 1991.

  • MOSAIC no “National Computer Center for Supercomputing Applications” - NCSA em abril de 1993.

  • 1994 : SGI + MOSAIC  Netscape Navigator 2.0 em outubro de 1995.

  • Microsoft Internet Explorer ainda em 1995 mas promovido como parte integrante do Sistema Operacional em 1996.

Com o sucesso avassalador da Internet praticamente todas as outras redes foram conectando-se a ela e perdendo sua identidade.

Redes de Computadores - 1º Período de 2000 - Cap 4 - Fls.






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