100 motivos para ir ao dentista parte final antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex



Baixar 89.73 Kb.
Encontro21.10.2017
Tamanho89.73 Kb.


100 MOTIVOS

PARA IR AO

DENTISTA

PARTE FINAL
Antônio Inácio Ribeiro

2001


ODONTEX

ÍNDICE


81. Para tratar de respiração bucal 003

82. Para remover hiperplasias 003

83. Para tratar de displasias 004

84. Para cirurgias decorrentes de trauma 005

85. Para avaliar sangramento gengival 005

86. Para tratar lesões bucais 006

87. Para fazer uma osteossíntese 007

88. Para tratar da maloclusão 007

89. Para avaliar síndromes 008

90. Para tratar odontomas 009

91. Para melhorar a auto-estima 009

92. Para corrigir fissura do lábio 010

93. Para tratar osteomielites 011

94. Para fazer odontossíntese 011

95. Para tratar granulomas 012

96. Para extirpar fibroma 013

97. Para acertar dimensão vertical 013

98. Para corrigir disfunção craniofacial 014

99. Para tratar de luxações 015

100. Para corrigir maus hábitos 015


81

PARA TRATAR DE

RESPIRAÇÃO BUCAL

É o hábito de respirar pela boca decorrente do desvio de septo, adenoide ou amígdalas, comum em pacientes com anomalias de posicionamento dos dentes não tratadas, que terminam por provocar uma ampliação da gengiva marginal que, em vista do problema, toma cor vermelho-brilhante e assume um arredondamento, alterando visualmente ainda mais o sorriso e a posição de repouso. Esta conseqüência, nas gengivas, ocorre com edema e crescimento das papilas. Todos estes fatores juntos levam a um dessecamento da mucosa, reduzindo a resistência da mesma. O tratamento, de acordo com o caso, é a correção ortodôntica do problema, que se não completamente resolvido, pode requerer a participação de outros especialistas.

Afora as vantagens estéticas visíveis, existem as melhoras fonéticas e as do próprio aparelho respiratório, pela fisiologia da respiração ser mais adequada ao nariz. Vantagens importantes a considerar são as fonoaudiológicas, tanto que aos que se submeteram a tratamento é recomendado, depois deste, um encaminhamento a fonoaudiólogo, para a complementação da reabilitação e reeducação.

Seu dentista facilmente diagnosticará o problema e o encaminhará ao ortodontista, também conhecido como ortopedista facial, que são os especialistas indicados para a solução desta anomalia, que nos casos mais simples se corrigem com aparelhos móveis e, nos mais complexos, requerem aparelhos fixos. A idade ideal é tão logo se aperceba da dificuldade de respirar com a boca fechada, de forma a fazer um diagnóstico em tempo adequado e iniciar o tratamento assim que a idade óssea permitir ou for conveniente, inclusive como tentativa de solução com aparelhos móveis de uso noturno.

82

PARA REMOVER



UMA HIPERPLASIA

É uma proliferação anormal de células. A dental, que é a mais conhecida, acontece em pacientes que usam dentaduras que encaixam mal. Para começar, a pressão causa um corte que pela irritação constante, dá lugar a uma hiperplasia. Seu lugar mais comum é a crista alveolar, também acontecendo bastante no sulco vestibular. Uma alteração não tão comum, mas complexa na solução, é a hiperplasia do côndilo, um desvio lateral da mandíbula com desvio da arcada dentária inferior. O primeiro sintoma é o afastamento das arcadas no lado da lesão. A epitelial focal é uma infecção de origem viral que acontece em adolescentes, com elevações modulares múltiplas e moles. Outras são a fibrosa, conhecida como elefantíase gengival, que é um espessamento das gengivas, encobrindo todo ou quase todo o dente e a papilar inflamatória associada a próteses mal ajustadas, inflamando a área devido ao impacto do alimento entre as papilas. A maioria destas são solucionadas com pequenas intervenções, sendo algumas com possibilidade de recorrência.

Tratá-las é impedir, antes de tudo, que se alastrem e que continuem importunando seus portadores, às vezes com dor, outras pela aparência ruim. Mesmo as que não incomodam, pelo fato de serem resultantes de um crescimento anormal de células, devem ser observadas com atenção e alvo de correto diagnóstico, seguido de tratamento.

Como nem todas apresentam sintomas imediatos, muitas vezes seu surgimento já é a própria fase avançada, motivo pelo qual é sempre recomendada uma consulta imediata ao seu dentista que, dependendo do caso, o encaminhará a um especialista, o periodontista ou cirurgião bucomaxilo facial.

83

PARA TRATAR



DE DISPLASIAS
São desenvolvimentos anormais, como a dentinária (dentes decíduos posteriores com alteração de cor), a ectodérmica (ausência de pelo e glândulas sudoríparas e sebáceas), as fibrosas (osso substituído por fibras, exclusiva do período de crescimento ósseo, podendo ser monocística ou poliostótica). A monocística é um fibroma com ossificação, mais comum em crianças e adultos jovens, nos quais podem ocorrer migrações dentárias, e a poliostótica é a em que vários ossos são comprometidos, sendo constituinte da síndrome de Albright, quando ocorre com pigmentação e deformidades. Por último, a odontogênica, quando os dentes não fazem sua erupção ou a fazem fora da cronologia, sempre depois do prazo normal, provocando, como conseqüência, uma deformação anatômica, com dentes pequenos, corados de marrom e moles.

Algumas, com tratamento adequado, solucionam-se com interrupção das causas, outras, somente com utilização de próteses, já que o mal não tem solução em si. Não deixar seqüelas é um dos objetivos, interromper sua progressão o outro. Feito o diagnóstico correto, normalmente diferencial, as alternativas de tratamento são bem definidas.

Como a maioria das displasias ocorre numa faixa etária aproximada, o dentista que normalmente costuma constatá-las é o odontopediatra, que é o especialista normalmente eleito para indicação quando quem está acompanhando o paciente é clínico geral. Como crianças e adolescentes não têm o hábito de relatar este tipo de problemas, os pais devem estar atentos ao aparecimento de desenvolvimentos anormais, pelas manifestações descritas em cada uma delas.

84


PARA CIRURGIAS

DECORRENTES DE TRAUMA

Traumatismo é uma forma de lesão física conseqüente a um impacto sobre o corpo, na região da face, neste caso chamadas de lesões de ordem traumática da área bucomaxilo facial, para caracterizar atendimento odontológico. As lesões são chamadas traumáticas e no caso de não haver solução de continuidade na pele lesionada, recebem o nome de contusão. No caso destas, ocorrerão sempre internamente. As mais comuns decorrem de acidentes automobilísticos, do trabalho, da prática de esportes, resultantes de quedas ou brigas, além de outros tipos de golpes incidentes na região da face. A reabilitação é, na maioria das vezes, através de cirurgia corretiva.

Na maioria dos traumas por acidentes, o atendimento visa à reabilitação funcional e estética do paciente, tanto a nível de tecido ósseo como nos tecidos moles, com reposicionamento dos tecidos e recomposição de eventuais partes perdidas. As intervenções desta natureza quase sempre brindam soluções satisfatórias, salvo casos de grandes perdas ou atraso no atendimento e perdas significativas de tecidos, casos em que enxertos são uma solução.

Quase todos os traumas requerem atendimento imediato. Os de maiores extensões, a nível hospitalar, e os demais em ambiente de consultório. Nos consultórios os que se solucionam com anestesia local e em ambiente hospitalar, os que demandem anestesia geral ou complementação cirúrgica na forma de equipe multi-profissional, para atendimento cirúrgico em outras áreas. Acidentados com complexidade devem sempre ser conduzidos a hospitais com serviço de bucomaxilo e os sem gravidade maior, dirigidos ao dentista do paciente que, de acordo com o caso, fará a indicação necessária.

85


PARA AVALIAR

SANGRAMENTO GENGIVAL

Vários são os processos que o originam, podendo ocorrer em função de inflamações, ulcerações do epitélio sulcular (fenda entre a gengiva e o esmalte do dente), periodontopatias (doenças nos tecidos ao redor dos dentes), doença de Gaucher (variação de pigmentação devida à substituição do tecido medular), além de outras causas gerais do tipo trauma, tumor, deficiências de vitaminas, hemofilia, hipertensão, entre outras. Identificada a origem, que na maioria das vezes está associada a maus hábitos ou deficiência na higienização, o caminho está aberto para o adequado tratamento, que muitas vezes dependerá do próprio paciente para sua manutenção e impedimento do retorno do mal, com conseqüente sangramento.

Gengivas sadias, higiene supra e subgengival, são garantias de bons dentes por muitos anos e seu inverso, a certeza de problemas e necessidade de tratamento em poucos anos. Salvo as conseqüentes de outras doenças, a maioria das decorrentes exclusivamente de problemas bucais, poderia ter sido evitada se houvesse acontecido prevenção, na forma simples de uma boa e completa higiene oral, que é, sem dúvida, a maneira mais econômica e inteligente de se evitar este tipo de problema.

Nos primeiros sinais de sangramento gengival, consulte o seu dentista, que procurará identificar a verdadeira causa e, de acordo com esta, indicar-lhe o tratamento adequado ou ainda, se for o caso de doença já estabelecida e avançada, lhe indicará um especialista, no caso o periodontista, que é um dentista especializado no tratamento de gengivas e em desenvolver programas de controle para a saúde das gengivas.

86


PARA TRATAR

LESÕES BUCAIS

São mudanças decorrentes de alterações anatômicas ou nos próprios tecidos da boca, com variadas formas de acontecimento no âmbito da Odontologia. As mais comuns são: depressiva (constituem as úlceras), elevadas (quando a superfície está acima do plano normal da mucosa), fibróssea (substituição normal por tecido fibroso), plana (no mesmo nível da mucosa), brancas (aspecto esbranquiçado na língua ou nas bochechas), radiolúcidas (cerca de cinqüenta tipos de lesões que permitem a passagem dos raios-x), radiopacas (cerca de quinze lesões identificadas por oferecerem resistência à passagem dos raios-x) e as lesões vesiculosas (de origem virótica ou alérgica, na forma de pequenas bolsas de líquido). Por terem tratamentos muito variados, somente consulta ao dentista para correto diagnóstico poderá determiná-los.

Algumas tem ciclo curto, que pode ser abreviado por prescrição medicamentosa; outras, apresentam dor e sensibilidade que incomodam e, se tratadas, elimina-se a dor. Por vezes, a participação do dentista, indicando adesivos de superfície e aplicações discretas de anestésicos tópicos, colaboram no enfrentamento típico do mal-estar causado pelas lesões, enquanto sua causa está sendo tratada.

A quase totalidade das lesões bucais tem tratamento pelo próprio dentista clínico geral que lhe atende, inclusive porque com acompanhamento, a maioria delas tem tratamento rápido e simples. Algumas poucas, mais complexas, podem requerer exames para um diagnóstico mais apropriado e tratamento cirúrgico que, dependendo do caso, pode ser feito pelo seu dentista, noutros, encaminhados ao patologista e cirurgião bucomaxilo facial.

87


PARA FAZER UMA

OSTEOSSÍNTESE

São realizadas para suturar diretamente os fragmentos decorrentes de uma fratura. Podem ser feitas por intermédio de utilização de fios metálicos, chamada de osteossíntese metálica, ou com o uso de placas metálicas, quando são empregadas placas de metal com perfurações para colaborar na soldadura de fraturas, com perda de pedaços do osso e que, por isso, necessitam de estabilização para sua reconstituição. No caso do uso de fios, sua escolha se deve ao fato de ser difícil a redução por aproximação de grande número de fragmentos. Em ambos os casos a via de acesso é pelo bordo inferior da mandíbula, fazendo-se perfurações no osso para passagem dos fios ou colocação de parafusos.

Este tipo de tratamento tem como finalidade primeira colaborar com a soldadura óssea, tal qual a que acontece com o gesso nas fraturas de pernas ou braços, buscando-se, pela imobilização, o favorecimento para as condições de união ideal dos ossos que se pretende unir e que, por seus fragmentos, dificilmente atingiriam bons resultados sem fios e placas.

Sempre realizadas por cirurgiões bucomaxilo faciais que, para sua maior segurança e tranqüilidade, podem ser de indicação de seu dentista e, caso entenda oportuno, este poderá participar da intervenção como assistente-auxiliar. Para diminuir o temor à idéia agressiva de colocação de fios e placas, convém lembrar que o tecido ósseo não tem enervações sensitivas, como o tecido mucoso, e portanto, não resulta em dor, quer no ato da colocação, quer no período que estes e estas permanecerem até a completa consolidação do osso fraturado, não havendo, assim, necessidade de temor para estes tratamentos.

88


PARA TRATAR DA

MALOCLUSÃO


Também chamada de má-oclusão, é decorrente de uma relação anormal dos maxilares superior e inferior, afetando a oclusão, que é o correto posicionamento dos dentes no ato de abrir e fechar a boca, tanto para falar como para mastigar, ou ainda em busca da posição de repouso. Podem ser antero-posteriores, vertical ou transversal, segundo as direções, e classificadas em dental, esquelética e combinada ou funcional, de acordo com as áreas. Todas tem inúmeras classes e sub-classes, que somente um profissional competente e estudioso será capaz de identificar para melhor tratar.

As maloclusões geram disfunções e, em muitos casos, dores e problemas na articulação temporo mandibular que, com o tempo, podem inclusive alastrar-se para dores de ouvido e enxaquecas, sendo seu tratamento uma maneira de eliminar ou prevenir dores que, muitas vezes, trazem desconforto extremo, por serem constantes e prolongadas, embora não intensas ou agudas na sua fase inicial.

Muitas vezes, ou quase sempre, é difícil para o leigo identificar um problema relacionado à maloclusão e quando a dor aparece já é sinal de que o mal já está instalado, a ponto de prejudicar o bom funcionamento da articulação. Por este motivo é importante, na adolescência e início da idade adulta, uma análise específica, para avaliar se os fatores de oclusão estão em ordem. Normalmente, os dentistas que mais entendem de oclusão e maloclusão são os ortodontistas, os protesistas, os periodontistas e os implantodontistas, que serão as especialidades indicadas para o tratamento, pelo seu dentista, caso ele não seja um estudioso da oclusão.

89


PARA AVALIAR

SÍNDROMES

Também conhecidas por síndroma ou síndromo, são os conjuntos de sintomas de uma doença, que aparecem ao mesmo tempo e que se referem a um mesmo mecanismo, ainda que dependentes de causas diversas, mas sinalizando uma determinada enfermidade. Somente as com manifestação na cavidade bucal, em número superior a duzentas, têm sua importância por permitirem identificação de uma série de doenças, em diferentes partes do corpo, pela atenta observação de suas manifestações, desde que munidos de um bom e organizado volume de informações e sinonímias das síndromes.

Entre as vantagens de seu conhecimento, uma é colaborar com o paciente no diagnóstico de alguma enfermidade, principalmente quando ele nem imagina que a possua e, como tal, somente quando esta viesse a se manifestar na fase aguda, pudesse ser motivo de tratamento, em muitos casos, numa situação tardia ou com menores chances de cura. Outra é colaborar com o próprio médico do paciente, fornecendo-lhe elementos importantes para o encaminhamento do diagnóstico.

Dificilmente um paciente é levado a visitar um consultório dentário para identificação de alguma síndrome, também pelo fato do desconhecimento que muitos tem das informações que poderiam levar à sua identificação, pois somente este ano é que estará sendo lançado o primeiro livro específico sobre síndromes com manifestação na cavidade oral, que permitirá aos dentistas terem uma fonte de consulta, para, nos casos de dúvida, buscarem nos sintomas, um correto diagnóstico e encaminhar para tratamento.

90


PARA TRATAR

ODONTOMAS


Os tumores que têm em sua origem uma relação com o sistema dentário são chamados de odontomas e podem ser simples ou compostos. Suas causas estão ligadas à proliferação de células que, quando se formam por mais de um tipo de tecido, são denominados odontomas compostos. Existem vários e a título de identificação os principais são: ameloblástico (também chamados de fibro-odontomas), cístico (composto por tecido dentário duro), complexo (massa de tecido duro), geminado (dentes gêmeos), mole (misto de tecido epitelial e conjuntivo), odontoblástico (devido a um atraso na erupção), coronários (hipertrofia do esmalte), dentre outros. Seu tratamento é a excisão cirúrgica (retirada).

Uma das vantagens de sua retirada é que os odontomas eliminados não retornam. Outra é evitar que atinjam grande volume, já que, nestes casos, podem fragilizar as estruturas, com possibilidade de fratura óssea, que viria a ser um dos seus riscos. Não apresentam grandes perigos, desde que identificados em tempo hábil e extirpados.

Em sua maioria, são descobertos por radiografias, razão pela qual sempre que for feito algum tratamento que as necessite, as radiografias devem ser também analisadas com a intenção de verificar a existência de algum odontoma, visto como uma massa radiopaca irregular, com pequenas formações opacas em seu interior. Nos casos de suspeita, seu dentista o encaminhará para um cirurgião bucomaxilo facial, que é o especialista mais preparado para lidar com este tipo de diagnóstico e, na seqüência, promover sua remoção. Nos casos de dúvida no tocante à interpretação das radiografias, este o encaminhará para um radiologista, que é especialista em fazer diagnósticos radiológicos.

91

PARA MELHORAR



A AUTO-ESTIMA

Diz respeito ao gostar de nós mesmos, de nosso corpo, de nosso rosto, de nosso sorriso. Participa na composição de nosso estado psicológico, do momento que estamos vivendo e da disposição que estamos tendo para com o enfrentamento das coisas da nossa vida, do nosso dia-a-dia. Quando estamos satisfeitos com o que temos e somos, a vida parece fluir mais solta, mais leve. Ao contrário, se temos algo que nos desagrada ou aborrece, perdemos um pouco o gosto pelas coisas, a vida parece que não anda. Colaboram para a auto-estima, principalmente, os detalhes com que convivemos. Por exemplo, uma mancha nas costas não nos aborrece tanto como uma fratura em um dente da frente.

Ter dentes bonitos e sadios é boa maneira de melhorarmos nosso grau de satisfação conosco mesmos, de nos fazer gostar mais de nossa aparência, de nos deixar mais seguros para enfrentarmos as situações que envolvam inter-relacionamento com outras pessoas, principalmente se forem estranhos. Irritamo-nos por alguma dor nas gengivas, alguma ferida bucal ou por ter perdido um dia de trabalho por dor de dentes, faz-nos ter um sentimento de ira para com nosso corpo, que é a perda temporária da auto-estima.

Para que isto não aconteça ou se estiver acontecendo, procure seu dentista, relate a origem de seu descontentamento e combine com ele uma maneira de tratar. Mesmo que você não possa fazê-lo no momento, peça para que ele lhe parcele o tratamento, pois com a auto-estima em alta, nosso desempenho melhora e nosso rendimento também, abrindo possibilidade para mais trabalho e novos ganhos. Se não for seu caso, pelo menos, dias de trabalho não irá perder, ou perder seu emprego pelas faltas e pela falta de auto-estima.

92

PARA CORRIGIR



FISSURA DO LÁBIO
Uma fissura labial está presente quando não acontece a união e o completo fechamento do osso e dos tecidos moles na região frontal do palato. Pode ocorrer em diferentes graus, podendo a fenda ser só nos lábios e, noutros casos, estendendo-se a abertura por todo o palato. Afora as deficiências estéticas, outros problemas estão envolvidos, tais como limitação fonética, ressonância nasal, incapacidade para ocluir corretamente os dentes e, como conseqüencia, dificuldade para impedir o escapamento de ar pelo nariz. O tratamento pode ser cirúrgico ou através de prótese. Para a cirurgia, é importante que já tenha ocorrido o crescimento do maxilar superior a prótese separe a cavidade bucal da nasal.

Mesmo não detendo o desenvolvimento, a prótese é usada para ajudar na estética e nas funções da linguagem, além de permitir uma oclusão dentária funcional, com reabilitação, inclusive psicológica, dos pacientes na estética, na fala e na mastigação, reintegrando-os ao convívio social.

A decisão por prótese ou cirurgia só deve se tomada por equipe de profissionais experientes e capacitados neste tipo de lesão, como a existente na Faculdade de Odontologia de Bauru e, com a colaboração desta, em outros centros de algumas outras cidades do país, onde também é feito tratamento integral, com estudo de cada caso individualmente, pelos distintos e diferentes graus do problema e com indicação de toda a seqüência de tratamento, desde a preparação até a solução definitiva, inclusive com acompanhamento psicológico e orientação aos pais no tocante à melhor maneira de ajudar o portador.

93

PARA TRATAR



OSTEOMIELITES
Osteomielite é uma inflamação do osso, originada na medula, estendendo-se até a parte esponjosa e difundindo-se pelos demais tecidos constituintes do osso. Normalmente produzida por um estafilococo hemolítico. Por via sanguínea, estende-se a ossos sãos como dentes, seios maxilares, alvéolos e tecidos moles ao redor dos dentes. Provocam um tipo de necrose química e traumatismo externo no osso afetado, além de processos infecciosos concomitantes. Seus sintomas são muito parecidos com os de uma infecção aguda, com dor, elevação de temperatura e mal-estar. Os dentes doem e amolecem pela destruição óssea, com exsudato purulento. Seu tratamento se faz com penicilina e ingestão abundante de líquidos.

Por tratar-se de doença grave, no estado agudo o paciente deve ser hospitalizado, donde se conclui ser um problema que não permite esperas e sim ação rápida e segura. Inclusive, para que o portador receba uma dieta hipercalórica e hiperprotéica, além de uma drenagem cirúrgica até que o tecido morto seja extirpado.

Pelo fato de, algumas vezes, seu diagnóstico poder ser confundido com uma infecção aguda, é recomendado que se procure imediatamente o dentista (não ir diretamente ao hospital, porque um leigo pode confundi-la com infecção aguda) e relatando a este todos os sintomas, para que faça o diagnóstico correto e encaminhe a um hospital, com presença de cirurgião bucomaxilo facial, para acompanhamento da parte bucal da doença, inclusive porque não é recomendado fazer curetagem para extirpação dos seqüestros (fragmentos ósseos mortificados) nos consultórios.

94


PARA FAZER

ODONTOSSÍNTESE


Fraturas são rupturas ou rachaduras do osso que podem ser causadas por traumatismo, carência de certos minerais no sangue ou terem a colaboração de algum tumor. Em alguns casos, ocorre em conseqüência da conjunção destes três fatores. Podem acontecer por pressão, tração, flexão ou por torção. Os sintomas mais comuns são dor aguda, deformação na região, inchaço, que pode acontecer com ou sem hemorragia, de acordo com a origem e a causa da fratura, entre outros. Seu tratamento se dá através de uma odontossíntese, que é o procedimento utilizado para imobilizar uma fratura da mandíbula. Conhecida também com termos de mais fácil entendimento, tais como: amarria, ligadura e amarragem, pode ser horizontal (feita só na mandíbula) ou vertical (quando se une esta à maxila).

Considerado o método mais simples e de mais fácil realização, com a vantagem de não impedir que a pessoa trabalhe ou tenha convívio social, porque permite mastigar e falar normalmente. Usam-se fios de aço inoxidável e anéis de borracha. Não traumatiza e permite o restabelecimento da oclusão normal, inclusive deglutir sem limitações.

As medidas preventivas a sua ocorrência são exames de sangue para identificar alguma fragilidade e exames para diagnosticar algum tumor. Isto é o que pode fazer o seu dentista, além de o encaminhar a um bom especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilo facial, que é o indicado para este tipo de atendimento, que na maioria dos casos deve ser feito imediatamente após a constatação da fratura, evitando, desta maneira, que o problema se acentue ou se agrave, com aumento da fratura ou dificultando a sua completa consolidação, que normalmente costuma acontecer, sem deixar vestígios ou seqüelas.

95

PARA TRATAR



GRANULOMAS

Granulomas são tumores, com formação a partir de tecido conjuntivo, apresentando um nódulo inflamatório, caracterizando-se por outras reações teciduais que podem ser observadas na cavidade bucal. Surgem sempre em decorrência de um processo inflamatório com uma irritação associada, às vezes como conseqüência de alterações do estado geral. Dentre vários, os mais comuns são: abscedado (pus na parte central), cístico (encapsulado), dentário (extensão da inflamação pulpar), epiteliado (ilhotas de tecido), infeccioso (lesão crônica), letal mediano (começa no palato, é letal), maligno (nariz e seios dos maxilares, é letal), perirradicular (nódulo inflamatório) e reparador de células (pré-molares e molares na mandíbula).

Em virtude de alguns serem um pré-câncer, como o do dorso da língua ou letais como o mediano e o maligno, é importante estar atento ao seu surgimento. Não correr riscos desnecessários é a melhor postura com relação aos granulomas. Para motivar-se ao seu cuidado, alguns são benignos e, extirpados, não voltam mais. Outros precisam acompanhamento periódico, mesmo após a cirurgia.

Qualquer anormalidade suspeita, deve ser motivo para um exame bucal, que deve ser feito por seu dentista, que fará a primeira avaliação e, de acordo com o caso, poderá encaminhar para exame radiográfico completo e para diagnóstico especializado, ambos podendo ser feitos pelo especialista em radiologia. Sendo necessária intervenção, esta é realizada pelo cirurgião bucomaxilo facial, que é o especialista nesta área, acostumado a tratar de problemas desta natureza, com bons resultados.

96

PARA EXTIRPAR



FIBROMA
Também são tumores, só que têm como característica serem benignos, delimitados e formados por tecido conjuntivo. Os moles tem maior vascularidade e fibras colágenas soltas. Podem também ter consistência dura, ser brancos ou cinzentos. Ambos são comuns na cavidade bucal, sendo os mais conhecidos: ameloblástico (geralmente com um dente impactado), cementificante (raro, não relacionado com o ápice), central (no maxilar ou na mandíbula, de cor branco-acinzentada), de irritação (é o mais comum da mucosa oral, em resposta a alguma irritação local), odontogênico (lembra um cisto dentário, assintomático) e o periférico (localiza-se na gengiva, com calcificação). Os moles localizam-se mais nas bochechas e os duros mais no rebordo alveolar e espaço interdental.

Características vantajosas com relação ao seu tratamento são o fato de serem benignos, de crescimento lento e que podem alcançar grande tamanho sem alterar a benignidade. Normalmente bem localizados, tem excisão fácil e normalmente definitiva. Tem origens simples, como por exemplo, o hábito de morder os lábios ou por alguma outra irritação local, que bem podem ser evitadas ou tratadas, antes de virarem fibromas.

Muitos deles ocorrem na faixa de dez a vinte anos, sendo importante estar atento a anormalidades, de forma a detectá-los, possibilitando assim seu tratamento ou excisão. Por não terem maiores comprometimentos, seu diagnóstico e tratamento pode ser feito por dentista com elementos para identificá-lo e vivência cirúrgica para sua extirpação, que normalmente costuma ser simples e rápida, sem remanescente de dor, além de pós-operatório sem maiores inconvenientes.

97


PARA ACERTAR A

DIMENSÃO VERTICAL


É a altura entre as zonas das mandíbulas que sustentam os dentes naturais, conhecidas como rebordos alveolares, quando os músculos elevadores e abaixadores estão em equilíbrio. Pode ser dividida em dimensão vertical de oclusão (a separação vertical dos maxilares, quando os dentes se acham em contato oclusal) e dimensão vertical de repouso, também conhecida como fisiológica (a separação entre os maxilares quando os músculos elevadores e abaixadores se encontram em estado de equilíbrio). Para se ter uma oclusão equilibrada, as faces oclusais dos dentes devem entrar em contato simultâneo em toda a arcada, com a carga distribuída proporcionalmente por todos os dentes, sendo importante que não ocorra exagero prejudicial em nenhuma parte. Para se ter a oclusão cêntrica, o contato deve ser total e simultâneo, com os dentes em repouso.

Estes conceitos são importantes porque permitem confeccionar uma prótese com o maior número possível de elementos e registros, condição esta que possibilita a realização de próteses dentro dos conceitos da normalidade de funções. Estes elementos são alvo de medições e transferidos para um articulador onde dentista e protético farão os ajustes necessários para a confecção de uma prótese que tenha como vantagem o fato de ter sido simulada em seus movimentos, como acontecem na boca.

Por esta razão, é importante quando precisar de uma prótese, principalmente quando envolver um número maior de dentes, nas duas arcadas, para que a parte fisiológica da sua mastigação não seja alterada, levando a uma maloclusão, que o especialista escolhido para estas próteses mais amplas, conhecidas como reabilitação bucal, seja o protesista.

98


PARA CORRIGIR

DISFUNÇÃO

CRÂNIO FACIAL

São fraturas que provocam uma separação entre o terço superior médio da face e a base do crânio. Acontecendo deslocamento para baixo e apresentando inclinação para trás, a parte fraturada faz com que somente os dentes posteriores se toquem, deixando os anteriores sem contato, problema conhecido na Odontologia como mordida aberta. Normalmente o maxilar é comprometido, mas o corpo do maxilar fratura menos do que o nariz. O traumatismo direto em acidentes de automóvel, quando o corpo é projetado para frente, lançado de encontro ao volante, é o maior causador.

O procedimento é reduzir a fratura, objetivando um acercamento das partes fraturadas para consolidação dentro de um alinhamento dentário, buscando uma oclusão normal. Às vezes usa-se algum tipo de fixação intermaxilar, para promover a tração do maxilar fragmentado ou fraturado. As disfunções podem ser alta, tipo Lefort I (quando acima do osso malar) ou baixa, tipo Lefort II (quando abaixo do osso malar).

Estas correções são complexas, pois envolvem não somente a fase cirúrgica como também, a parte de reabilitação da disfunção, motivo pelo qual devem ser resultado de estudo para correto encaminhamento, a fim de que os resultados fiquem dentro do esperado e atinjam as finalidades propostas no planejamento cirúrgico. Normalmente, os dentistas costumam encaminhar este tipo de tratamento para cirurgiões experientes e com casuística grande em situações similares, de forma que os riscos sejam mínimos e os resultados compensadores, pela amplitude do trabalho realizado e seu envolvimento, quer da parte do profissional, quer da do paciente.


99

PARA TRATAR

DE LUXAÇÕES

Luxação é o resultado de deslocamento da articulação, também conhecidos como deslocamento da mandíbula, por uma desarticulação durante a realização de extrações dentárias. Podem ser mandibulares ou temporomandibular. A mandibular dá-se no sentido posterior e é mais comum de acontecer em pacientes de sexo feminino, quando o côndilo se desloca sob o orifício do conduto auditivo externo, o que é facilmente constatável pela apalpação. Como resultado, as arcadas ficam cerradas. A temporomandibular, normalmente por abertura exagerada da boca, muitas vezes durante tratamento dentário, provocando afastamento do côndilo, afrouxando a cápsula da articulação. Com isto, o paciente não consegue fechar a boca.

Em ambas o tratamento é basicamente a técnica de recolocação do côndilo no seu devido lugar, o que requer conhecimento de anatomia e dos lugares exatos em que as pressões devem ser exercidas, bem como que movimentos e em que momento, devem ser realizados. Num primeiro momento a situação é desagradável para profissional e paciente, mais pelo inusitado e pela situação que se cria, se bem que o reposicionamento é simples e, retornado o maxilar do paciente à posição original, nenhuma alteração permanece e nenhuma outra providência se faz necessária.

Para os dentistas, não chega a ser uma situação complicada, pelo fato de terem estudado este tipo de problema e saberem como agir, além de que nada de anormal resultará desta situação, inclusive por já a terem acompanhado nos atendimentos de faculdade e no relato clínico de colegas que já tenham passado por ela antes.

100

PARA CORRIGIR



MAUS HÁBITOS

Excetuando-se os decorrentes de problemas relacionados com vícios mastigatórios, que terminam por causar gengivites, existem outros que são adquiridos espontaneamente ou por influências para vícios e manias, tais como: morder os lábios sistematicamente, roer unhas, cortar fios e fitas com os dentes por preguiça de buscar um instrumento apropriado, colocar pregos ou parafusos na boca, mastigação de diversos objetos como lápis, lapiseiras e canetas, abrir garrafas com os dentes e outros menos comuns. As conseqüências para estas anormalidades são problemas na oclusão dos dentes, fraturas, quedas de restaurações, além de algumas lesões crônicas.

O procedimento ideal é um interrogatório hábil para identificação do tipo de mau hábito e uma explanação detalhada dos malefícios daquele tipo particular de mau hábito junto à dentição, seus riscos e prejuízos decorrentes, já que levam a lesões de difícil identificação e tratamentos diferenciados. Alguns terminam por trazer conseqüências em outras partes do corpo, como o de segurar pregos na boca, por misturar-se com a saliva ingerida continuamente pelo organismo adentro, outros podem causar conseqüências a longo prazo, como o mastigar lápis, que no futuro poderá ser uma das causas de problemas no ligamento periodontal.

O seu dentista deve ser informado, para o seu bem, de seus maus hábitos, quando existentes, para não ser confundido ao tentar identificar alguma doença e não encontrar razão lógica para a mesma. Na pior das hipóteses ele tentará lhe ajudar, alertando-o e estimulando-o a desvincular-se destes, como um motivador e como pessoa interessada na sua saúde, como um todo.

OUTROS MOTIVOS

PARA VISITAR

SEU DENTISTA

101. Para dizer-lhe que seu tratamento ficou bom

102. Para não faltar ao trabalho

103. Para marcar uma consulta

104. Para avisar sua mudança de endereço

105. Para mostrar o quanto você melhorou

106. Para dizer que aquele medicamento deu certo

107. Para pedir orientação

108. Para pegar uma receita

109. Para pedir um orçamento

110. Para pedir um prazo melhor

111. Para indicar-lhe um paciente

112. Para desmistificá-lo às crianças

113. Para levar os filhos

114. Para sugerir-lhe uma mudança

115. Para apresentar-lhe uma candidata a atendente

116. Para convidá-lo a dar uma palestra

117. Para conhecer o novo vizinho

118. Para levar-lhe uma matéria sobre Odontologia

119. Para pagar tratamentos

120. Para indicar-lhe uma diarista

121. Para apresentá-lo a um amigo

122. Para cumprimentá-lo por seu aniversário

123. Para demonstrar solidariedade

124. Para convidá-lo a entrar para o clube

125. Para conseguir material de trabalho para a escola

126. Para avisar que seu telefone mudou

127. Para fazer-lhe uma surpresa

128. Para prevenir-lhe de algum problema

129. Para apresentar um amigo

130. Para alertar-lhe quanto a algum perigo

131. Para conhecer seu consultório novo

132. Para avisar que sua placa tem um defeito

133. Para cumprimentá-lo pelo dia do dentista (25/10)

134. Para levar-lhe um presente

135. Para mostrar-lhe um folheto de outro dentista

136. Para denunciar falta ética de algum colega

137. Para esclarecer dúvidas

138. Para marcar uma pescaria

139. Para oferecer seus serviços

140. Para dar-lhe uma boa idéia

141. Para conhecer sua secretária nova

142. Para marcar uma consulta

143. Para convidá-lo para uma festa

144. Para informar o número do seu celular

145. Para consultá-lo sobre uma plástica

146. Para estimular um filho a seguir Odontologia

147. Para comentar que lhe fizeram um preço melhor

148. Para ficar mais seu amigo

149. Para presentear-lhe com um livro



150. Para pedir opinião sobre este livro



: 2005 -> mars -> downloads
downloads -> 100 motivos para ir ao dentista parte 07 Antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex
2005 -> Primeira semana do desenvolvimento
2005 -> Grupo II classe I – Plenário
2005 -> Poder judiciário tribunal regional federal da primeira regiãO
2005 -> Projeto de Lei
2005 -> Pais X filhos: No ringue com o piercing
2005 -> Uv c é normalmente absorvida pela camada de ozônio antes de chegar à Terra
2005 -> Çlkj lkj çadlkj fçlakdfçlkasdfçlkdj fçlkaj f çklsj fç alk fçlka fçlkaj fçlkajç fljkadç fklaj fçlkjasdçlfjk çlkfj çalkj fçalksj fçlajk çlfkjasçlkfj çalkj fçlakj dçflkaj çlfkja çldkfj açlkdj fçlakjd çflkaj çlfk jaçlkdj fçlakjfçlkaj dçfkl açlkfj çalkf
2005 -> A obra e o pensamento de Stelarc exibem, de forma clara, uma preocupação com a linha divisória que fica entre o sujeito e o ob
2005 -> O farmacêutico e a dispensação responsável dos medicamentos de venda livre Edinalva Virgínia heringer cardoso




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal