100 motivos para ir ao dentista parte 07 Antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex



Baixar 114.76 Kb.
Página3/3
Encontro21.10.2017
Tamanho114.76 Kb.
1   2   3

Temos que ter consciência de que a primeira e segunda dentições nos foram cortesia do Criador e por ela nada tivemos que pagar. Nosso único compromisso, que deveríamos ter conosco mesmos, seria o de bem cuidá-las. Por as recebermos de graça, muitos não as valorizam na forma devida. Alguns jovens imaginam que tratar dentes é coisa para velhos e só depois de ter mais idade se darão conta de que alguns cuidados com a dentição são fundamentais e devem ser tomados na adolescência, principalmente os que envolvem prevenção e correto posicionamento dos dentes. A fase do crescimento é muito importante também para os dentes, devendo-se cuidá-los como fazemos com nossos cabelos, unhas, barba, banhos e outros afazeres da higiene pessoal, assim como na fase dos “enta”, além de preocupar-se com o coração, devemos dar atenção à nossa dentição. Até porque, se não o fizermos, além de perdermos os dentes, poderemos, por suas infecções e bactérias decorrentes, estar prejudicando todo o nosso organismo, inclusive levando alguns tipos de microorganismos fulminantes para a circulação sanguínea e seu órgão centralizador.

Dentes sem cuidados são como um carro do ano com muitos amassados, pintura estragada e vários pontos de ferrugem. O motor, o estofamento, a suspensão e os pneus podem estar bons, mas seu preço cai violentamente, porque ninguém o quer. Sua aparência é deplorável e nos dias do mundo globalizado a imagem é, muitas vezes, mais importante que o conteúdo, principalmente na primeira avaliação, que não raro nos leva a não analisar com a devida profundidade os demais itens. Pode parecer duro e injusto, mas contém pura verdade. Às vezes, não exteriorizamos estes critérios por normas de conduta social, mas no íntimo os consideramos e fazemos deles verdadeiros paradigmas. E entre estes, ter bons dentes é fundamental para ser bem visto e aceito.

Não desanime! O bom da Odontologia é que todos os seus problemas têm solução. É só não deixar para amanhã. Por que no amanhã você poderá tê-los perdido e, com implantes, as despesas serão maiores, se bem que hoje já bem acessíveis a todos os que dão valor à sua imagem. Não pare por aqui, estes foram os cinqüenta motivos maiores para você ir ao dentista e que mereceram duas páginas cada um por sua complexidade. Os próximos cinqüenta serão bem mais rápidos de ler e de tratar, por isso recebendo uma página cada um. Se você perdeu um ou alguns dentes, vire a página e continue procurando a solução para o seu caso. Você vai encontrar. Se seu problema não estiver aqui, procure um dentista e relate este fato a ele, para que nos avise e possamos ampliar em uma próxima edição.

51

PARA REMOVER



MANCHAS DOS DENTES
São alterações de coloração na superfície dos dentes por motivos diversos. As mais conhecidas são: as alaranjadas, bactérias conhecidas como lutescens; marrons, comuns nos incisivos inferiores, pelo lado da língua, formados por deposição de substâncias aderentes; metálicas, com variações de acordo com o produto que as originou e que pode ser mercúrio, bismuto ou outros; negras, surgidas pela ação de bactérias cromo­gênicas, são mais encontradas nos incisivos inferiores, e as verdes, também atribuídas à ação de bactérias. Outras são as resultantes pelo vício de fumar, que provocam cor amarelada no esmalte. Também existem as manchas da mucosa bucal, que têm origem vascular, como as da sífilis, sarampo e o eritema, provocado pela insolação.

As manchas dos dentes com alterações estéticas são as naturalmente relatadas para tratamento, que é feito por remoção, dos efeitos e do fato causador. As do cigarro voltam se o portador não parar de fumar. Para ajudá-lo na decisão, lembre quantas outras manchas ele causa em outras partes internas e mais sensíveis do seu corpo. Deve-se prestar, também, atenção para as manchas das gengivas e bochechas, porque, embora não aparentem, são as mais perigosas por serem sinal de que algum tipo de câncer possa estar presente.

Para todas, não vacile. Procure logo um dentista, que as analisará e lhe dirá os cuidados que precisam ser tomados. Lembre que, mesmo que estejam sinalizando algum câncer, estas manchas são só um aviso, sinal de que ainda há tempo para tratá-lo enquanto for benigno, que é o caso da maioria. Só a opinião de quem conhece e estudou o assunto deve ser levada em consideração. E nisto você pode confiar, que o seu dentista fez.

52

PARA FAZER



EXTRAÇÕES
As extrações devem ser a última coisa que o dentista deve fazer. Não por serem difíceis, porque, quando um dente está condenado, costuma sair fácil, mas pelo que elas significam: tirar a razão da profissão que escolheram; não a de serem dentistas mas sim cuidarem da saúde bucal. Por isso, a maioria só o faz em última instância, quando já foram esgotadas todas as alternativas para salvar o dente. Da prevenção ao boticão, está contada a vida de um dente que nos deveria acompanhar pela vida inteira. Se bem que, com os implantes, pelo menos aqui na terra, já existe outra vida, de forma que não se aborreça por já ter perdido algum dente. Os implantes irão ajudá-lo a trazer de volta o seu sorriso.

Fazer extrações só tem vantagens quando os dentes a serem extraídos estiverem atrapalhando os outros, como nos casos da ortodontia ou dos do siso. Ou quando seu estado, por doenças, ser origem de focos infecciosos, que estiverem pondo em risco a saúde do paciente. Ainda assim se não houverem meios de combater estas, sem ter que extrair o dente. Por todos estes cuidados, fica claro que as extrações são a última opção e que só devem ser realizadas quando todas as tentativas para salvamento do dente tiverem sido tentadas.

O seu próprio dentista deve ser procurado para esclarecer e orientar quanto à necessidade de alguma extração ou sobre o que pode ser feito para não fazê-la. Quanto mais você demorar para ir visitá-lo, menores serão as chances de salvar o dente. Para os casos de extrações com finalidade de tratamento ortodôntico, muitas vezes o indicado é que um cirurgião as faça, dadas as exigências que alguns casos requerem, quanto à preservação do tecido ósseo adjacente, que será importante para o tratamento ou, ainda, porque alguns dentes a extrair não erupcionaram, como os do siso e por conta disto apresentem dificuldades maiores no procedimento.

53


PARA EVITAR

TRAUMAS OCLUSAIS

Trauma oclusal é o resultado de pressões na articulação dos dentes, que podem causar lesões nestes e na membrana que os envolve, unindo-os ao osso. Em alguns casos as pressões são exageradas e noutros, mesmo que não tanto, não são suportadas pelas estruturas e, por conta disto, alguns dentes ficam isoladamente expostos a forças oclusais que não conseguem suportar, como acontece no briquismo (movimentos inconscientes), que difere do bruxismo, por ser este noturno. As maloclusões mais nocivas são as que atuam em direção lateral, porque afetam o ligamento periodontal, levando ao afrouxamento do dente e, no caso de não tratamento, à perda do dente. O tratamento é feito removendo-se os pontos de contato prematuros, para que osso novo seja formado e, com isto, reincidir em as fibras da membrana periodontal. Prevenir, consegue-se através de consultas periódicas de avaliação, quando os contatos oclusais são checados e corrigidos.

Ter uma articulação e oclusão bem balanceada é como um elevador bem regulado e revisado. Pára sempre no lugar certo, não dá trancos, apresenta pouco desgaste e pouca necessidade de consertos. Você mastiga melhor, fala mais relaxado, não tem dor e estresse, a não ser provocados por outros fatores. E o melhor: não põe em risco os seus dentes.

Percebendo paradas anormais da mandíbula, sensação de cansaço na maxila ou esforço maior em uma determinada área, principalmente se acompanhada de uma dor leve e localizada, procure seu dentista para certificar-se de não estar sofrendo de traumas oclusais. Caso não seja a área dele, os especialistas que mais entendem de oclusão são os ortodontistas, os periodontistas, os protesistas e os implantodontistas, que poderão dar-lhe um diagnóstico preciso acerca de seus problemas de oclusão.
54

PARA MELHORAR

GENGIVAS E PAPILAS

Afora dentes brancos, bem posicionados e sem cáries ou manchas, colaboram para embelezar um sorriso as gengivas e as papilas, que são aquelas partes das gengivas que sobem entre os dentes. Gengivas sadias têm cor similar a da casca de maçã e textura da casca de laranja. Têm seu ponto crítico no sulco gengival, que é a área em que mais costuma se formar a placa bacteriana. Quando infeccionadas, escurecem e, se não tratadas, retraem-se, o que também acontece quando friccionadas em demasia na escovação. Com tártaro subgengival, costumam sangrar, o que é sinal de algum problema. As papilas, se irritadas, podem se hipertrofiar, aumentando de volume e chegando a mudar de coloração. Seu tratamento é, basicamente, a limpeza, no consultório, com curetas mais ultra-som e escovação mais fio dental na residência.

Ter gengivas e papilas sadias, em posição certa logo após o término do esmalte dos dentes, é sinal de juventude e boa conservação. Contrário a este ar jovial do sorriso, estão gengivas e papilas retraídas, problema denominado de recessão gengival, que, além da associação à idade avançada, caracteriza doença, mesmo que não seja visível ou perceptível a inflamação que provoca estas retrações. As gengivas e papilas estão para os dentes, como a moldura está para um quadro.

Não se deve esperar que as gengivas doam ou sangrem para procurar um dentista, pois neste momento a doença já estará instalada. O mais correto são consultas anuais ou semestrais, de acordo com orientação do dentista, exatamente em função do maior ou menor fator de risco de cada paciente. Os perio­dontistas têm, ainda, recursos para melhorar a estética gengival, inclusive para aqueles que mostram ou têm gengivas em excesso.

55

PARA COLOCAR



UM PROVISÓRIO

São próteses de um ou mais dentes, colocadas pelos dentistas, durante o período em que são feitos os preparos e confeccionada a prótese definitiva. Nos casos unitários, eles usam dentes que já vêm pré-fabricados e são unidos aos dentes dos lados por resinas que endurecem rapidamente. Para casos de mais dentes, são confeccionadas, no laboratório de prótese, próteses simples, também com dentes de estoque, chamadas de próteses provisórias. Estas têm durabilidade pequena, porque são feitas para permanecer somente por alguns dias, assim como sua fixação também é feita com cimentos provisórios, que, se forem forçados, afrouxam. Nestes casos tem-se que voltar ao consultório, levando este provisório que se soltou, pois ele é que será recolocado. Às vezes, os provisórios soltam porque têm algum contato com o dente oposto, que não deveria existir, devendo, por isso, ser reajustado. Estas readaptações não têm por objetivo prolongar a vida dos provisórios e sim somente permitir que funcionem por mais alguns dias, enquanto está sendo concluída a prótese definitiva.

Os provisórios permitem que o paciente possa levar uma vida quase normal durante o período em que se processa a sua reabilitação, principalmente na parte estética, já que a funcional precisa um tipo de prótese que resista às forças mastigatórias. Quando as próteses são grandes e dependem de montagem em articulador, modelos de estudos e provas em cera ou metal, os dentistas fazem um provisório melhorado, que chamam de prótese intermediária, que, além de provisórios, funcionam para avaliação.

Para próteses pequenas, seu dentista não terá dificuldades de encontrar a solução adequada. Se ele não for protesista e a prótese for complexa, talvez o indique a um especialista.

56

PARA TRATAR



ÚLCERAS BUCAIS

No âmbito odontológico são mortificações reduzidas dos tecidos, com um processo de desintegração, normalmente expondo capas mais profundas destes. As mais comuns são a aftosa (nas glândulas mucosas), de contato (arestas dentárias e próteses mal adaptadas), sifilítica (nas línguas e lábios), traumática (causada por dentaduras), tuberculosa (na ponta e bordas da língua) e a recorrente (com um exsudato branco-amarelado ou acinzentado). Na cavidade bucal as úlceras são de dimensões reduzidas em tamanho, mas nem por isso devem ser descuidadas, pela possibilidade que algumas apresentam de repetidas ulcerações. Outras são extremamente dolorosas e, na maioria, deve ser objeto de biópsias. O tratamento de quase todas é a remoção do fator causal, sendo que muitas desaparecem em poucas semanas.

Não correr riscos é a maior vantagem e segurança que se pode ambicionar, no caso de úlceras bucais. A preocupação com desdobramentos que estes processos podem apresentar, certamente deixam apreensivos inclusive os que não costumam se preocupar muito com estas ocorrências, motivando a maioria para as iniciativas acertadas.

O correto e oportuno diagnóstico é parte importante do tratamento e precisa contar com a colaboração do paciente, no sentido de, sempre que perceber alguma alteração, por menor que seja, procurar seu dentista e relatar o que vem acontecendo, isto mesmo sem saber exatamente o que está acontecendo. As perspectivas de tratamento adequado aumentam nestas situações e o que poderia ser preocupante, resolve-se em pouco tempo. Mesmo que sejam casos mais graves, a possibilidade de encaminhamento a um patologista bucal facial em tempo certo, aumenta muito a chance de um bom prognóstico.


57

PARA FAZER

UM TRANSPLANTE

Transplante acontece quando existe a necessidade, com possibilidade, de se substituir um dente que foi ou será perdido, por outro. Na teoria existem três hipóteses: auto-transplante (entre dentes do mesmo paciente), homo-transplante (com dentes de outra pessoa) e hetero-transplante (usando-se dentes de outros animais). Não são de uso corrente na Odontologia, principalmente após o sucesso dos implantes, exigindo condições especiais com respeito ao germe dental doador e com relação à área receptora. Nos poucos e selecionados casos em que se realizam, a quase totalidade é de auto-transplantes, inclusive por seus maiores índices de sucesso.

Uma vantagem destes transplantes é que o dente transplantado tem todas as condições de desenvolver um novo ligamento periodontal, além de manter a sua polpa viva e, com isto, ter uma existência totalmente normal no novo alvéolo. Quando uma pessoa tem 32 dentes ( o frequente é serem 28) e alguns deles se encontrem apinhados, na possibilidade de perda de dentes por outros motivos, os transplantes são uma boa alternativa, que, se der certo, têm a vantagem de serem econômicos.

Diferentemente dos reimplantes, que são emergenciais, os transplantes são feitos em cirurgias eletivas, cercadas de planejamento e preparativos, o que colabora muito para a obtenção de bons resultados. Como a maioria dos dentistas não os realizam, se for indicado, provavelmente seu dentista o encaminhará a um cirurgião bucomaxilo facial, que é o especialista mais experiente e indicado para este tipo de intervenção, que se realiza no próprio consultório deste, sob anestesia local e em curta duração. Tendo 32 dentes e prevendo perda, pergunte a seu dentista sobre esta opção de aproveitamento.




: 2005 -> mars -> downloads
downloads -> 100 motivos para ir ao dentista parte final antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex
2005 -> Grupo II classe I – Plenário
2005 -> Poder judiciário tribunal regional federal da primeira regiãO
2005 -> Projeto de Lei
2005 -> Pais X filhos: No ringue com o piercing
2005 -> Uv c é normalmente absorvida pela camada de ozônio antes de chegar à Terra
2005 -> Çlkj lkj çadlkj fçlakdfçlkasdfçlkdj fçlkaj f çklsj fç alk fçlka fçlkaj fçlkajç fljkadç fklaj fçlkjasdçlfjk çlkfj çalkj fçalksj fçlajk çlfkjasçlkfj çalkj fçlakj dçflkaj çlfkja çldkfj açlkdj fçlakjd çflkaj çlfk jaçlkdj fçlakjfçlkaj dçfkl açlkfj çalkf
2005 -> A obra e o pensamento de Stelarc exibem, de forma clara, uma preocupação com a linha divisória que fica entre o sujeito e o ob
2005 -> O farmacêutico e a dispensação responsável dos medicamentos de venda livre Edinalva Virgínia heringer cardoso


1   2   3


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal