100 motivos para ir ao dentista parte 07 Antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex



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100 MOTIVOS

PARA IR AO

DENTISTA

PARTE 07


Antônio Inácio Ribeiro

2001


ODONTEX

ÍNDICE


37. Para prevenir o câncer bucal 03

38. Para aplicar selante e flúor 04

39. Para tratar doença periodontal 05

40. Para corrigir mordida cruzada 06

41. Para eliminar o tártaro dos dentes 07

42. Para identificar e extrair cistos 08

43. Para não ter dor de cabeça 09

44. Para fazer documentação radiográfica 10

45. Para melhorar a parte sexual 11

46. Para fazer um reimplante de dente 12

47. Para pôr placa de relaxamento 13

48. Para corrigir mordida aberta 15

49. Para corrigir diastema 16

50. Para seus dentes não caírem 17

51. Para tirar manchas dos dentes 18

52. Para fazer extrações 19

53. Para evitar traumas oclusais 19

54. Para melhorar gengivas e papilas 20

55. Para colocar um provisório 21

56. Para tratar úlceras bucais 21

57. Para fazer um transplante 22

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PARA PREVENIR O



CÂNCER BUCAL

Existe um conjunto de procedimentos destinados a acompanhar periodicamente as pessoas interessadas em precaverem-se quanto ao surgimento das diversas possibilidades de câncer da cavidade oral, que são: câncer do palato, câncer da área retromolar, região situada atrás dos dentes molares; câncer das gengivas; câncer do lábio; câncer da língua; o mais fatal entre os da cavidade oral, principalmente se em diagnóstico tardio, câncer dos ossos maxilares e o câncer da região jugal, também conhecido como câncer das bochechas. Exames periódicos (por exemplo, uma vez ao ano junto com a consulta de “check up” bucal) ajudam a identificar pequenas lesões que, se não tratadas poderão evoluir para alguma forma de câncer.

Maneiras de prevenir e minimizar os riscos de surgimento do câncer bucal são iniciativas simples, embora envolvam decisões que alguns relutam em tomar. A primeira é fácil: boa higiene oral, a segunda é a partir da eliminação de possíveis irritadores, como bordos filosos nos dentes, terceiro é o tratamento imediato de todo e qualquer foco infeccioso, quarto são correções de próteses mal adaptadas ou frouxas que podem provocar feridas crônicas e por último o mais difícil: interromper o vício do fumo, que é um dos maiores causadores de câncer na cavidade oral. Como prevenção, qualquer lesão bucal que não seja diagnosticada com segurança deve ser motivo de biópsia, para tirar dúvidas e permitir tratamento em sua fase inicial, pois como em outros tipos de câncer, nesta fase existem melhores e maiores condições de serem tratados. Como tratamentos, os mais usuais são a cirurgia e as radiações. Para esta região do corpo humano, nos casos de câncer bucal, a maioria tem indicação para a cirurgia e alguns casos recebem orientação para radiação, acontecendo às vezes indicação para tratamentos envolvendo ambos. Antes da decisão por qual tratamento, o importante é que a pessoa esteja amparada por um especialista competente em diagnóstico na área.

Havendo suspeita, o melhor caminho é um diagnóstico o quanto antes, para aumentar as chances de um prognóstico positivo. Os sinais ou indícios de câncer da boca são as feridas sem cicatrização espontânea, regiões endurecidas continuamente, dificuldades de movimentação da língua, problemas para deglutir alimentos, dificuldades na fonação, aumento significativo na secreção salivar. Fora da cavidade oral, deve-se prestar atenção em nódulos endurecidos na região do pescoço. Quaisquer destas presenças separadas ou em conjunto devem servir de alerta para um exame mais criterioso e encaminhamento a especialista. Neste caso o profissional mais indicado é o patologista bucal, que por sua atuação e conhecimentos, é o especialista mais capacitado para os primeiros procedimentos em casos de suspeita de câncer. Se considerarmos que a maioria das indicações de tratamentos para os diversos tipos de câncer bucal serão por intermédio de intervenção cirúrgica, também pela necessidade de encaminhamento de exames do tipo biópsia, os cirurgiões bucomaxilo faciais, dentre os especialistas da Odontologia, são os mais acostumados e conhecedores quanto ao tipo de exames a serem solicitados e a forma correta de fazê-los.

Lugares certos para encontrar especialistas na área da cirurgia e patologia, são as faculdades de Odontologia, que sempre tem professores nestas especialidades, e na maioria dos hospitais, especificamente na traumatologia, onde, normalmente, costuma figurar um cirurgião bucomaxilo facial na equipe. Todos os bons profissionais conhecem os mais importantes cirurgiões bucais da cidade, que devem ser os procurados, tanto para diagnóstico, como para tratamento dos diversos tipos de câncer da cavidade oral.

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PARA APLICAR

SELANTE E FLÚOR

A adição de flúor na água, num processo conhecido como fluoração, prática comum, hoje, nas médias e grandes cidades brasileiras, junto com a crescente inclusão deste nos dentifrícios bucais, constitui-se em excelente iniciativa para proteção dos dentes quanto à prevenção ao surgimento de cáries. Havendo dúvidas quanto a sua existência ou querendo-se uma dose de segurança, muitos dentistas preconizam a aplicação de flúor na forma de gel ou pastilhas, que são soluções de fluoreto de sódio a 0,2%. Outra alternativa usada com ótimos resultados para a profilaxia e manutenção dos dentes sem cáries é a aplicação de selantes, que são substâncias com a propriedade de aderirem ao esmalte do dente e que por impedirem o desenvolvimento de microorganismos e carboidratos (calorias), impedem o surgimento de cáries, principalmente na infância e adolescência, que é a fase mais susceptível e de maior dificuldade de conscientização à perfeita higienização.

A existência de água fluorada deve ser motivo de questionamento dos pais junto a dentistas ou à prefeitura do município, inclusive porque, se insistentemente questionada, poderá se motivar por sua adição. Por segurança, devem ser preferidos os cremes dentais com flúor. A aplicação tópica de flúor é iniciativa dos pais e sugestão dos dentistas conscientes, ficando a aplicação de selantes, o método mais caro e eficiente, como opção de total segurança, desde que renovada nos períodos certos, como uma verdadeira vacina contra as cáries. Sua aplicação envolve o isolamento da área que receberá a aplicação, a regularização, através de polimento dos dentes a receberem o selante, fixação deste por um líquido condicionador, normalmente um ácido do tipo fosfórico e, finalmente, a aplicação do adesivo, secagem e fixação por meio de ativação com luz fotopolimerizadora. Esta aplicação, normalmente, tem como resultante várias camadas, motivo pelo qual alguns autores referem-se ao selante sempre no plural, preferindo a denominação selantes para o procedimento e seu resultado.

A vantagem dos selantes, quando aplicados é que com raríssimas exceções, a criança ou adolescente que recebe o tratamento está livre de cáries, seus inconvenientes e custos. Como lembrete, o renovar das aplicações nos tempos certos prescritos pelo dentista é a garantia de estar livre das cáries. Nas aplicações com gel ou pastilhas, as reduções medidas em dentes cariados, entre os que optaram por este tratamento, são expressivas, principalmente se comparados a crianças que não receberam nenhum tratamento com esta finalidade. Estudos de sanitaristas e especialistas demonstram que as necessidades de flúor estão cobertas pelas quantidades aplicadas, tanto nas águas quanto nos dentifrícios, comprovando-se, através de estatísticas sua eficácia na profilaxia da cárie. Todas, em seus distintos graus, são iniciativas vantajosas se considerarmos os benefícios que trazem, não só econômicos, como de saúde e bem-estar.

Hoje se tem, como idade ideal para começar os cuidados com a prevenção à cárie, a fase do bebê, seguindo-se um acompanhamento mais rígido na infância e um controle estreito na adolescência, não se imaginando, em qualquer uma das fases, que o beneficiado vá ter iniciativa espontânea. O certo é escolher um odontopediatra como profissional mais indicado para administrar e orientar os cuidados com a saúde bucal de seus filhos. Faça sua parte, incentivando os procedimentos orientados e cobrando e controlando as providências sugeridas por este especialista. Como recompensa, pense em dentes saudáveis e sadios para o resto da vida.

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PARA TRATAR



DOENÇA PERIODONTAL

A má ou falta de higiene bucal, o não uso do fio dental, a falta de consultas periódicas ao dentista e alguns fatores genéticos predisponentes, entre outros, podem levar-nos a ter inflamações nas gengivas, que são os sinais mais comuns do início da doença periodontal, assim chamada porque peri significa ao redor, periférico e odonto, dente. Os passos seguintes, se ela não for tratada, são a formação de uma bolsa inflamatória, que leva à perda de osso do alvéolo ao redor do dente e, finalmente, a perda do próprio dente que, sem adequada sustentação, amolece e cai. Ela existe em dois níveis: primeiro, o que afeta só a superfície da gengiva, também conhecida como gengivite marginal e gengivite descamativa, respectivamente com e sem destruição da superfície das gengivas. E o segundo, quando são afetadas as estruturas profundas, conhecido como enfermidade periodontal destrutiva crônica, abscesso periodontal e trauma periodontal, segundo o estágio em que se encontre.

O tratamento da doença periodontal tem duas tendências, que para alguns dentistas são dois estágios. O primeiro, chamado de preventivo ou conservador, em que são usadas curetas raspadoras, que removem placa bacteriana, tártaro e tecido inflamado embaixo das gengivas, sem abri-las, buscando, com esta profilaxia, interromper ou diminuir o avanço da doença das gengivas, caracterizada por sua inflamação. O segundo, conhecido como cirúrgico, em que as gengivas são abertas cirurgicamente e as raízes dos dentes expostos, para que o dentista possa, com visão direta, remover todos os tecidos inflamados ao redor dos dentes e, naquele momento, estancar o processo, permitindo que a gengiva volte a se unir aos dentes. Tanto no primeiro como no segundo método, a participação do paciente passa a ser fundamental para o futuro da doença. Se ele a partir do risco de perder os dentes e por ter gastado um bom dinheiro com eles, conscientiza-se e muda radicalmente seus hábitos, passando a higienizar corretamente, a doença das gengivas pode estar curada. Se voltar a ser relapso, não seguindo a orientação do dentista quanto à higiene bucal, em algum tempo a doença volta e com ela o risco de perder os dentes precocemente.

Identificando a tempo a doença das gengivas, principalmente através de visitas regulares ao dentista, seu tratamento tem melhores chances de dar certo, porque nesta fase inicial, ainda não ocorreu perda óssea e a sustentação dos dentes ainda não está comprometida. Com acompanhamento você saberá em quais pontos sua escovação e uso do fio dental estão deficientes e receber, nessas áreas, uma profilaxia compensatória nas consultas de manutenção. Outro motivo para tratar das gengivas é para que elas não se retraiam, começando a expor parte das raízes, dando aos dentes uma aparência ruim por estarem muito longos e mostrando partes com cor e tipo de esmalte diferente, denunciando relaxamento ou maus tratos na higiene. Sem contar que a perda de gengiva envelhece violentamente o sorriso, chegando, em certo estágio, a levar seu possuidor a escondê-lo.

A partir dos trinta anos você deve começar a perguntar a seu dentista como está a saúde de suas gengivas, principalmente se seus pais perderam dentes por problemas deste tipo. Se for o caso, ele passará a fazer um controle mais constante da presença ou não da placa bacteriana. Se você for portador de doença periodontal, ele lhe indicará um periodontista, que é o especialista no tratamento destes problemas, o qual lhe apresentará um programa de manutenção, preventivo ou terapêutico, conforme seu caso estiver a necessitar. Perca um pouco de tempo, se é que se pode pensar assim, mas não perca seus dentes, porque repô-los sairá bem mais caro.

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PARA CORRIGIR



MORDIDA CRUZADA

Se quando mastigar ou falar, ao encaixar os dentes dos dois maxilares, houver uma inversão de posição de alguns deles em relação aos planos inclinados dos mesmos, levando a um encaixe por fora, do dente que deveria encaixar por dentro, diz-se que este tem mordida cruzada. É um problema simples, muitas vezes com participação genética, agravado por maus hábitos como sucção dos dedos ou uso de chupeta. Para ajudar na identificação, acontecem de quatro tipos: anterior, envolvendo a região dos dentes entre os caninos, posterior, quando ocorre nos dentes de trás dos caninos e unilateral ou bilateral, se for só de um lado da boca ou se forem nos dois lados. Sua conseqüência são dentes tortos, que, se não corrigidos, podem ir agravando o problema por aquisição de novos maus hábitos, que poderão alterar toda a oclusão e, no futuro, causar dores na articulação.

Seu tratamento, segundo a idade em que se encontra o possuidor, poderá ser feito com aparelhos móveis ou fixos. Casos mais simples, com poucos ou um só dente para corrigir, podem ter solução com o uso, por um período não muito longo, de um aparelho móvel que, de acordo com orientação do dentista ou especialista que estiver tratando, poderá ser usado somente enquanto a pessoa estiver dormindo. Casos de média complexidade podem determinar uso contínuo e, em algumas situações, complementados por aparelhos extra-orais, para acelerar o tratamento, alguns usados só durante o período noturno. Somente os casos maiores e mais difíceis irão precisar colocação de aparelhos fixos, em tratamentos mais prolongados, existindo ainda as situações em que a mordida cruzada é transversal e ampla, tanto na parte anterior como na posterior. Para estes, um especialista vai fazer estudos específicos para decidir se há necessidade de tratamento cirúrgico, tal qual é indicado para casos de prognatismo ou retrognatismo.

Boa parte dos adolescentes com mordida cruzada tem complexos decorrentes das anomalias de aparência que estes problemas envolvem. Os casos tratados não deixam nenhuma seqüela, sendo ao leigo impossível identificar se a pessoa foi portadora de mordida cruzada no passado. Os tratamentos não levam à dor e, exceção aos aparelhos fixos e cirurgias, têm valores baixos e razoáveis, se considerarmos os benefícios psíquicos e funcionais que trazem. Não arriscar ter problemas de articulação no futuro e sofrer com dores de cabeça por disfunções na articulação temporomandibular, é outra boa razão para tratar destas maloclusões.

Não esperar a adolescência chegar para começar o tratamento é boa iniciativa, pois permite alternativas de soluções mais simples, aproveitando que o esqueleto ainda está em fase de desenvolvimento e crescimento. Estas opções além de mais fáceis, envolvem tratamentos mais econômicos e rápidos, que se não mostrarem resultados totalmente satisfatórios, não inviabilizam os outros tratamentos complementares a seguir. Consultas de diagnóstico são recomendadas sempre que se perceber a existência de alguma anormalidade, ainda que em estado inicial. Algumas vezes seu próprio dentista poderá prescrever aparelhos móveis conhecidos como ortopedia funcional ou ortodontia preventiva. Os especialistas que atuam resolvendo todos os problemas desta área são os ortodontistas e ortopedistas faciais. Pedir indicação para seu clínico geral é maneira de ir sempre ao profissional certo.

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PARA ELIMINAR O



TÁRTARO DOS DENTES

Não havendo boa higienização sistemática e contínua com escova e fio dental, a formação da placa bacteriana é conseqüência certa. Esta, se não removida completamente, mineraliza embaixo das gengivas, originando o cálculo, a denominação certa do tártaro subgengival. Para os que nem com a escova fazem limpezas no esmalte dos dentes, acontece a formação de cálculo supragengival que, mesmo não mineralizado, adere-se ao esmalte. Quanto à aparência, podem ser amarelo claro ou marrom-escuro. O primeiro é removível facilmente pelo dentista, com instrumentos apropriados e o segundo, que é mais denso e duro, tem sua remoção mais difícil. Estes por sua dureza e formação disforme tem o agravante de durante a mastigação, promoverem microcortes nas gengivas, principalmente em sua parte interna, provocando sangramento e estimulando inflamações, aumentando, assim, a degeneração dos tecidos que o circundam.

Para eliminá-lo e curar as doenças das gengivas que ele provoca, é, antes de tudo, necessário interromper a cadeia orgânica de sua formação, constituída pela matéria orgânica do líquido bucal, na qual encontramos microorganismos, saliva, soro, células epiteliais e restos de alimentos, entre outros. Se este conjunto não for removido pelas escovas e fios dentais, começam a mineralizar-se pela incorporação de sais inorgânicos da saliva. O tártaro só ocorre em pessoas que não conseguem ou não estejam conscientes da necessidade de pelo menos quatro escovações diárias, sendo uma complementada pelo uso correto do fio dental. Por este motivo pode-se afirmar que seus portadores precisarão sempre da ajuda de um dentista para não sofrerem conseqüências graves na forma de doença periodontal e conseqüente perda dos dentes. Não bastará a remoção simples do tártaro, que é feita com instrumentos chamados curetas, que promovem uma raspagem da superfície dos dentes, tanto na área do esmalte como na das raízes, mas uma atenção especial do paciente para evitar o retorno do problema.

Não tendo tártaro e impedindo a formação da placa bacteriana, as gengivas ficam mais saudáveis, sem irritações típicas das inflamações e com uma aparência agradável por estarem, assim, bem unidas aos dentes, fazendo inclusive uma espécie de proteção às suas raízes. A ausência de placa e tártaro garantem a permanência por muitos e muitos anos de todos os seus dentes, com despesas pequenas, representadas pela troca, de tempos em tempos da escova dental, além da aquisição de fio dental e dentifrício, despesas infinitamente pequenas se comparadas ao custo das cirurgias perio­dontais. Algumas pessoas tem tanto tártaro que chegam a estar constantemente irritadas pelo mal-estar provocado pelas inflamações das gengivas, muitas sem saber a origem de sua irritabilidade.

Se ao passar a língua, ou durante a escovação ou uso do fio dental notar que eles não deslizam suavemente, está caracterizada a presença do tártaro. Se suas gengivas sangram ao escovar ou ainda sem escovação, com certeza é porque o tártaro o está provocando. Na verdade, já passou da hora de ir ao dentista, que, por ideal, deveria ter sido procurado para remoção da placa. Seu dentista lhe fará, sempre que você o visitar, a profilaxia necessária. Constatando-se doença periodontal, o indicado será recorrer a um periodontista, o especialista que estudou, em regime de pós-graduação, todas as maneiras corretas de tratar os distintos estágios da doença. De preferência, este deve ser indicação de seu próprio dentista, em função do tipo de tratamento que você poderá precisar.

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PARA IDENTIFICAR E



EXTRAIR CISTOS

De forma simples, cisto, é o conteúdo de uma cavidade, de natureza diferente da cápsula onde se localiza. Existem cerca de cinqüenta tipos distintos de cistos, também conhecidos popularmente como tumores ou granulomas, possíveis de ocorrência na cavidade oral. Estão divididos em dois grandes grupos: os dos maxilares (tecidos duros) e os dos tecidos moles. Nos maxilares, podem envolver ou não um dente, sendo por isso chamados de odontogênicos ou não-odontogênicos. Nos tecidos moles, os mais comuns são o mucoso, mucocele, gengival, epidermóide, branquial e tiroglosso. Algumas vezes, identificam-se por alterações de volume apresentadas na palpação e noutras, por exames radiográficos. Dependendo de sua natureza e localização, podem ou devem ser objeto de biopsia para correta identificação de sua malignidade ou não. Alguns costumam ser recidivos, voltando depois de algum tempo de sua extirpação, motivo pelo qual é recomendado o exame preventivo da região, de tempos em tempos.

O tratamento da maioria dos cistos é, quase sempre, cirúrgico, variando-se, de acordo com o tipo e a localização, a sua modalidade, que pode ser a extirpação, por via intra ou extra-bucal, a excisão, que envolve corte e amputação da área, a enucleação, em que ocorre um esvaziamento da área cística, a remoção conservadora, em que as estruturas adjacentes são preservadas e a curetagem, quando ocorre uma simples raspagem da área afetada. A decisão por uma ou outra alternativa de técnica é decisão do cirurgião, tendo, na maioria dos casos, a indicação orientada pela casuística vasta, encontrada na literatura especializada, onde as possibilidades já executadas são relatadas, comparando os sucessos de uma e outra, permitindo avaliar bem qual a mais adequada para aquele tipo e local de lesão. Daí se afirmar que o mais importante em um cisto é seu correto diagnóstico (identificação exata do tipo de cisto presente), já que este permite chegar ao melhor procedimento para sua intervenção e, por conseguinte, a sua cura definitiva.

Resolver um problema por constatação de um cisto é, antes de mais nada, uma questão de busca de alívio pelas implicações que, se não tratado, este pode trazer. Uma biópsia é a garantia de que o mesmo não está mais presente e comprovar sua benignidade, que diga-se de passagem, estatisticamente é bem maior do que a malignidade. Postergar decisões quanto à intervenção em formação cística é permitir que este vire trauma, dada a tendência que muitos têm de, com o tempo decorrido sem solução, sempre pensar no pior. E retardar o tratamento é a pior decisão para os cistos, visto que, em sua maioria, o tempo só faz aumentá-los, aumentando, com isto, a área que demandarão na sua intervenção, exigindo, com mais tempo, reparações maiores ou deixando cicatrizes grandes ou seqüelas, que, se realizados no tempo certo, muitas vezes nem ficam.

Seu dentista irá orientar-lhe, nos casos mais complexos, a procurar um cirurgião bucomaxilo facial, que é o especialista por excelência para intervir nestes casos. Se forem pequenos, como é a maioria dos casos, as intervenções são realizadas no próprio consultório, demoram o tempo de uma consulta, dificilmente passando de uma hora. Para os casos mais complexos, você poderá pedir a seu dentista, além da indicação de um bom cirurgião, que ele o acompanhe durante a cirurgia, de forma que você se sinta mais seguro e que ele, por ser seu amigo, possa depois lhe relatar com confiança o seu prognóstico (previsão para o pós-operatório).
43

PARA NÃO TER

DOR DE CABEÇA

Toda dor tem uma origem e, geralmente, refletem uma anormalidade em alguma parte do organismo. Para os que não costumam resolvê-la com analgésicos e a tomam como advertência para algo que não esteja bem e, a partir disto, saem em busca de sua causa para tratá-la, são indicadores de que algo está errado com seu corpo. Algumas delas estão acompanhadas de febre, relacionadas com alguma infecção dentária. Normalmente, são transmitidas por movimentos dos túbulos dentinais, provocando expansões ou contrações nestes. Sabendo-se que a maior parte das patologias relacionadas ao sistema mastigatório e localizadas na cavidade oral são passíveis de infecção por penetração de microorganismos patogênicos nos tecidos orgânicos e suas manifestações mórbidas, a dor de cabeça é um sinal. Muito mais quando se sabe que estes organismos infecciosos são multiplicáveis rapidamente, tais como vírus, bactérias e fungos, é fácil entender a ocorrência, na cavidade oral, de focos infecciosos, numa área localizada contendo colônias destes organismos patogênicos. Outras dores de cabeça têm origem em disfunções do sistema masti­gatório, como, por exemplo, as da articulação tempo­romandibular ou maloclusões dos maxilares, onde músculos, ossos e dentes se articulam de forma errada, dando por isto origem a dor.

Nestes casos, os analgésicos são sempre paliativos, que se não cessada a causa que dá origem à dor, esta voltará depois de passado o efeito da medicação. Nada contra seu uso, visto que as dores de cabeça, na maioria das vezes, são desagradáveis e, em alguns momentos, com elas não podemos conviver. O correto é, assim que possível, interromper a medicação analgésica e ir ao dentista, caso a suspeita de sua origem tenha algo a ver com a sua boca, para que este possa, sem o efeito medicamentoso, identificar precisamente qual o motivo que o está levando a sentir dor. Este tratado, a dor não voltará e se foi feito um “check up” bucal, removidas as hipóteses que poderiam tê-la causado, persistindo a dor deve-se procurar um médico, para tentar descobrir que outros fatores a possam estar causando.


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