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Guia do Representante Regional ABUL

RRABUL




1 – INTRODUÇÃO
1.1 – DEFINIÇÃO
O RRABUL é o representante da ABUL para uma determinada região que poderá ser um ou mais estados, um ou mais municípios ou simplesmente uma área de concentração de UL a ser definida de comum acordo com outros RRABUL e com a ABUL. Cabe a ele coordenar as atividades dos demais colaboradores da ABUL (RTABUL, CCABUL e MCABUL)

1.2 – OBJETIVO
O RRABUL é nomeado para aproximar a ABUL dos seus associados e demais pilotos de UL, com o objetivo de facilitar-lhes, inicialmente, a legalização de seus documentos pessoais (CPD e CMPU/CCF) e posteriormente, nas revalidações, e dos documentos de seus UL (CAV, CME e seguro), de modo a que todos tenham a documentação em dia, conforme exige a lei.

1.3- ATIVIDADES DO RRABUL
Como representante da ABUL numa região, cabe ao RRABUL:
- Coordenar os serviços dos demais colaboradores da ABUL;

- Conseguir mais adesões à ABUL, entre os pilotos da região;

- conduzir o processo de habilitação, aplicando as provas teóricas e realizando o cheque de vôo ou então designando um CCABUL para realizá-lo;

- Indicar à ABUL novos CCABUL, RTABUL e MCABUL;

- Conduzir ou auxiliar o pessoal do SERAC nas investigações de acidentes, seguindo as orientações contidas no item 8-Segurança de Vôo;

- Orientar as escolas, os instrutores e os CCABUL quanto às suas funções e responsabilidades e quanto ao uso dos guias e manuais da ABUL;


1.3.1- DELEGADO ABUL
Quando a situação local assim o recomendar, será nomeado um DELEGADO ABUL para atuar junto a um clube ou grupo de pilotos com base num mesmo local.
Ele será um representante local da associação devendo se reportar ao RRABUL.

1.4 - FATO GERADOR
A ABUL inicialmente tinha como filiados os clubes de UL, e tinha como objetivo primário a coordenação da atividade na área desportiva com a organização de competições.
A concepção original feita pela ANAC para a habilitação dos pilotos, através do CPD, fornecido por aquele órgão mediante uma simples declaração de uma escola atestando que o piloto teria completado com aproveitamento o curso teórico e prático, não teve o sucesso pretendido com esta medida. Vários pilotos obtiveram seus CPD sem os conhecimentos teóricos mínimos necessários, principalmente no tocante aos regulamentos de tráfego aéreo, gerando com isto, muitos problemas com infrações de tráfego e até alguns riscos de colisão, como aconteceu com UL/BOEING, cujo piloto alegou desconhecer as regras de tráfego que o proibia de voar naquela área.
A ANAC como órgão responsável pela Aviação Civil, não podendo omitir-se, tinha basicamente dois caminhos a seguir:
A. restringir o vôo dos UL à áreas sem nenhum tráfego de aeronaves comerciais, proibindo o seu vôo nas Áreas de Controle Terminal (TMA), o que inviabilizaria a atividade de cerca de 95% dos clubes de ULM em funcionamento; ou
B. elevar o nível de conhecimentos teóricos dos pilotos de UL, assegurando, pelo menos, que eles conheçam as regras de tráfego. O cumprimento destas regras será conquistado com um trabalho de conscientização dos pilotos e até de uma auto-fiscalização, para que alguns poucos pilotos indisciplinados não venham a prejudicar uma coletividade pois, com certeza, se persistirem estas irregularidades, a ANAC ver-se-á obrigado a coibi-las.
A elevação do nível de conhecimentos do piloto de UL foi obtida com a exigência de prova de conhecimentos teóricos de Regulamentos, Conhecimentos Técnicos, Teoria de Vôo, Meteorologia e Navegação e de um vôo de cheque. Além disso, o CPD tem validade de 3 (três) anos e será revalidado mediante uma prova de regulamentos e um vôo de recheque.
Como o sistema de habilitação da ANAC não poderia absorver mais esta tarefa com a simplicidade burocrática necessária, houve por bem delegar à ABUL:


  • Confeccionar o currículo mínimo exigido;

  • Confeccionar as provas teóricas;

  • Aplicar estas provas;

  • Realizar os vôos de cheque e de recheque;

  • Emitir o CPD (a partir de JAN 2000)

A ABUL, em conseqüência, redigiu e publicou um MANUAL DE CONHECIMENTOS TEÓRICOS PARA ULTRALEVE, que foi aprovado pela ANAC, do qual serão retiradas as questões para as provas teóricas. Este manual é vendido pela ABUL para as escolas e clubes que o revendem aos pilotos e alunos.


A ABUL também tem disponível o MANUAL DE VÔO EM ULTRALEVE e o MANUAL DO INSTRUTOR E ULTRALEVE. Nestes manuais você encontrará o programa teórico mínimo e o programa prático para um curso de ultraleves. Estes manuais descrevem as manobras de vôo e serão a base para o Checador Credenciado da ABUL exigir no vôo de cheque.
Mesmo com todos estes cuidados alguns pilotos indisciplinados interferiram nos tráfegos de aeródromos controlados e invadiram outros espaços aéreos controlados sem autorização dos respectivos órgãos ATC. Como conseqüência a ANAC, por recomendação da DEPV, aumentou o nível de conhecimentos exigidos para habilitar um piloto de ultraleve e permitiu, por outro lado, que os portadores do CPR - Certificado de Piloto Desportivo voassem em espaços aéreos controlados.

2 - PROCEDIMENTOS PARA HABILITAÇÃO
O candidato à obtenção do CPD ou CPR e o piloto interessado em suas revalidações, poderão fazê-lo de duas maneiras:
Indo ao SERAC da sua área, fazendo a prova teórica (é a mesma feita pela ABUL), e fazendo o vôo de cheque (por checador credenciado pelo SERAC); ou procurando o RRABUL de sua região que aplicará a prova e realizará o vôo de cheque ou indicará um checador credenciado do quadro de checadores da ABUL (normalmente um piloto com larga experiência em UL) para realizá-lo.

2.1 - EXAME DE CAPACITAÇÃO FÍSICA
Pelo novo RBHA 67 um piloto desportivo não necessita mais de um CCF para ser habilitado para voar ultraleves, basta um CMPU - Certificado Médico de Piloto de Ultraleve.
A ABUL cadastrou médicos em todas as regiões e somente aceitará Declarações de Aptidão Psicofísica emitidos por estes médicos. Numa primeira etapa a ABUL cadastrou somente médicos que também fossem pilotos. Numa segunda etapa, quando dispusermos de uma publicação que possa fornecer aos médicos as particularidades da Medicina de Aviação, poderão ser cadastrados outros médicos. É desejável que tenhamos, no mínimo, dois médicos em cada cidade onde haja um clube ou um núcleo de pilotos desportivos.
A ABUL tem uma Comissão Médica que elaborou um GUIA do MCABUL seguindo os Requisitos Mínimos que constam no RBHA 103A.
A ANAC autorizou e a ABUL emite um CMPU – Certificado Médico de Piloto de Ultraleve para os pilotos que apresentarem uma Declaração de Aptidão Psicofísica.

Os pilotos que desejarem o CMPU deverão encaminhar para a ABUL a Declaração de Aptidão Psicofísica e R$5,00 para despesas.


O endereço da ABUL:


Rua Santa Luzia 799- sala 502- Centro


Rio de Janeiro/RJ

CEP: 20030-041

2.2 OBTENÇÃO DO CPD DE PILOTO ALUNO
O RBHA 103.143 criou a figura do Piloto Aluno para o qual será emitido o respectivo CPD.
Estabeleceu também que para alguém poder atuar na condição de Piloto Aluno deverá atender os seguintes requisitos:

  • Ser detentor de um CMPU;

  • Estar matriculado em uma escola;

  • Ter sido aprovado em testes preliminares realizados pela escola;

  • Ser possuidor de uma declaração da escola de que é Piloto Aluno.

Diz ainda que o Piloto Aluno somente poderá voar solo depois de:



  • Completar 18 anos;

  • Ser julgado apto pelo responsável técnico da escola;

  • Ter passado nos exames teóricos

Para atender esta nova exigência da ANAC, as escolas poderão solicitar o CPD diretamente à ABUL devendo enviar o pedido por e-mail abul@abul.com.br ou por fax (21) 2532-0384. O CPD será enviado no mesmo dia, via FAX e o original pelo correio. O CPD de Piloto Aluno deverá ser devolvido à ABUL juntamente com a documentação para emissão do CPD definitivo, quando o piloto estiver checado, ao final do curso.



2.2.1 – PILOTOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA
Com a abertura dada pela ANAC teremos agora um maior número de candidatos a piloto que são portadores de alguma deficiência física que poderá ser da capacidade visual, de audição ou motora.

Para estes, a Declaração de Aptidão Psicofísica emitida, diz que os instrutores e, em última instância, os checadores, deverão dar o veredicto final, atestando que os mesmos superaram a deficiência física com sua adaptação ao vôo ou com a adaptação feita ao ultraleve, para os portadores de deficiência motora.


Quando a escola solicitar um CPD para PILOTO ALUNO portador de eficiência física, deverá informar esta condição no pedido.
Todo cheque de vôo de piloto portador de deficiência física deverá ser antecedido de um contato com a ABUL para orientação
2.3 -OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE PILOTO DESPORTIVO

A recomendação da ABUL é que os candidatos obtenham inicialmente a habilitação desportiva (CPD) que exige 15 horas de vôo e, enquanto ganham experiência nos vôos locais (Sítios de Vôo e Espaços de Vôo) estudem e treinem a navegação e demais itens para o cheque para obtenção do Piloto de Recreio (CPR).

Para poder receber a instrução de vôo o candidato deverá possuir um Certificado de PIL AL (piloto aluno) e para isto a escola deverá enviar à ABUL:


  • Ficha de inscrição do candidato;

  • Declaração de Piloto Aluno;

  • Declaração de Aptidão Psicofísica;

  • Cópia da identidade e do CPF do candidato

  • Comprovante do depósito da anuidade da ABUL ( 48% do salário mínimo e, taxa do certificado de PIL AL (R$5,00) e do CMPU (R$5,00) na conta da ABUL.


2.3.1 – OBTENÇÃO DO CPD
2.3.1.1 - O candidato deverá ser apresentado ao RRABUL por uma escola autorizada a funcionar pela ANAC (o mesmo ocorre caso ele opte por fazê-lo diretamente no SERAC), conforme modelo do Anexo D do RBHA 103A.
2.3.1.2 - O RRABUL aplicará as provas, com consulta, das cinco matérias {REGULAMENTOS (70 min de duração), CONHECIMENTOS TÉCNICOS (30 Min), METEOROLOGIA (30 min), TEORIA DE VÔO (30 min) e NAVEGAÇÃO (30 min)} para os candidatos que não possuírem outras licenças da ANAC. O aproveitamento mínimo é de 90%.
Para candidatos aprovados nas provas teóricas da ANAC para Piloto Privado Avião, será exigida uma declaração de que está ciente do que dispõe o RBHA 103A e cópia da licença, sendo liberado das provas teóricas, caso queira um CPD para UL AVA TER.

Para pilotos habilitados com qualquer Licença da ANAC, exceto avião, será aplicada somente a prova de CONHECIMENTOS TÉCNICOS e enviada a cópia da licença;



OBSERVAÇÃO: Pilotos portadores de uma Licença de Piloto Privado e com CHT - Certificado de Habilitação Técnica em dia não necessitam de CPD para voar UL BAS TER ou UL AVA TER. Para voar aeronaves ultraleve aquáticas ou anfíbias deverão ter a habilitação para avião anfíbio.
2.3.1.3 - O candidato aprovado nas provas teóricas com nota mínima 9 (nove) ou tendo apresentado a declaração será submetido ao vôo de cheque. O RRABUL dará ao candidato uma FICHA DE AVALIAÇÃO preenchida com o nome do candidato e o nome do examinador que ele designar para realizar o vôo de avaliação. Caso o CCABUL também seja instrutor, não deverá designá-lo para checar seu aluno;
2.3.1.4 - O RRABUL encaminhará para a ABUL:

  • O CPD de Piloto Aluno (para quem não possuir nenhuma outra licença da ANAC)

  • as provas teóricas ou a declaração de que conhece o RBHA 103A e cópia do CCT

  • a ficha de avaliação do vôo de cheque

  • cópia do recibo do depósito bancário de quantia em dinheiro referente à taxa do CPD:

    • R$ 20,00 para inicial


2.3.1.5 - A ABUL emitirá o CPD e o encaminhará ao RRABUL para entrega ao piloto.
OBS: O candidato reprovado poderá fazer nova prova após 15 (quinze) dias ou novo vôo de cheque após ter realizado o treinamento recomendado pelo checador, conforme o RBHA 103A.
2.3.2 – OBTENÇÃO DO CPR

Os CCABUL autorizados a realizar os vôos de cheque para PR também são autorizados a realizá-los para Piloto Desportivo mas o inverso não é verdadeiro.



2.3.2.1 - O candidato deverá ser apresentado ao RRABUL por uma escola autorizada a funcionar pela ANAC (o mesmo ocorre caso ele opte por fazê-lo diretamente no SERAC), conforme modelo do Anexo D do RBHA 103A
2.3.2.2- O RRABUL aplicará as provas, sem consulta, das cinco matérias {REGULAMENTOS (70 min de duração), CONHECIMENTOS TÉCNICOS (30 Min), METEOROLOGIA (30 min), TEORIA DE VÔO (30 min) e NAVEGAÇÃO (30 min)} para os candidatos que não possuírem outras licenças da ANAC. O aproveitamento mínimo é de 70%.

Em breve, as provas serão aplicadas pela internet.

Para candidatos aprovados nas provas teóricas da ANAC para Piloto Privado Avião, será exigida uma declaração de que está ciente do que dispõe o RBHA 103A e cópia do CCT, sendo liberado das provas teóricas, caso queira um CPR para UL AVA TER.

Para pilotos habilitados com qualquer Licença da ANAC, exceto avião, será aplicada somente a prova de CONHECIMENTOS TÉCNICOS e enviada a cópia da licença;



OBSERVAÇÃO: Pilotos portadores de uma Licença de Piloto Privado e com CHT - Certificado de Habilitação Técnica em dia não necessitam de CPR para voar ULM básico ou avançado terrestre. Para voar aeronaves ultraleve aquáticas ou anfíbias deverão ter a habilitação para avião anfíbio.
2.3.2.3 - O candidato aprovado nas provas teóricas com nota mínima 7.0 (sete) ou tendo apresentado a declaração será submetido ao vôo de cheque. O RRABUL dará ao candidato uma FICHA DE AVALIAÇÃO preenchida com o nome do candidato e o nome do examinador que ele designar para realizar o vôo de avaliação. Caso o CCABUL também seja instrutor, não deverá designá-lo para checar seu aluno;
2.3.2.4 - O RRABUL encaminhará para a ABUL:

  • O CPR de Piloto Aluno (para quem ainda não tem CPD) ou o CPD UL BAS ou AVA para quem não possuir nenhuma outra licença da ANAC)

  • a ficha de avaliação do vôo de cheque

  • cópia do CCF ou do CMPU

  • cópia do recibo do depósito bancário de quantia em dinheiro referente à taxa de R$45,00 do CPR.


2.3.2.5 - A ABUL emitirá o CPR e o encaminhará ao RRABUL para entrega ao piloto.
OBS 1: O candidato reprovado poderá fazer nova prova após 15 (quinze) dias ou novo vôo de cheque após ter realizado o treinamento recomendado pelo checador, conforme o RBHA 103A.

OBS 2: Os pilotos portadores do CPD UL AVA emitidos até15 AGO 2001, farão somente a prova de REGULAMENTOS e o cheque de vôo.


2.4 - REVALIDAÇÃO DE CPD ou CPR
A. O piloto procurará o RRABUL e solicitará a prova teórica de REGULAMENTOS e o vôo de recheque.
B. O RRABUL aplicará e corrigirá a prova e fará o vôo de cheque ou indicará um checador credenciado para fazê-lo;
OBS: Pilotos com qualquer outra licença da ANAC e com seu CHT válido somente farão o vôo de recheque.
C. O RRABUL encaminhará a ABUL:

  • a prova teórica do piloto (para CPD. Para CPR será via Internet) ou a cópia do seu CHT

  • a ficha de avaliação de vôo de recheque

  • a ficha de filiação à ABUL (para não sócio)

  • cópia do documento de identidade (para não sócio)

  • cópia do CPF ( para não sócio)

  • cópia do CCF ou CMPU

  • cópia do recibo de depósito bancário de quantia em dinheiro referente à emissão do CPD (R$15,00) ou CPR (R$25,00)

  • Depósito de 48% de um salário mínimo à época referente à contribuição anual para a ABUL.


D. A ABUL emitirá e encaminhará o CPD ou CPR e o CMPU ao RRABUL para entrega ao piloto.

3 - FILIAÇÃO A ABUL
A filiação à ABUL será feita individualmente pelos pilotos.
A filiação individual será feita junto ao RRABUL que preencherá a ficha de filiação, cobrará a anuidade equivalente a 48% de um salário mínimo.
Os valores arrecadados pelo RRABUL deverão ser depositados pelo mesmo na conta:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ULTRALEVES

BANCO BRADESCO

Agência 1075-8

Conta Corrente 026777-5
O RRABUL deverá encaminhar a ABUL



  • ficha de filiação

  • cópia do documento de identidade

  • cópia do CPF

  • cópia do CPD ou CPR

  • cópia do CCF ou Atestado Médico

  • cópia do recibo bancário



4 - SERVIÇO DE DESPACHO DE DOCUMENTOS
A ABUL, como não dispõe de pessoal suficiente para outros serviços, que não o de secretaria, utiliza o despachante da R.G.ALBRECHT para auxiliar seus associados nas transferências de propriedade de aeronaves junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro da ANAC, com um desconto substancial sobre os valores cobrados aos não sócios.

5 – ORGANIZAÇÃO DA ABUL
O RRABUL poderá ser ele mesmo um CCABUL, RTABUL ou MCABUL, dependendo das suas qualificações. Poderá contar com um ou mais destes colaboradores para melhor atender aos filiados da ABUL na região, indicando-os para que sejam cadastrados ou credenciados.
5.1 - QUADRO DE CHECADORES DA ABUL
Para a realização dos vôos de cheque e recheque, a ABUL mantem dois grupos de pilotos credenciados como checadores: um para Pilotos Desportivos e outro para Pilotos de Recreio.

A inclusão de novos pilotos nestes grupos será feita por proposta à ABUL pelo RRABUL.


5.2 PERFIL DO CHECADOR CREDENCIADO DA ABUL - CCABUL
O CCABUL deverá ter amplo conhecimento teórico, principalmente da legislação aeronáutica vigente e das cinco matérias obrigatórias, conforme o conteúdo do MANUAL DE CONHECIMENTOS TEÓRICOS PARA ULTRALEVE.
O CCABUL deverá ter experiência de vôo nos ULM nos quais fará o vôo de cheque, conhecendo bem suas características, evitando, desta forma solicitar manobras não apropriadas àquele tipo de aeronave, principalmente quando se tratar de ULM avançado ou algum modelo diferente, pois este vôo deverá ser cercado de cuidados especiais, uma vez que nem piloto nem checador têm muita experiência nestas aeronaves. Casos muito especiais deverão ser comunicados à ABUL antecipadamente para evitar problemas.O CCABUL PR poderá não conhecer bem o UL, mas, neste caso, somente poderá fazer a avaliação em rota.
O CCABUL será um auxiliar do RRABUL no sentido de orientar os associados quanto aos procedimentos necessários à legalização da documentação de aeronaves e dos pilotos, no doutrinamento dos pilotos quanto à segurança de vôo e no cumprimento das Regras do Ar. É, portanto, necessário que o CCABUL seja um piloto disciplinado e consciente da sua responsabilidade.
No vôo de cheque, o checador deverá exigir que as manobras sejam realizadas como descritas nos Manuais de Vôo e do Instrutor.
5.3 – RTABUL - Representante Técnico da ABUL é um técnico em manutenção com reconhecida experiência, que recebe a responsabilidade de realizar as Inspeções Anuais e preencher o RIAM - Relatório de Inspeção Anual de Manutenção das aeronaves ultraleves. Os RRABUL deverão procurar alguém com estas características para indicar à ABUL.

6 - CADASTRO DA ABUL
O RRABUL deverá, segundo a proposta apresentada e aprovada pela ANAC, ter um cadastro das aeronaves e dos pilotos de sua área, de forma a poder informar à ABUL, SERAC e DAC, quando solicitado, os dados e a situação de cada aeronave ou piloto da área, independente de ser ou não filiado à ABUL.

7 - RANKING NACIONAL
Com o objetivo de se obter uma equipe brasileira para representar-nos internacionalmente em competições, reunindo os pilotos de ULM mais competitivos ou que possuam os ULM mais adequados à competição, criamos o RANKING BRASILEIRO DE ULM.
As competições internacionais são todas regidas pelo regulamento da FAI (Federação Aeronáutica Internacional) que é elaborado pela CIMA (Comissão Internacional de Microaviação) que, por sua vez é formada pelos representantes de todas as Associações de ULM dos países filiados à FAI.
Este regulamento prevê os tipos de provas, a pontuação e demais regras para que um evento possa ser realizado com a aprovação da FAI. Os países filiados comprometem-se a não permitir a participação de seus pilotos em eventos não autorizados pela mesma.
Em virtude destas considerações, depreende-se que as provas dos campeonatos que forem qualificar pilotos para o Ranking devem obedecer às regras da FAI, sob pena de não termos nossa equipe preparada para uma disputa internacional. Assim só contarão pontos para o Ranking, as provas reconhecidas pela ABUL e que seguirem as regras por ela ditadas em acordo com o regulamento da FAI.
A ABUL terá sempre um representante presente nas competições para verificar o cumprimento destas regras, tendo o poder de desqualificar uma competição caso seja constatada infração às regras.
As provas regionais poderão ser organizadas pelos clubes e, o piloto que participar de mais de uma prova, terá validada a sua média.
Do CAMPEONATO BRASILEIRO que será organizado pela ABUL junto com um clube ou isoladamente, somente poderão participar pilotos que tenham pontuado em, pelo menos, uma prova regional.
As provas terão peso em função do número de participantes:

Provas com menos de 10 participantes -peso 1.0

Provas com 10 a 15 participantes -peso 1.5

Provas com 15 a 20 participantes -peso 2.0

Provas com mais de 20 participantes -peso 2.5
Obs.: participante é o piloto que voa todas as provas da competição.
7.1 - PONTOS PARA O RANKING
Serão pontuados todos os pilotos que, no resultado final, tenham perdido até 1,5 vezes os pontos do primeiro colocado.

O primeiro colocado receberá 20 pontos

O segundo colocado receberá 15 pontos

O terceiro colocado receberá 11 pontos

O quarto colocado receberá 8 pontos

O quinto colocado receberá 6 pontos

O sexto colocado receberá 5 pontos

O sétimo colocado receberá 4 pontos

O oitavo colocado receberá 3 pontos

O nono colocado receberá 2 pontos

O décimo colocado receberá 1 ponto

Os demais colocados receberão 1 ponto

O Ranking será a soma dos pontos do ano de referência, após os resultados do CAMPEONATO BRASILEIRO, com os pontos do ano anterior.

8 - SEGURANÇA DE VÔO
Com o objetivo de coletar dados e detectar falhas com vistas à um programa de Prevenção de acidentes, a ABUL fará um controle estatístico dos acidentes ocorridos com aeronaves ULM, cujos resultados serão informados periodicamente aos seus filiados, ou imediatamente, caso a situação exija. Para tanto, o RRABUL, deverá preencher e enviar à ABUL, o reporte para Acidente/Incidente (modelo anexo), para todos os casos que cheguem ao seu conhecimento.
A divulgação será feita omitindo-se a identidade dos envolvidos.
Quando tratar-se de um acidente sem explicação aparente, deverá ser procedida uma investigação para detectar as causas do mesmo.
No caso de acidente com vítima, deverá:
*comunicar imediatamente ao SERAC da área

*comunicar à autoridade policial mais próxima

*comunicar à ABUL

*nomear uma comissão para proceder, ou auxiliar o Oficial de Segurança de VÔO na investigação do acidente. O RRABUL presidirá esta comissão, caso o SERAC da área não assuma a investigação. Esta comissão deverá ser composta por pelo menos mais 3 membros, preferencialmente um piloto com experiência no modelo acidentado, um médico e um engenheiro aeronáutico.



Obs.: Deverão ser envidados todos os esforços para que o SERAC da área ou unidade da FAB mais próxima designe um Oficial de Segurança de Vôo para assumir a investigação ou, pelo menos, acompanhar e orientar a comissão nos seus trabalhos.

9 - ORIENTAÇÃO GERAL PARA O RRABUL
A ABUL e seus representantes não têm poder de fiscalização. Nosso trabalho deverá ter como objetivo final o entendimento, pela autoridade aeronáutica, de que os UL e seus pilotos não representam riscos aos demais utilizadores do espaço aéreo e dos aeródromos brasileiros, e que a disciplina responsabilidade e cumprimento das leis e regulamentos é uma constante na prática deste esporte.
Atingiremos este objetivo pela orientação e esclarecimento dos pilotos, conclamando-os a voar com responsabilidade e segurança, tanto própria quanto de terceiros.
A ABUL não tem poder punitivo nem coercitivo. Os clubes podem, e devem, manter a disciplina de seus sócios sob pena de ter sua atividade suspensa pelo SERAC, pois são os responsáveis diretos pelo cumprimento da legislação aeronáutica no seu aeródromo ou sítio de vôo.
O controle da documentação de aeronaves e pilotos é de inteira responsabilidade do clube, através do seu Diretor de Operações e, toda vez que um piloto decolar sem seu CPD ou Atestado Médico/CCF, ou com uma aeronave sem CAV e CME e seguro válido, estará expondo seus colegas de clube ao risco de serem impedidos de voar pela suspensão das atividades do clube pelo SERAC.
O RRABUL informará a ABUL as irregularidades e transgressões ocorridas em sua área para que possamos programar visitas com palestras sobre segurança de vôo e outros assuntos de interesse dos pilotos, pois tentaremos, desta forma melhorar a disciplina e a Segurança de Vôo.
Os pilotos não são obrigados a se filiar à ABUL. Entretanto cabe ao RRABBUL, conscientizar os pilotos de sua área, de que somente através de uma associação forte e representativa, poderemos conquistar avanços para a prática do esporte.
Com a mudança na legislação a ABUL tem agora o seu próprio CPD. Fomos também autorizados a emitir um CMPU - Certificado Médico para Piloto de Ultraleve que emitiremos e que será aceito como comprovante da capacidade física.
Um grande número de filiados, uma redução no número de acidentes e de infrações às Regras do Ar e ao CBA, serão fortes argumentos para conquistarmos credibilidade junto às autoridades aeronáuticas. Dê a sua parcela de contribuição para atingirmos este objetivo.

BOM TRABALHO E BONS VÔOS




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